Archives of #Healthcare Innovation Show

HIS 2018: evento abordou como tecnologias, inovação e gestão impactarão organizações de saúde

As rápidas revoluções tecnológicas têm mostrado sua grande influência não somente no setor de saúde, como também nas mais diversas áreas que compõem a sociedade. Ainda assim, não são essas mudanças digitais que causam os maiores questionamentos, mas sim como promover mudanças na cultura das organizações para acompanhar esse movimento que, há algum tempo, já leva o mundo para um caminho sem volta.

Foram nessas premissas que se basearam as discussões promovidas neste ano no Healthcare Innovation Show (HIS), o primeiro trade show de tecnologia e inovação voltado ao mercado de saúde na América Latina. O evento reuniu 2.400 profissionais altamente qualificados, 180 palestrantes e 66 empresas patrocinadoras, os quais apresentaram o que há de mais inovador e tecnológico no mercado.

Dividido em oito summits simultâneos, o HIS 2018 trouxe apontamentos sobre tecnologias emergentes; novos modelos voltados para valor e entrega de alta performance; value-based healthcare em medicina diagnóstica; cultura de inovação; a transformação dos processos financeiros por meio da tecnologia; a mudança no paradigma do cuidado e o futuro da indústria farmacêutica; entre outros. “É a primeira edição em que a UBM Brazil se envolve diretamente na organização do HIS desde o anúncio da aquisição em maio deste ano e tem sido um período de bastante aprendizado para nós. Nossa principal tarefa foi respeitar os processos que a Live, empresa que idealizou e estava à frente do HIS, estabeleceu desde o início, mas tentando incorporar questões e a expertise que temos em função dos negócios que já desenvolvemos dentro do setor, como a Hospitalar”, analisa Rodrigo Moreira, diretor de Estratégia do portfólio de saúde da UBM Brazil, agora parte do Grupo Informa.

Alguns dos destaques da programação no primeiro dia foram as discussões sobre a tangibilidade do ROI quando este envolve a adoção de tecnologia disruptiva e como aliar os recursos da tecnologia em todos os processos operacionais tem sido o grande desafio de muitas instituições de saúde no Brasil – e como as mudanças disruptivas no setor devem começar pelas pessoas. Também em relação ao maior investimento de organizações de saúde brasileiras em aplicativos e como seres humanos e máquinas devem trabalhar juntos para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

No segundo dia, foram destaques os debates acerca do empreendedorismo em aplicativos de saúde e de um modelo de gestão que organiza, integra e coordena cuidados e serviços de saúde nas empresas. Além disso, destacaram-se também como as transformações causadas pela tecnologia nos próximos anos vão ajudar a humanizar a saúde; o modelo preditivo de cuidado exige esforço em análise de dados e foco no paciente; e a tecnologia não deve ser encarada como solução, mas como um grande suporte aos médicos.

“Nossa ideia foi também trazer um aspecto de provocação para o segmento, já que o evento se propõe a tratar de temas de inovação e tecnologia, os quais são absolutamente relevantes para o futuro que queremos construir para a saúde, e traduzir isso em uma agenda dinâmica, com propostas que as instituições possam, quando voltar para casa, se basear para construir um sistema de saúde melhor e em prol dos nossos pacientes e da sustentabilidade do setor”, reflete Moreira.

O HIS também ofereceu, pela primeira vez, um recurso dentro do aplicativo do evento para marcar reuniões de negócios entre expositores e participantes com interesses em comum. A plataforma, disponibilizada de forma gratuita para download no Google Play e na App Store, gerou diversos encontros na Meeting Arena, a qual foi pensada especificamente para este fim. Além disso, o evento também realizou as premiações “Referências da Saúde”, patrocinada pela Hermes Pardini, e “GPTW – Saúde”, patrocinada pelo Sesc, para reconhecer as empresas de destaque do setor em diversas categorias, como gestão administrativo-financeira e governança corporativa, além das 90 melhores companhias para se trabalhar escolhidas neste ano.

Para o próximo ano, o diretor afirma que a expectativa é continuar com o crescimento expressivo do evento, “agregando ainda mais conhecimento para o público de altíssimo nível que atendemos e que tem um perfil muito forte de geração de impacto. A temática de tecnologia e inovação é um vetor de desenvolvimento setorial muito importante, e nós percebemos um incremento na maturidade do segmento para discutir essas questões. Este ano é de muita relevância porque o evento entra de fato no calendário do mercado de saúde”, finaliza.

