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Tecnologia não é solução, é um grande suporte ao médico

Expectativas não realistas em relação à aplicação da tecnologia no segmento de saúde não ajudam o mercado, pois por si só ela não corrige processos de gestão, apenas dá um grande suporte ao médico dentro do ambiente da organização no qual ele atua. Este posicionamento foi tomado por Gustavo Gusso, diretor médico da Amparo, durante o painel
“Qual o papel da tecnologia na decisão clínica?” do Healthcare Innovation Show 2018.

Os demais participantes Robert Nieves, VP of Health Informatics da Elsevier, Vitor Muniz, General Manager da Abbott
Diagnostics Division – Brazil, e Marcos Cunho, superintendente executivo de Negócios da AC Camargo, além da moderadora Mariana Perroni, Medical Leader da IBM, prontamente concordaram. “Desde 2010, a literatura médica dobra a cada dois anos! E um paciente oncológico pode gerar 1 terabyte de dados num único dia. Só trabalho duro e boas intenções não garantem mais um atendimento de excelência na tomada de decisão – aí que entra o apoio tecnológico”, afirmou ela.

Robert Nieves complementou destacando que a ferramenta diagnóstica mais importante é o histórico do paciente. “Estudos demonstram que as pessoas são interrompidas a cada 18 segundos quando explicam seus sintomas ao médico, o que faz com que percam informações importantes. A tecnologia precisa apoiar um histórico vivo do paciente, que deve continuar expandindo a cada visita para aumentar as chances de diagnóstico assertivo mais rápido”.
Outros tópicos discutidos pelo grupo em relação ao papel da tecnologia no suporte clínico foram a possibilidade de personalizar mais o atendimento de acordo com dados registrados no sistema, trazer à luz intervenções menos comuns do que as do dia a dia e facilitar o acesso a predições diagnósticas em poucos cliques, entre outros.

Healthcare Innovation Show 2018 premia empresas de destaque do setor em diversas categorias

O Healthcare Innovation Show 2018 realizou as premiações “Referências da Saúde” e “GPTW – Saúde” para reconhecer as empresas de destaque do setor.

A “Referências da Saúde”, patrocinada pela Hermes Pardini, foi baseada em estudo realizado em parceria com a PwC que teve como objetivo retratar e destacar o grau de maturidade da gestão de negócios entre as instituições prestadoras de serviços e fontes pagadoras.

VENCEDORES

Gestão Administrativo-Financeira
Sistema de Engenharia Clínica Hospitalar com Inteligência Artificial – Genesis

Gestão de Recursos Humanos
Telepsicologia para reduzir Sinistro Saúde, CID-F e SAT – Psicologia Viva

Gestão de Tecnologia da Informação
Tecnologia e Inteligência para Prevenção de Sequelas Neurológicas em Recém-Nascidos de Alto Risco – PBSF – Protecting Brains & Saving Futures

Governança Corporativa
PROETICA – Fleury

Qualidade Assistencial e Segurança do Paciente
Detecção de sangramento intracraniano em Tomografias de Crânio através da utilização de algoritmo de Inteligência Artificial em um Hospital Público de São Paulo –
FIDI

Engajamento e Experiência do Paciente
Desenvolvimento de uma aplicação móvel (aplicativo) para melhorar os sintomas pós tratamento quimioterápico e adesão à medicação em pacientes com câncer – Grupo Oncoclínicas

Em seguida, foram premiadas as melhores empresas para trabalhar no “GPTW – Saúde”. A premiação, patrocinada pelo Sesc, foi uma parceria da UBM Brazil com a Great Place to Work e, neste ano, as 90 melhores empresas foram divididas em sete categorias.

