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Telemedicina grátis para vítimas do furacão Harvey

A devastação provocada pelo furacão Harvey e sua posterior tempestade tropical, ocasionou em dificuldades para os habitantes do sudoeste do Texas e parte da Louisiana. Uma das terríveis consequências trazida por tempos extremos é a dificuldade de acesso aos serviços de saúde; uma vez que se torna quase impossível, quando um dilúvio de chuva aprisiona as pessoas em suas casas ou nos abrigos.

As companhias de telemedicina trabalham para preencher esta lacuna, ao oferecer atendimento médico remoto para aqueles que estão confinados por causa da tempestade. MDLive, Doctor on Demand e American Well disponibilizaram atendimento virtual gratuito via telefone ou vídeo para indivíduos e famílias impactados pelo furacão Harvey. Os serviços gratuitos começaram no dia 25 de agosto e foram até semana passada.

As companhias são capazes de oferecer este tipo de serviço devido a uma nova lei no Texas, que entrou em vigor no começo deste ano. A medida abole o requerimento que exigia a visita ao consultório médico antes que a telemedicina pudesse ser praticada. O Texas é o último dos 50 estados americanos a eliminar esta norma, permitindo que o serviço de telemedicina, como o fornecido pelo MDLive e o Doctor on Demand, possam expandir suas operações nacionalmente – apesar de ainda existirem limitações no Arkansas e em Idaho.

“O MDLive está bem sintonizado com as devastações que podem ser causadas por um furacão a partir da sede localizada em Sunrise na Florida”, explicou Deborah Mulligan, Diretora de Assuntos Médicos do MDLive à publicação digital MobiHealthNews. “A companhia tem um plano de ação preparado para lidar com desastres extremos antes desse tipo de evento climático acontecer, como é o caso do furacão Harvey; sabendo que o cuidado é geralmente limitado, pelo menos, na primeira semana após a passagem do furacão e na fase de recuperação”, comenta.

Deborah ressalta que existem certas condições que, após um furacão ou inundações, a assistência virtual é a única forma de tratamento. O sistema de esgoto, por exemplo, geralmente se espalha durante esses eventos e a água pode dragar materiais infectados com resíduos humanos.

“Problemas de saúde decorrentes de circunstâncias que podem ser relatadas virtualmente – como ferroadas de abelhas, picadas de mosquitos e formigas de fogo, mordida de gato selvagem, cachorros e cobras – podem ser consultadas remotamente. Compartilhar fotos do machucado através do aplicativo do MDLive ou por consulta em vídeo permite que os médicos determinem as medidas de ação apropriadas para o paciente. Problemas mentais e comportamentais também conseguem ser abordados de forma online”, disse Deborah.

Aproximadamente 20% da população recebe diagnóstico de transtorno mental em algum momento da vida e um furacão devastador como esse tem o poder de acentuar condições pré-existentes, bem como agravar níveis de estresse, ansiedade e depressão nos afetados. A plataforma MDLive inclui serviço virtual realizado por profissionais licenciados.

Médicos do Doctor On Demand cuidam de infecções, problemas de pele e oculares, entorses e hematomas, dores nas costas, vômitos e diarreias, resfriados, tosses e congestionamentos, além de 90% dos mais comuns problemas médicos observados nas emergências. Os médicos da empresa também são treinados para atender casos de estresse, ansiedade, tristezas e depressões. O CEO do Doctor On Demand, Hill Ferguson, disse que a decisão de ajudar foi tomada antes que a tempestade chegasse.

“Tivemos uma resposta similar durante o furacão Matthew que impactou o sudoeste, no ano passado, e descobrimos que este poderia ser um recurso valioso para aqueles que não poderiam se consultar pessoalmente”
– Hill Ferguson

Os serviços gratuitos da empresa não ficam limitados somente aos residentes do Texas e Louisiana. Os visitantes fora do estado ou solicitantes que precisem de tratamento médico também são elegíveis, assim como as crianças. “Pais ou responsáveis serão capazes de adicionar seus filhos às suas contas do Doctor On Demand. Então é uma bem sucedida experiência que permite, com segurança, que as crianças sejam atendidas pelos médicos certificados”, informa Ferguson.

Os usuários do MDLive conseguem se conectar com um médico, sem custo, ligando para o sistema e fornecendo um código de acesso. Para acessar os serviços do Doctor On Demand, os pacientes podem se registrar no website da companhia e agendar sua consulta virtual. As duas empresas ofereceram atendimento gratuito até o dia 08 de setembro.

Outras companhias também entram em campo para prestar ajuda às pessoas afetadas pelo Harvey e estenderam seus serviços por um período um pouco maior. Foi o caso da Amwell, plataforma de telessaúde da American Well, que oferece visitas virtuais para aconselhamento psicológico e necessidades médicas e vão continuar prestando serviços até meados de setembro. Os interessados podem se inscrever através do site, escolher o médico que mais lhe convém e agendar um encontro através do seu computador ou smartphone, 24 horas por dia, bastando utilizar uma conexão online de alta velocidade.

 


Fonte: MobiHealthNews // Autor(a): Jeff Lagasse // Tradução: Camila Marinho

Uso do PEP por médicos consome metade do tempo de suas jornadas de trabalho

A frase tem se tornado um mantra na área de saúde: Os Prontuários Eletrônicos do Paciente (PEP) ocupam muito tempo dos médicos. Mas quanto tempo eles realmente gastam com tarefas relacionadas a este sistema? Um novo estudo da University of Wisconsin e da American Medical Association cavou mais fundo para responder a questão.

De 2013 até 2016, pesquisadores analisaram 142 clínicos especialistas em medicina da família, que usaram o PEP desenvolvido pela empresa de software localizada no sul de Wisconsin, Epic. Os dados foram capturados através dos registros dos prontuários eletrônicos no período de atendimento médico (das 8h às 18h, de segunda a sexta) e durante as horas não clínicas.

O resultado? Com uma jornada de trabalho de aproximadamente 11h e 30 min, os médicos gastam, em média, 6 horas por dia com os PEPs. São 4h e 30 min usadas durante os atendimentos clínicos e 1h e 30 min despendida, após as horas de assistência aos pacientes.

O que mais surpreendente é a forma como os médicos passavam seu tempo enquanto utilizavam o PEP. O estudo encontrou tarefas administrativas – como faturamento e codificação, segurança do sistema e ordem de entrada e documentação – representando 44,2% (157 minutos) do tempo total de utilização dos protocolos, por dia. Outros 23,7% (85 minutos) foram destinados ao gerenciamento de caixa de entrada dos e-mails.

O estudo publicado no Annals of Family Medicine, salienta que uma quantidade tão grande de tempo gasto em tarefas do PEP aumentam a carga de trabalho do médico e contribui para a síndrome de Burnout (distúrbio psíquico, precedido de esgotamento físico e mental intenso e intimamente ligado a vida profissional). Em um comentário a respeito do estudo, o Presidente da American Medical Association (AMA), Dr. David Barbe, acrescentou:

“Este estudo revela o que muitos médicos de cuidados primários já sabem: as tarefas de alimentação de dados associadas aos sistemas PEP estão reduzindo significativamente o tempo de atenção dos profissionais para os pacientes. Infelizmente as demandas administrativas e burocráticas não estão sendo conciliadas com as prioridades dos pacientes e com o fluxo de trabalho. Quando temos PEPs mal concebidos e mal implementados, o resultado são médicos que sofrem de um senso crescente de que estão negligenciando seus pacientes e trabalhando mais, fora das horas de atendimento, enquanto tentam administrar uma sobrecarga de tarefas do tipo mecânicas”.

