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HIS 2018: evento abordou como tecnologias, inovação e gestão impactarão organizações de saúde

As rápidas revoluções tecnológicas têm mostrado sua grande influência não somente no setor de saúde, como também nas mais diversas áreas que compõem a sociedade. Ainda assim, não são essas mudanças digitais que causam os maiores questionamentos, mas sim como promover mudanças na cultura das organizações para acompanhar esse movimento que, há algum tempo, já leva o mundo para um caminho sem volta.

Foram nessas premissas que se basearam as discussões promovidas neste ano no Healthcare Innovation Show (HIS), o primeiro trade show de tecnologia e inovação voltado ao mercado de saúde na América Latina. O evento reuniu 2.400 profissionais altamente qualificados, 180 palestrantes e 66 empresas patrocinadoras, os quais apresentaram o que há de mais inovador e tecnológico no mercado.

Dividido em oito summits simultâneos, o HIS 2018 trouxe apontamentos sobre tecnologias emergentes; novos modelos voltados para valor e entrega de alta performance; value-based healthcare em medicina diagnóstica; cultura de inovação; a transformação dos processos financeiros por meio da tecnologia; a mudança no paradigma do cuidado e o futuro da indústria farmacêutica; entre outros. “É a primeira edição em que a UBM Brazil se envolve diretamente na organização do HIS desde o anúncio da aquisição em maio deste ano e tem sido um período de bastante aprendizado para nós. Nossa principal tarefa foi respeitar os processos que a Live, empresa que idealizou e estava à frente do HIS, estabeleceu desde o início, mas tentando incorporar questões e a expertise que temos em função dos negócios que já desenvolvemos dentro do setor, como a Hospitalar”, analisa Rodrigo Moreira, diretor de Estratégia do portfólio de saúde da UBM Brazil, agora parte do Grupo Informa.

Alguns dos destaques da programação no primeiro dia foram as discussões sobre a tangibilidade do ROI quando este envolve a adoção de tecnologia disruptiva e como aliar os recursos da tecnologia em todos os processos operacionais tem sido o grande desafio de muitas instituições de saúde no Brasil – e como as mudanças disruptivas no setor devem começar pelas pessoas. Também em relação ao maior investimento de organizações de saúde brasileiras em aplicativos e como seres humanos e máquinas devem trabalhar juntos para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

No segundo dia, foram destaques os debates acerca do empreendedorismo em aplicativos de saúde e de um modelo de gestão que organiza, integra e coordena cuidados e serviços de saúde nas empresas. Além disso, destacaram-se também como as transformações causadas pela tecnologia nos próximos anos vão ajudar a humanizar a saúde; o modelo preditivo de cuidado exige esforço em análise de dados e foco no paciente; e a tecnologia não deve ser encarada como solução, mas como um grande suporte aos médicos.

“Nossa ideia foi também trazer um aspecto de provocação para o segmento, já que o evento se propõe a tratar de temas de inovação e tecnologia, os quais são absolutamente relevantes para o futuro que queremos construir para a saúde, e traduzir isso em uma agenda dinâmica, com propostas que as instituições possam, quando voltar para casa, se basear para construir um sistema de saúde melhor e em prol dos nossos pacientes e da sustentabilidade do setor”, reflete Moreira.

O HIS também ofereceu, pela primeira vez, um recurso dentro do aplicativo do evento para marcar reuniões de negócios entre expositores e participantes com interesses em comum. A plataforma, disponibilizada de forma gratuita para download no Google Play e na App Store, gerou diversos encontros na Meeting Arena, a qual foi pensada especificamente para este fim. Além disso, o evento também realizou as premiações “Referências da Saúde”, patrocinada pela Hermes Pardini, e “GPTW – Saúde”, patrocinada pelo Sesc, para reconhecer as empresas de destaque do setor em diversas categorias, como gestão administrativo-financeira e governança corporativa, além das 90 melhores companhias para se trabalhar escolhidas neste ano.

Para o próximo ano, o diretor afirma que a expectativa é continuar com o crescimento expressivo do evento, “agregando ainda mais conhecimento para o público de altíssimo nível que atendemos e que tem um perfil muito forte de geração de impacto. A temática de tecnologia e inovação é um vetor de desenvolvimento setorial muito importante, e nós percebemos um incremento na maturidade do segmento para discutir essas questões. Este ano é de muita relevância porque o evento entra de fato no calendário do mercado de saúde”, finaliza.

