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Pele eletrônica que sente e se cura sozinha

Cientistas da Universidade do Colorado desenvolveram uma pele eletrônica maleável, auto-curável e totalmente reciclável. A e-skin, como é chamada, é feita de um material fino e translúcido que pode imitar a função e as propriedades mecânicas da pele humana através de sensores que detectam temperatura, pressão, umidade e fluxo de ar. Este novo material foi desenvolvido visando aplicações desde áreas médicas a eletrônicos do dia a dia.

Os responsáveis foram professores dos departamentos de Engenharia Mecânica, Química, Bioquímica e Materiais da universidade. A tecnologia tem várias propriedades únicas, como a poliimina, um novo polímero que é atado com nanopartículas de prata para aumentar a sua resistência mecânica, estabilidade química e condutividade elétrica.

Segundo os pesquisadores, se a e-skin for rompida, existe um mecanismo de regeneração por meio de ligações químicas dos componentes presentes nos dois lados da fenda. Desta forma, a matriz é restaurada e a película volta a ser como era antes. Em casos mais graves, a pele pode ser mergulhada uma solução de reciclagem e o material se dissolverá em componentes menores, assim estes podem ser reutilizados para criar novas e-skin.

“O que é único aqui é que a ligação química da poliimina que usamos permite que a e-pele seja autocura e totalmente reciclável a temperatura ambiente”, disse Jianliang Xiao, professor adjunto da Universidade do Colorado. ”Dado os milhões de toneladas de resíduos eletrônicos gerados em todo o mundo a cada ano, a reciclabilidade da nossa e-skin tem um bom sentido econômico e ambiental.”

Um dia, essa pele eletrônica poderá ser usada em próteses, robôs ou equipamentos com superfícies inteligentes, já que é facilmente adaptável a superfícies curvas sem apresentar tensões excessivas. Isso poderia tornar qualquer dispositivo mais realista e funcional.

Por exemplo, se o e-skin estiver envolvido em torno de uma mão protética, seria possível sentir pressão ao segurar uma xícara de vidro. Saber a quantidade de pressão que a mão mecânica está aplicando pode impedir que o usuário esmague acidentalmente a xícara, explicou Xiao.

Voltando às inúmeras possibilidades, a e-skin pode, eventualmente, substituir a cobertura de dispositivos e equipamentos eletrônicos, proporcionando superfícies que são mais agradáveis ao toque e que permitam a interação com o usuário. Imagine o seu smartphone dizendo: “Ei, isso faz cócegas”. As possibilidades são fascinantes e, em alguns casos, um pouco assustadoras.

De qualquer forma, as aplicações são promissoras e a possibilidade de reciclagem é um bônus para a animação dos criadores. Como toda nova descoberta, ainda é preciso muito estudo para a comercialização, mas já é um passo em direção a essa tecnologia.

John Hopkins revela novo método computacional para oncologia de precisão

Os hospitais poderiam usar a técnica matemática para facilitar o tratamento personalizado de pacientes.

Um dos dilemas enfrentados pelos provedores com a medicina de precisão é que, apesar de todos os avanços da pesquisa genômica, ainda pode ser difícil traduzi-la para a prática clínica do dia a dia: os médicos nem sempre sabem como transformar dados genéticos em tratamentos apropriados.

Um dos principais desafios para eles é que cada forma primária de câncer, como mama ou próstata, pode ter múltiplos subtipos, e cada um deles responde de maneira diferente a um determinado tratamento.

Nesta semana, pesquisadores da John Hopkins anunciaram, o que dizem ser, uma nova estratégia computacional para ajudar a traduzir dados complexos de medicina de precisão em um formato mais simplificado, que foca na variação das assinaturas moleculares de células cancerígenas entre pacientes

“Uma das coisas que as pessoas desta área notaram nos últimos 10 anos – e, de fato, tem sido surpreendente – é a quantidade de heterogeneidade existente entre dois pacientes com o mesmo subtipo de câncer”, disse Donald Geman, professor no Departamento de Matemática Aplicada e Estatística da Johns Hopkins, em um comunicado anunciando os resultados.

“Isso quer dizer que em dois pacientes que foram diagnosticados com melanoma, as lesões da pele podem parecer muito semelhantes ao olho nu, mas as células cancerosas podem ser muito diferentes no nível molecular. Eles podem ter diferentes formas de desregulação, incluindo diferentes variantes genéticas e expressão gênica.”