Como esses problemas são de longa data, pesquisadores propuseram um número de soluções que pudessem ajudar a reduzir o fardo dos médicos. Foram incluídos cuidados planejados de prevenção, compartilhamento de tarefas administrativas, cuidado baseado em equipe que envolve a expansão dos protocolos de atendimento, comunicação verbal e trabalho compartilhado da caixa de entrada. Medidas estas que, de fato, sofisticaram as atuações do time.

A AMA expos uma lista semelhante de prioridades para melhorar a usabilidade do PEP, incluindo a promoção de liquidez dos dados e a facilitação do envolvimento digital e móvel dos pacientes.

Estudos como esses põe luz sobre o problema de usabilidade do sistema PEP. Com o passar do tempo, mais e mais organizações se propõem a abordar o tema. Um exemplo é o encontro anual Shaping Usability of Health IT Summit, realizado pela associação Electronic Health Records, que teve como foco de discussão a necessidade de melhorar a interoperabilidade e eficiência dos PEPs.

 

 


Fonte: MedcityNews // Autor(a): Erin Dietsche // Tradução: Camila Marinho

Como a casa do futuro vai cuidar de você

Como disse Dorothy no famoso O Mágico de Oz, “não há lugar como a nossa casa”. Casa é para onde vamos recarregar as energias. É familiar, confortável e nossa. Por isso cuidamos, limpamos e preservamos nossos lares. Além de consertarmos coisas que quebram ou dão errado. Mas e se nossas casas, além de ser um abrigo também cuidasse da gente em troca?

De acordo, com Chris Arkenberg, este pode ser o caso em um futuro não tão distante. Como parte da série Experts On Air da Singularity University, Arkenberg deu uma palestra intitulada “Como a casa inteligente do futuro vai cuidar de você”.

Arkenberg é Pesquisador e Líder de Estratégias na Orange Silicon Valley, uma das maiores operadoras de telecomunicações do mundo e, anteriormente, trabalhou para a Deloitte’s Center for the Edge e para o Institute for the Future. Ele disse ao público que há uma evolução em andamento, no qual as casas estão passando de funcionais para conectadas, e finalmente se tornarão inteligentes.

 

Tendências do Mercado

Tecnologias domésticas inteligentes estão sendo desenvolvidas neste momento, mas as tendências mais amplas apontam para um enorme potencial no futuro. Como consumidores, nós já esperamos por uma contínua conectividade aonde quer que vamos. “Como assim o meu telefone não tem sinal no meio das montanhas?” ou “O que você quer dizer com a Smart TV está desativada e não consegue transmitir Game Of Thrones?” são situações que não aceitamos mais em nosso dia a dia.

Arkenberg ressalta que como a conectividade tem evoluído de um privilégio para uma expectativa básica, nós também começamos a ter uma melhor noção do que significa desistir de nossos dados em troca de um serviço de conveniências. É muito fácil clicar em algum botões na Amazon e ter anúncios aparecendo na sua tela alguns dias depois – não ligando para o fato de que os dados sobre suas compras estão sendo gravados e agregados. “No momento, temos dispositivos únicos conectados. As companhias estão tentando mostrar qual o verdadeiro valor e quão durável eles são, além do hype”, comenta.

A conectividade é a base da casa inteligente. Você consegue transformar um objeto burro em inteligente através do acesso online. O dispositivo de tecnologia de automação Wemo da Belkin, por exemplo, permite aos usuários controlar luzes e aparelhos sem fio, remotamente e podem ser comparados com o Echo da Amazon ou o Google Home para controle ativado por voz.

Por falar nesse tipo de comando, o pesquisador apontou que as interfaces físicas também estão evoluindo ao ponto em que estamos nos livrando inteiramente das interfaces ou transitando para um tipo mais “suave”, como a gestual ou por voz.

 

Drivers em mudança

Os consumidores estão abertos às inovações das casas inteligentes e as companhias vêm trabalhando para fornecê-las. Mas quais sãos os drivers que tornam esta tecnologia prática e acessível? Arkenberg destaca os três mais importantes:

  1. Computação: Os computadores ficaram exponencialmente mais poderosos nas últimas décadas. Se não fossem por processadores que conseguem lidar com enormes quantidades de informação, nada parecido com o Echo ou Alexa seria possível. Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquinas estão alimentando esses dispositivos e eles também dependem do poder da computação.
  2. Sensores: “Há mais coisas conectadas agora que pessoas no planeta”, observa Arkenberg. A empresa de pesquisa de mercado Gartner estima que existem 8.4 bilhões de coisas conectadas atualmente em uso. Onde quer que o digital possa substituir o hardware, ele está fazendo. Sensores mais acessíveis significa que podemos conectar mais coisas, que pode então se conectar com outras coisas.
  3. Dados: “Big Data é o novo petróleo. As principais companhias do planeta são todas gigantes de dados. Se os dados são o seu negócio, então você precisa continuar procurando novas formas de obtê-los mais e mais”, enfatiza. Os assistentes domésticos são, essencialmente, sistemas colecionadores de dados que sentam em sua sala e coletam informações sobre sua vida. Os dados, por sua vez, configuram o potencial de aprendizagem das máquinas.

 

 

Desbravando a sala de estar

Alexa e Echo podem ligar e desligar as luzes e o Nest pode te ajudar com uma casa energeticamente mais eficiente. Mas além disso, como uma casa inteligente realmente parece? Na visão de Arkenberg uma casa inteligente utiliza sensores, segurança, produtividade e promove o bem-estar.

Podemos fazer uma comparação com os veículos autônomos: Estão rodeados por sensores que constantemente mapeiam o que está a sua volta para construir um modelo de mundo dinâmico, que entenda as mudanças e, assim, possa prever coisas. Podemos desejar que este se torne um modelo para nossas casas também? Ao ficarem inteligentes e conectados, o pesquisador acredita que eles se tornarão “mais biológicos”.

Já existe uma infinidade de produtos no mercado que se encaixam nesta descrição. O dispositivo RainMachine usa previsões do tempo para programar o horário de regar o jardim. Já o Neurio monitora o uso de energia identificando áreas onde desperdícios estão acontecendo e faz recomendações sobre melhorias. Estes são pequenos passos para conectar nossas casas com sistemas de informação, dando a elas habilidades para entender e agir sobre esses conhecimentos.

Arkenberg imagina os lares do futuro sendo equipados com orelhas digitais (na forma de assistentes domésticos, sensores e dispositivos de monitoramento) e olhos digitais (possibilitando tecnologia de reconhecimento facial e máquinas com visão para reconhecer quem está em casa). “Esses sistemas estão cada vez mais habilitados para interpretar emoções e entender como as pessoas se sentem”, pondera. “Quando você agrega mais inteligência ativa para as coisas, a necessidade de nossa interface direta com elas se torna menos relevante”.

Poderia nossa casa usar essas mesmas ferramentas para beneficiar nossa saúde e bem- estar? A empresa de tecnologia FREDsense utiliza bactérias para criar sensores eletroquímicos que possam ser aplicados no sistema doméstico da água com o objetivo de detectar contaminações. Se isto não é pessoal o bastante pra você, veja esta novidade: Os sensores da ClinicAI podem ser instalados no seu vaso sanitário a fim de monitorar e avaliar seus dejetos. Com qual objetivo? Você pergunta? Detecção precoce de câncer de intestino e outras doenças.

E se um dia o sistema de análise de resíduos do seu banheiro pudesse se conectar com a sua geladeira e então, quando a abrisse, você saberia o que comer, a quantidade e o horário certo?

 

Obstáculos para a inteligência

“A casa conectada e inteligente ainda é uma categoria recente tentando estabelecer seu valor, mas os requisitos tecnológicos estão agora em voga”, sugere Arkenberg. Nós estamos acostumados a viver em um mundo de conectividade e computação ubíqua, e passamos a criar expectativa sobre as coisas conectadas. Para as casas inteligentes se tornarem uma realidade generalizada, seu valor precisa ser estabelecido e os desafios superados.

