Archives of Tecnologia

Homens e máquinas podem ter uma convivência amigável

Homens e robôs trabalhando juntos em prol da qualidade de vida das pessoas. “Não temos que ter medo do futuro, pois a revolução digital já começou e veio para mudar a nossa forma de ver o mundo”, afirmou Robert Brown, Associate Vice President, Center of the Future of Work at Cognizant Technology Solutions, durante sua palestra sobre o “Futuro do Trabalho, realizada no primeiro dia do HIS, em São Paulo.

Ele não tem dúvidas de que a inteligência artificial está interferindo em muitos setores da saúde e, principalmente, na rotina dos profissionais. Também chamou a atenção do público sobre a percepção da sociedade de que a máquina irá substituir o trabalho humano. “Isso é um absurdo! Temos que ser realistas e otimistas em relação a tudo o que vem sendo noticiado. O que precisamos é desenvolver novas habilidades técnicas”.

Inúmeros exemplos foram apresentados por Brown de como é possível ter uma convivência amigável entre homem e máquina. O executivo viveu esta experiência, quando precisou emagrecer e usou um dispositivo que o monitorava no dia a dia. Mas não foi só a tecnologia que o ajudou a perder 17 quilos. “Fui assistido o tempo todo, ainda que remotamente, por um enfermeiro. Foi muito importante ter este apoio, além da minha determinação”, lembra.
Pessoas idosas também estão se beneficiando com o uso de aparelhos que “conversam” com elas, durante uma caminhada, por exemplo. Desta forma, sendo Brown, “elas não se sentem tão solitárias, melhorando as condições física e emocional”.

Mais informações para imprensa:
2PRÓ Comunicação
Email equipe: his18@2pro.com.br
Teresa Silva – 11-3030-9463
Marcos Coelho – 11-3030-9403
www.2pro.com.br

Tecnologia na Saúde: vilã ou mocinha dos surtos de doenças erradicadas?

Doenças como sarampo e poliomielite, consideradas controladas ou mesmo erradicadas, voltaram a preocupar os gestores de Saúde brasileiros em 2018. Mesmo com a campanha de vacinação ativa em todo o território nacional, dados do Ministério da Saúde dão conta que apenas 50,83% das crianças foram vacinadas contra a poliomielite e 51,35% contra o sarampo até agosto. E essa cobertura vacinal vem caindo continuamente nos últimos anos. O alerta é ainda maior porque foram registrados seis óbitos por sarampo no País desde o início de 2018. Especialistas avaliam que a tecnologia na Saúde pode ser tanto a vilã quanto a mocinha desse cenário.

O professor Fernando Arruda, coordenador adjunto do curso de Medicina da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), explica que os desafios ocasionados pelo retorno dessas doenças são grandes porque elas são infectocontagiosas. “É por isso que a vacinação é tão efetiva no controle: a partir do momento em que a pessoa está imunizada, ela não contrai nem transmite o vírus”, explica. O professor ainda comenta que as doenças foram erradicadas no Brasil porque, na década de 1980 e 1990, a campanha de vacinação foi amplamente aceita pela população. “Nesses anos a cobertura vacinal foi alta. Por mais que houvessem casos de outros países, não havia contaminação no território brasileiro. Com o tempo, a cultura da vacinação enfraqueceu  e, por conta da facilidade de se viajar entre os países, os casos voltaram a aparecer”, esclarece.

Uma das causas para a baixa cobertura vacinal, segundo Arruda, é a expansão de uma tecnologia simples e eficaz de comunicação: as mídias sociais. “As campanhas são as mesmas, as vacinas estão disponíveis. Por que os pais não estão levando as crianças para tomar a vacina? As causas estão nas redes sociais, onde são disseminadas as chamadas fake news da Saúde. Existem algumas linhas de raciocínio naturalistas que dizem que as vacinas são danosas para o ser humano. E uma parte da população se definiu contra a vacinação.”

Arruda lembra que a medicina é baseada em evidências e não deixa dúvidas quanto à efetividade da imunização. O problema é que essas falsas informações são transmitidas continuamente e agora os danos começaram a aparecer. Nesse sentido, a tecnologia se mostra a vilã da história.

Por outro lado, ela também pode ajudar a reverter esse quadro. Sistemas coletam dados populacionais com eficácia, permitindo o levantamento e mapeamento de surtos, além de otimizar o controle de vacinação.