HIS18 encerra com público qualificado em busca das mais recentes aplicações tecnológicas na gestão de saúde

Um total de 180 palestrantes de renome apresentaram e debateram
as novidades da área em cinco palcos simultâneos assistidos por 2.400 profissionais

 

São Paulo, setembro de 2018 – Durante os dois dias de atividades do Healthcare Innovation Show 2018, um dos principais eventos de saúde e tecnologia da América Latina, 2.400 profissionais altamente qualificados, entre CEOs, presidentes e diretores das principais organizações da indústria da saúde, acompanharam e debateram as apresentações de 180 palestrantes de renome que abordaram as mais recentes  novidades da área. “A principal contribuição para o setor foi o enfoque na qualificação de gestores de saúde, estímulo à profissionalização, uso de benchmarking e acreditação por meio da implementação de ferramentas tecnológicas mais complexas”, afirma Vitor Asseituno, Healthcare Market Director da UBM Brazil, organizadora do evento.

O executivo ressalta que a tecnologia é uma ferramenta poderosa que deveria estar mais presente no dia a dia dos executivos do setor no Brasil, o oitavo maior mercado de saúde do mundo que movimenta R$ 500 bilhões por ano. “O nível de inovação nas organizações de saúde dos grandes centros ainda é baixo. A cultura organizacional é muito tradicional, o que gera dificuldades para construir e buscar novos processos, assim como para difundir melhores práticas”. De acordo com Asseituno, o evento demonstrou com sucesso que a adoção de novas tecnologias que otimizam a gestão é um grande diferencial para as organizações e está diretamente relacionado ao conhecimento dos gestores sobre o potencial das ferramentas disponíveis.

E esse potencial foi explorado em dezenas de apresentações realizadas em cinco palcos simultâneos voltadas a gestores hospitalares, médicos, pesquisadores, investidores, entre outros tomadores de decisão. Esta edição marcou uma maior proximidade com as startups dedicadas a serviços de saúde, o que se somou a exposições de produtos e serviços de 66 empresas do setor – aplicativos diversos foram destaque durante toda a programação, além do aplicativo próprio do evento, usado para marcar mais de 400 reuniões de negócios entre os participantes e os patrocinadores. Durante as atividades também foram realizadas as premiações “Referências da Saúde” e “GPTW – Saúde”, reconhecendo quase 100 instituições.

O Healthcare Innovation Show 2018 ocorreu nos dias 19 e 20 de setembro no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, localizado no KM 1,5 da Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo (SP).

 

Executivos comemoram sucesso na 4ª edição do HIS

Durante dois dias, quem circulou pelo pavilhão de exposições do São Paulo Expo teve a oportunidade de se atualizar ao conhecer as empresas de referência no setor de saúde durante o Healthcare Innovation Show 2018. Além da participação institucional e da construção de relacionamentos para futuros negócios, o HIS também foi alvo de comemoração de executivos, que elogiaram o público qualificado, a excelência das palestras e iniciativas como o aplicativo do evento.

“O Healthcare Innovation Show foi uma oportunidade excelente de conexão com diversos players da cadeia de saúde, promovendo uma aproximação maior entre todos nós”, afirmou Caroline Selau, gerente de Negócios da Bristol-Myers Squibb. “Juntos, conseguimos trazer soluções para a sustentabilidade do setor, pois como líderes mundiais no segmento de imuno-oncologia, também lideramos esta tendência. O aplicativo do evento foi uma iniciativa super positiva para nós.”

Para Ivan Ferreira, gerente de inovação tecnológica e facilities do Grupo Brasanitas, a novidade do aplicativo foi positiva. “Fiquei surpreso com o resultado do aplicativo do evento, que otimizou bastante os contatos com os clientes.  Conseguimos realizar duas reuniões e outras foram bem encaminhadas”, disse. “O HIS sempre foi um evento importante para o Grupo Brasanitas. Nossos clientes e prospects estão aqui e buscam novidades na área hospitalar. Apresentamos quatro inovações tecnológicas em gestão de leitos, áreas críticas, limpeza terminal/concorrentes e de ativos.”

O Sesc participou pela primeira vez do evento, diz Ana Márcia Varela, assessora de Relacionamento Institucional. “Viemos com o objetivo de estreitar o relacionamento com os empresários do setor, potenciais clientes, que ainda não conhecem os benefícios que podem ser oferecidos a seus colaboradores. Os diversos programas oferecidos pelo Sesc também priorizam a saúde integral, com atividades esportivas, lazer e cultura. Na instalação ‘Empatias Mapeadas’, obra do artista Guto Requena, o público pode sentir as vibrações dos batimentos cardíacos emitidos por som, que tem uma conexão com a proposta de inovação do evento”, afirmou Ana Márcia.

