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HIS18 encerra com público qualificado em busca das mais recentes aplicações tecnológicas na gestão de saúde

Um total de 180 palestrantes de renome apresentaram e debateram
as novidades da área em cinco palcos simultâneos assistidos por 2.400 profissionais

 

São Paulo, setembro de 2018 – Durante os dois dias de atividades do Healthcare Innovation Show 2018, um dos principais eventos de saúde e tecnologia da América Latina, 2.400 profissionais altamente qualificados, entre CEOs, presidentes e diretores das principais organizações da indústria da saúde, acompanharam e debateram as apresentações de 180 palestrantes de renome que abordaram as mais recentes  novidades da área. “A principal contribuição para o setor foi o enfoque na qualificação de gestores de saúde, estímulo à profissionalização, uso de benchmarking e acreditação por meio da implementação de ferramentas tecnológicas mais complexas”, afirma Vitor Asseituno, Healthcare Market Director da UBM Brazil, organizadora do evento.

O executivo ressalta que a tecnologia é uma ferramenta poderosa que deveria estar mais presente no dia a dia dos executivos do setor no Brasil, o oitavo maior mercado de saúde do mundo que movimenta R$ 500 bilhões por ano. “O nível de inovação nas organizações de saúde dos grandes centros ainda é baixo. A cultura organizacional é muito tradicional, o que gera dificuldades para construir e buscar novos processos, assim como para difundir melhores práticas”. De acordo com Asseituno, o evento demonstrou com sucesso que a adoção de novas tecnologias que otimizam a gestão é um grande diferencial para as organizações e está diretamente relacionado ao conhecimento dos gestores sobre o potencial das ferramentas disponíveis.

E esse potencial foi explorado em dezenas de apresentações realizadas em cinco palcos simultâneos voltadas a gestores hospitalares, médicos, pesquisadores, investidores, entre outros tomadores de decisão. Esta edição marcou uma maior proximidade com as startups dedicadas a serviços de saúde, o que se somou a exposições de produtos e serviços de 66 empresas do setor – aplicativos diversos foram destaque durante toda a programação, além do aplicativo próprio do evento, usado para marcar mais de 400 reuniões de negócios entre os participantes e os patrocinadores. Durante as atividades também foram realizadas as premiações “Referências da Saúde” e “GPTW – Saúde”, reconhecendo quase 100 instituições.

O Healthcare Innovation Show 2018 ocorreu nos dias 19 e 20 de setembro no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, localizado no KM 1,5 da Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo (SP).

 

Executivos comemoram sucesso na 4ª edição do HIS

Durante dois dias, quem circulou pelo pavilhão de exposições do São Paulo Expo teve a oportunidade de se atualizar ao conhecer as empresas de referência no setor de saúde durante o Healthcare Innovation Show 2018. Além da participação institucional e da construção de relacionamentos para futuros negócios, o HIS também foi alvo de comemoração de executivos, que elogiaram o público qualificado, a excelência das palestras e iniciativas como o aplicativo do evento.

“O Healthcare Innovation Show foi uma oportunidade excelente de conexão com diversos players da cadeia de saúde, promovendo uma aproximação maior entre todos nós”, afirmou Caroline Selau, gerente de Negócios da Bristol-Myers Squibb. “Juntos, conseguimos trazer soluções para a sustentabilidade do setor, pois como líderes mundiais no segmento de imuno-oncologia, também lideramos esta tendência. O aplicativo do evento foi uma iniciativa super positiva para nós.”

Para Ivan Ferreira, gerente de inovação tecnológica e facilities do Grupo Brasanitas, a novidade do aplicativo foi positiva. “Fiquei surpreso com o resultado do aplicativo do evento, que otimizou bastante os contatos com os clientes.  Conseguimos realizar duas reuniões e outras foram bem encaminhadas”, disse. “O HIS sempre foi um evento importante para o Grupo Brasanitas. Nossos clientes e prospects estão aqui e buscam novidades na área hospitalar. Apresentamos quatro inovações tecnológicas em gestão de leitos, áreas críticas, limpeza terminal/concorrentes e de ativos.”

O Sesc participou pela primeira vez do evento, diz Ana Márcia Varela, assessora de Relacionamento Institucional. “Viemos com o objetivo de estreitar o relacionamento com os empresários do setor, potenciais clientes, que ainda não conhecem os benefícios que podem ser oferecidos a seus colaboradores. Os diversos programas oferecidos pelo Sesc também priorizam a saúde integral, com atividades esportivas, lazer e cultura. Na instalação ‘Empatias Mapeadas’, obra do artista Guto Requena, o público pode sentir as vibrações dos batimentos cardíacos emitidos por som, que tem uma conexão com a proposta de inovação do evento”, afirmou Ana Márcia.

 

Startup Lounge divulga soluções criativas

O Startup Lounge reuniu, no Healthcare Innovation Show 2018, 16 startups que oferecem soluções de tecnologia criativas para o mercado de saúde. A área foi elogiada pelos participantes, que comemoraram os contatos realizados e as oportunidades de negócio.

“Fizemos contatos excelentes e já havíamos alcançado nossa expectativa no primeiro dia”, afirmou José Soares dos Santos, gerente administrativo e financeiro da Brasil Telemedicina, empresa de interação diagnóstica de saúde online responsável por desenvolver soluções para atendimento ágil e de qualidade à distância. Entre seus produtos estão os aplicativos Laudo24hs (que já laudou mais de 5 milhões de exames), Psicologia24hs e Monitorização24hs.