Para o professor, essas ferramentas são cruciais no combate à situação. “A tecnologia, em especial a inteligência artificial e o big data, tem potencial de desencadear processos. A partir do momento em que há um conjunto de sintomas que caracterizam o sarampo, sabe-se como proceder para tratá-lo. A digitalização de dados também permite criar notificações, além de saber detalhes como para onde a pessoa viajou, em que região mora e, assim, direcionar esforços para o combate às doenças”, explica o especialista.

Mas, segundo ele, o engajamento das pessoas em relação às vacinas é a principal maneira de acabar com esses surtos. “A tecnologia na Saúde também pode ajudar a disponibilizar as informações corretas para que as pessoas entendam a importância da imunização. É um processo educativo que precisa ter as organizações como autoras para gerar confiabilidade”, destaca.

VR Station apresenta o Leito do Futuro

De acordo com a ONU, a população mundial atingiu 7,6 bilhões de habitantes, estimado em uma crescente de 83 milhões de pessoas por ano e podendo chegar a 11,2 bilhões em 2100.

Por mais que desejemos pensar em Hospitais majestosos, o futuro nos aponta para recursos escassos – em especial o espaço urbano.

Estamos vivendo a Era do compartilhamento de recursos: a maior empresa de transportes não possui uma viatura sequer e a mais conhecida empresa de aluguel de casas também não possui nenhuma casa.

Temos repensado nossas decisões e nossos modelos de negócios para atender a um mundo cada vez mais dinâmico, então como podemos repensar nossos espaços de Saúde?

Quer um teaser?

Para nós, o Leito do Futuro terá três premissas:

Flexibilidade

  • Espaços flexíveis: ambientes que possam prever a privacidade para o paciente quando desejado e serem ampliados quando necessário pela equipe assistencial.

Otimização dos recursos

  • O menor espaço possível com maior dinamismo e conforto possível;
  • Grandes elementos físicos poderão sair de cena para dar lugar a painéis e interfaces mais dinâmicas;
  • Com a ampliação do ambiente, abre-se a possibilidade da internação trabalhar em enfermarias e compartilhar o recurso assistencial.

Conectividade

  • Ambiente 100% automatizado e conectado;
  • Possibilidade de tratamentos de Cromoterapia, amplificação do conforto, autonomia do paciente e informação disponível para a equipe em tempo integral.

 

Há quem diga que este futuro está distante e improvável. Para nós, a área da Saúde foi e sempre será a precursora da mudança e da evolução tecnológica, devido ao constante avanço da medicina. Cabe a nós acompanhar esta evolução e, na medida do possível, incorporar, não estando obstante ou negando-a.

O VR Station: O Leito do Futuro é um oferecimento da Build Health e VRX Solutions. Clique abaixo e inscreva-se para explorar o Leito do Futuro durante o HIS18.

 

3 formas de criar uma cultura de inovação na Saúde

Na era da transformação digital, organizações altamente tecnológicas e startups com ideias inovadoras surgem a todo momento. Na Saúde, porém, a busca por esses modelos ainda é tímida. A evolução de ferramentas como big data, internet das coisas, realidade virtual e aumentada, blockchain e wearable devices, entre outras, mostra que o investimento em tecnologia traz retornos tanto do ponto de vista do paciente quanto do negócio. Mas esse resultado só acontece quando a inovação é acompanhada de uma mudança de cultura organizacional.

Arthur Igreja, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e especialista em tecnologia e inovação, dá três dicas para ajudar gestores na criação de uma cultura desse tipo na Saúde:

1 – Tenha um ambiente propício

O clima corporativo faz toda a diferença na criação de uma cultura de inovação. “O colaborador deve sentir que há espaço para errar, e que o erro é visto como uma oportunidade de crescimento. Esse comportamento o estimula a pensar em coisas novas sem ter medo. Trata-se de errar de forma produtiva. As grandes empresas têm dificuldades para introduzir uma cultura inovadora porque ainda atuam com a mentalidade de punir os erros.”