 

Startup Lounge divulga soluções criativas

O Startup Lounge reuniu, no Healthcare Innovation Show 2018, 16 startups que oferecem soluções de tecnologia criativas para o mercado de saúde. A área foi elogiada pelos participantes, que comemoraram os contatos realizados e as oportunidades de negócio.

“Fizemos contatos excelentes e já havíamos alcançado nossa expectativa no primeiro dia”, afirmou José Soares dos Santos, gerente administrativo e financeiro da Brasil Telemedicina, empresa de interação diagnóstica de saúde online responsável por desenvolver soluções para atendimento ágil e de qualidade à distância. Entre seus produtos estão os aplicativos Laudo24hs (que já laudou mais de 5 milhões de exames), Psicologia24hs e Monitorização24hs.

Thiago Djurovic, executivo de Novos Negócios da Victory Health, também elogiou os contatos feitos. A startup lançou aplicativo de bem-estar e saúde com inúmeras funcionalidades com o objetivo de ajudar empresas a manter a equipe saudável. “Viemos com a perspectiva de divulgar nossa ferramenta, que é completa e diferenciada. Esse networking realmente aconteceu”, afirmou Djurovic.

Para Ricardo Sonati, CEO da TVDoutor, a feira é essencial para estar próximo dos maiores players do mercado e ter contato com as grandes inovações em saúde. “Este momento permite não só a troca de experiências, nos direciona a confirmar ou alterar estratégias e nos faz aprender juntos”, afirmou. A startup trabalha com comunicação e educação em healthcare, oferecendo uma plataforma de comunicação para salas de espera com programação própria. Já atua em 11 estados e mais de 50 cidades, impactando mais de um milhão de pacientes.

 

 

Informações para imprensa:

2PRÓ Comunicação 

his18@2pro.com.br

Teresa Silva – (11)3030-9463

Marcos Coelho – (11) 3030-9403

Myrian Vallone – (11) 3030-9404

www.2pro.com.br

Chamada de enfermagem IP melhora a experiência de pacientes e funcionários

Este ano o Healthcare Innovation Show (HIS18) está maior e pronto para receber um público de 10 mil pessoas. Durante o evento, os visitantes poderão conhecer de perto as principais soluções de tecnologia para hospitais e clínicas com experts no tema – como, a especialista em soluções Teleinfo. Mais do que novos equipamentos, a empresa apresentará um sistema IP completo para atender as principais demandas de equipes de enfermagem.

A solução Tacera, do parceiro Austco, agrega componentes configuráveis em rede e com endereço próprio. Assim garante maior flexibilidade no uso e facilidade na instalação, uma vez que utiliza dispositivos PoE que possibilitam com que as comunicações de energia, dados e VoIP sobre as Cabeamento Ethernet sejam unificadas em uma única infraestrutura.

Com design que se preocupa com os cuidados para a prevenção de infecções, os equipamentos podem ser facilmente esterilizados e foram construídos para atender a equipe médica sem prazo de validade – a plataforma tem a capacidade de ser totalmente integrada com novos softwares e middleware dentro do IP. Isso dá ao sistema capacidade de dimensionamento incomparável e de escalabilidade para manter a atualização constante.

Na prática, o sistema busca a melhoria do atendimento ao paciente, mas sem abdicar da redução de custos com a operação e um retorno de investimento positivo. Além de melhorar a segurança de pacientes e funcionários, influencia na eficiência e produtividade dos colaboradores à medida que melhora as comunicações e facilita o fluxo de trabalho.

Healthcare Innovation Show 2018: inovação, tecnologia e gestão

O Healthcare Innovation Show 2018 teve início na quarta-feira (19) no São Paulo Expo e foi aberto por Rodrigo Moreira, diretor de estratégia do portfólio de saúde da UBM Brazil, parte do Grupo Informa PLC, que hoje é líder em serviços de informação e o maior organizador de eventos do B2B no mundo. Rodrigo afirmou às centenas de profissionais presentes que as palestras do evento certamente irão contribuir para a agenda estratégica do setor. “Discutiremos aqui inovação, tecnologia e gestão, questões que terão impactos muito profundos nas organizações de saúde”, ressaltou.

Vítor Asseituno, Healthcare Market Director da UBM Brazil, destacou então que este mercado movimenta R$ 500 bilhões anualmente no país, envolvendo empreendedores, investidores, médicos, pacientes e vários outros públicos. “É muito importante estarmos aqui hoje porque 60% do setor é privado. Dois terços desta fatia são planos de saúde, que respondem pela segunda maior despesa das empresas. E em breve, saúde digital será sinônimo de saúde”.