VENCEDORES

Clínicas
1º – Crool – Centro Odontológico
2º – Upa Palmeira dos Índios
3º – Instituto Sorrir para Vida
4º – Hiperbárica Hospitalar
5º – Hospital Humberto Castro Lima
6º – ISAC – UPA Trapiche da Barra
7º – COT – Centro Oncológico do Triângulo
8º – ISO Olhos

Farmácias e distribuidoras
1º – Comunicare Aparelhos Auditivos
2º – Supera RX
3º – Acripel Farma
4º – Grupo Elfa
5º – Clamed
6º – Farmácias Pague Menos
7º – Dental Cremer
8º – United Medical
9o – Artesanal
10º – A Nossa Drogaria

Indústria e serviços
1º – Roche Diagnóstica Brasil
2º – BSF
3º – H. Strattner e Cia Ltda
4º – Stryker
5 º – Locmed Hospitalar
6º – BD
7 º – Confiance Medical
8º – MAIS SEG – Saúde e Segurança Ocupacional
9º – Shift Consultoria e Sistemas
10º – Sharecare
11º – Funcional Health Management
12 º – Interne Home Care

Farmacêuticas
1º – Novartis
2º – Novo Nordisk
3º – Eurofarma Laboratórios
4º – Roche Farmacêutica
5º – Momenta Farmacêutica
6º – Zambon Laboratórios Farmacêuticos
7º – Novo Nordisk Produção Farmacêutica
8º – Bristol-Myers Squibb
9º – AstraZeneca
10º – Aspen Pharma
11º – Takeda
12º – AbbVie
13º – Zodiac Produtos Farmacêuticos
14º – Daiichi-Sankyo
15º – Abbott Laboratórios do Brasil
16º – Natulab Laboratório Farmacêutico
17º – Baxter Hospitalar
18º – Libbs
19º – Astellas Farma Brasil Importação e Distribuição de Medicamentos
20º – Janssen

Medicina diagnóstica
1º – Laboratório Sabin
2º – Laboratório de Análises Clínicas Vicente Lemos
3º – Grupo Infinita
4º – Centroimagem
5º – IMEB
6º – Laboratório Antonello
7º – Laboratório Bioanálise
8º – Laboratório Pretti

Planos de saúde
1º – Unimed Ceará
2º – Unimed Federação Minas
3º – Unimed Rio
4º – Unimed Litoral Sul/RS
5º – São Francisco Sistema de Saúde
6º – Unimed Sobral
7º – Unimed Fortaleza
8º – Unimed Missões/RS
9º – Unimed do Cariri
10º – Unimed Campinas
11º – Unimed Paraná
12º – Unimed de Jaboticabal
13º – São Francisco Odontologia
14º – Unimed Maceió
15º – Uniodonto Maceió-Cooperativa Odontológica
16º – Clinipam
17º – PASA

Hospitais
1º – Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos
2º – Hospital do Coração de Alagoas
3º – Hospital Israelita Albert Einstein
4º – Hospital Santa Catarina
5º – Santa Casa de Fortaleza
6º – Hospital Adventista de Manaus
7º – GRAACC
8º – Santa Casa de Rio Claro
9º – Hospital Memorial Jaboatão
10º – Hospital Regional do Cariri
11º – Hospital Norte
12º – Hospital Unimed de Santa Bárbara D’Oeste e Americana
13º – Hospital Anchieta
14º – Santa Casa de Misericórdia de Araraquara
15º – Hospital Previsão

Sistema para monitorar pacientes reduz risco à saúde

Diante do ritmo acelerado que muitas pessoas têm, seja no trabalho ou em casa, ter tempo para ir ao médico tem se tornado uma “missão” quase impossível. Isso tem impacto direto no aumento de casos de infarto, AVC e até câncer que poderiam ser evitados com o diagnóstico preventivo. Pensando nisso, o Grupo Santa Celina criou o programa Gestão Saúde 360º, um modelo de gestão que organiza, integra e coordena os cuidados e serviços de saúde nas empresas.
O programa foi tema do painel “Gestão Saúde 360º – pessoas cuidando de pessoas”, apresentado por Rogério Silicani Ribeiro, superintendente médico técnico, e Ana Elisa Siqueira, sócia presidente, do Grupo Santa Celina, no último dia do HIS. “Por meio da nossa Rede Cuidar, composta por uma equipe multidisciplinar entre médicos, nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas, as pessoas são rastreadas, conforme o seu perfil de risco”, explicou Ribeiro.

