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Inovação na Saúde para já: o primeiro passo rumo ao futuro

Inovação na Saúde. Todo gestor ouve falar dela com frequência, mas em meio à complexa rotina dessas organizações, muitos ainda acreditam que inovar está no plano das ideias, é algo para o futuro. Alguns até se arriscam, mas as iniciativas ficam restritas a departamentos ou laboratórios, tornando-se cases que pouco impactam no cotidiano da assistência.

No entanto, a quebra bruta e abrupta de paradigmas acontece exatamente agora, em meio à transformação digital. O avanço exponencial da tecnologia promete mudar completamente o setor. Mas, para que a transformação aconteça, de fato, o primeiro passo é mudar a mentalidade – dos líderes, profissionais e também do paciente. Construir uma organização disruptiva e sólida depende, primeiramente, da reconstrução daquilo que se acredita que seja Saúde.

O modelo atual é sustentado quase que exclusivamente pela doença; a porta de entrada é o hospital, procurado, em geral, quando a pessoa já está enferma. O primeiro passo é reverter esse quadro e trabalhar a prevenção e a qualidade de vida, no lugar de apenas restabelecê-las. Tecnologias como inteligência artificial, dispositivos vestíveis, Internet das Coisas, big data, analytics, entre outras,  permitem trabalhar preventivamente de forma bastante assertiva. Combinados com mapeamento genético, os milhões de bytes de informação – gerados diariamente por protocolos eletrônicos, aplicativos, sistemas de gestão e outros dispositivos -, já permitem determinar o risco de um paciente desenvolver câncer, por exemplo. Na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, uma parceria com o Google permitiu criar um modelo que prevê com 95% de acerto a probabilidade de uma pessoa vir a óbito no momento em que dá entrada no hospital. A tecnologia ainda é capaz de determinar 85% dos casos em que a pessoa ficará internada por mais de sete dias e 75% daqueles que serão readmitidos no prazo máximo de 30 dias. Essa melhoria de eficiência é possível graças  à transformação dos dados em informação.

As organizações que tirarem a inovação dos laboratórios e, desde agora, a adotarem como parte da estratégia de seus negócios são aquelas que, em um futuro próximo, vão liderar esse novo setor. Ele será baseado nos 4 Ps listados pela Associação Europeia de Medicina Preventiva: prevenção, personalização, predição e participação. E será, de fato, um sistema de – e para – a saúde.