Por isso, entregar o máximo de dados sobre a composição genética da lesão, proporciona aos médicos informações fundamentais para determinar o melhor tratamento aos seus pacientes, e ainda, auxilia na definição de um perfil molecular particular para cada um deles.

Geman diz que o resultado obtido, mostra de forma simples anormalidades em parâmetros chave, como por exemplo a indicação de colesterol alto em um exame de sangue anual. Segundo os pesquisadores, o desenvolvimento simplifica imensamente os estados moleculares convertendo-os em rótulos binários que basicamente mostram se a medição de um paciente está dentro ou fora de níveis saudáveis.

De forma geral, há um grande futuro na utilização de matemática para simplificar dados médicos e possibilitar a integração nos cuidados de rotina. “O objetivo é levar problemas de classificação de interesse clínico genuíno e produzir um algoritmo que seja preciso, interpretável e faça sentido biologicamente”, disse ele.

CLÍNICAS APPLE: o que esperar delas?

Todo mundo sabe que a Apple gosta de cultivar seu mundo à parte. Seus gadgets, aplicativos e sistemas operacionais são feitos uns para os outros e quem gosta desse modelo vira fã. É um barato (mas nem sempre é barato).

O fato é que agora eles decidiram acrescentar a esse ecossistema exclusivo uma novidade que deve ter feito o próprio Steve Jobs se surpreender!

Muito pouco se sabe até aqui, nada é oficializado, mas já é certo que a Apple será a primeira empresa de tech a invadir o campo real da assistência através de uma rede própria de clínicas médicas.

Talvez o anúncio oficial venha em breve, em grande estilo, como ela sempre faz para seus produtos. Mas o empreendimento já tem nome, e se chamará AC Welness.

Num primeiro momento serão duas clínicas focadas nos próprios funcionários e dependentes da empresa. E pelo que já é possível descobrir em sites como LinkedIn e Glassdoor, os primeiros profissionais de saúde estão sendo recrutados na Universidade de Standford, na California.

Apesar da proximidade com a declaração da Amazon sobre sua empreitada conjunta com JPMorgan e Berkshire, tudo indica que a coincidência termina por aí.

No caso da Apple não se tratará de uma joint venture – afinal exclusividade é com eles mesmos. Além disso, no caso da Amazon, nada aponta para uma rede de clínicas próprias (já falaram até de rede de drogarias, mas por enquanto tudo online).

Já no caso da Apple isso é tão certo que há poucos meses já se escutavam conversas de bastidores no Vale sobre a possível aquisição pela empresa de uma startup chamada Crossover Health que atualmente presta serviços de on-site clinic para seus funcionários. Novamente ninguém se manifestou oficialmente.

O fato é que esse projeto, que bem poderia ser encarado como uma auto-gestão, levantou as atenções de muita gente nos EUA para um possível piloto que englobaria, além das clínicas presenciais, toda a plataforma de saúde da empresa visando um roll out futuro para atingir em cheio o mercado privado americano.

Afinal de contas, o próprio CEO Tim Cook andou falando recentemente que os planos para o Setor são muitos e bem guardados. Ou seja, a aposta em Saúde irá muito além de iniciativas já anunciadas como o Researck Kit, que visa acelerar o recrutamento de pacientes para ensaios clínicos, e o Health Kit, que visa facilitar o compartilhamento de informações entre desenvolvedores.

Apesar de todo o mistério, o que se pode imaginar é que um objetivo do novo negócio será, de imediato, realizar uma redução nos custos assistenciais de seus próprios funcionários e dependentes, a partir do uso da inteligência de dados, conectividade, engajamento e tudo o mais – sempre aliados à uma rede de atenção primária que faria o papel de Gatekeeper.

Se der certo, parece que será uma questão de tempo para a experiência ser levada para fora dos limites da empresa. Vamos acompanhar e aviso aqui na coluna sobre os novos desdobramentos.

18 reflexões sobre o papel do CIO na Saúde

Que a tecnologia substitui cada vez mais processos manuais e tarefas repetitivas já sabemos, inclusive discutimos isso no SBF18. Mas quem são as pessoas envolvidas nesses processos? Com certeza o CIO deve ser uma delas e a percepção de sua importância estratégica é crescente.

A era em que o CIO era visto como um personagem técnico está acabando. Hoje falamos de transformação digital na saúde e o CIO assume um papel cada vez mais relevante, com a missão de encontrar oportunidades de melhorias na assistência e no negócio.

