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Philips apresenta Tasy como solução em tecnologia eficiente e segura para a gestão do cuidado integral do paciente no HIS

Ferramenta permite o compartilhamento do histórico do paciente entre a atenção primária, secundária e terciária, reduzindo exames e contribuindo para que os profissionais de saúde dediquem mais tempo ao cuidado das pessoas

 

São Paulo, setembro de 2018 – A Royal Philips (NYSE: PHG, AEX: PHIA), líder global em tecnologia de saúde, apresenta no Healthcare Innovation Show 2018 as inovações da versão do Tasy, software de gestão em saúde, em HTML5. Através do sistema Tasy, as informações essenciais do paciente são gerenciadas e compartilhadas entre a atenção primária, secundária e terciária, permitindo que médicos, enfermeiras e membros das equipes multidisciplinares sejam ainda melhores ao realizar o que realmente importa: cuidar das pessoas.

No Tasy, o acesso ao histórico do paciente permite a avaliação da condição de saúde integral da pessoa, reduzindo exames, procedimentos e a procura pelo pronto-atendimento. Além disso, a ferramenta ajuda o time assistencial a tomar decisões eficientes com base nos dados sempre disponíveis, considerando o acesso seguro com controle de confidencialidade das informações, conforme as leis de privacidade.

“A Philips desenvolve maneiras de contribuir com a saúde e bem-estar da população desde o nascimento até o envelhecimento. Uma parte importante deste compromisso

é assegurar que o cuidado seja contínuo, proporcionando um fluxo único e confiável da informação”, afirma Letícia Baltazar,Tasy Business Leader do Brasil.

O Tasy em HTML5 foi pensado para oferecer benefícios para pacientes e instituições de saúde, com:

  • Colaboração entre as equipes – Visão integradas para os diferentes profissionais que utilizam o software;
  • Relevância da informação – Dados em tempo real, destaque para informações relevantes, resumos e visões gerais;
  • Fluxo simples – Reconhecimento imediato de ícones ou legendas, formulários enxutos com campos relevantes;
  • Navegação eficiente – Diminuição da carga cognitiva sobre o usuário;
  • Hierarquia consistente – Informações bem estruturadas que deixam claro a hierarquia da informação evidenciada por títulos, cores, ícones e legendas.

 

Tasy: ainda mais benefícios

Atenção primária: a atenção primária vive o grande desafio de organizar, correlacionar e disponibilizar a informação originada de várias fontes e contextos diferentes.Nesse sentido, o Tasy contribui desde o acolhimento do paciente,disponibilizando um processo direcionado, simplificado e sequencial para o registro das informações. Permite também a utilização da CIAP 2 (Classificação Internacional de Atenção Primária – segunda edição) para registro das queixas do paciente e integrada com a lista de problemas que ele relata.Na consulta realizada na atenção primária, é possível utilizar o modelo de notas clínicas SOAP (subjetivo,objetivo, avaliação e plano) e a lista de problemas.

Medicina Preventiva: a ferramenta conta com soluções para o gerenciamento de programas de medicina preventiva e para o cuidado de pacientes que apresentam doenças crônicas.O software possibilita que, por meio do gerenciamento da carteira de pacientes, se encontre potenciais participantes para diversos programas de saúde,conforme o sexo, idade, programas de cuidados específicos em que os pacientes estão inseridos (como hipertensão arterial ou diabetes).

Privacidade de dados: com o Tasy, as instituições podem simplificar a implementação de políticas de privacidade e segurança, protegendo informações críticas, sensíveis e pessoais dos seus pacientes. O mascaramento de dados sensíveis possibilita o acesso correto às informações clínicas, as regras de acesso restringem quem pode visualizar as informações e a confidencialidade de log e registro permite visualizar todo o caminho que uma pessoa usuária percorreu dentro do sistema, desde a entrada até o momento do fechamento do sistema. Técnicas e protocolos internacionais de segurança protegem a identidade do paciente no Tasy

Portal do Paciente (Patient Web Suite): ferramenta do Tasy que contribui para o engajamento das pessoas nos cuidados com a saúde. Nele, o hospital compartilha, em uma única plataforma, informações com os pacientes de maneira mais fácil, otimizando o acesso a resultados e detalhes de consultas,além de agendamento e pedido de agendamento. A ferramenta é acessível por diferentes plataformas, como notebooks, smartphones ou desktops.