O executivo explicou que o Brasil está caminhando para esta mudança digital, mas que a prioridade é a mudança cultural nas organizações. “Não se trata apenas de investir em startups, mas de uma colaboração de todas as áreas”, concluiu.

O ROI nem sempre é tangível quando envolve tecnologia disruptiva

Por mais contraditório que pareça, o ROI nem sempre é tangível quando envolve a adoção de tecnologia disruptiva. Em uma mesa redonda no primeiro dia do Healthcare Innovation Show 2018, os participantes chegaram a esta unanimidade, destacando que tanto na área de saúde como em outros mercados, é importante considerar retorno questões como fidelização, engajamento, atração de novos clientes, satisfação dos profissionais lidando com a nova tecnologia e manutenção do sistema. Mesmo que, em alguns casos, inicialmente isso até envolva perdas financeiras.

O painel foi moderado por Ricardo Orlando, CIO da Dasa, com participação de Rodrigo Moreira, diretor de Estratégia da UBM Brazil; Lílian Hoffman, CIO da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo; Bruno Pierobon, CEO e fundador da ZUP Innovation; e Fábio Mattoso, Executive Leader Watson Health da IBM.

“O ponto principal é a incorporação dos aspectos tecnológicos na cultura da empresa. O quanto está disposta a arriscar no início da implementação do processo? Não pode ter tanto medo de errar, porque com a disrupção sempre há erros e aprendizados”, afirmou Rodrigo Moreira. Já Lílian Hoffman deu dicas de como conseguir apoio da alta administração das organizações. “O ROI tangível ou intangível não precisa ser tão claro de imediato, mas é importante materializar a potencialidade do trabalho com pequenos projetos. Vários hospitais estão fazendo testes assim para provar o potencial da tecnologia à área de negócios”, disse.

Mudanças disruptivas no setor de saúde devem começar pelas pessoas

Aliar os recursos da tecnologia em todos os processos operacionais tem sido o grande desafio de muitas instituições de saúde no Brasil. Na avaliação de Paulo Bastian, CEO do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, “é fundamental que os gestores compreendam as mudanças a partir dos recursos humanos”. Na manhã desta quarta-feira (19), Bastian moderou o painel “Inovação x operação: como construir uma organização disruptiva e sólida”com os presidentes da Totvs, Laboratório Hermes Pardini, AC Camargo Câncer Center, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio Libanês.

“A inteligência artificial é uma das ferramentas que pode contribuir muito para melhorar a eficiência do setor, pois as pessoas já estão conectadas”, disse Laércio Cosentino, CEO da Totvs. Para que este modelo seja viável no setor, ele alerta para a necessidade de investimentos na captura de informações, convergindo todos os dados disponíveis em uma plataforma única.

Mas o desafio é justamente fazer a digitalização dos dados e a manutenção da operação. No caso do Laboratório Hermes Pardini, 90% dos laudos são digitalizados e a pessoa consegue fazer o seu check in por meio de QR Code. Na opinião do CIO da empresa, João Alvarenga, apesar de ser um avanço importante, o cliente ainda não enxerga esta capacidade produtiva. “Por isso, a empresa que entregar a melhor experiência, será percebida pelo cliente, assim como já acontece com o Google”, afirma o executivo.

Uma das iniciativas da AC Camargo para melhorar a experiência e atendimento dos pacientes foi criar o modelo do Câncer Center. De acordo com Vivien Rosso, CEO da empresa, o objetivo é ter eficiência durante todo o tratamento, envolvendo pacientes e médicos de outras áreas. Desta forma, os profissionais podem intervir na revisão do tratamento. Inicialmente, o Câncer Center está atendendo mulheres com câncer de mama.”Estamos aprendendo que a revisão dos processos começa pela cultura organizacional. Levamos seis meses para formatar este modelo”, lembra Rosso.

Organizações de saúde estão investindo mais em aplicativos no Brasil

Seguindo o exemplo de sucesso dos aplicativos de transporte, organizações de saúde brasileiras estão investindo mais em aplicativos em um movimento ainda inicial. Não como um serviço de retorno imediato, mas como uma ferramenta para ajudar as pessoas a se manterem saudáveis, seja influenciando mudança de hábitos, engajando-as nos tratamentos médicos ou incluindo o paciente no processo de decisão relacionado a seu diagnóstico.