Estar em contato com outros líderes do setor é uma experiência enriquecedora, que proporciona uma reflexão importante: ser um CIO é desafiador. À medida que o tempo passa cada vez mais é esperado que ele realizemos mais com menos recursos.

A participação em eventos proporciona uma oportunidade sem igual de manter-se na vanguarda da inovação, entendendo o que há de mais recente em soluções tecnológicas e tendências, dividindo experiências com outros CIOs e fornecedores.

A troca de ideias, impressões e conhecimentos em eventos como o HIS e a HIMSS me levou a criar a lista abaixo com 18 reflexões sobre esse nosso novo papel:

  1. Sim CIO, o burnout médico também é seu problema, ajude na solução.
  2. Se Inteligência Artificial não está nos seus planos, inclua.
  3. Engajamento dos pacientes: você tem pensado seriamente sobre isso quando define sua arquitetura de sistemas?
  4. Experiência dos pacientes: local onde a TI pode fazer a diferença e mostrar a que veio.
  5. Inovação é uma questão de sobrevivência. Sem pesquisa não há inovação. Sem inovação, não há pesquisa.
  6. Data Analytics: revisitar sua estratégia é mandatório, seu plano pode estar errado.
  7. Cybersegurança tirará seu sono para sempre!
  8. Análises preditivas salvam vidas, seus dados contém tesouros.
  9. Interoperabilidade continua sendo encarada como um problema, já está na hora de você adotar padrões e facilitar para o ecossistema.
  10. Soluções criativas resolvem a maioria dos problemas.
  11. Blockchain: imaturo mas promissor.
  12. “Contrate” robôs e facilite a vida das áreas de negócios.
  13. Sim, EMRAM é um modelo que vai poupar esforços e garantir boas práticas.
  14. Transformação Digital, você está atrasado!
  15. Fornecedores, divida seus problemas e suas estratégias com eles, transforme-os em verdadeiros parceiros.
  16. Trocar experiências te provê conhecimento e insights.
  17. Sim, o paciente deve ser o centro!
  18. Participar de eventos com foco em saúde como o HIS e HIMSS, por exemplo,  é um privilégio.

Confirmei minha presença como palestrante no HIS – Healthcare Innovation Show 2018 e espero poder encontrar você por lá!

Healthcare Innovation Show conecta todos os segmentos do mercado de Saúde e Medicina com o uso de novas ferramentas de TI

Além de exposição de 75 empresas, o evento também recebeu nos dias 25 e 26 de outubro quatro arenas simultâneas onde aconteceram mais de 10 congressos com mais de 150  palestrantes.

Um dos maiores eventos para a área de Saúde e Medicina na América Latina, o HIS Healthcare Innovation Show 2017 abre espaço para as empresas apresentarem as soluções na gestão médica, atendimento e diagnósticos ao nível mais elevado da tecnologia e que tragam bem-estar para os pacientes. O HIS aconteceu entre os dias 25 e 26 de outubro no São Paulo Expo, e recebeu um público altamente qualificado entre executivos de empresas de saúde, gestores hospitalares, médicos, pesquisadores e demais profissionais da área.

 Entre as novas interfaces e modelos de atuação para os profissionais que serão apresentadas aos visitantes do trade show, estão orientações médicas e psicológicas à distância, serviço de telemedicina que realiza exames laboratoriais, plataformas de bem-estar web para redução de custos nas empresas, alternativas para melhorar a eficiência nos estacionamentos e soluções integradas de gestão para fluxo de medicamentos, entre outras novidades.

Conheça alguns dos serviços e inovações em produtos que foram apresentados ao público:

Acompanhando a modernidade e o ambiente online, a Brasil Telemedicina aposta em orientação de saúde à distância. Laudo 24hs, Médico 24hs, Psicologia 24hs e Monitorização 24hs são plataformas desenvolvidas pela empresa, que proporcionam assistência de forma rápida e descomplicada. Disponíveis também em forma de aplicativo para celulares e tablets, a tecnologia garante, ainda, melhor administração de tempo, pela flexibilidade de horário, disponibilização de profissionais em todo o território nacional e, já que o atendimento é pela internet, a facilidade em realizá-lo seja onde o paciente estiver.

