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Digital: a revolução mais importante deste século

By 26 de março de 2015 Colunas, Hospital, Saúde Pública

A época é propícia para tocarmos no assunto.

Naturalmente não iremos falar nesse espaço sobre as manifestações populares que vem se espalhando pelo mundo, turbinadas pelas redes sociais e sobre as quais todos já temos lido o bastante em outros blogs. O tema deste post se refere à utilização cada vez mais frequente da expressão “revolução digital”, e mais especificamente à onipresença do termo “revolução digital na saúde” nas manchetes americanas sobre o processo de digitalização que vem varrendo os EUA nos últimos anos.

Apesar da distância entre os dois tipos de revolução – aquela que arrebenta nas ruas e a outra, que explode em silêncio nas diversas telas que nos rodeiam- alguns paralelos podem ser traçados sem exagero, a começar pelo fato de que ninguém protagoniza uma revolução sozinho.

Também podemos lembrar que não é fácil identificar uma causa única dentre as tantas razões que fazem a idéia de uma revolução, qualquer que seja, atingir um certo grau de maturidade: problemas econômicos, agitação social, restrições de liberdade, aumentos de impostos…

Sim, de uma maneira geral é possível afirmar: uma revolução não ocorre porque as pessoas estão felizes. Sempre é necessário que haja uma grande nuvem de insatisfações pairando sobre as cabeças de muitos. E algo capaz de a precipitar.

Foi assim que iniciou-se uma revolução digital na saúde americana. Um país que gasta muito com saúde, não enxerga os reflexos destes gastos na população assistida e que ainda deixa uma porção de gente excluída do sistema.

Como uma mão tem que levantar a bandeira e precipitar as mudanças, o Governo Federal americano reuniu corações e mentes ávidas por essas mesmas mudanças, e engajou todo um ecossistema em torno de um inédito plano de ataque.

Logicamente no espaço desse primeiro post sobre o tema, não será possível discutir ponto a ponto cada passo daquela estratégia, a qual deverá ser no futuro matéria obrigatória para todos que pretendem construir uma leitura clara sobre o momento da saúde no século XXI.

Mas para abrirmos um rápido o pano de fundo sobre esse movimento, basta dizer inicialmente que no quadriênio 2011-2015 seguiu-se à risca um Plano Digital de Estado que se desdobrou até aqui em cinco grandes frentes:

1) Adoção e troca de informações através da TI em Saúde;
2) Melhoria da assistência médica e da saúde populacional, e redução dos custos assistenciais através do uso da TI em Saúde;
3) Transformação da TI em Saúde em algo confiável;
4) Empoderamento dos indivíduos, utilizando a TI em Saúde para melhorar a saúde das pessoas e o sistema de saúde como um todo;
5) Atingimento de um aprendizado rápido, bem como de muita rapidez nos avanços tecnológicos.

Assim cada um desses pontos, amplamente discutidos com a sociedade organizada, reuniu uma série de ações que, corretamente orquestradas, visam se somar e chegar a quatro objetivos iniciais:

1) Empoderamento dos indivíduos;
2) Aumento da transparência;
3) Melhorias na assistência, na eficiência e nos indicadores de saúde populacional;
4) Aprimoramento das habilidades para que sejam compreendidos e redesenhados os sistemas de pagamentos e de entrega de saúde.

Sobre esses diferentes trilhos já passaram até aqui muitas caravanas e, surpreendentemente, em muito pouco tempo: jovens empreendedores, tradicionais investidores, novas aceleradoras, reguladores, provedores, pesquisadores, pagadores, tech trends etc.

Como lições iniciais dessa inédita tour de force muito pode-se dizer e, sobretudo, poderá se afirmar ao longo dos próximos anos. Mas dois pontos importantes e que servem de lição para jovens mercados insatisfeitos com a realidade analógica e anacrônica na gestão da saúde já podem e devem ser ressaltados.

Uma verdadeira revolução digital tem transformado mercados tão diferentes em sua aparência, mas tão enferrujados em sua essência, como entretenimento, serviços financeiros, turismo, educação e varejo. Agora parece que chegou a hora da Saúde.

Sim, também é preciso coragem e uma certa dose de generosidade para enfrentar os conflitos naturais que surgirão pelo caminho, bem como visão de longo alcance e muita gente boa para ajudar na missão. Ninguém faz uma revolução sozinho.

 

 

 

Istvan Camargo

About Istvan Camargo

Atualmente conectado ao universo da Medicina Diagnóstica, tendo ingressado no Grupo Sabin em 2018, Istvan Camargo vem inovando na Saúde há mais de 10 anos. Já desenvolveu serviços e estratégias de impacto para Operadoras de Saúde, Farma e Clínicas Populares. Foi pioneiro na criação de redes sociais de saúde, tendo criado cases de sucesso para grandes centros de pesquisa científica e grupos de apoio a pacientes crônicos. Realizou +30 palestras sobre temas ligados à Saúde Digital em conferências como Social Media Week, Campus Party e Health 2.0 LATAM.

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