“Temos um aplicativo que monitora o nível de estresse, sono e quantidade de exercício de centenas de milhares de pacientes para retroalimentá-los com dicas para que se tornem mais saudáveis. Com o tempo, aos poucos, eles percebem e valorizam este benefício. Mas ainda há um longo caminho à frente”, afirmou Cristiano Barbieri, CIO da Sulamérica, em painel do Healthcare Innovation Show 2018.

Moderado por Lasse Koivisto, CEO da Prontmed, também participaram do painel com o tema IoT e analytics na rotina de operação de saúde Ailton Bomfim Brandão Júnior, diretor de TI do Hospital Sírio Libanês; Marcio Aguiar, LATAM Enterprise Sales Manager da NVIDIA; e Flávio Amaro, sócio fundador da 37.78.

Brandão Júnior comentou como dados fazem parte do dia a dia de qualquer atividade complexa e que saúde, mais cedo ou mais tarde, também seria incluída. “Hoje, com poucos cliques, podemos gerar dados e organizá-los de forma que médicos e estatísticos possam buscar insights aprofundados sobre o paciente, exames e tratamento”.

Quanto aos aplicativos, segundo o executivo, precisam ser leves, amigáveis e terem uma interface bonita para serem aceitos. “Nos próximos anos, devemos poder oferecer funções mais avançadas, como antecipação parcial da consulta com fotos e formulários online, além de sugestão de nutricionista ou preparador físico, por exemplo”, destacou.

Homens e máquinas podem ter uma convivência amigável

Homens e robôs trabalhando juntos em prol da qualidade de vida das pessoas. “Não temos que ter medo do futuro, pois a revolução digital já começou e veio para mudar a nossa forma de ver o mundo”, afirmou Robert Brown, Associate Vice President, Center of the Future of Work at Cognizant Technology Solutions, durante sua palestra sobre o “Futuro do Trabalho, realizada no primeiro dia do HIS, em São Paulo.

Ele não tem dúvidas de que a inteligência artificial está interferindo em muitos setores da saúde e, principalmente, na rotina dos profissionais. Também chamou a atenção do público sobre a percepção da sociedade de que a máquina irá substituir o trabalho humano. “Isso é um absurdo! Temos que ser realistas e otimistas em relação a tudo o que vem sendo noticiado. O que precisamos é desenvolver novas habilidades técnicas”.

Inúmeros exemplos foram apresentados por Brown de como é possível ter uma convivência amigável entre homem e máquina. O executivo viveu esta experiência, quando precisou emagrecer e usou um dispositivo que o monitorava no dia a dia. Mas não foi só a tecnologia que o ajudou a perder 17 quilos. “Fui assistido o tempo todo, ainda que remotamente, por um enfermeiro. Foi muito importante ter este apoio, além da minha determinação”, lembra.

Pessoas idosas também estão se beneficiando com o uso de aparelhos que “conversam” com elas, durante uma caminhada, por exemplo. Desta forma, sendo Brown, “elas não se sentem tão solitárias, melhorando as condições física e emocional”.

Inúmeras reuniões de negócios foram marcadas pelo aplicativo do Healthcare Innovation Show, no primeiro dia do evento

Pela primeira vez, o Healthcare Innovation Show ofereceu um recurso no aplicativo para marcar reuniões de negócios entre expositores e participantes com interesses em comum. A ferramenta HIS, que pode ser baixada gratuitamente pelo Google Play ou pelo App Store, gerou muitos encontros no primeiro dia do evento na Meeting Area preparada especificamente para este fim.

Para Caroline Selau, gerente de Negócios da Bristol-Myers Squibb, a experiência foi muito positiva. “Tivemos várias interações com outros players do mercado de saúde e líderes de instituições, o que favoreceu e enriqueceu toda a experiência”, afirmou. A interface intuitiva do aplicativo foi o que mais chamou a atenção de Nactacha Chaves, analista de Marketing da Pixeon, que usou a agenda e o sistema de lembretes para não perder uma conversa que, em breve, deve render uma parceria na área de radiologia.

No caso de Juliano Côco, gerente de Mercado da 2iM – Inteligência Médica, o planejamento começou um dia antes com o estudo dos perfis dos visitantes de interesse. “Mandei mensagens dentro do próprio aplicativo e confirmei reuniões com representantes de hospitais e operadoras aqui mesmo no estande da empresa, o que também é possível fazer. Foi um primeiro contato assertivo e muito produtivo”, destacou. Esta quinta-feira é o último dia do evento – ainda há vagas na Meeting Area.

O HIS termina nesta quinta-feira (20).