Thiago Djurovic, executivo de Novos Negócios da Victory Health, também elogiou os contatos feitos. A startup lançou aplicativo de bem-estar e saúde com inúmeras funcionalidades com o objetivo de ajudar empresas a manter a equipe saudável. “Viemos com a perspectiva de divulgar nossa ferramenta, que é completa e diferenciada. Esse networking realmente aconteceu”, afirmou Djurovic.

Para Ricardo Sonati, CEO da TVDoutor, a feira é essencial para estar próximo dos maiores players do mercado e ter contato com as grandes inovações em saúde. “Este momento permite não só a troca de experiências, nos direciona a confirmar ou alterar estratégias e nos faz aprender juntos”, afirmou. A startup trabalha com comunicação e educação em healthcare, oferecendo uma plataforma de comunicação para salas de espera com programação própria. Já atua em 11 estados e mais de 50 cidades, impactando mais de um milhão de pacientes.

 

 

Informações para imprensa:

2PRÓ Comunicação 

his18@2pro.com.br

Teresa Silva – (11)3030-9463

Marcos Coelho – (11) 3030-9403

Myrian Vallone – (11) 3030-9404

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Healthcare Innovation Show 2018: inovação, tecnologia e gestão

O Healthcare Innovation Show 2018 teve início na quarta-feira (19) no São Paulo Expo e foi aberto por Rodrigo Moreira, diretor de estratégia do portfólio de saúde da UBM Brazil, parte do Grupo Informa PLC, que hoje é líder em serviços de informação e o maior organizador de eventos do B2B no mundo. Rodrigo afirmou às centenas de profissionais presentes que as palestras do evento certamente irão contribuir para a agenda estratégica do setor. “Discutiremos aqui inovação, tecnologia e gestão, questões que terão impactos muito profundos nas organizações de saúde”, ressaltou.

Vítor Asseituno, Healthcare Market Director da UBM Brazil, destacou então que este mercado movimenta R$ 500 bilhões anualmente no país, envolvendo empreendedores, investidores, médicos, pacientes e vários outros públicos. “É muito importante estarmos aqui hoje porque 60% do setor é privado. Dois terços desta fatia são planos de saúde, que respondem pela segunda maior despesa das empresas. E em breve, saúde digital será sinônimo de saúde”.

O executivo explicou que o Brasil está caminhando para esta mudança digital, mas que a prioridade é a mudança cultural nas organizações. “Não se trata apenas de investir em startups, mas de uma colaboração de todas as áreas”, concluiu.

O ROI nem sempre é tangível quando envolve tecnologia disruptiva

Por mais contraditório que pareça, o ROI nem sempre é tangível quando envolve a adoção de tecnologia disruptiva. Em uma mesa redonda no primeiro dia do Healthcare Innovation Show 2018, os participantes chegaram a esta unanimidade, destacando que tanto na área de saúde como em outros mercados, é importante considerar retorno questões como fidelização, engajamento, atração de novos clientes, satisfação dos profissionais lidando com a nova tecnologia e manutenção do sistema. Mesmo que, em alguns casos, inicialmente isso até envolva perdas financeiras.

O painel foi moderado por Ricardo Orlando, CIO da Dasa, com participação de Rodrigo Moreira, diretor de Estratégia da UBM Brazil; Lílian Hoffman, CIO da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo; Bruno Pierobon, CEO e fundador da ZUP Innovation; e Fábio Mattoso, Executive Leader Watson Health da IBM.

“O ponto principal é a incorporação dos aspectos tecnológicos na cultura da empresa. O quanto está disposta a arriscar no início da implementação do processo? Não pode ter tanto medo de errar, porque com a disrupção sempre há erros e aprendizados”, afirmou Rodrigo Moreira. Já Lílian Hoffman deu dicas de como conseguir apoio da alta administração das organizações. “O ROI tangível ou intangível não precisa ser tão claro de imediato, mas é importante materializar a potencialidade do trabalho com pequenos projetos. Vários hospitais estão fazendo testes assim para provar o potencial da tecnologia à área de negócios”, disse.

Mudanças disruptivas no setor de saúde devem começar pelas pessoas

Aliar os recursos da tecnologia em todos os processos operacionais tem sido o grande desafio de muitas instituições de saúde no Brasil. Na avaliação de Paulo Bastian, CEO do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, “é fundamental que os gestores compreendam as mudanças a partir dos recursos humanos”. Na manhã desta quarta-feira (19), Bastian moderou o painel “Inovação x operação: como construir uma organização disruptiva e sólida”com os presidentes da Totvs, Laboratório Hermes Pardini, AC Camargo Câncer Center, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio Libanês.

“A inteligência artificial é uma das ferramentas que pode contribuir muito para melhorar a eficiência do setor, pois as pessoas já estão conectadas”, disse Laércio Cosentino, CEO da Totvs. Para que este modelo seja viável no setor, ele alerta para a necessidade de investimentos na captura de informações, convergindo todos os dados disponíveis em uma plataforma única.