“Um dos maiores empecilhos será se acostumar com a ideia de vigilância contínua. Teremos conveniência e funcionalidade se desistirmos dos nossos dados, mas quão distantes estamos disposto a ir? Estabelecer segurança e confiança será um grande desafio para o futuro”, diz o pesquisador.

Também existe custo e confiabilidade, intercomunicação e fragmentação de dispositivos ou, por outro lado, o que Arkonberg chamou de plataform lock-on (ou bloqueio de plataforma), onde você acabaria confiando em um único sistema de provedor e não conseguiria integrar dispositivos de outras marcas.

Em última análise, Arkenberg vislumbra casas capazes de aprender sobre nós, gerenciar nossas agendas e trânsito, observar nossos modos e preferências e otimizar nossos históricos enquanto prevê e antecipa mudanças.

“Esta é realmente uma provocação da casa inteligente e eu acho que vamos começar a ver esse jogo nos próximos anos”, finaliza Arkenberg.

Parece um tipo de casa que a Dorothy não reconheceria, no Kansas ou em nenhum outro lugar.

 

 


Fonte: SingularityHub // Autor(a): Vanessa Bates Ramirez // Tradução: Camila Marinho

Tim Cook oferece uma amostra do futuro da saúde na Apple

Com o lançamento recente do último modelo do iPhone, o CEO Tim Cook compartilhou suas expectativas sobre os aplicativos de saúde da Apple e o papel que desempenhará no futuro da companhia, em uma entrevista para a Fortune.

Apesar de já ter demonstrado interesse em investir na área de saúde, Cook aponta que a empresa da maçã está particularmente inclinada às atividades médicas.

“Estamos extremamente interessados na área. E, sim, esta é uma oportunidade de negócio. Se você observar, o campo de saúde é, de longe, o segundo maior componente da economia em muitos países do mundo. No entanto esta área não foi construída com foco na criação de bons produtos no nível dos dispositivos. O foco tem sido fazer produtos que possam ser reembolsados através dos sistemas de seguros, como o Medicare ou Medicaid. E, de certa maneira, trazemos uma visão totalmente nova sobre isso ao dizermos ‘Esqueça tudo. O que podemos fazer para ajudar as pessoas?’”
– Tim Cook

Cook chamou a atenção para a tecnologia de monitoramento cardíaco da Apple nos seus smartwatches, no qual um estudo, divulgado este ano pela Standford University revelou ser mais preciso que outros sete dispositivos wearables. Como os executivos da Fitibit – que tem como principal produto as pulseiras inteligentes fitness Flex – Cook percebeu que esses equipamentos têm alertado os usuários para um potencial problema no coração, e foi capaz de compartilhar os dados de frequência cardíaca com os médicos. “Um número expressivo de pessoas descobriu que, após o aviso, se não tivessem procurado assistência médica teriam morrido”, ressaltou o CEO.

Ele também sugere que a estrutura de código aberto ResearchKit – enquanto um ótimo caminho para modernizar e desenvolver grandes estudos clínicos – mesmo sem um modelo de negócios foi uma das coisas que contribuiu para o melhoramento da sociedade. Apesar da iniciativa parecer nobre, não é inteiramente convincente. É possível que os dados gerados a partir desses estudos alcancem oportunidades de longo prazo para a Apple. Em qualquer caso, a companhia ainda não divulgou os seus grandes planos.

Os movimentos da Apple na área de saúde tem significativas ramificações que atingem desde os desenvolvedores de aplicativos de saúde, até companhias de dispositivos médicos como a DexCom, pacientes e médico. Quando, por exemplo, a Apple adicionou tecnologia para medidores contínuos de glicose, a partir de uma melhor conectividade dos seus relógios inteligentes com dispositivos hardware, isso impulsionou o preço das ações da DexCom.

Considerando o fato de que nos tornamos nossos smartphones, a Apple e outras empresas de tecnologia móvel vão continuar investindo e oferecendo suporte aos aplicativos de saúde e nós poderemos usufruir dos telefones de forma tanto passiva quanto ativa. Por exemplo, as ferramentas de armazenamento de imagem da ImageMoverMD conseguem balancear o desejo dos médicos de utilizar seus smartphones ou tabletes para capturar fotos dos pacientes em consultas clínicas com a segurança de dados dos hospitais.

Como Cook ponderou na entrevista, as empresas estão apenas arranhando a superfície de suas capacidades. Será estimulante observar o que vem depois, no kit de ferramentas de saúde da Apple.

 

 


Fonte: MedCity News // Autor(a): Stephanie Baum // Tradução: Camila Marinho

Google quer utilizar blockchain para segurança na saúde

A DeepMind Health – empresa de inteligência artificial adquirida pelo Google – está planejando utilizar uma nova tecnologia livremente inspirada em bitcoin para permitir que hospitais, o NHS (Serviço Nacional de Saúde, do Reino Unido) e, eventualmente, os pacientes rastreiem o que acontece com os dados pessoais em tempo real.

Apelidado de “Verifiable Data Audit” – Auditoria de Dados Verificáveis – o objetivo é criar um arquivo digital que registra automaticamente cada interação com os dados do paciente em um modelo criptograficamente verificável. Isso significa que qualquer alteração ou acesso a esses dados estaria visível.

A DeepMind vem trabalhando em parceria com a London’s Royal Free Hospital para desenvolver um software de monitoramento renal chamado Streams. As ações da empresa têm sido alvo de grupos de pacientes que afirmam  serem acordos de compartilhamento de dados excessivamente amplos. Os críticos receiam que as informações compartilhadas tenham potencial para dar a DeepMind, e portanto ao Google, muito poder sobre o NHS.

Em um post, Mustafa Suleyman e Ben Laurie – o co-fundador e o chefe de segurança e transparência da DeepMind, respectivamente – explicaram como o sistema vai funcionar. “Uma entrada vai registrar o fato de que um dado específico foi utilizado e também a razão pelas quais, por exemplo, a verificação de dados de exame de sangue para detectar possíveis lesões agudas no rim estão em contradição com o algoritmo do NHS”, eles argumentam.

Suleyman diz que o desenvolvimento da proposta de auditoria de dados começou muito antes do lançamento do Streams, quando Laurie – o co-criador do popular servidor web HTTP Apache – foi contratado pela DeepMind. “Este projeto vem sendo fermentado desde antes de começarmos a DeepMind Health”, informou ele ao The Guardian, “No entanto foi adicionada uma outra camada de transparência”, completou.

“Nossa missão é absolutamente primordial e parte fundamental disso é descobrir como podemos fazer um trabalho melhor e que gere confiança. Transparência e maior controle dos dados serão os pilares para construí-la ao longo do tempo”. Suleyman aponta para o grande esforço que a DeepMind tem realizado numa tentativa de construir essa credibilidade; seja forjando alianças com gigantes do setor de tecnologia – através da Partnership on AI – ou criando um conselho de revisores independentes para a DeepMind Health. Mas argumentou que os métodos técnicos propostos pela empresa significam a “outra metade” da equação.

Nicolas Perrin, chefe do grupo de pesquisa “Understanding Patient Data” da fundação Wellcome Trust, parabenizou o conceito de auditoria de dados verificáveis. “Há muitas possibilidades para um formato de auditoria consistente que será capaz de verificar como os dados são usados uma vez que saiam do hospital ou NHS Digital. A DeepMind está sugerindo usar tecnologia para ajudar a fornecer essa trilha de auditoria, de uma forma que poderá ser muito mais segura que qualquer coisa que já vimos antes”.