 

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18 reflexões sobre o papel do CIO na Saúde

Que a tecnologia substitui cada vez mais processos manuais e tarefas repetitivas já sabemos, inclusive discutimos isso no SBF18. Mas quem são as pessoas envolvidas nesses processos? Com certeza o CIO deve ser uma delas e a percepção de sua importância estratégica é crescente.

A era em que o CIO era visto como um personagem técnico está acabando. Hoje falamos de transformação digital na saúde e o CIO assume um papel cada vez mais relevante, com a missão de encontrar oportunidades de melhorias na assistência e no negócio.

Estar em contato com outros líderes do setor é uma experiência enriquecedora, que proporciona uma reflexão importante: ser um CIO é desafiador. À medida que o tempo passa cada vez mais é esperado que ele realizemos mais com menos recursos.

A participação em eventos proporciona uma oportunidade sem igual de manter-se na vanguarda da inovação, entendendo o que há de mais recente em soluções tecnológicas e tendências, dividindo experiências com outros CIOs e fornecedores.

A troca de ideias, impressões e conhecimentos em eventos como o HIS e a HIMSS me levou a criar a lista abaixo com 18 reflexões sobre esse nosso novo papel:

  1. Sim CIO, o burnout médico também é seu problema, ajude na solução.
  2. Se Inteligência Artificial não está nos seus planos, inclua.
  3. Engajamento dos pacientes: você tem pensado seriamente sobre isso quando define sua arquitetura de sistemas?
  4. Experiência dos pacientes: local onde a TI pode fazer a diferença e mostrar a que veio.
  5. Inovação é uma questão de sobrevivência. Sem pesquisa não há inovação. Sem inovação, não há pesquisa.
  6. Data Analytics: revisitar sua estratégia é mandatório, seu plano pode estar errado.
  7. Cybersegurança tirará seu sono para sempre!
  8. Análises preditivas salvam vidas, seus dados contém tesouros.
  9. Interoperabilidade continua sendo encarada como um problema, já está na hora de você adotar padrões e facilitar para o ecossistema.
  10. Soluções criativas resolvem a maioria dos problemas.
  11. Blockchain: imaturo mas promissor.
  12. “Contrate” robôs e facilite a vida das áreas de negócios.
  13. Sim, EMRAM é um modelo que vai poupar esforços e garantir boas práticas.
  14. Transformação Digital, você está atrasado!
  15. Fornecedores, divida seus problemas e suas estratégias com eles, transforme-os em verdadeiros parceiros.
  16. Trocar experiências te provê conhecimento e insights.
  17. Sim, o paciente deve ser o centro!
  18. Participar de eventos com foco em saúde como o HIS e HIMSS, por exemplo,  é um privilégio.

Confirmei minha presença como palestrante no HIS – Healthcare Innovation Show 2018 e espero poder encontrar você por lá!

2017: O ano de progresso em TI na área de Saúde

A ciber segurança, análise de dados e saúde populacional tem a atenção e o dinheiro das organizações de saúde; que também estão começando a investir em análise prescritiva e inteligência artificial.

A necessidade por maior proteção da segurança cibernética está afundando. O desejo por entender melhor a montanha de dados inexplorados está em ascensão. E a necessidade de começar a melhorar a saúde, não apenas do paciente mas de populações inteiras, está sendo levada a sério.

Estas são algumas conclusões da pesquisa “2017: The Ahead in Health IT” (em livre tradução, “2017: O ano de progresso em TI na área de Saúde”), feita com organizações de saúde pela Healthcare IT News; no qual foram entrevistados 95 executivos de saúde, em outubro de 2016.

Quando questionados sobre quais tecnologias planejam desenvolver em 2017, 52% responderam segurança, 51% métodos analíticos, 44% engajamento do paciente, 44% saúde populacional, 31% PEPs (Prontuário Eletrônico do Paciente), 24% monitoramento remoto do paciente e 22% disseram que vão investir na gestão do ciclo de receita.

 

 

Joe Fisne, Diretor Associado de Informação do Geisinger Health System, observou que esta programação faz sentido.