 

2 – Espalhe a ideia

Algumas instituições concentram práticas inovadoras apenas em um departamento, ou mesmo um laboratório, distante da rotina diária da assistência. Segundo Igreja, essa prática limita a inovação na Saúde. “Com um único departamento voltado à questão, há menos cabeças pensando em inovar. Quando essa cultura se estende para toda a organização, ela se torna mais ágil, mais acostumada com a mudança de comportamento do consumidor, no caso, o paciente. A verdadeira mudança não está na tecnologia, e sim em como ela altera a vida das pessoas.”

 

3 – Use o conceito de open innovation para democratizar problemas

por ter como objetivo principal cuidar de vidas, o setor de Saúde deve trabalhar para evitar o erro. Mas isso não torna a inovação algo impossível, sobretudo na gestão. Igreja ressalta que a inovação pode partir de qualquer lugar da organização. “Sem dúvida é um setor especial, onde o erro não é desejado, o que cria um rótulo muito pesado e se torna desculpa para não inovar. Para driblar o problema, as organizações podem adotar o conceito de open innovation, que consiste em se unir para resolver problemas e até mesmo convidar empresas de outros setores para ajudar, como startups. O segredo é democratizar os problemas para resolvê-los juntos”, garante.

Para Igreja, a criação desse ambiente que favorece a inovação em Saúde é um diferencial que vai garantir a sobrevivência das organizações no futuro. Portanto, quem não se adaptar não sobreviverá ao avanço da tecnologia, que promete mudar a forma como encaramos o cuidado em um futuro bem próximo.

Cultura de Inovação e Adoção de Tecnologia

Entre as necessidades mais críticas enfrentadas atualmente pelas organizações provedoras de saúde estão encontrar mecanismos para viabilizar a saúde baseada em valor e personalizar cada vez mais a experiência e satisfação do paciente. Ambas abordagens incluem algumas quebras de paradigmas, e somente através de uma mudança de cultura setorial que habilitem a adoção de tecnologia e estabeleçam a inovação como parte estratégica, terão êxito –não no futuro distante- mas em um curto espaço de tempo.

Historicamente, o setor de saúde tem demorado em relação a outros mercados, a adotar novas tecnologias, especialmente aquelas digitais que transformam a operação. Por exemplo, foi somente nos últimos anos que hospitais e consultórios médicos começaram a abandonar o antigo armazenamento em papel para registros eletrônicos de saúde (EHRs).

Em geral, há um reconhecimento de que o fornecimento de uma experiência simplificada e consistente é necessário para oferecer valor. Médicos entendem o papel cada vez mais importante da tecnologia na assistência. No entanto, mais de 75% dos médicos, segundo pesquisa americana, dizem que os registros eletrônicos de saúde aumentam os custos de prática e reduzem sua produtividade. Junto com esses obstáculos, os desafios com a implementação e os fluxos de trabalho médico muitas vezes levam a uma adoção de tecnologia de cuidados de saúde abaixo do ideal.

Se, de um lado temos idolatrada a inovação por idealizadores com mentes nas nuvens, por outro temos aqueles que a enxergam como uma verdadeira corda bamba de riscos. Isso é especialmente verdadeiro neste setor, uma vez que testar novos modelos e “falhar rápido” precisa, ironicamente, ser realizado com muita cautela, dado que o core dos provedores é manter seus usuários seguros e saudáveis.

Para dar emoção, nessa corrida existem os “Early Adopters”. Os primeiros adeptos a qualquer tecnologia provavelmente enfrentarão muito mais obstáculos, mas sairão na frente. Os retardatários, em contrapartida, podem descobrir que, à medida que novos modelos de pagamento e entrega se consolidam, eles não podem mais competir no mesmo nível, pois ficaram muito tempo “vivendo no presente” e arriscam a extinção de seus negócios.

Um estudo da Harvard Business Review Analytic Services e Verizon mostrou que os early adopters têm colhido frutos: “Apenas 27% das organizações de saúde proativamente procuram obter a inovação como vantagem, em comparação com 36% que compram novas tecnologias depois que outros provaram seus benefícios e 35% que esperam até se tornar bem estabelecido”. Segundo a pesquisa, as organizações que adotam tecnologia mais cedo têm taxas de crescimentos significantemente maiores, ano a ano, do que os seus seguidores.

A nível de organização, os CIOs das instituições são responsáveis pela avaliação da eficiência operacional de tecnologias emergentes e pelo desenho de integração da mesma desde os colaboradores até o atendimento ao paciente. Mas fica a pergunta: será que precisamos mesmo de um Chief Innovation Officer, ou podemos mudar a cultura para um Chief Integration Officer? Há indícios de que Steve Jobs concordaria com isso.