A Hi Technologies apresenta ao setor de saúde o Hilab, primeiro serviço de telemedicina que realiza exames laboratoriais, como: HIV, vírus Zika, Chikunguya, dengue, hepatite, teste de gravidez, colesterol total, HDL, hemoglobina glicada, vitamina D, glicemia, dentre outros em apenas alguns minutos. O serviço Hilab, desenvolvido com tecnologias Microsoft e Intel, revoluciona o mercado ao introduzir uma nova categoria em análises clínicas que associa internet das coisas e inteligência artificial para acelerar o diagnóstico médico, tornando-o mais rápido que os métodos tradicionais. O dispositivo cabe na palma da mão e é solução também para os pacientes que tem medo de agulha. Isso porque o sangue é coletado da ponta do dedo, fazendo com que o processo seja menos invasivo.

A Philips, líder global em tecnologia da saúde, leva para o Healthcare Innovation Show a plataforma de visualização IntelliSpace Portal 9.0, um conjunto completo de ferramentas para suporte a decisões clínicas, multimodalidades e multifornecedores, e de TI que proporcionam maior excelência clínica e até mesmo redução de custos para área de radiologia. Seu novo recurso de machine learning faz com que a ferramenta aprenda automaticamente, a partir da última utilização da aplicação, antecipando a série e o tipo de dados em que o processamento prévio deve ser aplicado. Além disso, o público poderá conhecer de perto algumas das novidades relacionadas ao software de gestão em saúde Tasy, como a nova ferramenta de Gestão de Planos Terapêuticos (GPT), que permite a conferência da prescrição em menos tempo por enfermeiros e farmacêuticos, e de Prescrição Eletrônica do Tasy em HTML5, capaz de manter a solicitação até segunda ordem sem a necessidade de cópia diária, tornando o processo muito mais ágil.

A PwC Brasil debateu durante o Healthcare Innovation Show (HIS) 2017 desafios e soluções para sustentabilidade econômica e segurança da informação do setor de saúde no Brasil e no mundo. As análises ocorrem em três painéis: “A jornada financeira da proposição de valor em saúde”, “Estruturação de custos e o futuro dos modelos de pagamento” e “Segurança e privacidade de dados: quem tem medo de ransomware”. Além dos painéis, a PwC Brasil leva para o evento o Health Dynamo, solução digital de gestão de processos de serviços de saúde e localização em tempo real de pessoas e ativos com foco no desafio da eficiência operacional. A Firma também apresentará soluções em cyber security para adoção de novos modelos digitais de atendimento, mantendo o desempenho e eficiência, sem deixar de lado o sigilo de dados.

A Shift, especialista em tecnologia da informação para medicina diagnóstica e preventiva, participa pela primeira vez do evento. Com 25 anos de história, a empresa apresenta ao mercado as melhores e mais modernas soluções para o aumento da produtividade e do aprimoramento de gestão na área da saúde. Durante o encontro, será realizada ainda a entrega da premiação do Great Place to Work 2016, em que a Shift foi contemplada no segmento de “Saúde”.

A UniHealth é reconhecida por sua experiência em soluções integradas de gestão do fluxo de medicamentos e insumos médicos. Com mais de 13 anos de história na logística intra-hospitalar, faz uso de tecnologias como a robotização e automatização de processos. Entre as novidades que a empresa apresenta no HIS estão o software UnilogWF, o robô Pharma Picking, capaz de separar 350 prescrições por hora, e a UniBox, máquina de dispensário automático de medicamentos e insumos médicos.

Outro destaque é a NDVIDA, plataforma de bem-estar web para aumento da produtividade e redução de custos com suporte à saúde nas corporações. O sistema SMART tem objetivos específicos, definidos na avaliação individual e um plano de ação detalhado, com metas atingíveis para cada colaborador. A empresa faz a gestão total do processo junto ao setor de recursos humanos, dispensando recurso adicional para operar a plataforma.

A Icone Medical Group, companhia especializada em equipamentos eletromédicos com tecnologia Laser de Diodo e Laser de CO2 Fracionado, dedicados ao tratamento de alterações dermatológicas e aplicações estéticas, apresenta no HIS o Sistema de Aquecimento de Fluídos (SAF), uma tecnologia inovadora concebida a partir de uma década de pesquisas e desenvolvimento meticuloso, visando a prevenção da hipotermia e melhor controle da homeostase do paciente no pré, intra e pós-operatório.