“A segurança foi considerada a número 1 certamente porque é das coisas mais críticas na área de saúde hoje”, explicou Fisne. “Vivemos em uma era dominada pela tecnologia e, no campo médico, a segurança é um dos pontos frágeis. Por isso a necessidade de investimento nessa área. O monitoramento analítico também é fundamental. Estamos investindo em algumas plataformas de Big Data para obter mais informações e apresentar tendências, práticas e padrões de cuidados médicos. Bem como padrões de doenças ao longo do caminho. E isto caminha de mãos dadas com a saúde populacional”.

 

Telemedicina, PEPs e medicina de precisão

2017 também verá a chegada de muitas tecnologias nas organizações de saúde. Aos entrevistados foi perguntado sobre quais ferramentas eles planejam introduzir ou estudar em 2017. Cerca de 45% disseram dados analíticos, 45% melhora do fluxo de trabalho, 44% telemedicina, 41% saúde populacional, 41% serviços médicos inteligentes, 34% monitoramento remoto dos pacientes e 21% medicina de precisão.

“O que se destaca aqui é a crescente importância da telemedicina como uma forma diferente de acesso, bem como uma maneira alternativa de se conectar com os consumidores”, ressaltou Brian Kalis, Diretor Geral de Práticas de saúde da empresa de consultoria Accenture. “Perceber a telemedicina com maior importância pode ajudar a enfrentar os desafios da produtividade do trabalho no campo da saúde”.

De acordo com Kalis, mesmo obtendo apenas 21% dos resultados da pesquisa, o setor correspondente a medicina de precisão também é bastante promissor.

“Isso representa o que podemos ver se destacar em 2017; foco em medicina de precisão e os investimentos iniciais no uso de medicamentos de precisão para melhorar a saúde. Esta é uma tendência inicial” ele destacou. “Os entrevistados também responderam alta prioridade de investimento em dispositivos médicos inteligentes. Ouvimos falar de uma série de sistemas que analisam novas estratégias para utilizar os dados de saúde gerados pelo paciente a fim de melhorar, amplamente, os cuidados com a saúde”.

2017 não será diferente para as organizações de saúde, se comparado aos anos anteriores, no que se refere ao trabalho com Prontuário Eletrônico do Paciente. Quando questionados sobre quais tipos de projetos de PEP estão ou serão desenvolvidos em suas empresas neste ano; 60% dos entrevistados responderam melhoramento da interoperabilidade, 55% destacaram o fluxo de trabalho, 47% melhorar a usabilidade, 37% desejam adicionar ferramentas de saúde populacional ao PEP, 28% pretendem migrar para as nuvens, 24% melhorar a performance e atualizar o sistema de PEP e 21% substituir o PEP em um ou mais sites.

Esse comportamento faz parte de uma evolução natural baseado no campo de saúde de hoje, explica John Halamka, médico e CIO do Beth Israel Deaconess System e Professor de Medicina da Universidade de Harvard.

“Quando você olha para a qualidade e para os programas de pagamento como o MISP e o MACRA, de repente você visualiza um alinhamento de incentivos onde o médico é remunerado pelo bem estar e qualidade do atendimento em oposição a quantidade”, Halamka pondera. “A menos que você esteja coletando dados sobre o paciente em toda a população, é realmente difícil controlar as despesas, elevar a qualidade e melhorar o fluxo de trabalho. OS PEPs foram colocados, basicamente, como um sistema inútil de comunicação de dados sem ênfase na troca e no fluxo de trabalho. Mas por causa da reforma nos programas de remuneração, nós temos incentivos para colaborar com a troca de dados. As novidades estão borbulhando até o topo”,  ele reflete.

Um dos aspectos das PEPs que muitas organizações continuam trabalhando é o engajamento dos prestadores de serviços. Um dos tópicos da pesquisa gira em torno das ações que serão realizadas em 2017 para que mais médicos e enfermeiros adotem completamente a tecnologia de PEP e 60% respondeu que vai integrar os prontuários eletrônicos do paciente com outras tecnologias que, por exemplo, elevem a saúde da população ou conduza a melhores práticas; 47% disse que pretende melhorar a interface do sistema PEP, 40% pretende mostrar claramente como os PEPs podem ajudar as organizações no gerenciamento dos seus negócios de forma rentável e 38% disse que vai mostrar como a tecnologia traz reduções significativas do tempo gasto em tarefas fora da interação direta com o paciente.