A inovação em saúde não apenas economiza dinheiro no sistema – por exemplo, a cada dólar gasto em medicamentos inovadores, há uma redução de gastos totais com saúde em US$ 7,20, mas também tem o poder de salvar vidas ou aumentar a sua expectativa. Para citar, entre 1980 e 2010, os avanços tecnológicos na medicina ajudaram a adicionar 5 anos à expectativa de vida dos americanos. É por isso que várias instituições de saúde estão planejando construir centros de inovação para impulsionar mudanças, de fato, significativas.

Um alerta importante: deve-se tomar um enorme cuidado para não desenvolver a inovação tecnológica em silos. Grandes empresas, como a Sony, Xerox e Nokia, por exemplo, já sentiram na pele as consequências. Engajamento dos colaboradores seria a palavra chave. As novidades vêm a passos largos e é necessário, ainda que de difícil prática, o acompanhamento tecnológico e horizontalizado de todos na empresa. Não há razão para se atribuir a uma só pessoa o peso de carregar a inovação de uma empresa inteira. É claro que deve-se existir um certo nível de coordenação, mas a inovação é de responsabilidade e voz de todos.

Um bom primeiro passo é engajar de forma holística os colaboradores. Um grupo técnico e clínico multidisciplinar ajuda a colocar na mesa diferentes perspectivas e prioridades no processo de brainstorming tecnológico ou mesmo adoção. Além disso, a proximidade fortalece o senso de evangelização no processo de implementação e cria um vínculo entre estratégia, objetivo e métrica.

No setor clínico, médicos, enfermeiros e outros membros da equipe de atendimento têm suas responsabilidades. Normalmente confortáveis com seus processos e rotinas, a figura do “Integrador” deve surgir como aquele que entenda a importância da qualidade e consistência no atendimento ao paciente, e ao mesmo tempo saiba como minimizar os impactos na produtividade, receita e custos, no início da curva de adoção. Se não houver essa preocupação, provedores podem enxergar a otimização com um fardo adicional (e não queremos colaboradores desmotivados, não é?)

Aliás, há uma diferença entre adoção e implementação. Muitas vezes os recursos alocados em um projeto são desproporcionais ao desafios a serem enfrentados. Se engana quem pensa que uma implementação bem sucedida é a solução. Além de não ser, ela não é isolada e nem o final do processo. A implementação é um marco centrado na tecnologia que tem pouco a ver com alcançar os resultados específicos centrados no paciente que inspiraram o projeto em primeiro lugar. Embora a implementação de novos processos, equipamentos ou cultura tecnológica, seja muito inspiradora e excitante para seus idealizadores, apenas os colaboradores podem inspirar uma verdadeira adoção na instituição. A implementação e a adoção representam dois pontos diferentes, sendo assim, eles também precisam de métricas independentes.

Se cabe aqui um conselho, cultive relacionamentos externos, que se estendam além da sua instituição e setor. É inestimável o valor para a construção do conhecimento. A exposição a novas formas de trabalho e pensamento desperta a curiosidade, o instinto de promover mudanças e translações que agreguem para a melhora setorial. É impressionante a quantidade de “zonas cinzas” que podemos ganhar com um pouco de criatividade.

O quadro geral é que podemos nos beneficiar de um sistema de saúde mais inteligente, ágil e tecnológico, um sistema que aprenda e melhore constantemente. Estamos dependentes da cultura: já temos pessoas que valorizam a mudança e, se ainda não temos a tecnologia, estamos no processo de desenvolvimento. Já dizia Peter Drucker, “a cultura come a estratégia no café”, se há o desejo de mudança, comece agora.

Inovação na Saúde para já: o primeiro passo rumo ao futuro

Inovação na Saúde. Todo gestor ouve falar dela com frequência, mas em meio à complexa rotina dessas organizações, muitos ainda acreditam que inovar está no plano das ideias, é algo para o futuro. Alguns até se arriscam, mas as iniciativas ficam restritas a departamentos ou laboratórios, tornando-se cases que pouco impactam no cotidiano da assistência.