Executivos comemoram sucesso na 4ª edição do HIS

Durante dois dias, quem circulou pelo pavilhão de exposições do São Paulo Expo teve a oportunidade de se atualizar ao conhecer as empresas de referência no setor de saúde durante o Healthcare Innovation Show 2018. Além da participação institucional e da construção de relacionamentos para futuros negócios, o HIS também foi alvo de comemoração de executivos, que elogiaram o público qualificado, a excelência das palestras e iniciativas como o aplicativo do evento.

“O Healthcare Innovation Show foi uma oportunidade excelente de conexão com diversos players da cadeia de saúde, promovendo uma aproximação maior entre todos nós”, afirmou Caroline Selau, gerente de Negócios da Bristol-Myers Squibb. “Juntos, conseguimos trazer soluções para a sustentabilidade do setor, pois como líderes mundiais no segmento de imuno-oncologia,também lideramos esta tendência. O aplicativo do evento foi uma iniciativa super positiva para nós.”

Para Ivan Ferreira, gerente de inovação tecnológica e facilities do Grupo Brasanitas, a novidade do aplicativo foi positiva. “Fiquei surpreso com o resultado do aplicativo do evento, que otimizou bastante os contatos com os clientes. Conseguimos realizar duas reuniões e outras foram bem encaminhadas”, disse. “O HIS sempre foi um evento importante para o Grupo Brasanitas. Nossos clientes e prospects estão aqui e buscam novidades na área hospitalar. Apresentamos quatro inovações tecnológicas em gestão de leitos, áreas críticas, limpeza terminal/concorrentes e de ativos.”

O Sesc participou pela primeira vez do evento, diz Ana Márcia Varela, assessora de Relacionamento Institucional. “Viemos com o objetivo de estreitar o relacionamento com os empresários do setor, potenciais clientes, que ainda não conhecem os benefícios que podem ser oferecidos a seus colaboradores. Os diversos programas oferecidos pelo Sesc também priorizam a saúde integral, com atividades esportivas, lazer e cultura. Na instalação ‘Empatias Mapeadas’, obra do artista Guto Requena, o público pode sentir as vibrações dos batimentos cardíacos emitidos por som, que tem uma conexão com a proposta de inovação evento”, afirmou Ana Márcia.

Startup Lounge divulga soluções criativas

O Startup Lounge reuniu, no Healthcare Innovation Show 2018, 16 startups que oferecem soluções de tecnologia criativas para o mercado de saúde. A área foi elogiada pelos participantes, que comemoraram os contatos realizados e as oportunidades de negócio.

“Fizemos contatos excelentes e já havíamos alcançado nossa expectativa no primeiro dia”, afirmou José Soares dos Santos, gerente administrativo e financeiro da Brasil Telemedicina, empresa de interação diagnóstica de saúde online responsável por desenvolver soluções para atendimento ágil e de qualidade à distância. Entre seus produtos estão os aplicativos Laudo24hs (que já laudou mais de 5 milhões de exames), Psicologia24hs e Monitorização24hs.
Thiago Djurovic, executivo de Novos Negócios da Victory Health, também elogiou os contatos feitos. A startup lançou aplicativo de bem-estar e saúde com inúmeras funcionalidades com o objetivo de ajudar empresas a manter a equipe saudável. “Viemos com a perspectiva de divulgar nossa ferramenta, que é completa e diferenciada. Esse networking realmente aconteceu”, afirmou Djurovic.

Para Ricardo Sonati, CEO da TVDoutor, a feira é essencial para estar próximo dos maiores players do mercado e ter contato com as grandes inovações em saúde. “Este momento permite não só a troca de experiências, nos direciona a confirmar ou alterar estratégias e nos faz aprender juntos”, afirmou. A startup trabalha com comunicação e educação em healthcare, oferecendo uma plataforma de comunicação para salas de espera com programação própria. Já atua em 11 estados e mais de 50 cidades, impactando mais de um milhão de pacientes.

Modelo preditivo de cuidado exige esforço em análise de dados e foco em paciente

A análise de dados e o uso das informações com foco no paciente são alguns dos principais caminhos para hospitais, clínicas e outros provedores de saúde se adaptarem aos novos desafios no cuidado médico. O assunto foi debatido na tarde de hoje (20/9) no painel “Mudança de paradigma no cuidado: de reativo a preditivo”, durante o Healthcare Innovation Show 2018.