 

Saúde populacional

O estudo “2017: The year Ahead in Health IT” descobriu que o tópico saúde populacional é considerado como alta prioridade para a maioria das organizações de saúde. Quando questionados sobre os planos das companhias para implementar um sistema de saúde populacional em 2017, 20% dos executivos responderam que sim, eles estão planejando desenvolver novos sistema; 42% disseram que vão adicionar ferramentas aos sistemas existentes; 9% disseram que não, eles encerraram seus programas de saúde populacional e 29% dos entrevistados informaram que a saúde populacional não está em seus planos para 2017.

As organizações de saúde que trabalham com tecnologias de saúde populacional anteciparam que a inovação ajudariam seus negócios de várias formas. 58% dos entrevistados afirmaram que a tecnologia vai possibilitar uma melhor experiência do paciente, 54% disseram que vai aumentar a eficiência na forma como as organizações poderão oferecer seus serviços, 51% acreditam que os custos serão reduzidos, 44% pensam que poderão melhorar a saúde de indivíduos e, portanto, de toda a população e 41% afirmou que a ferramenta será capaz de permitir uma melhor experiência para o fornecedor.

“Existem muitos precursores que possuem sistemas de saúde populacional e para eles o importante agora é melhorar o sistema e otimizá-los e integrá-los com outras estruturas. Por isso o foco crescente em adicionar os sistemas já existentes na pesquisa”, destacou Kalis da Accenture. “Para as organizações que estão lançando um novo sistema de saúde populacional, essas são consideradas organizações que estão ficando para trás em relação a outras para obter suas primeiras implementações e assim aumentar  a adoção geral do mercado”.

 

Segurança Cibernética

Uma das mais importantes questões de segurança cibernética, os aplicativos de segurança e a segurança de rede, estão no topo da lista de prioridades para 2017, de acordo com a pesquisa. No gráfico abaixo, foram classificadas as questões de segurança enfrentadas pelas organizações em 2017:

Interoperabilidade

Assim como a segurança cibernética, a interoperabilidade é um assunto importante para as organizações de saúde. De acordo com a pesquisa, os projetos de interoperabilidade em que as companhias de saúde se debruçarão em 2017, isso inclui a conexão com bancos de dados externos, como trocas de informações de saúde (65%); conectar aplicativos dentro das organizações (58%); e acrescentar conexões de dispositivos médicos a sistemas existentes (37%).

Quando questionados sobre o principal fator que inibe uma maior interoperabilidade, 40% responderam a falta de padrões industriais, 27% dificuldade na busca por fornecedores de PEP, 18% informaram problemas com uma cultura de acúmulo de dados, 12% insegurança financeira e 3% outras questões. Segundo Halamka do Beth Israel Deaconess System, essas outras questões, que podem ser profundas, incluem fazer um sólido argumento comercial de interoperabilidade.

“Eu nunca vi bloqueio de informações quando há uma combinação de um negócio para compartilhar informações e pessoal técnico competente”, ressalta Halamka. E acrescenta: “Eu apenas vejo isso acontecer quando existe uma falta de alinhamento no compartilhamento de dados. Os padrões de dados e os PEPs que temos hoje já são suficientes. O uso significativo nos deu os padrões e a construção da interoperabilidade. Isto é apenas uma motivação para avançar”.

 

Análise de dados

Um dos maiores setores de investimento em TI de saúde parece ser a análise de dados. Os entrevistados foram inquiridos sobre seus planos para a área, em 2017, e 24% das organizações de saúde disseram que eles estão planejando lançar um novo sistema de análises, 59% está adicionando ferramentas aos sistemas analíticos já existentes e apenas 8% completaram sua implementação. Mais de 9% não tem análise de dados nos seus planos para 2017, de acordo com a pesquisa da Healthcare IT News.

Das organizações que já trabalham com análise de dados, 76% espera que a tecnologia ajude a melhorar a qualidade da saúde, 67% acredita que ajudará a melhorar as formas de atendimento, 62% tem a intenção de contribuir com a redução das despesas, 52 % espera que ajude a gerenciar com sucesso a mudança do atendimento em pagamento por serviço (fee-for-service) pelo pagamento apoiado na performance (fee-for-value), 30 % espera que ajude a otimizar o tempo que os prestadores de serviços destinam aos pacientes e 1% dos entrevistados não usam análises de dados, segundo a pesquisa.