HIS

O HIS – Healthcare Innovation Show é o primeiro trade show de tecnologia e inovação em um espaço de mais de 4.000 m² voltado ao mercado de saúde na América Latina. São seis arenas simultâneas onde acontecem mais de 10 congressos, cada qual especialmente organizado para oferecer conteúdo de qualidade para os diferentes cargos e funções das organizações de saúde.

O evento deverá contar este ano com números que ultrapassam 3 mil participantes, 200 palestrantes e 75 empresas expositoras, além de premiações de reconhecimento das experiências inovadoras do setor.

Além das discussões executivas e estratégicas, o HIS é ponto de encontro das maiores lideranças do setor e grandes empresas e startups apresentam o que há de mais inovador e tecnológico no mercado.

Executivos comemoram sucesso na 4ª edição do HIS

Durante dois dias, quem circulou pelo pavilhão de exposições do São Paulo Expo teve a oportunidade de se atualizar ao conhecer as empresas de referência no setor de saúde durante o Healthcare Innovation Show 2018. Além da participação institucional e da construção de relacionamentos para futuros negócios, o HIS também foi alvo de comemoração de executivos, que elogiaram o público qualificado, a excelência das palestras e iniciativas como o aplicativo do evento.

“O Healthcare Innovation Show foi uma oportunidade excelente de conexão com diversos players da cadeia de saúde, promovendo uma aproximação maior entre todos nós”, afirmou Caroline Selau, gerente de Negócios da Bristol-Myers Squibb. “Juntos, conseguimos trazer soluções para a sustentabilidade do setor, pois como líderes mundiais no segmento de imuno-oncologia,também lideramos esta tendência. O aplicativo do evento foi uma iniciativa super positiva para nós.”

Para Ivan Ferreira, gerente de inovação tecnológica e facilities do Grupo Brasanitas, a novidade do aplicativo foi positiva. “Fiquei surpreso com o resultado do aplicativo do evento, que otimizou bastante os contatos com os clientes. Conseguimos realizar duas reuniões e outras foram bem encaminhadas”, disse. “O HIS sempre foi um evento importante para o Grupo Brasanitas. Nossos clientes e prospects estão aqui e buscam novidades na área hospitalar. Apresentamos quatro inovações tecnológicas em gestão de leitos, áreas críticas, limpeza terminal/concorrentes e de ativos.”

O Sesc participou pela primeira vez do evento, diz Ana Márcia Varela, assessora de Relacionamento Institucional. “Viemos com o objetivo de estreitar o relacionamento com os empresários do setor, potenciais clientes, que ainda não conhecem os benefícios que podem ser oferecidos a seus colaboradores. Os diversos programas oferecidos pelo Sesc também priorizam a saúde integral, com atividades esportivas, lazer e cultura. Na instalação ‘Empatias Mapeadas’, obra do artista Guto Requena, o público pode sentir as vibrações dos batimentos cardíacos emitidos por som, que tem uma conexão com a proposta de inovação evento”, afirmou Ana Márcia.

Startup Lounge divulga soluções criativas

O Startup Lounge reuniu, no Healthcare Innovation Show 2018, 16 startups que oferecem soluções de tecnologia criativas para o mercado de saúde. A área foi elogiada pelos participantes, que comemoraram os contatos realizados e as oportunidades de negócio.

“Fizemos contatos excelentes e já havíamos alcançado nossa expectativa no primeiro dia”, afirmou José Soares dos Santos, gerente administrativo e financeiro da Brasil Telemedicina, empresa de interação diagnóstica de saúde online responsável por desenvolver soluções para atendimento ágil e de qualidade à distância. Entre seus produtos estão os aplicativos Laudo24hs (que já laudou mais de 5 milhões de exames), Psicologia24hs e Monitorização24hs.
Thiago Djurovic, executivo de Novos Negócios da Victory Health, também elogiou os contatos feitos. A startup lançou aplicativo de bem-estar e saúde com inúmeras funcionalidades com o objetivo de ajudar empresas a manter a equipe saudável. “Viemos com a perspectiva de divulgar nossa ferramenta, que é completa e diferenciada. Esse networking realmente aconteceu”, afirmou Djurovic.

Para Ricardo Sonati, CEO da TVDoutor, a feira é essencial para estar próximo dos maiores players do mercado e ter contato com as grandes inovações em saúde. “Este momento permite não só a troca de experiências, nos direciona a confirmar ou alterar estratégias e nos faz aprender juntos”, afirmou. A startup trabalha com comunicação e educação em healthcare, oferecendo uma plataforma de comunicação para salas de espera com programação própria. Já atua em 11 estados e mais de 50 cidades, impactando mais de um milhão de pacientes.