No entanto, a quebra bruta e abrupta de paradigmas acontece exatamente agora, em meio à transformação digital. O avanço exponencial da tecnologia promete mudar completamente o setor. Mas, para que a transformação aconteça, de fato, o primeiro passo é mudar a mentalidade – dos líderes, profissionais e também do paciente. Construir uma organização disruptiva e sólida depende, primeiramente, da reconstrução daquilo que se acredita que seja Saúde.

O modelo atual é sustentado quase que exclusivamente pela doença; a porta de entrada é o hospital, procurado, em geral, quando a pessoa já está enferma. O primeiro passo é reverter esse quadro e trabalhar a prevenção e a qualidade de vida, no lugar de apenas restabelecê-las. Tecnologias como inteligência artificial, dispositivos vestíveis, Internet das Coisas, big data, analytics, entre outras,  permitem trabalhar preventivamente de forma bastante assertiva. Combinados com mapeamento genético, os milhões de bytes de informação – gerados diariamente por protocolos eletrônicos, aplicativos, sistemas de gestão e outros dispositivos -, já permitem determinar o risco de um paciente desenvolver câncer, por exemplo. Na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, uma parceria com o Google permitiu criar um modelo que prevê com 95% de acerto a probabilidade de uma pessoa vir a óbito no momento em que dá entrada no hospital. A tecnologia ainda é capaz de determinar 85% dos casos em que a pessoa ficará internada por mais de sete dias e 75% daqueles que serão readmitidos no prazo máximo de 30 dias. Essa melhoria de eficiência é possível graças  à transformação dos dados em informação.

As organizações que tirarem a inovação dos laboratórios e, desde agora, a adotarem como parte da estratégia de seus negócios são aquelas que, em um futuro próximo, vão liderar esse novo setor. Ele será baseado nos 4 Ps listados pela Associação Europeia de Medicina Preventiva: prevenção, personalização, predição e participação. E será, de fato, um sistema de – e para – a saúde.

Pele eletrônica que sente e se cura sozinha

Cientistas da Universidade do Colorado desenvolveram uma pele eletrônica maleável, auto-curável e totalmente reciclável. A e-skin, como é chamada, é feita de um material fino e translúcido que pode imitar a função e as propriedades mecânicas da pele humana através de sensores que detectam temperatura, pressão, umidade e fluxo de ar. Este novo material foi desenvolvido visando aplicações desde áreas médicas a eletrônicos do dia a dia.

Os responsáveis foram professores dos departamentos de Engenharia Mecânica, Química, Bioquímica e Materiais da universidade. A tecnologia tem várias propriedades únicas, como a poliimina, um novo polímero que é atado com nanopartículas de prata para aumentar a sua resistência mecânica, estabilidade química e condutividade elétrica.

Segundo os pesquisadores, se a e-skin for rompida, existe um mecanismo de regeneração por meio de ligações químicas dos componentes presentes nos dois lados da fenda. Desta forma, a matriz é restaurada e a película volta a ser como era antes. Em casos mais graves, a pele pode ser mergulhada uma solução de reciclagem e o material se dissolverá em componentes menores, assim estes podem ser reutilizados para criar novas e-skin.

“O que é único aqui é que a ligação química da poliimina que usamos permite que a e-pele seja autocura e totalmente reciclável a temperatura ambiente”, disse Jianliang Xiao, professor adjunto da Universidade do Colorado. ”Dado os milhões de toneladas de resíduos eletrônicos gerados em todo o mundo a cada ano, a reciclabilidade da nossa e-skin tem um bom sentido econômico e ambiental.”

Um dia, essa pele eletrônica poderá ser usada em próteses, robôs ou equipamentos com superfícies inteligentes, já que é facilmente adaptável a superfícies curvas sem apresentar tensões excessivas. Isso poderia tornar qualquer dispositivo mais realista e funcional.

Por exemplo, se o e-skin estiver envolvido em torno de uma mão protética, seria possível sentir pressão ao segurar uma xícara de vidro. Saber a quantidade de pressão que a mão mecânica está aplicando pode impedir que o usuário esmague acidentalmente a xícara, explicou Xiao.

Voltando às inúmeras possibilidades, a e-skin pode, eventualmente, substituir a cobertura de dispositivos e equipamentos eletrônicos, proporcionando superfícies que são mais agradáveis ao toque e que permitam a interação com o usuário. Imagine o seu smartphone dizendo: “Ei, isso faz cócegas”. As possibilidades são fascinantes e, em alguns casos, um pouco assustadoras.