Mas o desafio é justamente fazer a digitalização dos dados e a manutenção da operação. No caso do Laboratório Hermes Pardini, 90% dos laudos são digitalizados e a pessoa consegue fazer o seu check in por meio de QR Code. Na opinião do CIO da empresa, João Alvarenga, apesar de ser um avanço importante, o cliente ainda não enxerga esta capacidade produtiva. “Por isso, a empresa que entregar a melhor experiência, será percebida pelo cliente, assim como já acontece com o Google”, afirma o executivo.

Uma das iniciativas da AC Camargo para melhorar a experiência e atendimento dos pacientes foi criar o modelo do Câncer Center. De acordo com Vivien Rosso, CEO da empresa, o objetivo é ter eficiência durante todo o tratamento, envolvendo pacientes e médicos de outras áreas. Desta forma, os profissionais podem intervir na revisão do tratamento. Inicialmente, o Câncer Center está atendendo mulheres com câncer de mama.”Estamos aprendendo que a revisão dos processos começa pela cultura organizacional. Levamos seis meses para formatar este modelo”, lembra Rosso.

Organizações de saúde estão investindo mais em aplicativos no Brasil

Seguindo o exemplo de sucesso dos aplicativos de transporte, organizações de saúde brasileiras estão investindo mais em aplicativos em um movimento ainda inicial. Não como um serviço de retorno imediato, mas como uma ferramenta para ajudar as pessoas a se manterem saudáveis, seja influenciando mudança de hábitos, engajando-as nos tratamentos médicos ou incluindo o paciente no processo de decisão relacionado a seu diagnóstico.

“Temos um aplicativo que monitora o nível de estresse, sono e quantidade de exercício de centenas de milhares de pacientes para retroalimentá-los com dicas para que se tornem mais saudáveis. Com o tempo, aos poucos, eles percebem e valorizam este benefício. Mas ainda há um longo caminho à frente”, afirmou Cristiano Barbieri, CIO da Sulamérica, em painel do Healthcare Innovation Show 2018.

Moderado por Lasse Koivisto, CEO da Prontmed, também participaram do painel com o tema IoT e analytics na rotina de operação de saúde Ailton Bomfim Brandão Júnior, diretor de TI do Hospital Sírio Libanês; Marcio Aguiar, LATAM Enterprise Sales Manager da NVIDIA; e Flávio Amaro, sócio fundador da 37.78.

Brandão Júnior comentou como dados fazem parte do dia a dia de qualquer atividade complexa e que saúde, mais cedo ou mais tarde, também seria incluída. “Hoje, com poucos cliques, podemos gerar dados e organizá-los de forma que médicos e estatísticos possam buscar insights aprofundados sobre o paciente, exames e tratamento”.

Quanto aos aplicativos, segundo o executivo, precisam ser leves, amigáveis e terem uma interface bonita para serem aceitos. “Nos próximos anos, devemos poder oferecer funções mais avançadas, como antecipação parcial da consulta com fotos e formulários online, além de sugestão de nutricionista ou preparador físico, por exemplo”, destacou.

Homens e máquinas podem ter uma convivência amigável

Homens e robôs trabalhando juntos em prol da qualidade de vida das pessoas. “Não temos que ter medo do futuro, pois a revolução digital já começou e veio para mudar a nossa forma de ver o mundo”, afirmou Robert Brown, Associate Vice President, Center of the Future of Work at Cognizant Technology Solutions, durante sua palestra sobre o “Futuro do Trabalho, realizada no primeiro dia do HIS, em São Paulo.

Ele não tem dúvidas de que a inteligência artificial está interferindo em muitos setores da saúde e, principalmente, na rotina dos profissionais. Também chamou a atenção do público sobre a percepção da sociedade de que a máquina irá substituir o trabalho humano. “Isso é um absurdo! Temos que ser realistas e otimistas em relação a tudo o que vem sendo noticiado. O que precisamos é desenvolver novas habilidades técnicas”.

Inúmeros exemplos foram apresentados por Brown de como é possível ter uma convivência amigável entre homem e máquina. O executivo viveu esta experiência, quando precisou emagrecer e usou um dispositivo que o monitorava no dia a dia. Mas não foi só a tecnologia que o ajudou a perder 17 quilos. “Fui assistido o tempo todo, ainda que remotamente, por um enfermeiro. Foi muito importante ter este apoio, além da minha determinação”, lembra.

Pessoas idosas também estão se beneficiando com o uso de aparelhos que “conversam” com elas, durante uma caminhada, por exemplo. Desta forma, sendo Brown, “elas não se sentem tão solitárias, melhorando as condições física e emocional”.

Inúmeras reuniões de negócios foram marcadas pelo aplicativo do Healthcare Innovation Show, no primeiro dia do evento

Pela primeira vez, o Healthcare Innovation Show ofereceu um recurso no aplicativo para marcar reuniões de negócios entre expositores e participantes com interesses em comum. A ferramenta HIS, que pode ser baixada gratuitamente pelo Google Play ou pelo App Store, gerou muitos encontros no primeiro dia do evento na Meeting Area preparada especificamente para este fim.

Para Caroline Selau, gerente de Negócios da Bristol-Myers Squibb, a experiência foi muito positiva. “Tivemos várias interações com outros players do mercado de saúde e líderes de instituições, o que favoreceu e enriqueceu toda a experiência”, afirmou. A interface intuitiva do aplicativo foi o que mais chamou a atenção de Nactacha Chaves, analista de Marketing da Pixeon, que usou a agenda e o sistema de lembretes para não perder uma conversa que, em breve, deve render uma parceria na área de radiologia.