Transformações causadas pela tecnologia vão humanizar a saúde

A evolução tecnológica vai causar uma grande transformação na medicina daqui a no máximo 15 anos, e essas mudanças vão ajudar a humanizar a saúde. É o que prevê Fabrício Doré, VP Design da Mckinsey, que participou do painel “TED: Evolução Tecnológica e Inovação”, nesta quinta-feira (20), durante o Healthcare Innovation Show 2018.

Doré apontou três grandes tendências do setor no mundo. A primeira delas é o avanço tecnológico. “Os avanços em tecnologia médica estão causando uma mudança na percepção de healthcare, que se aproxima mais da indústria do consumo”, afirmou. “Cada vez mais há uma conexão entre o digital e o físico.”

A segunda tendência é a mudança nos pacientes, cada vez mais abertos a usar tecnologia e a participar ativamente de seu tratamento, fenômeno que atinge toda a população, inclusive a mais idosa. “Com o acesso à informação, há um maior desejo de entendermos sobre nossa saúde. As pessoas estão cada vez mais donas de sua própria saúde.”
Por fim, a transformação dos provedores de saúde é outra tendência. Para Doré, no mundo inteiro a saúde está sob uma pressão muito grande, e a tecnologia vai cada vez mais ajudar os provedores não só a reduzir custos, como também a salvar vidas.

“Acreditamos que nos próximos 5 a 15 anos vai haver uma explosão, uma transformação muito grande. O modelo deve sair dos hospitais, clínicas, e passará a ser mais focado no cliente, em uma visão mais da saúde, e não só da doença”, afirma o especialista. “O que é certo é que a saúde será mais personalizada, mais baseada em dados, e vai ser muito mais humana.”

Tecnologia não é solução, é um grande suporte ao médico

Expectativas não realistas em relação à aplicação da tecnologia no segmento de saúde não ajudam o mercado, pois por si só ela não corrige processos de gestão, apenas dá um grande suporte ao médico dentro do ambiente da organização no qual ele atua. Este posicionamento foi tomado por Gustavo Gusso, diretor médico da Amparo, durante o painel
“Qual o papel da tecnologia na decisão clínica?” do Healthcare Innovation Show 2018.

Os demais participantes Robert Nieves, VP of Health Informatics da Elsevier, Vitor Muniz, General Manager da Abbott
Diagnostics Division – Brazil, e Marcos Cunho, superintendente executivo de Negócios da AC Camargo, além da moderadora Mariana Perroni, Medical Leader da IBM, prontamente concordaram. “Desde 2010, a literatura médica dobra a cada dois anos! E um paciente oncológico pode gerar 1 terabyte de dados num único dia. Só trabalho duro e boas intenções não garantem mais um atendimento de excelência na tomada de decisão – aí que entra o apoio tecnológico”, afirmou ela.

Robert Nieves complementou destacando que a ferramenta diagnóstica mais importante é o histórico do paciente. “Estudos demonstram que as pessoas são interrompidas a cada 18 segundos quando explicam seus sintomas ao médico, o que faz com que percam informações importantes. A tecnologia precisa apoiar um histórico vivo do paciente, que deve continuar expandindo a cada visita para aumentar as chances de diagnóstico assertivo mais rápido”.
Outros tópicos discutidos pelo grupo em relação ao papel da tecnologia no suporte clínico foram a possibilidade de personalizar mais o atendimento de acordo com dados registrados no sistema, trazer à luz intervenções menos comuns do que as do dia a dia e facilitar o acesso a predições diagnósticas em poucos cliques, entre outros.

Sistema para monitorar pacientes reduz risco à saúde

Diante do ritmo acelerado que muitas pessoas têm, seja no trabalho ou em casa, ter tempo para ir ao médico tem se tornado uma “missão” quase impossível. Isso tem impacto direto no aumento de casos de infarto, AVC e até câncer que poderiam ser evitados com o diagnóstico preventivo. Pensando nisso, o Grupo Santa Celina criou o programa Gestão Saúde 360º, um modelo de gestão que organiza, integra e coordena os cuidados e serviços de saúde nas empresas.
O programa foi tema do painel “Gestão Saúde 360º – pessoas cuidando de pessoas”, apresentado por Rogério Silicani Ribeiro, superintendente médico técnico, e Ana Elisa Siqueira, sócia presidente, do Grupo Santa Celina, no último dia do HIS. “Por meio da nossa Rede Cuidar, composta por uma equipe multidisciplinar entre médicos, nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas, as pessoas são rastreadas, conforme o seu perfil de risco”, explicou Ribeiro.