De qualquer forma, as aplicações são promissoras e a possibilidade de reciclagem é um bônus para a animação dos criadores. Como toda nova descoberta, ainda é preciso muito estudo para a comercialização, mas já é um passo em direção a essa tecnologia.

John Hopkins revela novo método computacional para oncologia de precisão

Os hospitais poderiam usar a técnica matemática para facilitar o tratamento personalizado de pacientes.

Um dos dilemas enfrentados pelos provedores com a medicina de precisão é que, apesar de todos os avanços da pesquisa genômica, ainda pode ser difícil traduzi-la para a prática clínica do dia a dia: os médicos nem sempre sabem como transformar dados genéticos em tratamentos apropriados.

Um dos principais desafios para eles é que cada forma primária de câncer, como mama ou próstata, pode ter múltiplos subtipos, e cada um deles responde de maneira diferente a um determinado tratamento.

Nesta semana, pesquisadores da John Hopkins anunciaram, o que dizem ser, uma nova estratégia computacional para ajudar a traduzir dados complexos de medicina de precisão em um formato mais simplificado, que foca na variação das assinaturas moleculares de células cancerígenas entre pacientes

“Uma das coisas que as pessoas desta área notaram nos últimos 10 anos – e, de fato, tem sido surpreendente – é a quantidade de heterogeneidade existente entre dois pacientes com o mesmo subtipo de câncer”, disse Donald Geman, professor no Departamento de Matemática Aplicada e Estatística da Johns Hopkins, em um comunicado anunciando os resultados.

“Isso quer dizer que em dois pacientes que foram diagnosticados com melanoma, as lesões da pele podem parecer muito semelhantes ao olho nu, mas as células cancerosas podem ser muito diferentes no nível molecular. Eles podem ter diferentes formas de desregulação, incluindo diferentes variantes genéticas e expressão gênica.”

Por isso, entregar o máximo de dados sobre a composição genética da lesão, proporciona aos médicos informações fundamentais para determinar o melhor tratamento aos seus pacientes, e ainda, auxilia na definição de um perfil molecular particular para cada um deles.

Geman diz que o resultado obtido, mostra de forma simples anormalidades em parâmetros chave, como por exemplo a indicação de colesterol alto em um exame de sangue anual. Segundo os pesquisadores, o desenvolvimento simplifica imensamente os estados moleculares convertendo-os em rótulos binários que basicamente mostram se a medição de um paciente está dentro ou fora de níveis saudáveis.

De forma geral, há um grande futuro na utilização de matemática para simplificar dados médicos e possibilitar a integração nos cuidados de rotina. “O objetivo é levar problemas de classificação de interesse clínico genuíno e produzir um algoritmo que seja preciso, interpretável e faça sentido biologicamente”, disse ele.

CLÍNICAS APPLE: o que esperar delas?

Todo mundo sabe que a Apple gosta de cultivar seu mundo à parte. Seus gadgets, aplicativos e sistemas operacionais são feitos uns para os outros e quem gosta desse modelo vira fã. É um barato (mas nem sempre é barato).

O fato é que agora eles decidiram acrescentar a esse ecossistema exclusivo uma novidade que deve ter feito o próprio Steve Jobs se surpreender!

Muito pouco se sabe até aqui, nada é oficializado, mas já é certo que a Apple será a primeira empresa de tech a invadir o campo real da assistência através de uma rede própria de clínicas médicas.

Talvez o anúncio oficial venha em breve, em grande estilo, como ela sempre faz para seus produtos. Mas o empreendimento já tem nome, e se chamará AC Welness.

Num primeiro momento serão duas clínicas focadas nos próprios funcionários e dependentes da empresa. E pelo que já é possível descobrir em sites como LinkedIn e Glassdoor, os primeiros profissionais de saúde estão sendo recrutados na Universidade de Standford, na California.

Apesar da proximidade com a declaração da Amazon sobre sua empreitada conjunta com JPMorgan e Berkshire, tudo indica que a coincidência termina por aí.

No caso da Apple não se tratará de uma joint venture – afinal exclusividade é com eles mesmos. Além disso, no caso da Amazon, nada aponta para uma rede de clínicas próprias (já falaram até de rede de drogarias, mas por enquanto tudo online).