No caso de Juliano Côco, gerente de Mercado da 2iM – Inteligência Médica, o planejamento começou um dia antes com o estudo dos perfis dos visitantes de interesse. “Mandei mensagens dentro do próprio aplicativo e confirmei reuniões com representantes de hospitais e operadoras aqui mesmo no estande da empresa, o que também é possível fazer. Foi um primeiro contato assertivo e muito produtivo”, destacou. Esta quinta-feira é o último dia do evento – ainda há vagas na Meeting Area.

O HIS termina nesta quinta-feira (20).

HIS

O HIS – Healthcare Innovation Show é o primeiro trade show de tecnologia e inovação em um espaço de mais de 4.000 m² voltado ao mercado de saúde na América Latina. São seis arenas simultâneas onde acontecem mais de 10 congressos, cada qual especialmente organizado para oferecer conteúdo de qualidade para os diferentes cargos e funções das organizações de saúde.

O evento deverá contar este ano com números que ultrapassam 3 mil participantes, 200 palestrantes e 75 empresas expositoras, além de premiações de reconhecimento das experiências inovadoras do setor.

Além das discussões executivas e estratégicas, o HIS é ponto de encontro das maiores lideranças do setor e grandes empresas e startups apresentam o que há de mais inovador e tecnológico no mercado.

Modelo preditivo de cuidado exige esforço em análise de dados e foco em paciente

A análise de dados e o uso das informações com foco no paciente são alguns dos principais caminhos para hospitais, clínicas e outros provedores de saúde se adaptarem aos novos desafios no cuidado médico. O assunto foi debatido na tarde de hoje (20/9) no painel “Mudança de paradigma no cuidado: de reativo a preditivo”, durante o Healthcare Innovation Show 2018.

O painel contou com a participação da irmã Monique Bourget, diretora técnica do Hospital Santa Marcelina e diretora da Atenção Primária à Saúde; José Augusto Ferreira, diretor de Provimento de Saúde, Unimed BH; e René Parente, líder para a área de saúde da Accenture, que foi o moderador.
Na discussão, os participantes abordaram diversas dificuldades enfrentadas no modelo atual de cuidado, como o sistema baseado no faturamento (que privilegia quantidade, e não qualidade) e a dificuldade na obtenção interpretação de dados dos pacientes.

Para os gestores, não adianta apenas ter os dados em mãos (cuidado reativo), mas usá-los para prever como será o cuidado de futuros pacientes (preditivo). “Hoje temos um novo cliente, o paciente da era digital, acostumado com produtos e serviços que proporcionam economia de tempo e dinheiro, e oferecem segurança. É o mesmo cliente que vai para o nosso hospital”, afirmou Ferreira. “Por isso, temos que cuidar da assistência, que é o motivo que faz com que as pessoas procurem o serviço.”

As mudanças passam pela valorização do paciente no sistema e pela análise mais qualitativa de atendimento, diz Bourget. “As cobranças são por número de consultas, atendimentos, internações. Não se é cobrado em cima dos resultados, o que não provoca mudança no dia a dia. É preciso uma mudança de reflexão de como a gente atende. Precisamos repensar as nossas instituições.”

Tecnologia não é solução, é um grande suporte ao médico

Expectativas não realistas em relação à aplicação da tecnologia no segmento de saúde não ajudam o mercado, pois por si só ela não corrige processos de gestão, apenas dá um grande suporte ao médico dentro do ambiente da organização no qual ele atua. Este posicionamento foi tomado por Gustavo Gusso, diretor médico da Amparo, durante o painel
“Qual o papel da tecnologia na decisão clínica?” do Healthcare Innovation Show 2018.

Os demais participantes Robert Nieves, VP of Health Informatics da Elsevier, Vitor Muniz, General Manager da Abbott
Diagnostics Division – Brazil, e Marcos Cunho, superintendente executivo de Negócios da AC Camargo, além da moderadora Mariana Perroni, Medical Leader da IBM, prontamente concordaram. “Desde 2010, a literatura médica dobra a cada dois anos! E um paciente oncológico pode gerar 1 terabyte de dados num único dia. Só trabalho duro e boas intenções não garantem mais um atendimento de excelência na tomada de decisão – aí que entra o apoio tecnológico”, afirmou ela.

Robert Nieves complementou destacando que a ferramenta diagnóstica mais importante é o histórico do paciente. “Estudos demonstram que as pessoas são interrompidas a cada 18 segundos quando explicam seus sintomas ao médico, o que faz com que percam informações importantes. A tecnologia precisa apoiar um histórico vivo do paciente, que deve continuar expandindo a cada visita para aumentar as chances de diagnóstico assertivo mais rápido”.
Outros tópicos discutidos pelo grupo em relação ao papel da tecnologia no suporte clínico foram a possibilidade de personalizar mais o atendimento de acordo com dados registrados no sistema, trazer à luz intervenções menos comuns do que as do dia a dia e facilitar o acesso a predições diagnósticas em poucos cliques, entre outros.

Homens e máquinas podem ter uma convivência amigável

Homens e robôs trabalhando juntos em prol da qualidade de vida das pessoas. “Não temos que ter medo do futuro, pois a revolução digital já começou e veio para mudar a nossa forma de ver o mundo”, afirmou Robert Brown, Associate Vice President, Center of the Future of Work at Cognizant Technology Solutions, durante sua palestra sobre o “Futuro do Trabalho, realizada no primeiro dia do HIS, em São Paulo.