 

 

Perrin disse que  a abordagem poderia ajudar a DeepMind no desafio de conquistar o público. “Uma das principais críticas sobre a colaboração da DeepMind com o Royal Free é a dificuldade de distinguir entre os usos dos dados voltados para o cuidado com a saúde e para a pesquisa. Esses tipos de aproximação ajudariam na superação da desconfiança e sugerem que eles estão tentando responder aos questionamentos e preocupações dos pacientes. Perrin ainda acrescenta: “Soluções tecnológicas não serão a única resposta, mas acho que podem significar um importante fator no desenvolvimento de sistemas confiáveis que dão às pessoas mais segurança sobre o uso dos dados”.

O sistema de trabalho foi levemente inspirado na criptografia de bitcoin e é a tecnologia de blockchain que o sustenta. A DeepMind defende que, “como ele [blockchain], o arquivo será apenas anexado, então, uma vez que os usos dos registros de dados forem adicionados, eles não poderão ser apagados posteriormente. E, como blockchain, o arquivo permitirá que terceiros verifiquem se ninguém alterou nenhuma das entradas”.

Laurie minimiza as semelhanças, “Não posso impedir que as pessoas o chamem de blockchain”, disse, mas ele descreve os blockchain, no geral, como “incrivelmente desperdiçados” na forma como eles caminham para garantir a integridade dos dados. A tecnologia que envolve os participantes de blockchain queima uma quantidade astronômica de energia em um esforço que garante que a descentralização dos rastros não seja monopolizada por nenhum grupo.

A DeepMind argumenta que os dados de saúde, ao contrário de uma criptografia, não precisam ser descentralizados – Laurie diz que, no máximo, eles precisam ser “federados” entre um grupo pequeno de provedores de saúde e os processadores de dados. Então, os elementos de dispersão da tecnologia blockchain não têm que ser importados de fora. Em vez disso, os sistemas de auditoria de dados usam a matemática funcional, chamada árvore de Markle, no qual permite que toda a história dos dados seja representada por um registro relativamente pequeno, mas que mostra, instantaneamente, qualquer tentativa de reescrever o histórico.

Embora ainda não esteja tecnicamente completa, a DeepMind alimenta altas esperanças para a proposta; na qual poderia formar a base de um novo modelo para armazenamento de dados completos do NHS  e, potencialmente, até fora da área de saúde. Por isso, diz Suleyman, “é realmente difícil para pessoas saberem para onde os dados se moveram, quando e sob que política de autorização”. Apresentando uma luz de transparência em relação a esse processo, acho que será muito útil para os controladores de dados, pois eles podem verificar onde seus processos têm sido usados, alterados ou acessados”, comenta.

“Isto vai adicionar provas técnicas à transparência de governança que já está em curso. O ponto é transformar o regulamento em provas técnicas”. A longo prazo, Suleyman diz que o sistema de auditoria poderia ser expandido para que os pacientes possam supervisionar diretamente como e onde seus dados têm sido usados. Mas tal progresso só será possível quando as preocupações com as questões de acesso seguro forem dissipadas.

 

 


Fonte: TheGuardian // Autor(a): Alex Hern // Tradução: Camila Marinho

4 habilidades de sucesso para uma liderança exponencial

Vivemos tempos difíceis. Turbulências geopolíticas, conflitos sociais e nacionais, catástrofes naturais, ciberataques, crescentes distúrbios na indústria tecnológica e midiática. Ou seja, uma série de eventos destrutivos tem nos surpreendido.

Há quase duas décadas, estrategistas militares cunharam um acrônimo para capturar a natureza de um mundo cada vez mais imprevisível e dinâmico. Eles chamaram de VUCA – um ambiente tomado pela constante volatilidade, incertezas, complexidade e ambiguidade. O mundo de hoje encarna o termo mais do que qualquer era que já experimentamos.

Por que muitos de nós – individual ou coletivamente – falhamos ao imaginar, e muito menos antecipar, as maciças e disruptivas transformações em constantes desdobramentos? Impulsionada pelas rápidas mudanças tecnológicas  e pela globalização, o ritmo das mudanças é cada vez mais acelerado, nossos cérebros tentam acompanhar as transformações e, surpresa, o desconforto e a ansiedade são o resultado.

Isso não é uma anomalia. O VUCA veio para ficar. Mude as perspectivas para acelerar, não diminuir a velocidade. Para prosperar em um mundo onde “a mudança é a única constância”, os líderes precisam substituir seus antigos pensamentos pelo novo. Mudanças extraordinárias exigem líderes exponenciais. Mas o que exatamente isso significa?

Neste artigo iremos explorar os 4 pilares da liderança exponencial. Estas são habilidades críticas que os líderes precisam aprender para navegar com sucesso nesse mundo de rápidas transformações – não somente para criar estratégias avançadas para suas organizações, mas também para ajudar a construir um tipo de futuro inclusivo, igualitário, positivo e abundante onde todos queremos viver.

Alguns dirigentes já se destacam em algumas dessas habilidades. Um líder exponencial se esforça para dominar todas elas, entendendo como uma influencia a outra e, na prática, as modela como um todo integrado muito mais poderoso que suas partes.

 

O Futurista

A primeira habilidade do líder exponencial é aprender a transformar surpresas em antecipações conscientes. Para isto, ele precisa se transformar em um lideres futurista. Significa imaginar novas possibilidades com otimismo e coragem além de perceber que é bem provável que as mudanças surjam mais cedo que o esperado. As pessoas em posição de liderança precisarão estar igualmente à vontade com o que já é conhecido e explorar o que é desconhecido. E essa não é a forma que a maioria dos líderes operam atualmente.

Hoje, as lideranças se baseiam em gerenciar riscos com uma variedade de processos analíticos e estruturas que identificam e quantificam variáveis conhecidas. Na maioria das organizações, o futuro é, principalmente, projetado através de previsões numéricas e planilhas, reforçando a perspectiva de que o mundo é uma extensão do que sabemos hoje e que podemos inserir algumas fórmulas numéricas para calcular previsões quantificáveis.

O problema, no entanto, é que estes prognósticos dependem do entendimento das variáveis e tendências atuais. Vemos os eventos futuros como novas versões dos acontecimentos passados, presumindo que o ritmo das mudanças se moverá em linha reta. Na realidade, as linhas curvam para cima e novas variáveis – novas tecnologias, por exemplo – sempre entram na equação. O resultado? As previsões ficam aquém. Na melhor das hipóteses ficamos chocados, na pior, quebrados.

Não é que não somos capazes de imaginar novas narrativas ou ampliar o conjunto de possibilidades para o futuro. Mas, principalmente, porque nunca fomos treinados para isso ou não nos foi permitido incorporar essa habilidade como parte do nosso “dia de trabalho.”

Como futuristas, os líderes precisam se sentir confortáveis para questionar premissas intocáveis e conseguir enxergar novas possibilidades. Eles devem se interessar pelo novo e mesclar métodos imaginativos de previsão estratégica, técnicas de  backcasting, ficção científica e planejamento de cenários dentro dos negócios de estrutura tradicional.

Quando os balões do Google conectam as áreas rurais mais subdesenvolvidas à internet de alta velocidade (projeto Loon), ou os micro drones entregam suprimentos médicos após desastres naturais, nós podemos começar a imaginar um mundo onde os recursos tecnológicos mais modernos – o estado da arte –  ampliam a nossa imaginação para acreditar que qualquer coisa é possível.
– Lisa Kay Solomon

O Inovador

Além de imaginar uma sucessão de novos futuros, o líder também devem atuar como inovador, descobrindo novas possibilidades através de ideias criativas e experimentações. Nos dias de hoje, boas ideias podem surgir de um simples tweet ou através da surpreendente interação com o cliente, e ser testada com um protótipo funcional em menos de 24 horas.