O painel contou com a participação da irmã Monique Bourget, diretora técnica do Hospital Santa Marcelina e diretora da Atenção Primária à Saúde; José Augusto Ferreira, diretor de Provimento de Saúde, Unimed BH; e René Parente, líder para a área de saúde da Accenture, que foi o moderador.
Na discussão, os participantes abordaram diversas dificuldades enfrentadas no modelo atual de cuidado, como o sistema baseado no faturamento (que privilegia quantidade, e não qualidade) e a dificuldade na obtenção interpretação de dados dos pacientes.

Para os gestores, não adianta apenas ter os dados em mãos (cuidado reativo), mas usá-los para prever como será o cuidado de futuros pacientes (preditivo). “Hoje temos um novo cliente, o paciente da era digital, acostumado com produtos e serviços que proporcionam economia de tempo e dinheiro, e oferecem segurança. É o mesmo cliente que vai para o nosso hospital”, afirmou Ferreira. “Por isso, temos que cuidar da assistência, que é o motivo que faz com que as pessoas procurem o serviço.”

As mudanças passam pela valorização do paciente no sistema e pela análise mais qualitativa de atendimento, diz Bourget. “As cobranças são por número de consultas, atendimentos, internações. Não se é cobrado em cima dos resultados, o que não provoca mudança no dia a dia. É preciso uma mudança de reflexão de como a gente atende. Precisamos repensar as nossas instituições.”

Transformações causadas pela tecnologia vão humanizar a saúde

A evolução tecnológica vai causar uma grande transformação na medicina daqui a no máximo 15 anos, e essas mudanças vão ajudar a humanizar a saúde. É o que prevê Fabrício Doré, VP Design da Mckinsey, que participou do painel “TED: Evolução Tecnológica e Inovação”, nesta quinta-feira (20), durante o Healthcare Innovation Show 2018.

Doré apontou três grandes tendências do setor no mundo. A primeira delas é o avanço tecnológico. “Os avanços em tecnologia médica estão causando uma mudança na percepção de healthcare, que se aproxima mais da indústria do consumo”, afirmou. “Cada vez mais há uma conexão entre o digital e o físico.”

A segunda tendência é a mudança nos pacientes, cada vez mais abertos a usar tecnologia e a participar ativamente de seu tratamento, fenômeno que atinge toda a população, inclusive a mais idosa. “Com o acesso à informação, há um maior desejo de entendermos sobre nossa saúde. As pessoas estão cada vez mais donas de sua própria saúde.”
Por fim, a transformação dos provedores de saúde é outra tendência. Para Doré, no mundo inteiro a saúde está sob uma pressão muito grande, e a tecnologia vai cada vez mais ajudar os provedores não só a reduzir custos, como também a salvar vidas.

“Acreditamos que nos próximos 5 a 15 anos vai haver uma explosão, uma transformação muito grande. O modelo deve sair dos hospitais, clínicas, e passará a ser mais focado no cliente, em uma visão mais da saúde, e não só da doença”, afirma o especialista. “O que é certo é que a saúde será mais personalizada, mais baseada em dados, e vai ser muito mais humana.”

Tecnologia não é solução, é um grande suporte ao médico

Expectativas não realistas em relação à aplicação da tecnologia no segmento de saúde não ajudam o mercado, pois por si só ela não corrige processos de gestão, apenas dá um grande suporte ao médico dentro do ambiente da organização no qual ele atua. Este posicionamento foi tomado por Gustavo Gusso, diretor médico da Amparo, durante o painel
“Qual o papel da tecnologia na decisão clínica?” do Healthcare Innovation Show 2018.

Os demais participantes Robert Nieves, VP of Health Informatics da Elsevier, Vitor Muniz, General Manager da Abbott
Diagnostics Division – Brazil, e Marcos Cunho, superintendente executivo de Negócios da AC Camargo, além da moderadora Mariana Perroni, Medical Leader da IBM, prontamente concordaram. “Desde 2010, a literatura médica dobra a cada dois anos! E um paciente oncológico pode gerar 1 terabyte de dados num único dia. Só trabalho duro e boas intenções não garantem mais um atendimento de excelência na tomada de decisão – aí que entra o apoio tecnológico”, afirmou ela.