Ele não tem dúvidas de que a inteligência artificial está interferindo em muitos setores da saúde e, principalmente, na rotina dos profissionais. Também chamou a atenção do público sobre a percepção da sociedade de que a máquina irá substituir o trabalho humano. “Isso é um absurdo! Temos que ser realistas e otimistas em relação a tudo o que vem sendo noticiado. O que precisamos é desenvolver novas habilidades técnicas”.

Inúmeros exemplos foram apresentados por Brown de como é possível ter uma convivência amigável entre homem e máquina. O executivo viveu esta experiência, quando precisou emagrecer e usou um dispositivo que o monitorava no dia a dia. Mas não foi só a tecnologia que o ajudou a perder 17 quilos. “Fui assistido o tempo todo, ainda que remotamente, por um enfermeiro. Foi muito importante ter este apoio, além da minha determinação”, lembra.
Pessoas idosas também estão se beneficiando com o uso de aparelhos que “conversam” com elas, durante uma caminhada, por exemplo. Desta forma, sendo Brown, “elas não se sentem tão solitárias, melhorando as condições física e emocional”.

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Mudanças disruptivas no setor de saúde devem começar pelas pessoas

Aliar os recursos da tecnologia em todos os processos operacionais tem sido o grande desafio de muitas instituições de saúde no Brasil. Na avaliação de Paulo Bastian, CEO do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, “é fundamental que os gestores compreendam as mudanças a partir dos recursos humanos”.Na manhã desta quarta-feira (19), Bastian moderou o painel “Inovação x operação: como construir uma organização disruptiva e sólida”com os presidentes da Totvs, Laboratório Hermes Pardini, AC Camargo Câncer Center, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio Libanês.

“A inteligência artificial é uma das ferramentas que pode contribuir muito para melhorar a eficiência do setor, pois as pessoas já estão conectadas”, disse Laércio Cosentino, CEO da Totvs. Para que este modelo seja viável no setor, ele alerta para a necessidade de investimentos na captura de informações, convergindo todos os dados disponíveis em uma plataforma única.

Mas o desafio é justamente fazer a digitalização dos dados e a manutenção da operação. No caso do Laboratório Hermes Pardini, 100% dos laudos são digitalizados, e com o Projeto Enterprise o Grupo passará de 80% de automação na linha produtiva. Em relação ao B2C , nosso cliente pessoa física consegue fazer o seu check in por meio de QR Code. Na opinião do CIO da empresa, João Alvarenga, apesar de ser um avanço importante, o cliente ainda não enxerga esta capacidade produtiva, “por isso, a empresa que entregar a melhor experiência, será percebida pelo cliente, assim como já acontece com empresas que tem como foco a experiência do cliente”, afirma o executivo.

Uma das iniciativas da AC Camargo para melhorar a experiência e atendimento dos pacientes foi criar o modelo do Câncer Center. De acordo com Vivien Rosso, CEO da empresa, o objetivo é ter eficiência durante todo o tratamento, envolvendo pacientes e médicos de outras áreas. Desta forma, os profissionais podem intervir na revisão do tratamento. Inicialmente, o Câncer Center está atendendo mulheres com câncer de mama.“Estamos aprendendo que a revisão dos processos começa pela cultura organizacional. Levamos seis meses para formatar este modelo”, lembra Rosso.

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O ROI nem sempre é tangível quando envolve tecnologia disruptiva

Por mais contraditório que pareça, o ROI nem sempre é tangível quando envolve a adoção de tecnologia disruptiva. Em uma mesa redonda no primeiro dia do Healthcare Innovation Show 2018, os participantes chegaram a esta unanimidade, destacando que tanto na área de saúde como em outros mercados, é importante considerar retorno questões como fidelização, engajamento, atração de novos clientes, satisfação dos profissionais lidando com a nova tecnologia e manutenção do sistema. Mesmo que, em alguns casos, inicialmente isso até envolva perdas financeiras.

O painel foi moderado por Ricardo Orlando, CIO da Dasa, com participação de Rodrigo Moreira, diretor de Estratégia da UBM Brazil; Lílian Hoffman, CIO da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo; Bruno Pierobon, CEO e fundador da ZUP Innovation; e Fábio Mattoso, Executive Leader Watson Health da IBM.
“O ponto principal é a incorporação dos aspectos tecnológicos na cultura da empresa. O quanto está disposta a arriscar no início da implementação do processo? Não pode ter tanto medo de errar, porque com a disrupção sempre há erros e aprendizados”, afirmou Rodrigo Moreira. Já Lílian Hoffman deu dicas de como conseguir apoio da alta administração das organizações. “O ROI tangível ou intangível não precisa ser tão claro de imediato, mas é importante materializar a potencialidade do trabalho com pequenos projetos. Vários hospitais estão fazendo testes assim para provar o potencial da tecnologia à área de negócios”, disse.

Futuro do trabalho é tema de palestra da Cognizant no HIS18

Especialista Robert Brown fala sobre o tema no contexto da saúde em um dos maiores congressos do setor

 

São Paulo, setembro de 2018 – A Cognizant, uma das empresas líderes mundiais em tecnologia e negócios, com mais de 20 anos de atuação, debate o futuro do trabalho no contexto da saúde, no Healthcare Innovation Show, que se realiza nos dias 19 e 20 de setembro, no São Paulo Expo.