Porém, muitas empresas ainda focam na obtenção de produtos consolidados a fim de comercializar o produto mais rapidamente enquanto reduzem custos e aumentam as margens de lucro. A aposta estratégica subjacente é colocada na certeza de minimizar as inseguranças e, com o êxito, o objetivo é defender e expandir o que já existe, em detrimento da exploração de novas oportunidades através da descoberta contínua.

O que falta muitas vezes é uma profunda compreensão do cliente e, por outro lado, das transações envolvidas. Sem qualquer investimento na concepção e desenvolvimento de novos produtos e serviços, que satisfaçam as necessidades e requisitos dos consumidores que emergem.

Quando os líderes abraçam seus papéis como inovadores, eles percebem que sempre devem estar pensando no cliente. Eles usam processos centrados nos seres humanos como a observação e o questionamento para colecionar insights, pensamento visual e habilidade de contar histórias para compartilhar hipóteses e ideias de forma mais rápida e eficaz; eles assumem uma mentalidade de crescimento para testar e reunir evidências sobre o que aprenderam. Os inovadores comprometidos fazem isso continuamente, reiterando repetidas vezes para descobrir oportunidades escondidas sob o nevoeiro de incertezas.

 

O tecnólogo

Ao tempo em que a inovação tecnológica acelera, os líderes precisam compreender quais tecnologias impactarão diretamente sua indústria e quais afetarão as indústrias próximas. Cada vez mais, a tecnologia pode digitalizar, manipular e substituir produtos e serviços físicos, desafiando o status quo de muitas companhias existentes.

A melhor maneira de entender as mudanças tecnológicas não é lendo a respeito, mas experimentando em primeira mão, à medida em que se aprende com o código; construindo ou manipulando um simples robô, testando novos produtos e serviços que vão além do familiar ou do confortável e procurando por recursos inovadores e de experimentação.

No entanto, assimilar a tecnologia unicamente a partir da perspectiva  da engenharia ou R&D (Pesquisa e Desenvolvimento) não é o suficiente. Gestores exponenciais também precisarão lidar com a ética, a moral e implicações sociais em torno das tecnologias criadas pelas organizações.

A tecnologia disruptiva está superando rapidamente os regulamentos, leis e normas sociais. Já existem impostos específicos e conflitos trabalhistas entre empresas inovadoras, como Uber e Airbnb, e os seus prestadores de serviço.

Mas estas batalhas jurídicas são inexpressivas em comparação aos conflitos éticos que poderemos enfrentar em breve quando trabalhadores de grandes indústrias – como as alimentícia e de transportes – forem substituídas por sistemas autônomos. E perceba que nem começamos a explorar as implicações de um futuro em que as modificações genéticas se tornarão significativamente mais acessíveis e generalizadas.

A política e a ética não são independentes da tecnologia, e a tecnologia não pode operar acima do bem e do mal. Se os líderes apostam no enorme potencial de gerar receita ou economia de custos oferecido pela tecnologia, eles também precisam assimilar as implicações sociais e morais que inevitavelmente surgirão. Isto exigirá uma gama completa de novas discussões e decisões nas salas de reuniões de cada corporação, novos comportamentos e normas em cada laboratório de desenvolvimento e novas formas de educar, recompensar (e até penalizar) os líderes de amanhã.

O Humanitário

Os líderes exponenciais usam habilidades e comportamentos futuristas, inovação e tecnologia para melhorar a vida das pessoas que eles atingem e a sociedade como um todo. Eles visam fazer o bem ao fazer bem – não como um conjunto separado de atividades “de responsabilidade sócio-corporativa”, mas como parte da missão de integridade da companhia.

Liderar de forma humanitária pode significar a construção explícita de um negócio utilizando a tecnologia para criar impacto positivo. As Empresas B, por exemplo, são companhias com fins lucrativos certificadas para desempenhar um rigoroso padrão de desenvolvimento social e ambiental, responsabilidade fiscal e transparência. O que também pode significar investir em políticas humanitárias e práticas que construam uma cultura significativamente positiva no ambiente de trabalho. Um local que inspire funcionários e parceiros a se esforçarem em seu pleno potencial.

Cada vez mais, a tecnologia pode gerar novos modelos de negócios e oportunidades de crescimento, habilitando e empoderando outras partes do mundo a se tornarem centros de crescimento econômico sustentáveis e autônomos. Quando os balões do Google conectam as áreas rurais mais subdesenvolvidas à internet de alta velocidade (projeto Loon), ou os micro drones entregam suprimentos médicos após desastres naturais, nós podemos começar a imaginar um mundo onde os recursos tecnológicos mais modernos – o estado da arte –  ampliam a nossa imaginação para acreditar que qualquer coisa é possível.

Precisamos de líderes exponenciais para o futuro

Os papéis futurista, inovador, tecnológico e humanitário estão interconectados  e podem ser melhorados quando o conhecimento e insights transitam entre eles. Os quatro pilares se traduzem em uma forma holística de aprender, imaginar, criar, capturar e dimensionar valores escondidos em um mundo cada vez mais complexo e dinâmico.

Essa é a essência da liderança exponencial. Ao praticar essas novas habilidades, todo líder pode antecipar mudanças, mas também fazer escolhas conscientes que conduzam a futuros mais positivos e produtivos para as organizações, comunidades e para o mundo.

 

 


Fonte: singularityhub.com // Autor(a): Lisa Kay Solomon // Tradução: Camila Marinho

Assistentes virtuais, Cortona e Alexa, prontas para interagir

Em uma improvável parceria, Amazon e Microsoft estão trabalhando juntas para ampliar as habilidades dos seus assistentes virtuais por controle de voz.

Os mais famosos assistentes controlados por voz – o Google Assistente, o Siri da Apple, o Alexa da Amazon, e o Cortana da Microsoft – são bons em inúmeras coisas. Eles podem ajudar as pessoas a ouvir música, configurar compromissos no calendário e checar o tempo. Agora, dois de seus principais executivos – Jeff Bezos da Amazon e Satya Nadella da Microsoft, estão prestes a estabelecer uma parceria rara.

No ano passado, as duas companhias firmaram um acordo de bastidores para fazer com que Alexa e Cortana trabalhassem juntas. A parceria anunciada no final de agosto, permitirá que as pessoas convoquem Cortana usando Alexa e vice versa.

Não é comum a cooperação entre duas gigantes da tecnologia, quando se trata da inovação de produtos que normalmente são concorrentes. Amazon, Apple, Microsoft, Google e quase todas as demais grandes companhias tecnológicas estão derramando uma enorme quantidade de dinheiro para fazer assistentes digitais mais inteligentes e que ofereçam mais aos usuários, enxergando-os como uma nova maneira de possibilitar que as pessoas possam interagir naturalmente com dispositivos e serviços online.

Em uma entrevista, Bezos previu que ao longo do tempo as pessoas se voltariam para diferentes tipos de assistentes virtuais – também chamados de AIs (em uma referência para Inteligência Artificial) – da mesma forma que eles se voltam para um amigo na busca por dicas fitness ou para pedir recomendações sobre restaurantes. “Eu quero que eles tenham acesso ao maior número de AIs possível, destacou o CEO da Amazon.

Em um exemplo, Bezos citou a integração eficiente entre o Cortana e o Outlook, o popular aplicativo de calendário e email que faz parte do conjunto de software do pacote Office. Como a Microsoft controla os dois produtos, o Outlook está mais incorporado com a Cortana do que com outros assistentes por voz. Através da colaboração com a Microsoft, Alexa conseguirá obter respostas para algumas das mesmas questões que Cortana pode agora responder – como por exemplo, sobre quando será a nova reunião de orçamento com o chefe.

Inicialmente, fazer com que os dois sistemas trabalhem juntos pode não parecer orgânico. Alguém que utilize o Alexa deverá dizer “Alexa, abra o Cortana”, enquanto que uma pessoa trabalhando com o Cortana repetirá o comando inverso.