Robert Nieves complementou destacando que a ferramenta diagnóstica mais importante é o histórico do paciente. “Estudos demonstram que as pessoas são interrompidas a cada 18 segundos quando explicam seus sintomas ao médico, o que faz com que percam informações importantes. A tecnologia precisa apoiar um histórico vivo do paciente, que deve continuar expandindo a cada visita para aumentar as chances de diagnóstico assertivo mais rápido”.
Outros tópicos discutidos pelo grupo em relação ao papel da tecnologia no suporte clínico foram a possibilidade de personalizar mais o atendimento de acordo com dados registrados no sistema, trazer à luz intervenções menos comuns do que as do dia a dia e facilitar o acesso a predições diagnósticas em poucos cliques, entre outros.

Healthcare Innovation Show 2018 premia empresas de destaque do setor em diversas categorias

O Healthcare Innovation Show 2018 realizou as premiações “Referências da Saúde” e “GPTW – Saúde” para reconhecer as empresas de destaque do setor.

A “Referências da Saúde”, patrocinada pela Hermes Pardini, foi baseada em estudo realizado em parceria com a PwC que teve como objetivo retratar e destacar o grau de maturidade da gestão de negócios entre as instituições prestadoras de serviços e fontes pagadoras.

VENCEDORES

Gestão Administrativo-Financeira
Sistema de Engenharia Clínica Hospitalar com Inteligência Artificial – Genesis

Gestão de Recursos Humanos
Telepsicologia para reduzir Sinistro Saúde, CID-F e SAT – Psicologia Viva

Gestão de Tecnologia da Informação
Tecnologia e Inteligência para Prevenção de Sequelas Neurológicas em Recém-Nascidos de Alto Risco – PBSF – Protecting Brains & Saving Futures

Governança Corporativa
PROETICA – Fleury

Qualidade Assistencial e Segurança do Paciente
Detecção de sangramento intracraniano em Tomografias de Crânio através da utilização de algoritmo de Inteligência Artificial em um Hospital Público de São Paulo –
FIDI

Engajamento e Experiência do Paciente
Desenvolvimento de uma aplicação móvel (aplicativo) para melhorar os sintomas pós tratamento quimioterápico e adesão à medicação em pacientes com câncer – Grupo Oncoclínicas

Em seguida, foram premiadas as melhores empresas para trabalhar no “GPTW – Saúde”. A premiação, patrocinada pelo Sesc, foi uma parceria da UBM Brazil com a Great Place to Work e, neste ano, as 90 melhores empresas foram divididas em sete categorias.

VENCEDORES

Clínicas
1º – Crool – Centro Odontológico
2º – Upa Palmeira dos Índios
3º – Instituto Sorrir para Vida
4º – Hiperbárica Hospitalar
5º – Hospital Humberto Castro Lima
6º – ISAC – UPA Trapiche da Barra
7º – COT – Centro Oncológico do Triângulo
8º – ISO Olhos

Farmácias e distribuidoras
1º – Comunicare Aparelhos Auditivos
2º – Supera RX
3º – Acripel Farma
4º – Grupo Elfa
5º – Clamed
6º – Farmácias Pague Menos
7º – Dental Cremer
8º – United Medical
9o – Artesanal
10º – A Nossa Drogaria

Indústria e serviços
1º – Roche Diagnóstica Brasil
2º – BSF
3º – H. Strattner e Cia Ltda
4º – Stryker
5 º – Locmed Hospitalar
6º – BD
7 º – Confiance Medical
8º – MAIS SEG – Saúde e Segurança Ocupacional
9º – Shift Consultoria e Sistemas
10º – Sharecare
11º – Funcional Health Management
12 º – Interne Home Care

Farmacêuticas
1º – Novartis
2º – Novo Nordisk
3º – Eurofarma Laboratórios
4º – Roche Farmacêutica
5º – Momenta Farmacêutica
6º – Zambon Laboratórios Farmacêuticos
7º – Novo Nordisk Produção Farmacêutica
8º – Bristol-Myers Squibb
9º – AstraZeneca
10º – Aspen Pharma
11º – Takeda
12º – AbbVie
13º – Zodiac Produtos Farmacêuticos
14º – Daiichi-Sankyo
15º – Abbott Laboratórios do Brasil
16º – Natulab Laboratório Farmacêutico
17º – Baxter Hospitalar
18º – Libbs
19º – Astellas Farma Brasil Importação e Distribuição de Medicamentos
20º – Janssen