Durante o congresso, Robert Brown, especialista do Centro para o Futuro do Trabalho da Cognizant fará uma palestra sobre como as organizações do setor da saúde se movimentarão em relação à transformação digital. Além disso a companhia terá um estande no pavilhão de exposições, onde vai apresentar suas soluções no contexto digital, com destaque para uma solução de reconhecimento facial que agiliza processos como por exemplo o de triagem em hospitais e unidades diagnósticas de atendimento.

“O congresso nos ajuda a fortalecer nossa marca no segmento, além de ser uma oportunidade para apresentarmos nosso portfólio de serviços voltados para era digital”, afirma Alexandre Grandi, diretor de Life Sciences & Healthcare. “Para nós é muito importante nos posicionar como um player de know-how e com expertise para ajudar as organizações de saúde em suas jornadas de transformação.”

O evento terá quatro congressos simultâneos: Lite Summit, que apresentará como objeto de discussão as tecnologias emergentes, transformação de processos e modelos de negócios e a visão do futuro do setor; CEO Summit, que abordará o debate sobre a remodelagem do segmento para um formato focado em valor e entrega de alta performance; Summit de Medicina Diagnostica, que discutirá automação, gênomica e Value-based Healthcare no contexto da medicina diagnóstica, e CIO Summit, que trará temas como cultura de inovação e adoção de tecnologias emergentes e disruptivas.

Serviço:

Healthcare Innovation Show

Data: 19 e 20 de agosto de 2018

Horário: das 9 h às 18 h

Local: São Paulo Expo

Endereço: Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP

Para mais informações, acesse: https://saudebusiness.com/his/congressos/

Palestra de Robert Brown: 19 de setembro, às 17h20m

 

Sobre Robert Brown, especialista do Centro para o Futuro do Trabalho

Robert Hoyle Brown ingressou no Centro para o Futuro do Trabalho da Cognizant em 2014. A partir de então, trabalhou extensivamente com a prática de operações digitais da Cognizant como chefe de estratégia de mercado e também com a liderança do Business Accelerator da Cognizant para impulsionar o desenvolvimento de sua estratégia de automação inteligente. Sua ênfase em pesquisa tem sido nos tópicos de robótica, automação, privacidade e realidade aumentada, e seu impacto nos processos de negócios.

Ele foi o principal autor dos whitepapers do Centro para o Futuro do Trabalho, “O robô e eu: como as novas tecnologias digitais estão tornando as pessoas e empresas inteligentes mais inteligentes automatizando o trabalho mecânico” (2015), “Cada movimento que você faz: o futuro da privacidade na Era do Algoritmo ”(2018), assim como “Aumentando a Realidade de Tudo ”(2017). Ele também foi coautor de “21 empregos do futuro: um guia para obter – e ficar – empregado nos próximos 10 anos” (2017).

Antes de ingressar na Cognizant, Robert atuou como vice-presidente administrativo na Gartner, Inc., nos EUA e em Londres. Além da carreira como estrategista e analista de pesquisa, sua experiência incluiu cargos na Hewlett-Packard e na Câmara dos Comuns britânica. Ele também pertence ao Conselho de Liderança da DisruptHR SF e faz parte do conselho de diretores da Big Skills, Tiny Homes, uma minúscula iniciativa de extensão de casas sem fins lucrativos em escolas secundárias locais.

Ele é bacharel em história pela Universidade da Califórnia em Berkeley e, antes de sua graduação, frequentou a London School of Economics como Hansard Sc,holar. Ele reside em Marin County, Califórnia.

 

 

Sobre a Cognizant

A Cognizant (NASDAQ-100: CTSH) é uma das empresas líderes mundiais em serviços profissionais, que transporta os modelos de negócios, operacional e de tecnologia de seus clientes para a era digital. Nossa abordagem consultiva única, baseada em profundos conhecimentos das indústrias em que atuamos, auxilia clientes a visualizar, construir e administrar negócios cada vez mais inovadores e eficientes. Com sede nos Estados Unidos, a Cognizant ocupa a 195.ª colocação no ranking da Fortune 500 e é consistentemente listada entre as empresas mais admiradas do mundo. Veja como a Cognizant ajuda clientes a ser líderes no mundo digital em www.cognizant.com, ou siga-nos: @Cognizant.

 

Informações para a imprensa – Cognizant

Diana Carvalho – dianacarvalho@rp1.com.br

Luciana Lima – lucianalima@rp1.com.br
Amanda Geroldo – amandageroldo@rp1.com.br


RP1 Comunicação

Tel.: 11 5501-4655

www.rp1.com.br

Remuneração baseada em valor na Saúde: o exemplo que vem de fora

Os custos da Saúde, tanto Suplementar quanto pública, vêm aumentando nos últimos anos no Brasil. Além da instabilidade econômica, uma das causas apontadas por especialistas para esse aumento é o envelhecimento populacional, que traz uma mudança no perfil epidemiológico dos brasileiros, aumentando a incidência de doenças crônicas. Esse cenário reforça a necessidade de discussão do atual modelo de remuneração entre operadoras ou o Sistema Único de Saúde (SUS) e os prestadores, que atualmente é dividido em  fee for service, remuneração por serviço prestado e pagamento por pacote, no qual cada tratamento tem uma remuneração pré-estabelecida.