Tecnologias para estacionamentos também estarão sendo expostas no HIS. A Pare Bem tem como missão estabelecer um novo padrão de eficiência no segmento e apresenta soluções inteligentes para a gestão de estacionamentos em hopitais. Entre os destaques que podem ser conferidos no estande da empresa estão o controle da operação em tempo real e as tecnologias desenvolvidas para o setor e processos de automação do estacionamento.

O HIS 2017 é ainda constituído por três grandes eixos de atividades especiais: o Startup Lounge, com a exposição de serviços tecnológicos; o hackathon hack4health, maratona de desenvolvimento em busca de soluções para problemas da saúde e de gestão; e os prêmios Referência da Saúde/2017Top Hospitalar/2017 e Great Place to Work.

 

Contato para imprensa (HIS 2017):

2PRÓ Comunicação 

e-mail equipe: his17@2pro.com.br

Teresa Silva – (11) 3030-9463

Luciano Somenzari (11) 3030-9435

Myrian Vallone – (11) 3030-9404

Paula Giffoni – (11) 3030-9402

www.2pro.com.br


 

2017: O ano de progresso em TI na área de Saúde

A ciber segurança, análise de dados e saúde populacional tem a atenção e o dinheiro das organizações de saúde; que também estão começando a investir em análise prescritiva e inteligência artificial.

A necessidade por maior proteção da segurança cibernética está afundando. O desejo por entender melhor a montanha de dados inexplorados está em ascensão. E a necessidade de começar a melhorar a saúde, não apenas do paciente mas de populações inteiras, está sendo levada a sério.

Estas são algumas conclusões da pesquisa “2017: The Ahead in Health IT” (em livre tradução, “2017: O ano de progresso em TI na área de Saúde”), feita com organizações de saúde pela Healthcare IT News; no qual foram entrevistados 95 executivos de saúde, em outubro de 2016.

Quando questionados sobre quais tecnologias planejam desenvolver em 2017, 52% responderam segurança, 51% métodos analíticos, 44% engajamento do paciente, 44% saúde populacional, 31% PEPs (Prontuário Eletrônico do Paciente), 24% monitoramento remoto do paciente e 22% disseram que vão investir na gestão do ciclo de receita.

 

 

Joe Fisne, Diretor Associado de Informação do Geisinger Health System, observou que esta programação faz sentido.

“A segurança foi considerada a número 1 certamente porque é das coisas mais críticas na área de saúde hoje”, explicou Fisne. “Vivemos em uma era dominada pela tecnologia e, no campo médico, a segurança é um dos pontos frágeis. Por isso a necessidade de investimento nessa área. O monitoramento analítico também é fundamental. Estamos investindo em algumas plataformas de Big Data para obter mais informações e apresentar tendências, práticas e padrões de cuidados médicos. Bem como padrões de doenças ao longo do caminho. E isto caminha de mãos dadas com a saúde populacional”.

 

Telemedicina, PEPs e medicina de precisão

2017 também verá a chegada de muitas tecnologias nas organizações de saúde. Aos entrevistados foi perguntado sobre quais ferramentas eles planejam introduzir ou estudar em 2017. Cerca de 45% disseram dados analíticos, 45% melhora do fluxo de trabalho, 44% telemedicina, 41% saúde populacional, 41% serviços médicos inteligentes, 34% monitoramento remoto dos pacientes e 21% medicina de precisão.

“O que se destaca aqui é a crescente importância da telemedicina como uma forma diferente de acesso, bem como uma maneira alternativa de se conectar com os consumidores”, ressaltou Brian Kalis, Diretor Geral de Práticas de saúde da empresa de consultoria Accenture. “Perceber a telemedicina com maior importância pode ajudar a enfrentar os desafios da produtividade do trabalho no campo da saúde”.

De acordo com Kalis, mesmo obtendo apenas 21% dos resultados da pesquisa, o setor correspondente a medicina de precisão também é bastante promissor.

“Isso representa o que podemos ver se destacar em 2017; foco em medicina de precisão e os investimentos iniciais no uso de medicamentos de precisão para melhorar a saúde. Esta é uma tendência inicial” ele destacou. “Os entrevistados também responderam alta prioridade de investimento em dispositivos médicos inteligentes. Ouvimos falar de uma série de sistemas que analisam novas estratégias para utilizar os dados de saúde gerados pelo paciente a fim de melhorar, amplamente, os cuidados com a saúde”.