Medicina diagnóstica
1º – Laboratório Sabin
2º – Laboratório de Análises Clínicas Vicente Lemos
3º – Grupo Infinita
4º – Centroimagem
5º – IMEB
6º – Laboratório Antonello
7º – Laboratório Bioanálise
8º – Laboratório Pretti

Planos de saúde
1º – Unimed Ceará
2º – Unimed Federação Minas
3º – Unimed Rio
4º – Unimed Litoral Sul/RS
5º – São Francisco Sistema de Saúde
6º – Unimed Sobral
7º – Unimed Fortaleza
8º – Unimed Missões/RS
9º – Unimed do Cariri
10º – Unimed Campinas
11º – Unimed Paraná
12º – Unimed de Jaboticabal
13º – São Francisco Odontologia
14º – Unimed Maceió
15º – Uniodonto Maceió-Cooperativa Odontológica
16º – Clinipam
17º – PASA

Hospitais
1º – Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos
2º – Hospital do Coração de Alagoas
3º – Hospital Israelita Albert Einstein
4º – Hospital Santa Catarina
5º – Santa Casa de Fortaleza
6º – Hospital Adventista de Manaus
7º – GRAACC
8º – Santa Casa de Rio Claro
9º – Hospital Memorial Jaboatão
10º – Hospital Regional do Cariri
11º – Hospital Norte
12º – Hospital Unimed de Santa Bárbara D’Oeste e Americana
13º – Hospital Anchieta
14º – Santa Casa de Misericórdia de Araraquara
15º – Hospital Previsão

Sistema para monitorar pacientes reduz risco à saúde

Diante do ritmo acelerado que muitas pessoas têm, seja no trabalho ou em casa, ter tempo para ir ao médico tem se tornado uma “missão” quase impossível. Isso tem impacto direto no aumento de casos de infarto, AVC e até câncer que poderiam ser evitados com o diagnóstico preventivo. Pensando nisso, o Grupo Santa Celina criou o programa Gestão Saúde 360º, um modelo de gestão que organiza, integra e coordena os cuidados e serviços de saúde nas empresas.
O programa foi tema do painel “Gestão Saúde 360º – pessoas cuidando de pessoas”, apresentado por Rogério Silicani Ribeiro, superintendente médico técnico, e Ana Elisa Siqueira, sócia presidente, do Grupo Santa Celina, no último dia do HIS. “Por meio da nossa Rede Cuidar, composta por uma equipe multidisciplinar entre médicos, nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas, as pessoas são rastreadas, conforme o seu perfil de risco”, explicou Ribeiro.

A partir do compartilhamento do prontuário eletrônico com a equipe médica, é possível ter acesso ao histórico do paciente e da continuidade do tratamento. “Assim, temos condições de monitorá-lo”, afirma Ribeiro. Na prática, a pessoa recebe uma ligação de um consultor do Grupo Santa Celina, que irá orientá-lo sobre os exames necessários. Outra facilidade do sistema é geolocalização das clínicas mais próximas, reduzindo bastante o tempo para agendar a consulta.

Mais informações para imprensa:
2PRÓ Comunicação
Email equipe: his18@2pro.com.br
Teresa Silva – 11-3030-9463
Marcos Coelho – 11-3030-9403
www.2pro.com.br

Boom dos smartphones levou grupo de médicos a empreender em aplicativos de saúde

Em 2012, quando o Brasil vivia o boom dos smartphones, o médico Bruno Lagoeiro e dois colegas começaram a desenvolver um aplicativo para monitoramento acadêmico. Oitenta alunos foram avisados da novidade e, um mês depois, mil downloads haviam sido feitos.

“Percebemos, então, a grande oportunidade que havia ali, com cada vez mais pessoas tendo acesso a smartphones e sempre ávidas por informações”, destacou ele, hoje CEO da PEBMED, durante a palestra “De médico a CEO – como eu fugi da manada para impactar a tomada de decisão médica” do Healthcare Innovation Show 2018.
Programando nas horas vagas e depois de desenvolver vários aplicativos de saúde, em 2015 Lagoeiro e os sócios criaram o White Book, ferramenta de apoio médico que já tem mais de 300 mil profissionais e estudantes cadastrados.