A partir do compartilhamento do prontuário eletrônico com a equipe médica, é possível ter acesso ao histórico do paciente e da continuidade do tratamento. “Assim, temos condições de monitorá-lo”, afirma Ribeiro. Na prática, a pessoa recebe uma ligação de um consultor do Grupo Santa Celina, que irá orientá-lo sobre os exames necessários. Outra facilidade do sistema é geolocalização das clínicas mais próximas, reduzindo bastante o tempo para agendar a consulta.

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Boom dos smartphones levou grupo de médicos a empreender em aplicativos de saúde

Em 2012, quando o Brasil vivia o boom dos smartphones, o médico Bruno Lagoeiro e dois colegas começaram a desenvolver um aplicativo para monitoramento acadêmico. Oitenta alunos foram avisados da novidade e, um mês depois, mil downloads haviam sido feitos.

“Percebemos, então, a grande oportunidade que havia ali, com cada vez mais pessoas tendo acesso a smartphones e sempre ávidas por informações”, destacou ele, hoje CEO da PEBMED, durante a palestra “De médico a CEO – como eu fugi da manada para impactar a tomada de decisão médica” do Healthcare Innovation Show 2018.
Programando nas horas vagas e depois de desenvolver vários aplicativos de saúde, em 2015 Lagoeiro e os sócios criaram o White Book, ferramenta de apoio médico que já tem mais de 300 mil profissionais e estudantes cadastrados.

“Alcançamos até mesmo regiões distantes e com acesso precário à Internet, pois o aplicativo funciona offline”.
O conteúdo do White Book é produzido por especialistas que se baseiam em livros de referência e nos principais guidelines. Tem mais de 5 mil tópicos atualizados mensalmente sobre modelos de prescrição, doenças, medicamentos e manejo clínico nas mais diversas áreas, como clínica médica, pediatria, cirurgia, ginecologia e obstetrícia.

As startups e seus potenciais diagnósticos para o segmento de saúde brasileiro também foram apresentadas de outras maneiras no Healthcare Innovation Show, inclusive com um Startup Lounge do qual participaram pelo hub de inovação Cubo, apoiado pela Dasa, a Guiando, N.E.O, Kludo by Talent Matching, Docway, Cuco Health e Cerensa. Além da Victory – Excelência em Gestão de Saúde, Brasil Telemedicina, KDCARE, Solvis, TV Doutor, GesSaúde – Consultoria e Gestão, Rocket Studio, O-trek e Doc Line.

Organizações de saúde estão investindo mais em aplicativos no Brasil

Seguindo o exemplo de sucesso dos aplicativos de transporte, organizações de saúde brasileiras estão investindo mais em aplicativos em um movimento ainda inicial. Não como um serviço de retorno imediato, mas como uma ferramenta para ajudar as pessoas a se manterem saudáveis, seja influenciando mudança de hábitos, engajando-as nos tratamentos médicos ou incluindo o paciente no processo de decisão relacionado a seu diagnóstico.

“Temos um aplicativo que monitora o nível de estresse, sono e quantidade de exercício de centenas de milhares de pacientes para retroalimentá-los com dicas para que se tornem mais saudáveis. Com o tempo, aos poucos, eles percebem e valorizam este benefício. Mas ainda há um longo caminho à frente”, afirmou Cristiano Barbieri, CIO da Sulamérica, em painel do Healthcare Innovation Show 2018.
Moderado por Lasse Koivisto, CEO da Prontmed, também participaram do painel com o tema IoT e analytics na rotina de operação de saúde Ailton Bomfim Brandão Júnior, diretor de TI do Hospital Sírio Libanês; Marcio Aguiar, LATAM Enterprise Sales Manager da NVIDIA; e Flávio Amaro, sócio fundador da 37.78.

