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Engajamento médico e o impacto no resultado para o paciente

A medicina 4p – preditiva, preventiva, personalizada e participativa – requer novos modelos de gestão e assistência, que prometem mudar a relação entre operadoras e prestadores e tornar as organizações mais sustentáveis no futuro. Mas, para que essa transformação aconteça, os profissionais de Saúde devem, primeiro, entender como funcionam esses novos modelos, que têm o paciente como principal foco do negócio. O engajamento de médicos e demais especialistas é fundamental para engajar também o paciente ao transmitir segurança em relação ao diagnóstico e tratamento – o que promove índices de adesão maiores e garante o restabelecimento da saúde.

Para Márcia Oliveira, consultora sênior de carreira da Produtive, criar uma cultura de engajamento passa por uma mudança de pensamento. “Engajar é construir um novo modelo mental. O médico é apenas um dos atores da assistência, que deve ser cada vez mais centrada no paciente, não mais no especialista. A questão é modificar a forma como o profissional  se enxerga nesse processo, criando mecanismos de apoio à tomada de decisão que o deixem mais seguro em relação ao diagnóstico e tratamento, por exemplo.”

Mas a consultora destaca que o médico não pode ser o único agente responsável pela  jornada do paciente na organização de Saúde. Pelo contrário, todos devem cumprir seu papel de forma engajada para entregar a melhor assistência. “Vivemos na era da experiência do cliente. Não basta ter um bom produto ou serviço se ele não for sustentável e focado no cliente. Na Saúde, quando a gente pensa em experiência do paciente, o conceito inclui desde o momento em que ele é atendido na recepção até a cura.”

 

Gestão

Márcia alerta que a mudança de modelos mentais não deve ser exclusiva dos funcionários. Para que ela aconteça, os valores internos da organização devem ser alterados. Empoderar a equipe de enfermagem é tão importante quanto o médico, até porque ela tem um contato direto com o paciente e acompanha todo o tratamento. Mas também é importante o engajamento das equipes de backoffice, fundamental para o bom relacionamento entre operadoras e prestadores – o que impacta diretamente na qualidade da assistência.

Márcia reitera que as responsabilidades divididas fazem com o tratamento seja mais eficaz e a experiência do paciente, melhor. Mas é preciso que cada profissional tenha consciência do seu papel para os processos da organização como um todo. “As equipes precisam entender que fazem partes desses processos, desde a chegada no hospital até o acompanhamento pós-internação”, completa.

O engajamento médico, com a consequente mudança nos paradigmas da assistência, tem a capacidade de trazer, aliado a outras estratégias, uma Saúde focada na prevenção, não mais na doença. Esse novo modelo vai fazer com que os serviços melhorem e se tornem mais seguros, além de otimizar os caixas das instituições ao racionalizar os gastos. Possibilitará ainda o pagamento por performance entre operadoras e prestadores, essencial para que o foco dos negócios passe, de fato, para a saúde do paciente.

E, por fim, este último entenderá que o médico não é – nem deve ser – o único responsável por sua saúde, mas sim que o papel fundamental na prevenção de doenças é dele mesmo.