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HIS 2018: evento abordou como tecnologias, inovação e gestão impactarão organizações de saúde

As rápidas revoluções tecnológicas têm mostrado sua grande influência não somente no setor de saúde, como também nas mais diversas áreas que compõem a sociedade. Ainda assim, não são essas mudanças digitais que causam os maiores questionamentos, mas sim como promover mudanças na cultura das organizações para acompanhar esse movimento que, há algum tempo, já leva o mundo para um caminho sem volta.

Foram nessas premissas que se basearam as discussões promovidas neste ano no Healthcare Innovation Show (HIS), o primeiro trade show de tecnologia e inovação voltado ao mercado de saúde na América Latina. O evento reuniu 2.400 profissionais altamente qualificados, 180 palestrantes e 66 empresas patrocinadoras, os quais apresentaram o que há de mais inovador e tecnológico no mercado.

Dividido em oito summits simultâneos, o HIS 2018 trouxe apontamentos sobre tecnologias emergentes; novos modelos voltados para valor e entrega de alta performance; value-based healthcare em medicina diagnóstica; cultura de inovação; a transformação dos processos financeiros por meio da tecnologia; a mudança no paradigma do cuidado e o futuro da indústria farmacêutica; entre outros. “É a primeira edição em que a UBM Brazil se envolve diretamente na organização do HIS desde o anúncio da aquisição em maio deste ano e tem sido um período de bastante aprendizado para nós. Nossa principal tarefa foi respeitar os processos que a Live, empresa que idealizou e estava à frente do HIS, estabeleceu desde o início, mas tentando incorporar questões e a expertise que temos em função dos negócios que já desenvolvemos dentro do setor, como a Hospitalar”, analisa Rodrigo Moreira, diretor de Estratégia do portfólio de saúde da UBM Brazil, agora parte do Grupo Informa.

Alguns dos destaques da programação no primeiro dia foram as discussões sobre a tangibilidade do ROI quando este envolve a adoção de tecnologia disruptiva e como aliar os recursos da tecnologia em todos os processos operacionais tem sido o grande desafio de muitas instituições de saúde no Brasil – e como as mudanças disruptivas no setor devem começar pelas pessoas. Também em relação ao maior investimento de organizações de saúde brasileiras em aplicativos e como seres humanos e máquinas devem trabalhar juntos para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

No segundo dia, foram destaques os debates acerca do empreendedorismo em aplicativos de saúde e de um modelo de gestão que organiza, integra e coordena cuidados e serviços de saúde nas empresas. Além disso, destacaram-se também como as transformações causadas pela tecnologia nos próximos anos vão ajudar a humanizar a saúde; o modelo preditivo de cuidado exige esforço em análise de dados e foco no paciente; e a tecnologia não deve ser encarada como solução, mas como um grande suporte aos médicos.

“Nossa ideia foi também trazer um aspecto de provocação para o segmento, já que o evento se propõe a tratar de temas de inovação e tecnologia, os quais são absolutamente relevantes para o futuro que queremos construir para a saúde, e traduzir isso em uma agenda dinâmica, com propostas que as instituições possam, quando voltar para casa, se basear para construir um sistema de saúde melhor e em prol dos nossos pacientes e da sustentabilidade do setor”, reflete Moreira.

O HIS também ofereceu, pela primeira vez, um recurso dentro do aplicativo do evento para marcar reuniões de negócios entre expositores e participantes com interesses em comum. A plataforma, disponibilizada de forma gratuita para download no Google Play e na App Store, gerou diversos encontros na Meeting Arena, a qual foi pensada especificamente para este fim. Além disso, o evento também realizou as premiações “Referências da Saúde”, patrocinada pela Hermes Pardini, e “GPTW – Saúde”, patrocinada pelo Sesc, para reconhecer as empresas de destaque do setor em diversas categorias, como gestão administrativo-financeira e governança corporativa, além das 90 melhores companhias para se trabalhar escolhidas neste ano.

Para o próximo ano, o diretor afirma que a expectativa é continuar com o crescimento expressivo do evento, “agregando ainda mais conhecimento para o público de altíssimo nível que atendemos e que tem um perfil muito forte de geração de impacto. A temática de tecnologia e inovação é um vetor de desenvolvimento setorial muito importante, e nós percebemos um incremento na maturidade do segmento para discutir essas questões. Este ano é de muita relevância porque o evento entra de fato no calendário do mercado de saúde”, finaliza.