Brandão Júnior comentou como dados fazem parte do dia a dia de qualquer atividade complexa e que saúde, mais cedo ou mais tarde, também seria incluída. “Hoje, com poucos cliques, podemos gerar dados e organizá-los de forma que médicos e estatísticos possam buscar insights aprofundados sobre o paciente, exames e tratamento”.
Quanto aos aplicativos, segundo o executivo, precisam ser leves, amigáveis e terem uma interface bonita para serem aceitos. “Nos próximos anos, devemos poder oferecer funções mais avançadas, como antecipação parcial da consulta com fotos e formulários online, além de sugestão de nutricionista ou preparador físico, por exemplo”, desta

Inúmeras reuniões de negócios foram marcadas pelo aplicativo do Healthcare Innovation Show, no primeiro dia do evento

Pela primeira vez, o Healthcare Innovation Show ofereceu um recurso no aplicativo para marcar reuniões de negócios entre expositores e participantes com interesses em comum. A ferramenta HIS, que pode ser baixada gratuitamente pelo Google Play ou pelo App Store, gerou muitos encontros no primeiro dia do evento na Meeting Area preparada especificamente para este fim.

Para Caroline Selau, gerente de Negócios da Bristol-Myers Squibb, a experiência foi muito positiva. “Tivemos várias interações com outros players do mercado de saúde e líderes de instituições, o que favoreceu e enriqueceu toda a experiência”, afirmou. A interface intuitiva do aplicativo foi o que mais chamou a atenção de Nactacha Chaves, analista de Marketing da Pixeon, que usou a agenda e o sistema de lembretes para não perder uma conversa que, em breve, deve render uma parceria na área de radiologia.

No caso de Juliano Côco, gerente de Mercado da 2iM – Inteligência Médica, o planejamento começou um dia antes com o estudo dos perfis dos visitantes de interesse. “Mandei mensagens dentro do próprio aplicativo e confirmei reuniões com representantes de hospitais e operadoras aqui mesmo no estande da empresa, o que também é possível fazer. Foi um primeiro contato assertivo e muito produtivo”, destacou. Esta quinta-feira é o último dia do evento – ainda há vagas na Meetin

Homens e máquinas podem ter uma convivência amigável

Homens e robôs trabalhando juntos em prol da qualidade de vida das pessoas. “Não temos que ter medo do futuro, pois a revolução digital já começou e veio para mudar a nossa forma de ver o mundo”, afirmou Robert Brown, Associate Vice President, Center of the Future of Work at Cognizant Technology Solutions, durante sua palestra sobre o “Futuro do Trabalho, realizada no primeiro dia do HIS, em São Paulo.

Ele não tem dúvidas de que a inteligência artificial está interferindo em muitos setores da saúde e, principalmente, na rotina dos profissionais. Também chamou a atenção do público sobre a percepção da sociedade de que a máquina irá substituir o trabalho humano. “Isso é um absurdo! Temos que ser realistas e otimistas em relação a tudo o que vem sendo noticiado. O que precisamos é desenvolver novas habilidades técnicas”.

Inúmeros exemplos foram apresentados por Brown de como é possível ter uma convivência amigável entre homem e máquina. O executivo viveu esta experiência, quando precisou emagrecer e usou um dispositivo que o monitorava no dia a dia. Mas não foi só a tecnologia que o ajudou a perder 17 quilos. “Fui assistido o tempo todo, ainda que remotamente, por um enfermeiro. Foi muito importante ter este apoio, além da minha determinação”, lembra.
Pessoas idosas também estão se beneficiando com o uso de aparelhos que “conversam” com elas, durante uma caminhada, por exemplo. Desta forma, sendo Brown, “elas não se sentem tão solitárias, melhorando as condições física e emocional”.

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Mudanças disruptivas no setor de saúde devem começar pelas pessoas

Aliar os recursos da tecnologia em todos os processos operacionais tem sido o grande desafio de muitas instituições de saúde no Brasil. Na avaliação de Paulo Bastian, CEO do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, “é fundamental que os gestores compreendam as mudanças a partir dos recursos humanos”.Na manhã desta quarta-feira (19), Bastian moderou o painel “Inovação x operação: como construir uma organização disruptiva e sólida”com os presidentes da Totvs, Laboratório Hermes Pardini, AC Camargo Câncer Center, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio Libanês.

“A inteligência artificial é uma das ferramentas que pode contribuir muito para melhorar a eficiência do setor, pois as pessoas já estão conectadas”, disse Laércio Cosentino, CEO da Totvs. Para que este modelo seja viável no setor, ele alerta para a necessidade de investimentos na captura de informações, convergindo todos os dados disponíveis em uma plataforma única.