 

 

A parceria Amazon-Microsoft começou em maio de 2016, quando Bezos levantou a possibilidade com Nadella na Microsoft’s CEO Summit – evento anual para executivos, em Seattle. Nadella foi receptivo à ideia e pouco tempo depois Bezos enviou o esboço que descrevia como seus assistentes trabalhariam juntos, informaram os executivos.

Em uma entrevista por telefone, Nadella comparou os assistentes digitais, Cortana e Alexa, com os concorrentes que se propõem a oferecer as mesmas ferramentas de informação online. “A personalidade e expertise de cada um será tamanha que se eles se interconectarem os usuários poderão tirar mais proveito desses sistemas”, ele pondera, “A ideia ressoou em mim e nele [Bezos], e foi o que nos levou a trabalhar em equipe.”

Bezos confessou não ter ampliado o convite às concorrentes Apple e Google e também não saberia dizer se elas topariam, “Eu aceitaria”, ressalta. “Espero que eles se inspirem com isso”, completou Nadella, “Pelo menos esta é a minha esperança”. Procuradoss, um porta-voz da Apple se recusou a comentar o assunto, enquanto o Google não retornou ao pedido de manifestação.

Apple e Google podem ver vantagens competitivas em manterem suas AIs separadas dos assistentes rivais, em parte como uma forma de proteger os mercados de seus software móveis IOS e Android, respectivamente. A Apple é especialmente sensível quanto ao controle máximo das experiências das pessoas com seus ipads e iphones. “Não existe razão para o Google ou Apple oferecerem isso porque eles estão tentando gerir seus próprios ecossistemas”, disse Jan Dawson, analista da Jackdaw Research, empresa de pesquisa voltada para tecnologia.

Em contraste, Alexa é mais requisitada no auto falante Echo – uma torre-assistente virtual para ajudar em casa – e Cortana é largamente utilizada em PCs. A Amazon informou que tem vendido milhões de dispositivos Echos, e representa 70% do mercado de auto-falantes inteligentes, segundo a empresa de pesquisa de mercado eMarketing. A Microsoft afirma que, por mês, 145 milhões de pessoas recorrem a Cortana através do Windows. No entanto, as duas companhias enfrentam dificuldades no mercado de smartphones, o que dificulta a utilização dos seus assistentes pessoais fora de casa e de do ambiente de trabalho.

A Amazon e a Microsoft estão firmando acordos com fabricantes de automóveis com o objetivo de conectar Cortana e Alexa diretamente aos veículos, ao tempo em que lançaram aplicativos de assistentes digitais para mobile que executam o software Google e Apple. No entanto os aplicativos não são tão populares e o uso deles geralmente é mais trabalhoso que os dispositivos desenvolvidos pelos concorrentes.

Eventualmente, Bezos prevê que o assistente principal de um dispositivo será inteligente o suficiente para rotear automaticamente a solicitação de um usuário de acordo com o assistente mais equipado para atendê-lo, sem, no entanto, precisar de uma introdução verbal por voz que conecte os dois. “Em minha visão de mundo dessa forma seria melhor para o cliente, é o que futuramente deve acontecer”, conclui.

 

 


Fonte: nytimes.com // Autor(a): Nick Wingfield // Tradução: Camila Marinho

A Apple Store dos consultórios médicos

 

Como serão os consultórios médicos do futuro? Na dianteira, uma startup médica em São Francisco antecipa esse futuro cenário utilizando IA (inteligência Artificial) e ferramentas conectadas.

Estava frio e chuvoso lá fora quando o Uber estacionou em frente ao número 180 da Suttler Street, no centro de São Francisco. No interior, um homem vestido de preto se ofereceu para guardar minha jaqueta e guarda-chuva enquanto me direcionava para um conjunto de cadeiras no lobby e me entregava uma garrafa de água da Voss.

Examinei atentamente o ambiente e observei um apanhado de equipamentos fitness conectado, alguns séruns chiques dispostos sobre uma mesa de vidro e, posicionado em frente, o que parecia ser um scanner de corpo da era espacial. Na lateral, contra a parede azul, em negrito, se destacavam as palavras “Design your Health”.

 

Apple Store

Eu estava no escritório da Forward, startup de saúde do ex-google e fundador da Wavvi, Adrian Aoun. Ele me disse que esse seria o consultório médico do futuro.

“Imagine um consultório que mais parece como uma Apple Store”, discorre Aoun, “mas dê um passo adiante e você encontra esse tipo de coisa legal, onde você tem um ambiente médico que aprende com o tempo. Você tem algo que melhora progressivamente e ele aprende mais e mais sobre você, muito parecido com as coisas que estamos acostumados, como Google e Facebook.”

 

Eu, médico

Pode ser tentador comparar Forward com algo como One Medical, uma startup que conta com atendimento online e uma série de consultórios médicos conveniados na região da baía de São Francisco. Mas o Forward avança muito além com um escritório conceitual medindo mil metros quadrados, aparelhado com seis salas de exame, equipamentos médicos de última geração e um laboratório para testes realizados em poucos minutos.

Forward também oferece um sistema exclusivo de IA que auxilia os médicos fornecendo rápidas informações e possibilitando compará-las com seus dados de saúde. Além do lobby e da sala de exames, complete tudo isso com cadeiras ergométricas, uma tela de exibição futurista e uma miríade de instrumentos médicos mergulhando no território Star Trek.

Aoun me mostrou algumas ferramentas, incluindo um tipo de luz infravermelha que ajuda a encontrar as veias do corpo para coletar sangue. Outro instrumento exclusivo é um estetoscópio digital forte o suficiente para ouvir as batidas do seu coração sem precisar tirar a camisa. Já a tela grande, presente em cada sala de exames, puxa uma lista de sinais vitais, informando se uma determinada medicação é compatível com seu código genético ou se você é alérgico ao glúten.

A informação vem dos exames de laboratório e do grande scanner corporal que está no lobby; que realiza a análise através de um processo indolor no qual você entra na máquina e posiciona dois dedos da mão esquerda em um sensor por alguns segundos, a fim de calcular sua altura, peso, temperatura, frequência cardíaca, pressão sanguínea e outras tantas informações, simultaneamente. O resultado da varredura corporal resulta  em dados que alimentam o sistema de IA incorporado ao Forward bem como seu aplicativo para dispositivos móveis.

 

 

Coração robótico

Para Aoun, toda experiência tem como objetivo fornecer ferramentas aos médicos para que eles possam tomar decisões com base em dados. E se torna especialmente útil se quisermos transitar para um sistema preventivo e não reativo, que é a nossa configuração atual. “Imagine que você é um engenheiro do meu time e eu te peço para “desenvolver alguns códigos”, mas quando você completa sua tarefa você realmente precisa esperar  por semanas. Você envia seu código, mas o parecer do teste volta uma semana depois e só então você conhece os resultados,” declarou Aoun.

A ideia para o Forward surgiu quando um membro da família ligou para ele de uma ambulância no meio de um ataque cardíaco. “Normalmente pensamos em consultórios médicos como uma oficina de reparação para seres humano, mas nós morremos de doenças cardíacas e câncer…eu não acordo e sei que o meu colesterol pode estar alto, então eu vou ao consultório. Estamos focando na coisa errada,” ele me explicou.

Após essa experiência familiar, Aoun percebeu que poderia fazer um melhor sistema com foco em prevenção a partir do uso dos dados e da inteligência artificial (IA). O fundador logo começou a trabalhar em todo tipo de equipamento médico de alta tecnologia em um esforço para criar um ambiente mais holístico para cuidados médicos.