A partir do compartilhamento do prontuário eletrônico com a equipe médica, é possível ter acesso ao histórico do paciente e da continuidade do tratamento. “Assim, temos condições de monitorá-lo”, afirma Ribeiro. Na prática, a pessoa recebe uma ligação de um consultor do Grupo Santa Celina, que irá orientá-lo sobre os exames necessários. Outra facilidade do sistema é geolocalização das clínicas mais próximas, reduzindo bastante o tempo para agendar a consulta.

Mais informações para imprensa:
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Teresa Silva – 11-3030-9463
Marcos Coelho – 11-3030-9403
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Boom dos smartphones levou grupo de médicos a empreender em aplicativos de saúde

Em 2012, quando o Brasil vivia o boom dos smartphones, o médico Bruno Lagoeiro e dois colegas começaram a desenvolver um aplicativo para monitoramento acadêmico. Oitenta alunos foram avisados da novidade e, um mês depois, mil downloads haviam sido feitos.

“Percebemos, então, a grande oportunidade que havia ali, com cada vez mais pessoas tendo acesso a smartphones e sempre ávidas por informações”, destacou ele, hoje CEO da PEBMED, durante a palestra “De médico a CEO – como eu fugi da manada para impactar a tomada de decisão médica” do Healthcare Innovation Show 2018.
Programando nas horas vagas e depois de desenvolver vários aplicativos de saúde, em 2015 Lagoeiro e os sócios criaram o White Book, ferramenta de apoio médico que já tem mais de 300 mil profissionais e estudantes cadastrados.

“Alcançamos até mesmo regiões distantes e com acesso precário à Internet, pois o aplicativo funciona offline”.
O conteúdo do White Book é produzido por especialistas que se baseiam em livros de referência e nos principais guidelines. Tem mais de 5 mil tópicos atualizados mensalmente sobre modelos de prescrição, doenças, medicamentos e manejo clínico nas mais diversas áreas, como clínica médica, pediatria, cirurgia, ginecologia e obstetrícia.

As startups e seus potenciais diagnósticos para o segmento de saúde brasileiro também foram apresentadas de outras maneiras no Healthcare Innovation Show, inclusive com um Startup Lounge do qual participaram pelo hub de inovação Cubo, apoiado pela Dasa, a Guiando, N.E.O, Kludo by Talent Matching, Docway, Cuco Health e Cerensa. Além da Victory – Excelência em Gestão de Saúde, Brasil Telemedicina, KDCARE, Solvis, TV Doutor, GesSaúde – Consultoria e Gestão, Rocket Studio, O-trek e Doc Line.

Organizações de saúde estão investindo mais em aplicativos no Brasil

Seguindo o exemplo de sucesso dos aplicativos de transporte, organizações de saúde brasileiras estão investindo mais em aplicativos em um movimento ainda inicial. Não como um serviço de retorno imediato, mas como uma ferramenta para ajudar as pessoas a se manterem saudáveis, seja influenciando mudança de hábitos, engajando-as nos tratamentos médicos ou incluindo o paciente no processo de decisão relacionado a seu diagnóstico.

“Temos um aplicativo que monitora o nível de estresse, sono e quantidade de exercício de centenas de milhares de pacientes para retroalimentá-los com dicas para que se tornem mais saudáveis. Com o tempo, aos poucos, eles percebem e valorizam este benefício. Mas ainda há um longo caminho à frente”, afirmou Cristiano Barbieri, CIO da Sulamérica, em painel do Healthcare Innovation Show 2018.
Moderado por Lasse Koivisto, CEO da Prontmed, também participaram do painel com o tema IoT e analytics na rotina de operação de saúde Ailton Bomfim Brandão Júnior, diretor de TI do Hospital Sírio Libanês; Marcio Aguiar, LATAM Enterprise Sales Manager da NVIDIA; e Flávio Amaro, sócio fundador da 37.78.

Brandão Júnior comentou como dados fazem parte do dia a dia de qualquer atividade complexa e que saúde, mais cedo ou mais tarde, também seria incluída. “Hoje, com poucos cliques, podemos gerar dados e organizá-los de forma que médicos e estatísticos possam buscar insights aprofundados sobre o paciente, exames e tratamento”.
Quanto aos aplicativos, segundo o executivo, precisam ser leves, amigáveis e terem uma interface bonita para serem aceitos. “Nos próximos anos, devemos poder oferecer funções mais avançadas, como antecipação parcial da consulta com fotos e formulários online, além de sugestão de nutricionista ou preparador físico, por exemplo”, desta