Mas o desafio é justamente fazer a digitalização dos dados e a manutenção da operação. No caso do Laboratório Hermes Pardini, 100% dos laudos são digitalizados, e com o Projeto Enterprise o Grupo passará de 80% de automação na linha produtiva. Em relação ao B2C , nosso cliente pessoa física consegue fazer o seu check in por meio de QR Code. Na opinião do CIO da empresa, João Alvarenga, apesar de ser um avanço importante, o cliente ainda não enxerga esta capacidade produtiva, “por isso, a empresa que entregar a melhor experiência, será percebida pelo cliente, assim como já acontece com empresas que tem como foco a experiência do cliente”, afirma o executivo.

Uma das iniciativas da AC Camargo para melhorar a experiência e atendimento dos pacientes foi criar o modelo do Câncer Center. De acordo com Vivien Rosso, CEO da empresa, o objetivo é ter eficiência durante todo o tratamento, envolvendo pacientes e médicos de outras áreas. Desta forma, os profissionais podem intervir na revisão do tratamento. Inicialmente, o Câncer Center está atendendo mulheres com câncer de mama.“Estamos aprendendo que a revisão dos processos começa pela cultura organizacional. Levamos seis meses para formatar este modelo”, lembra Rosso.

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O ROI nem sempre é tangível quando envolve tecnologia disruptiva

Por mais contraditório que pareça, o ROI nem sempre é tangível quando envolve a adoção de tecnologia disruptiva. Em uma mesa redonda no primeiro dia do Healthcare Innovation Show 2018, os participantes chegaram a esta unanimidade, destacando que tanto na área de saúde como em outros mercados, é importante considerar retorno questões como fidelização, engajamento, atração de novos clientes, satisfação dos profissionais lidando com a nova tecnologia e manutenção do sistema. Mesmo que, em alguns casos, inicialmente isso até envolva perdas financeiras.

O painel foi moderado por Ricardo Orlando, CIO da Dasa, com participação de Rodrigo Moreira, diretor de Estratégia da UBM Brazil; Lílian Hoffman, CIO da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo; Bruno Pierobon, CEO e fundador da ZUP Innovation; e Fábio Mattoso, Executive Leader Watson Health da IBM.
“O ponto principal é a incorporação dos aspectos tecnológicos na cultura da empresa. O quanto está disposta a arriscar no início da implementação do processo? Não pode ter tanto medo de errar, porque com a disrupção sempre há erros e aprendizados”, afirmou Rodrigo Moreira. Já Lílian Hoffman deu dicas de como conseguir apoio da alta administração das organizações. “O ROI tangível ou intangível não precisa ser tão claro de imediato, mas é importante materializar a potencialidade do trabalho com pequenos projetos. Vários hospitais estão fazendo testes assim para provar o potencial da tecnologia à área de negócios”, disse.

Tem início o Healthcare Innovation Show 2018

O Healthcare Innovation Show 2018 teve início nesta quarta-feira no São Paulo Expo e foi aberto por Rodrigo Moreira, diretor de estratégia do portfólio de saúde da UBM Brazil, parte do Grupo Informa PLC , que hoje é líder em serviços de informação e o maior organizador de eventos do B2B no mundo. Rodrigo afirmou às centenas de profissionais presentes que as palestras do evento certamente irão contribuir para a agenda estratégica do setor. “Discutiremos aqui inovação, tecnologia e gestão, questões que terão impactos muito profundos nas organizações de saúde”, ressaltou.

Vítor Asseituno, Healthcare Market Director da UBM Brazil, destacou então que este mercado movimenta R$ 500 bilhões anualmente no país, envolvendo empreendedores, investidores, médicos, pacientes e vários outros públicos. “É muito importante estarmos aqui hoje porque 60% do setor é privado. Dois terços desta fatia são planos de saúde, que respondem pela segunda maior despesa das empresas. E em breve, saúde digital será sinônimo de saúde”.
O executivo explicou que o Brasil está caminhando para esta mudança digital, mas que a prioridade é a mudança cultural nas organizações. “Não se trata apenas de investir em startups, mas de uma colaboração de todas as áreas”, concluiu.

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