“A tendência que surge a partir de muitas dessas tecnologias, incluindo análise de saúde populacional, é o que as organizações maiores têm posto em prática na primeira onda de soluções. isso já vem acontecendo. Agora essas organizações estão otimizando os seus investimentos e se voltando para maximizar o valor da base já implantada”, explicou Kalis da Accenture.

De olho no futuro, as organizações de saúde possuem uma variedade de tecnologias emergente em incubação. No que diz respeito, ao investimento destas ferramentas emergentes, 63% das organizações disseram que planejam se debruçar sobre análise prescritiva, 34% inteligência artificial, 21% ferramenta genômicas, 21% aprendizado automáticos, 19% computação cognitiva e 6% Blockchain (estrutura de dados que garante a segurança das operações realizadas por criptomoedas).

Além disso, ainda foi questionado quais tecnologias emergentes as organizações consideram mais promissoras. 26% acredita ser a análise prescritiva, 22% ferramentas genômicas, 18% inteligência artificial, 13% aprendizado automáticos, 10% computação cognitiva e 4% blockchain.

“A análise prescritiva está relacionada ao dinheiro, que possui laços com a inteligência artificial e aprendizagem mecânica; coisas que fazemos para analisar o volume de informações que coletamos. “Os dados nos dão uma série de padrões e informações e ao observá-los você encontra maneiras de melhorar o atendimento aos paciente”, comentou Fisne do Geisinger Health System.

Kalis, da Accenture, concorda que a análise prescritiva é um grande passo para as organizações de saúde e acrescenta: “Os sistemas de saúde tem investido em alguns dos principais blocos de base da análise. Tecnologias emergentes, como a análise prescritiva, serão o próximo passo para coletar informações e ativos funcionais”, argumentou Kalis. “Outro ponto interessante desta lista é o fato do blockchain estar sempre no radar de alguns CIOs; isto quer dizer que existe um interesse de exploração, para entender onde as plataformas de blockchain podem ser aplicadas e quais as implicações podem surgir a longo prazo”, finaliza.


Fonte: HealthcareITNews // Autor(a): Bill Siwicki // Tradução: Camila Marinho

Clínica Mayo apresenta ferramenta de tomada de decisão médica integrada ao PEP

Os médicos usam o software a fim de alcançar melhores práticas, enquanto que os hospitais podem acessar análises para entender e gerenciar as tendências de pedidos de testes.

A Mayo Clinic e a organização National Decision Support Company, NDSC, anunciaram uma nova ferramenta que permite aos médicos acessarem às orientações clínicas contida nos testes de laboratório no momento do atendimento.

A nova oferta vem para mostrar como hospitais, desenvolvedores de PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente), o governo federal e outros agentes do setor de saúde estão buscando incorporar maior capacidade clínica de decisões a partir de registros de saúde eletrônico.

No início deste mês, por exemplo, a Clinical Decision Support Coalition – ou CDS Coalition, associação que estabelece o uso dos softwares de apoio às decisões clínicas – postou bases voluntárias que projetam as ferramentas de tomada de decisão em resposta às disposições do projeto de lei 21st Century Cures Act, que exclui alguns produtos CDS do escopo regulatório da U.S Food and Drugs Administration.

O novo software CareSelect Lab, por sua vez, é uma ferramenta clínica de suporte de decisões que as organizações dizem agregar os conhecimentos médicos da Mayo sobre as condições de saúde dos pacientes, e que está integrada na plataforma de registro eletrônico de saúde para fornecer, essencialmente, a melhor prática através do programa da CareSelect, desenvolvido pela NDSC.

O CEO da NDSC, Michael Mardini afirmou que a combinação significa que os clientes podem acessar mais de 1500 modelos de saúde mantidos pela Mayo.

Os médicos podem aproveitar o CareSelect Lab para orientação em laboratórios, patologias e testes genéticos; assim como interagir diretamente com as indicações contidas no PEP para acessar informações sobre testes apropriados a serem solicitados.

No nível empresarial, os hospitais que usarem o CareSelec e o CareSelect Lab também podem visualizar os relatórios benchmark do Analytics para comparar os padrões dos pedidos médicos, melhorar o entendimento das tendências gerais dos testes e identificar lacunas na saúde, disseram representantes da Mayo e da NDSC.