Em todo o mundo, vários países já adotam a remuneração baseada em valor, ou performance, principalmente quando conciliada a programas de medicina preventiva. Os resultados incluem redução dos custos e mais qualidade para a assistência.

Conheça alguns exemplos que vêm de fora do Brasil:

 

Reino Unido:

A mudança do modelo de remuneração e do sistema de Saúde como um todo teve início em 2004, quando os britânicos implementaram a Estrutura de Resultado e Qualidade (Quality and Outcome Framework, QOF), que estabeleceu processos e definiu metas em todos os passos da assistência.

Segundo dados da pesquisa Pay-for-Performance in the United Kingdom: Impact of the Quality and Outcomes Framework—A Systematic Review,  a diminuição do custo efetivo de tratamento foi de 20% nos primeiros 10 anos. Além disso, a implantação da medicina preventiva fez com que o acesso dos tratamentos de Saúde para a população aumentasse de 63% para 90%.

 

Portugal:

Também em 2004, o país lusitano começou uma reforma total na Saúde, tanto na esfera pública quanto privada. A meta era diminuir os custos, que ultrapassavam 10% do Produto Interno Bruto (PIB). A solução foi investir em prevenção e otimização dos processos, com a criação da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).

Portugal também implementou o sistema de pagamento por performance na Saúde Suplementar. Lá, em média 25% da remuneração dos médicos é baseada em performance, o que, segundo as pesquisas Sistemas de Alocação de Recursos a Prestadores de Serviços a Saúde e O sistema de saúde em Portugal: realizações e desafios, culminaram em mais qualidade na assistência.

 

Estados Unidos:

O sistema de Saúde do país é praticamente todo privado e o modelo de pagamento por performance começou a ser discutido na década passada também. Em 2012, cerca de 20% dos contratos já operavam nesse formato. Atualmente o percentual alcança 67%.

As organizações norte-americanas também começam a desenvolver a ideia de medicina 4P – preventiva, preditiva, participativa e personalizada – como forma de otimizar custos e aumentar a performance dos tratamentos de Saúde. O Instituto de Medicina 4P (P4 Medicine Institute) realiza pesquisas sobre os benefícios de uma remuneração por performance aliada aos pilares do modelo.

Mesmo sistemas de Saúde que apresentam alto custo e baixa qualidade, como o norte-americano, adotam formas de remuneração por performance, ou, em alguns casos, um misto de fee for service e performance, principalmente para controlar os custos e oferecer mais qualidade à assistência.

O Brasil, porém, ainda caminha a passos lentos para a adoção de contratos por performance. É urgente que os gestores percebam que esse modelo é uma das formas mais eficazes de diminuir as glosas, controlar os gastos e promover a sustentabilidade das organizações ao mesmo tempo em que garante a qualidade de vida da população.

Entenda mais sobre Saúde Baseada em Valor

Tratamentos excessivos gerados por incentivos indevidos, custos e orçamentos descontrolados, dados desorganizados, falta de acompanhamento longitudinal do paciente. Esses são alguns dos tópicos que sempre vêm à tona nos sistemas de saúde quando falamos no modelo baseado em serviço.

No tradicional modelo de pagamento por serviço, os provedores são pagos pela quantidade de procedimentos que realizam. Com isso, prestadores são estimulados a pedir mais exames e procedimentos, além de serem recompensados diretamente com o volume de atendimento, já que a experiência do paciente não é levada em consideração. Os cuidados baseados em valor surgiram como uma alternativa para substituir o modelo baseado em serviços, já que leva em conta a qualidade, e não a quantidade.

O cuidado baseado em valor é impulsionado por dados, pois os provedores precisam reportar aos pagadores métricas específicas e demonstrar melhorias, tanto em termos clínicos, quanto em experiência do usuário. Nesse modelo, os prestadores são pagos de acordo com os resultados que proporcionam para os pacientes, há medicina baseada em evidências, envolvimento no tratamento, e principalmente correspondência de incentivos entre todos da cadeia.

A transição do modelo de serviço para o modelo de valor entra em um dos maiores desafios financeiros nos sistemas de saúde: como ajustar o pagamento. Há, porém, um grande movimento entre os principais players do setor no desenvolvimento de projetos baseados em valor. Até o final deste ano, segundo a United Healthcare, mais de US$ 65 bilhões serão vinculados, no mercado americano, a contratos baseados em valor. Além disso, à medida que o movimento ganha impulso, projeta-se que a adoção de cuidados baseados em valor responda por cerca de 59% dos pagamentos de cuidados de saúde até 2020, de acordo com o Relatório de Tendências de Cuidados de Saúde 2018 da Aetna.

O conceito não é novo: existe desde 2006, quando Michael Porter publicou o livro Repensando a Saúde: Estratégias para Melhorar a Qualidade e Reduzir os Custos. Desde então, há uma movimentação do setor, especialmente por onde começar a mudança e como fazê-la de forma transparente e justa com todos os elos. O valor é definido como o resultado para o paciente, envolvendo a qualidade do serviço e sua experiência, dividido pelo custo envolvido no tratamento. Os cuidados baseados em valor focam na maximização da equação.