Já no caso da Apple isso é tão certo que há poucos meses já se escutavam conversas de bastidores no Vale sobre a possível aquisição pela empresa de uma startup chamada Crossover Health que atualmente presta serviços de on-site clinic para seus funcionários. Novamente ninguém se manifestou oficialmente.

O fato é que esse projeto, que bem poderia ser encarado como uma auto-gestão, levantou as atenções de muita gente nos EUA para um possível piloto que englobaria, além das clínicas presenciais, toda a plataforma de saúde da empresa visando um roll out futuro para atingir em cheio o mercado privado americano.

Afinal de contas, o próprio CEO Tim Cook andou falando recentemente que os planos para o Setor são muitos e bem guardados. Ou seja, a aposta em Saúde irá muito além de iniciativas já anunciadas como o Researck Kit, que visa acelerar o recrutamento de pacientes para ensaios clínicos, e o Health Kit, que visa facilitar o compartilhamento de informações entre desenvolvedores.

Apesar de todo o mistério, o que se pode imaginar é que um objetivo do novo negócio será, de imediato, realizar uma redução nos custos assistenciais de seus próprios funcionários e dependentes, a partir do uso da inteligência de dados, conectividade, engajamento e tudo o mais – sempre aliados à uma rede de atenção primária que faria o papel de Gatekeeper.

Se der certo, parece que será uma questão de tempo para a experiência ser levada para fora dos limites da empresa. Vamos acompanhar e aviso aqui na coluna sobre os novos desdobramentos.

18 reflexões sobre o papel do CIO na Saúde

Que a tecnologia substitui cada vez mais processos manuais e tarefas repetitivas já sabemos, inclusive discutimos isso no SBF18. Mas quem são as pessoas envolvidas nesses processos? Com certeza o CIO deve ser uma delas e a percepção de sua importância estratégica é crescente.

A era em que o CIO era visto como um personagem técnico está acabando. Hoje falamos de transformação digital na saúde e o CIO assume um papel cada vez mais relevante, com a missão de encontrar oportunidades de melhorias na assistência e no negócio.

Estar em contato com outros líderes do setor é uma experiência enriquecedora, que proporciona uma reflexão importante: ser um CIO é desafiador. À medida que o tempo passa cada vez mais é esperado que ele realizemos mais com menos recursos.

A participação em eventos proporciona uma oportunidade sem igual de manter-se na vanguarda da inovação, entendendo o que há de mais recente em soluções tecnológicas e tendências, dividindo experiências com outros CIOs e fornecedores.

A troca de ideias, impressões e conhecimentos em eventos como o HIS e a HIMSS me levou a criar a lista abaixo com 18 reflexões sobre esse nosso novo papel:

  1. Sim CIO, o burnout médico também é seu problema, ajude na solução.
  2. Se Inteligência Artificial não está nos seus planos, inclua.
  3. Engajamento dos pacientes: você tem pensado seriamente sobre isso quando define sua arquitetura de sistemas?
  4. Experiência dos pacientes: local onde a TI pode fazer a diferença e mostrar a que veio.
  5. Inovação é uma questão de sobrevivência. Sem pesquisa não há inovação. Sem inovação, não há pesquisa.
  6. Data Analytics: revisitar sua estratégia é mandatório, seu plano pode estar errado.
  7. Cybersegurança tirará seu sono para sempre!
  8. Análises preditivas salvam vidas, seus dados contém tesouros.
  9. Interoperabilidade continua sendo encarada como um problema, já está na hora de você adotar padrões e facilitar para o ecossistema.
  10. Soluções criativas resolvem a maioria dos problemas.
  11. Blockchain: imaturo mas promissor.
  12. “Contrate” robôs e facilite a vida das áreas de negócios.
  13. Sim, EMRAM é um modelo que vai poupar esforços e garantir boas práticas.
  14. Transformação Digital, você está atrasado!
  15. Fornecedores, divida seus problemas e suas estratégias com eles, transforme-os em verdadeiros parceiros.
  16. Trocar experiências te provê conhecimento e insights.
  17. Sim, o paciente deve ser o centro!
  18. Participar de eventos com foco em saúde como o HIS e HIMSS, por exemplo,  é um privilégio.

Confirmei minha presença como palestrante no HIS – Healthcare Innovation Show 2018 e espero poder encontrar você por lá!