O responsável pelo departamento laboratorial de medicina e patologia da Mayo, William Morice, afirmou que os médicos que integram a equipe ou acessam os testes de laboratório da clínica, podem ajudar na redução de erros comuns. “Devemos ampliar para todos eles as mesmas orientações de decisões que beneficiam nossos médicos e cientistas”, explicou Morice. “E precisamos fazê-lo de um maneira que integre com os atuais sistemas e fluxos de trabalho deles”.

Embora a Mayo não tenha estipulado quanto a CareSelect Lab ou a Care Select plataforma custariam, ela revelou um interesse financeiro no produto e informou que destinaria a receita ganha com a ferramenta para a educação sem fins lucrativos, cuidados com os pacientes e para a pesquisa.

 


Fonte: HealthcareITNews // Autor(a): Tom Sullivan // Tradução: Camila Marinho

Uso do PEP por médicos consome metade do tempo de suas jornadas de trabalho

A frase tem se tornado um mantra na área de saúde: Os Prontuários Eletrônicos do Paciente (PEP) ocupam muito tempo dos médicos. Mas quanto tempo eles realmente gastam com tarefas relacionadas a este sistema? Um novo estudo da University of Wisconsin e da American Medical Association cavou mais fundo para responder a questão.

De 2013 até 2016, pesquisadores analisaram 142 clínicos especialistas em medicina da família, que usaram o PEP desenvolvido pela empresa de software localizada no sul de Wisconsin, Epic. Os dados foram capturados através dos registros dos prontuários eletrônicos no período de atendimento médico (das 8h às 18h, de segunda a sexta) e durante as horas não clínicas.

O resultado? Com uma jornada de trabalho de aproximadamente 11h e 30 min, os médicos gastam, em média, 6 horas por dia com os PEPs. São 4h e 30 min usadas durante os atendimentos clínicos e 1h e 30 min despendida, após as horas de assistência aos pacientes.

O que mais surpreendente é a forma como os médicos passavam seu tempo enquanto utilizavam o PEP. O estudo encontrou tarefas administrativas – como faturamento e codificação, segurança do sistema e ordem de entrada e documentação – representando 44,2% (157 minutos) do tempo total de utilização dos protocolos, por dia. Outros 23,7% (85 minutos) foram destinados ao gerenciamento de caixa de entrada dos e-mails.

O estudo publicado no Annals of Family Medicine, salienta que uma quantidade tão grande de tempo gasto em tarefas do PEP aumentam a carga de trabalho do médico e contribui para a síndrome de Burnout (distúrbio psíquico, precedido de esgotamento físico e mental intenso e intimamente ligado a vida profissional). Em um comentário a respeito do estudo, o Presidente da American Medical Association (AMA), Dr. David Barbe, acrescentou:

“Este estudo revela o que muitos médicos de cuidados primários já sabem: as tarefas de alimentação de dados associadas aos sistemas PEP estão reduzindo significativamente o tempo de atenção dos profissionais para os pacientes. Infelizmente as demandas administrativas e burocráticas não estão sendo conciliadas com as prioridades dos pacientes e com o fluxo de trabalho. Quando temos PEPs mal concebidos e mal implementados, o resultado são médicos que sofrem de um senso crescente de que estão negligenciando seus pacientes e trabalhando mais, fora das horas de atendimento, enquanto tentam administrar uma sobrecarga de tarefas do tipo mecânicas”.

Como esses problemas são de longa data, pesquisadores propuseram um número de soluções que pudessem ajudar a reduzir o fardo dos médicos. Foram incluídos cuidados planejados de prevenção, compartilhamento de tarefas administrativas, cuidado baseado em equipe que envolve a expansão dos protocolos de atendimento, comunicação verbal e trabalho compartilhado da caixa de entrada. Medidas estas que, de fato, sofisticaram as atuações do time.

A AMA expos uma lista semelhante de prioridades para melhorar a usabilidade do PEP, incluindo a promoção de liquidez dos dados e a facilitação do envolvimento digital e móvel dos pacientes.

Estudos como esses põe luz sobre o problema de usabilidade do sistema PEP. Com o passar do tempo, mais e mais organizações se propõem a abordar o tema. Um exemplo é o encontro anual Shaping Usability of Health IT Summit, realizado pela associação Electronic Health Records, que teve como foco de discussão a necessidade de melhorar a interoperabilidade e eficiência dos PEPs.

 

 


Fonte: MedcityNews // Autor(a): Erin Dietsche // Tradução: Camila Marinho