 

O Carma do plano de saúde

Ao contrário da maioria dos consultórios médicos, o Forward também possui uma abordagem de pagamento diferenciado. Ao invés de estabelecer o acesso por meio de plano de saúde ou co-pagamento, a startup oferece acesso ilimitado à equipe médica, checkups, teste sanguíneo e genético, aconselhamento nutricional, monitoramento contínuo através de sensores portáteis fornecidos pela clínica, suporte ao sistema de IA e acesso 24 horas por dia, 7 dias por semana à equipe médica pelo aplicativo. Tudo isso por $149 ao mês.

Aoun espera que esta diferença, tanto na forma de pagamento quanto no cuidado, estejam centradas na prevenção e não na doença. E para as pessoas sem seguro, pode ser uma alternativa que facilita o acesso a uma assistência médica – exceto para os casos mais graves. Despesas com a saúde são o maior fator para a dívida dos Estados Unidos, devido ao alto custo do nosso sistema. Não ter um seguro significa não ter acesso a médicos e remédios e isso pode ser traduzido como uma sentença de morte para muitos. Uma situação que, sem dúvida, ocorre em um momento delicado para 20 milhões de americanos, que enfrentam a ameaça de perder seus seguros caso o congresso e o novo presidente acabem com a Lei de Proteção e Cuidado ao Paciente (também conhecido como Obamacare).

15% dos primeiros usuários vieram de comunidades desassistidas e foram contemplados com a adesão gratuita. Cada membro também ganha, em seu primeiro mês, os medicamentos prescritos gratuitamente e que podem ser encontrados na farmácia da Forward. A startup ainda planeja oferecer vitaminas, outros suplementos e wearables (dispositivos vestíveis) que serão encontradas na loja da clínica, além de, no futuro, ampliar os serviços e dispor de acupuntura, por exemplo.

 

Forward em movimento

O escritório na Suttler é a localização principal da Forward e o capital para mantê-la certamente é alto. Apesar de Aoun não informar quanto de financiamento tomou até o momento, ele explica que a startup levantou fundos de muitas fontes bem conhecidas. Dentre os investidores estão Khosla Ventures, Founders Fund, John Doerr, and First Round Capital, além dos investidores anjos Eric Schmidt, Marc Benioff, Garrett Camp, SV Angel, Aaron Levie e Joe Lonsdale, e vários outros que se possa imaginar (ou pelo menos esperar). O Forward angariou uma quantia saudável que possibilitou construir a infra-estrutura, criar equipamento únicos e contratar uma equipe médica de alto nível.

O plano futuro é se expandir por São Francisco e ir além. Mas Aoun enxerga esse primeiro consultório como apenas o começo para um novo tipo de medicina.

 

 


Fonte: techcrunch.com // Autor(a): Sarah Buhr // Tradução: Camila Marinho

IA vs Médicos: Quem avalia melhor o paciente?

Aproximadamente 20% dos jovens nos Estados Unidos sofrem de transtornos mentais, de acordo com o National Institute of Mental Health. Essa é a má notícia. A boa notícia é que os profissionais de saúde mental possuem um arsenal de ferramentas mais inteligente do que nunca, com tecnologia relacionada a inteligência artificial que vem à frente para ajudar a diagnosticar pacientes com uma precisão muitas vezes maior que a dos humanos.

Um novo estudo publicado no jornal Suicide and Life-Threatening Behavior mostrou, dentre outras coisas, que as máquinas conseguem, com até 93% de exatidão, identificar o perfil de uma pessoa predisposta ao suicídio. A pesquisa, liderada por John Pestian, Professor da Academia Médica Cincinnati Children’s Hospital Medical Center, envolveu 379 pacientes adolescentes de três hospitais da região.

Cada paciente preencheu um formulário padronizado de classificação comportamental e participou de uma entrevista semiestruturada, respondendo a cinco perguntas – como por exemplo: “Você está com raiva?” – a fim de estimular a conversa, de acordo com uma matéria publicada pela academia.

Os pesquisadores analisaram tanto a linguagem verbal quanto não verbal a partir dos dados coletados e então enviaram a informação através de uma máquina de aprendizagem por algoritmo, que foi capaz de determinar com uma notável precisão se a pessoa apresentava características suicidas, se eram mentalmente doentes mas sem predisposição ao suicídio ou nenhuma das duas alternativas. “Essas abordagens computacionais possibilitam novas oportunidades para aplicar inovações tecnológicas em cuidados, completamente necessários, na prevenção de suicídios”, comentou Pestian, em um comunicado de imprensa.

Conforme o The American Association of Suicidology, em 2014, o suicídio foi ranqueado como a décima principal causa de morte nos Estados Unidos, mas como a causa número 2 de mortes entre pessoas dos 15 aos 24 anos.

Um estudo publicado na revista Psychological Bulletin Further ressaltou a necessidade de melhores ferramentas para ajudar na prevenção do suicídio. Uma metanálise de 365 estudos conduzido nos últimos 50 anos descobriu que a habilidade dos especialistas em saúde mental para prever se alguém tentará o suicídio ‘não são mais que acaso’. “Uma das principais razões para isso é que os pesquisadores quase sempre utilizam fatores isolados, a exemplo dos diagnósticos de depressão, para prever essas coisas”, revela o autor Joseph Franklin da Harvard University para a Singularity Hub.

 

 

Franklin ainda ressalta que a natureza complexa por trás dessa conduta requer considerações de dezenas, se não de milhares de fatores para fazer previsões exatas. Ele, juntamente com um grupo de pesquisadores discorrem, em um artigo publicado pela revista Psychological Medicine, que agregar a técnica com máquinas inteligentes é uma ótima opção. Um mecanismo de busca usando apenas um fator tornaria ineficaz a análise dos resultados; o mesmo é válido para as tentativas utilizadas hoje em dia para prever possíveis casos de suicídio.

Ele destaca que pesquisadores em Boston, incluindo o colega Matthew K. Nock de Harvard, já utilizam máquinas com inteligência artificial para prever comportamentos suicidas com precisão de 70 a 85%. Considerado por Franklin um trabalho “incrível”, ele pondera, todavia, que a pesquisa ainda está em fase preliminar, com um número pequeno de amostras.

“O trabalho do grupo de John Pestian é também interessante por utilizar padrões vocais e linguagem natural, se diferenciando de outros trabalhos realizados nessa área até então, diz Franklin, acrescentando que também existem limites quanto ao que pode ser extraído de suas descobertas até o momento”. Contudo, esta é uma linha de pesquisa muito interessante, que representa um ponto de partida promissor e um diferencial do que o campo de estudos vem fazendo nos últimos 50 anos.

De acordo com Franklin, a inteligência artificial ainda não foi utilizada na terapia e considera que a maioria dos tratamentos convencionais para o suicídio deixa a desejar. “Embora vários grupos de pesquisa estejam muito próximos de prever com exatidão o suicídio em todo o sistema de saúde – com o auxílio da inteligência artificial – não está claro o que devemos fazer com essas pessoas em risco para que os índices sejam reduzidos”, pondera o pesquisador.

Pensando nisso, Franklin e colegas de estudos desenvolveram um aplicativo gratuito, chamado Tec-Tec, que parece efetivo na redução de automutilação, comportamentos e planos de suicídio.

O aplicativo é baseado em uma técnica psicológica chamada de condicionamento avaliativo. De acordo com a plataforma, ao atrelar continuamente certas palavras e imagens, o usuário muda a associação de certos objetos e conceitos, de modo que o Tec-Tec, com um design semelhante ao de um jogo, procura alterar os gatilhos que desencadeiam o risco de comportamentos autoprejudiciais.

“Estamos trabalhando em testes adicionais e esperamos utilizar em breve a inteligência das máquinas para adaptar o aplicativo a cada indivíduo ao longo do tempo, e também para conectar as pessoas que mais precisam de ajuda”, comenta Franklin.