Segundo Porter, a saúde baseada em valor é uma iniciativa de reestruturação dos sistemas de saúde em todo o mundo, cujo objetivo global é ampliar o valor para os pacientes, conter a escala de custos e oferecer mais conveniência e serviços aos clientes. Ele descreve a transformação do cuidado com base em seis elementos inter-relacionados: organizar suas unidades em práticas integradas, medir resultados e custos para cada paciente, mover os pagamentos para ciclos de cuidado, integrar os cuidados entre os serviços de saúde, expandir o acesso a serviços de excelência, e por fim, ter acesso a uma plataforma de TI que atue como facilitadora no processo.

Como as atividades de cuidado são interdependentes, o valor para os pacientes geralmente é revelado apenas com o tempo e se manifesta em resultados à longo prazo. A única maneira de medir com precisão o valor, então, é acompanhar os resultados e custos do paciente de forma longitudinal. O valor move a cadeia a realizar decisões responsáveis e realizar de fato um gerenciamento clínico, com iniciativas que promovam a saúde do indivíduo. Quanto mais coordenado, apropriado e eficaz o tratamento, melhores são as recompensas, e maior é a sustentabilidade econômica do setor.

A questão está longe de ser fácil e envolve assuntos políticos e éticos em seu debate. Enquanto emocionalmente se deseja que médicos realizem todos os procedimentos possíveis para seus pacientes, independente dos custos, racionalmente deve-se pensar que um esforço isolado pode prejudicar centenas de outras vidas, gerar desperdícios ou até situações financeiras irreversíveis para a família do indivíduo.

Como o valor é definido como resultados sobre custos, ele engloba a eficiência. No caso, o modelo baseado em valor está blindado do caminho fácil de se reduzir custos ou realizar subtratamentos. A falsa economia a curto prazo é destrutiva, limita a qualidade e fere o princípio básico de atenção primordial ao paciente.

No livro Entendendo a Saúde Baseada em Valor, os autores destacam os perigos da falta de análise crítica dos procedimentos operacionais padrão, e citam o exemplo do uso disseminado da angiotomografia para diagnosticar embolia pulmonar. Cerca de um terço dos 1,5 milhão dos exames realizados a cada ano nos EUA são feitos para descartar embolia pulmonar. No entanto, o diagnóstico de embolias pulmonares por este método revelou um impacto muito pequeno nas taxas de mortalidade. E expõem as pessoas à radiação e ao agente de contraste intravenoso, o que acarreta algum risco de reações alérgicas e insuficiência renal. Há, sem dúvidas, o desafio de se produzir o melhor atendimento a um custo menor, e ainda, como conectar a qualidade e à ética do cuidado consciente dos custos.

transição para um modelo de valor levará anos, e isso será especialmente provocador para provedores a custo prazo. Cumprir metas baseadas em valor requer que os hospitais diminuam a utilização entre suas populações, reduzindo assim o volume e a receita de seus procedimentos. Com a baixa da receita, os hospitais precisam melhorar as margens o máximo possível, otimizando seus processos e exigindo um bom gerenciamento. Em um ambiente baseado em valor, qualquer investimento para simplificar operações e eliminar o desperdício do sistema vai diretamente para o hospital, não para o pagador.

Não existe um modelo único de saúde baseada em valor que se adapte a todas as situações e instituições. A escolha depende do posicionamento da organização e metas estratégicas definidas. Para citar, as Accountable Care Organizations (ACOs) são unidades de trabalho que focam em equipes de rede para oferecer cuidados coordenados com o menor custo possível. Cada membro compartilha os riscos e incentivos decorrentes do resultado da saúde do paciente, promove melhor qualidade e maior acesso no atendimento.

O gerenciamento de uma organização de saúde precisa ser capaz de tomar decisões sobre o que fazer ou não fazer, sobre como realizar a política de reembolso, sobre qual é o conceito de valor que eles entregarão, além da já conhecida análise de custos e riscos. Para isso, como já dito anteriormente, a saúde baseada em valor tem uma abordagem orientada a dados. E organizados de forma estruturada, não um pool de informações desconectadas e fragmentadas advindas de vários departamentos.

Para a tomada das decisões, os dados ainda devem ser fornecidos de forma contínua. Medir, analisar, relatar e comparar os resultados rigorosamente talvez sejam os passos mais importantes para melhorar rapidamente e fazer boas escolhas sobre a redução de gastos. Medir os custos totais durante todo o ciclo de cuidados de um paciente e compará-los permitirá uma redução de custo verdadeiramente estrutural, através de etapas como realocação de gastos entre tipos de serviços, eliminação de serviços que não agregam valor, melhor uso da capacidade, encurtamento de tempo de ciclo, fornecimento de serviços nas configurações apropriadas e assim por diante.

Em qualquer área, melhorar o desempenho de um setor como um todo só é possível através do alinhamento de interesse entre os players e da premissa da responsabilidade compartilhada. É preciso deixar de lado a lucratividade egoísta, contenção de custos que põe em risco a segurança do paciente e a conveniência política, se o objetivo for verdadeiramente gerar valor para o usuário final e ter um sistema de saúde e sustentável. É claro, para isso é necessário muita transparência sobre as metas e abordagens no desenvolvimento desses modelos.

De forma geral, apesar dos provedores focarem mais em medicina básica de prevenção, eles eventualmente gastarão menos tempo com doenças crônicas. A sociedade se torna mais saudável, reduzindo os gastos globais com a saúde. A mudança de modelos baseados em serviço para valor é um passo importante em direção à assistência médica de melhor qualidade e a gastos mais judiciosos com a saúde.

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