2017 não será diferente para as organizações de saúde, se comparado aos anos anteriores, no que se refere ao trabalho com Prontuário Eletrônico do Paciente. Quando questionados sobre quais tipos de projetos de PEP estão ou serão desenvolvidos em suas empresas neste ano; 60% dos entrevistados responderam melhoramento da interoperabilidade, 55% destacaram o fluxo de trabalho, 47% melhorar a usabilidade, 37% desejam adicionar ferramentas de saúde populacional ao PEP, 28% pretendem migrar para as nuvens, 24% melhorar a performance e atualizar o sistema de PEP e 21% substituir o PEP em um ou mais sites.

Esse comportamento faz parte de uma evolução natural baseado no campo de saúde de hoje, explica John Halamka, médico e CIO do Beth Israel Deaconess System e Professor de Medicina da Universidade de Harvard.

“Quando você olha para a qualidade e para os programas de pagamento como o MISP e o MACRA, de repente você visualiza um alinhamento de incentivos onde o médico é remunerado pelo bem estar e qualidade do atendimento em oposição a quantidade”, Halamka pondera. “A menos que você esteja coletando dados sobre o paciente em toda a população, é realmente difícil controlar as despesas, elevar a qualidade e melhorar o fluxo de trabalho. OS PEPs foram colocados, basicamente, como um sistema inútil de comunicação de dados sem ênfase na troca e no fluxo de trabalho. Mas por causa da reforma nos programas de remuneração, nós temos incentivos para colaborar com a troca de dados. As novidades estão borbulhando até o topo”,  ele reflete.

Um dos aspectos das PEPs que muitas organizações continuam trabalhando é o engajamento dos prestadores de serviços. Um dos tópicos da pesquisa gira em torno das ações que serão realizadas em 2017 para que mais médicos e enfermeiros adotem completamente a tecnologia de PEP e 60% respondeu que vai integrar os prontuários eletrônicos do paciente com outras tecnologias que, por exemplo, elevem a saúde da população ou conduza a melhores práticas; 47% disse que pretende melhorar a interface do sistema PEP, 40% pretende mostrar claramente como os PEPs podem ajudar as organizações no gerenciamento dos seus negócios de forma rentável e 38% disse que vai mostrar como a tecnologia traz reduções significativas do tempo gasto em tarefas fora da interação direta com o paciente.

 

Saúde populacional

O estudo “2017: The year Ahead in Health IT” descobriu que o tópico saúde populacional é considerado como alta prioridade para a maioria das organizações de saúde. Quando questionados sobre os planos das companhias para implementar um sistema de saúde populacional em 2017, 20% dos executivos responderam que sim, eles estão planejando desenvolver novos sistema; 42% disseram que vão adicionar ferramentas aos sistemas existentes; 9% disseram que não, eles encerraram seus programas de saúde populacional e 29% dos entrevistados informaram que a saúde populacional não está em seus planos para 2017.

As organizações de saúde que trabalham com tecnologias de saúde populacional anteciparam que a inovação ajudariam seus negócios de várias formas. 58% dos entrevistados afirmaram que a tecnologia vai possibilitar uma melhor experiência do paciente, 54% disseram que vai aumentar a eficiência na forma como as organizações poderão oferecer seus serviços, 51% acreditam que os custos serão reduzidos, 44% pensam que poderão melhorar a saúde de indivíduos e, portanto, de toda a população e 41% afirmou que a ferramenta será capaz de permitir uma melhor experiência para o fornecedor.

“Existem muitos precursores que possuem sistemas de saúde populacional e para eles o importante agora é melhorar o sistema e otimizá-los e integrá-los com outras estruturas. Por isso o foco crescente em adicionar os sistemas já existentes na pesquisa”, destacou Kalis da Accenture. “Para as organizações que estão lançando um novo sistema de saúde populacional, essas são consideradas organizações que estão ficando para trás em relação a outras para obter suas primeiras implementações e assim aumentar  a adoção geral do mercado”.

 

Segurança Cibernética

Uma das mais importantes questões de segurança cibernética, os aplicativos de segurança e a segurança de rede, estão no topo da lista de prioridades para 2017, de acordo com a pesquisa. No gráfico abaixo, foram classificadas as questões de segurança enfrentadas pelas organizações em 2017:

Interoperabilidade

Assim como a segurança cibernética, a interoperabilidade é um assunto importante para as organizações de saúde. De acordo com a pesquisa, os projetos de interoperabilidade em que as companhias de saúde se debruçarão em 2017, isso inclui a conexão com bancos de dados externos, como trocas de informações de saúde (65%); conectar aplicativos dentro das organizações (58%); e acrescentar conexões de dispositivos médicos a sistemas existentes (37%).