 

Revendo o diagnóstico sobre a esquizofrenia

Em 2015, cientistas em um estudo publicado na revista Schizophrenia, também tiveram resultados promissores no uso de algoritmos para prever o desenvolvimento de uma nova crise psicótica em jovens de alto risco. Foram 34 entrevistados que estiveram sob observação trimestral por um período de dois anos e meio. A partir das transcrições realizadas nos encontros, foi feita uma análise automatizada com base na coerência das conversas e em dois marcadores sintáticos de complexidade da fala – o comprimento de uma frase e o número de cláusulas contidas nela.

De acordo com os pesquisadores, características presentes na fala e analisadas pelo computador conseguiram prever o comportamento posterior aos ataques com 100% de precisão, superando a classificação das entrevistas clínicas. “Desenvolvimentos recentes em Ciências da Computação, incluindo o processamento de linguagem natural, podem ser a fundação para o desenvolvimento futuro de testes clínicos objetivos para a psiquiatria”, ponderam.

 

Diagnóstico de TDAH precoce

Em um projeto em desenvolvimento, cientistas das Universidades do Texas of Arlington UTA) e Yale pretendem combinar o poder da computação e a expertise em psiquiatria para construir um sistema de AI (Inteligência Artificial) que possa avaliar desordens comuns entre os jovens: Déficit de Atenção e Hiperatividade (também conhecidos como TDAH), que segundo os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) afetam 8,5% das crianças com idades entre 8 e 15 anos.

Consoante informações da UTA, a pesquisa utiliza “os métodos mais recentes em visão por computadores, máquinas inteligentes e mineração de dados” para diagnosticar as crianças enquanto praticam determinadas atividades físicas e computadorizadas. Os exercícios testam a atenção delas, tomada de decisões e habilidade para administrar as próprias emoções. Os dados são então analisados para determinar a melhor forma de intervenção.

“Nós acreditamos que os métodos computacionais propostos ajudarão a promover um diagnóstico precoce e nos permitirá monitorar o progresso ao longo do tempo. Em particular, ajudará crianças a superar dificuldades de aprendizado e poderá conduzi-las a uma vida produtiva e saudável”, pondera Filia Makedon, Professora do Departamento de Ciências da Computação e Engenharia da UTA.

 

Olhando para o autismo

Enquanto isso, um grupo da University of Buffalo tem desenvolvido um aplicativo móvel que pode detectar o Desordem do Espectro Autista (DEA ou ASD em inglês) em crianças de até dois anos com quase 94% de precisão. Os resultados foram apresentados na conferência IEEE Wireless Health, no National Institutes of Health. O aplicativo acompanha os movimentos dos olhos de uma criança exposta a imagens de cenas sociais – como as que mostram várias pessoas – de acordo com publicações da universidade. Os movimentos oculares de alguém com DEA são muitas vezes diferentes dos de uma pessoas sem autismo.

Um estudo promovido pelo CDC detectou que, nos Estados Unidos, cerca de 1 a cada 68 crianças são diagnosticadas com DEA. O estudo da University of Buffalo (UB) acompanha 32 crianças com idades variando de 2 a 10 anos com uma investigação ainda mais ampla planejada para o futuro.

Demora menos de 1 minuto para realizar o teste, que pode ser feito pelos pais em casa, para determinar se a criança precisa de uma avaliação profissional. “Esta tecnologia preenche as lacunas entre alguém que sofre de autismo com diagnóstico e tratamento”, reflete Wenyao Xu, Professor Assistente da UB’s School of Engineering and Applied Sciences.

 

Tecnologia que ajuda a tratar nossa população mais vulnerável? Existe um aplicativo para isso.

 

 


Fonte: SigularityHub // Autor(a): Peter Rejcek // Tradução: Camila Marinho

Conheça os 3 primeiros campos que serão dominados pela IA

Não estranhamos a robotização no campo médico. A cirurgia assistida por robôs está se tornando cada vez mais comum. Muitos programas de treinamento estão começando a incluir cenários de realidade virtual e robótica com o intuito de fornecer treinamento prático para estudantes, sem colocar os pacientes em risco.

Com todos esses avanços na robótica médica, três nichos se destacam em relação aos demais: Cirurgia, diagnóstico médico por imagem e a descoberta de novos medicamentos. Mas de que forma os robôs exercem sua influência sobre essas práticas e como eles ainda as mudarão para sempre?

 

Cirurgia Assistida por Robôs

A primeira cirurgia assistida por robôs foi documentada em 1985, com a realização de uma biopsia neurocirúrgica. Isso ocasionou o uso da robótica em várias cirurgias similares, tanto para operações por laparoscopia quanto para as tradicionais. A agência federal do departamento de saúdo dos EUA, FDA (Food and Drug Administration), não permitia o uso de ferramentas robotizadas em cirurgias até o ano 2000, quando o sistema da Vinci Surgery atingiu o mercado.

É esperado que o mercado de cirurgia assistida por robôs cresça exponencialmente até 2023 e permaneça com alto potencial nos anos subsequentes. O único fator que poderia prejudicar esse caminho próspero é o elevado custo dos equipamentos. O investimento inicial pode impedir que as small practice (correspondente às pequenas cooperativas médicas, médicos individuais ou médicos de família, por exemplo) adquiram os dispositivos necessários.

 

Diagnóstico médico por imagens

A chave do sucesso do diagnóstico médico por imagem não está no equipamento em si. Está na interpretação das informações contidas nas imagens. Elas correspondem a alguns dos dados mais substanciais do campo médico e podem revelar muito mais do que uma inspeção visual básica.

Robôs e, mais especificamente, programas de inteligência artificial como o IBM Watson podem ajudar na interpretação dessas imagens de forma mais eficiente e precisa. Ao permitir que a AI (Inteligência Artificial) ou um programa básico de aprendizagem mecânica estudem as imagens médicas, os pesquisadores podem encontrar padrões e fazer diagnósticos mais precisos que nunca.

 

Descoberta de novos medicamentos

A descoberta de novos medicamentos é um longo e muitas vezes tedioso processo que inclui anos de testes e avaliações. Inteligência artificial, aprendizagem mecânica e algoritmos preditivos podem ajudar a acelerar este sistema.

Imagine se os pesquisadores pudessem inserir um tipo de remédio – que eles estão tentando produzir – e o tipo de sintoma – que eles estão tentando tratar – em um computador e deixasse que a máquina fizesse todo o resto. Com a robótica, algum dia pode ser possível.

Esta ainda não é a solução perfeita – esses sistemas requerem um número massivo de dados antes que eles possam começar a tomar decisões ou fazer previsões. Ao alimentar as informações na nuvem, onde esses programas conseguem acessá-las, os pesquisadores podem dar os primeiros passos em direção a criação de um banco de dados funcional.

Outro benefício desses programas de AI é que eles podem enxergar conexões que os humanos jamais teriam pensado. As pessoas podem dar esses saltos, mas as chances são muito menores, além de demorar muito mais para acontecer. Simplificando, nós não somos capazes de processar a grande quantidade de dados que os computadores conseguem administrar.

Este não é um campo no qual estamos preocupados com robôs roubando empregos, pelo contrário. De fato, queremos robôs se tornando ferramentas comumente usadas e que possam ajudar a melhorar o atendimento ao paciente bem como os resultados cirúrgicos.

Um cirurgião humano pode ter intuição, mas ele nunca terá a precisão que um par de mãos robóticas pode fornecer ou a capacidade de processamento de dados de uma máquina através de algoritmos. Se deixarmos, essas ferramentas podem transformar a maneira como vemos a medicina.

 

 


Fonte: SigularityHub // Autor(a): Kayla Matthews // Tradução: Camila Marinho