“Alcançamos até mesmo regiões distantes e com acesso precário à Internet, pois o aplicativo funciona offline”.
O conteúdo do White Book é produzido por especialistas que se baseiam em livros de referência e nos principais guidelines. Tem mais de 5 mil tópicos atualizados mensalmente sobre modelos de prescrição, doenças, medicamentos e manejo clínico nas mais diversas áreas, como clínica médica, pediatria, cirurgia, ginecologia e obstetrícia.

As startups e seus potenciais diagnósticos para o segmento de saúde brasileiro também foram apresentadas de outras maneiras no Healthcare Innovation Show, inclusive com um Startup Lounge do qual participaram pelo hub de inovação Cubo, apoiado pela Dasa, a Guiando, N.E.O, Kludo by Talent Matching, Docway, Cuco Health e Cerensa. Além da Victory – Excelência em Gestão de Saúde, Brasil Telemedicina, KDCARE, Solvis, TV Doutor, GesSaúde – Consultoria e Gestão, Rocket Studio, O-trek e Doc Line.

Organizações de saúde estão investindo mais em aplicativos no Brasil

Seguindo o exemplo de sucesso dos aplicativos de transporte, organizações de saúde brasileiras estão investindo mais em aplicativos em um movimento ainda inicial. Não como um serviço de retorno imediato, mas como uma ferramenta para ajudar as pessoas a se manterem saudáveis, seja influenciando mudança de hábitos, engajando-as nos tratamentos médicos ou incluindo o paciente no processo de decisão relacionado a seu diagnóstico.

“Temos um aplicativo que monitora o nível de estresse, sono e quantidade de exercício de centenas de milhares de pacientes para retroalimentá-los com dicas para que se tornem mais saudáveis. Com o tempo, aos poucos, eles percebem e valorizam este benefício. Mas ainda há um longo caminho à frente”, afirmou Cristiano Barbieri, CIO da Sulamérica, em painel do Healthcare Innovation Show 2018.
Moderado por Lasse Koivisto, CEO da Prontmed, também participaram do painel com o tema IoT e analytics na rotina de operação de saúde Ailton Bomfim Brandão Júnior, diretor de TI do Hospital Sírio Libanês; Marcio Aguiar, LATAM Enterprise Sales Manager da NVIDIA; e Flávio Amaro, sócio fundador da 37.78.

Brandão Júnior comentou como dados fazem parte do dia a dia de qualquer atividade complexa e que saúde, mais cedo ou mais tarde, também seria incluída. “Hoje, com poucos cliques, podemos gerar dados e organizá-los de forma que médicos e estatísticos possam buscar insights aprofundados sobre o paciente, exames e tratamento”.
Quanto aos aplicativos, segundo o executivo, precisam ser leves, amigáveis e terem uma interface bonita para serem aceitos. “Nos próximos anos, devemos poder oferecer funções mais avançadas, como antecipação parcial da consulta com fotos e formulários online, além de sugestão de nutricionista ou preparador físico, por exemplo”, desta

Inúmeras reuniões de negócios foram marcadas pelo aplicativo do Healthcare Innovation Show, no primeiro dia do evento

Pela primeira vez, o Healthcare Innovation Show ofereceu um recurso no aplicativo para marcar reuniões de negócios entre expositores e participantes com interesses em comum. A ferramenta HIS, que pode ser baixada gratuitamente pelo Google Play ou pelo App Store, gerou muitos encontros no primeiro dia do evento na Meeting Area preparada especificamente para este fim.

Para Caroline Selau, gerente de Negócios da Bristol-Myers Squibb, a experiência foi muito positiva. “Tivemos várias interações com outros players do mercado de saúde e líderes de instituições, o que favoreceu e enriqueceu toda a experiência”, afirmou. A interface intuitiva do aplicativo foi o que mais chamou a atenção de Nactacha Chaves, analista de Marketing da Pixeon, que usou a agenda e o sistema de lembretes para não perder uma conversa que, em breve, deve render uma parceria na área de radiologia.

No caso de Juliano Côco, gerente de Mercado da 2iM – Inteligência Médica, o planejamento começou um dia antes com o estudo dos perfis dos visitantes de interesse. “Mandei mensagens dentro do próprio aplicativo e confirmei reuniões com representantes de hospitais e operadoras aqui mesmo no estande da empresa, o que também é possível fazer. Foi um primeiro contato assertivo e muito produtivo”, destacou. Esta quinta-feira é o último dia do evento – ainda há vagas na Meetin

  • 1
  • 2