Quando questionados sobre o principal fator que inibe uma maior interoperabilidade, 40% responderam a falta de padrões industriais, 27% dificuldade na busca por fornecedores de PEP, 18% informaram problemas com uma cultura de acúmulo de dados, 12% insegurança financeira e 3% outras questões. Segundo Halamka do Beth Israel Deaconess System, essas outras questões, que podem ser profundas, incluem fazer um sólido argumento comercial de interoperabilidade.

“Eu nunca vi bloqueio de informações quando há uma combinação de um negócio para compartilhar informações e pessoal técnico competente”, ressalta Halamka. E acrescenta: “Eu apenas vejo isso acontecer quando existe uma falta de alinhamento no compartilhamento de dados. Os padrões de dados e os PEPs que temos hoje já são suficientes. O uso significativo nos deu os padrões e a construção da interoperabilidade. Isto é apenas uma motivação para avançar”.

 

Análise de dados

Um dos maiores setores de investimento em TI de saúde parece ser a análise de dados. Os entrevistados foram inquiridos sobre seus planos para a área, em 2017, e 24% das organizações de saúde disseram que eles estão planejando lançar um novo sistema de análises, 59% está adicionando ferramentas aos sistemas analíticos já existentes e apenas 8% completaram sua implementação. Mais de 9% não tem análise de dados nos seus planos para 2017, de acordo com a pesquisa da Healthcare IT News.

Das organizações que já trabalham com análise de dados, 76% espera que a tecnologia ajude a melhorar a qualidade da saúde, 67% acredita que ajudará a melhorar as formas de atendimento, 62% tem a intenção de contribuir com a redução das despesas, 52 % espera que ajude a gerenciar com sucesso a mudança do atendimento em pagamento por serviço (fee-for-service) pelo pagamento apoiado na performance (fee-for-value), 30 % espera que ajude a otimizar o tempo que os prestadores de serviços destinam aos pacientes e 1% dos entrevistados não usam análises de dados, segundo a pesquisa.

“A tendência que surge a partir de muitas dessas tecnologias, incluindo análise de saúde populacional, é o que as organizações maiores têm posto em prática na primeira onda de soluções. isso já vem acontecendo. Agora essas organizações estão otimizando os seus investimentos e se voltando para maximizar o valor da base já implantada”, explicou Kalis da Accenture.

De olho no futuro, as organizações de saúde possuem uma variedade de tecnologias emergente em incubação. No que diz respeito, ao investimento destas ferramentas emergentes, 63% das organizações disseram que planejam se debruçar sobre análise prescritiva, 34% inteligência artificial, 21% ferramenta genômicas, 21% aprendizado automáticos, 19% computação cognitiva e 6% Blockchain (estrutura de dados que garante a segurança das operações realizadas por criptomoedas).

Além disso, ainda foi questionado quais tecnologias emergentes as organizações consideram mais promissoras. 26% acredita ser a análise prescritiva, 22% ferramentas genômicas, 18% inteligência artificial, 13% aprendizado automáticos, 10% computação cognitiva e 4% blockchain.

“A análise prescritiva está relacionada ao dinheiro, que possui laços com a inteligência artificial e aprendizagem mecânica; coisas que fazemos para analisar o volume de informações que coletamos. “Os dados nos dão uma série de padrões e informações e ao observá-los você encontra maneiras de melhorar o atendimento aos paciente”, comentou Fisne do Geisinger Health System.

Kalis, da Accenture, concorda que a análise prescritiva é um grande passo para as organizações de saúde e acrescenta: “Os sistemas de saúde tem investido em alguns dos principais blocos de base da análise. Tecnologias emergentes, como a análise prescritiva, serão o próximo passo para coletar informações e ativos funcionais”, argumentou Kalis. “Outro ponto interessante desta lista é o fato do blockchain estar sempre no radar de alguns CIOs; isto quer dizer que existe um interesse de exploração, para entender onde as plataformas de blockchain podem ser aplicadas e quais as implicações podem surgir a longo prazo”, finaliza.


Fonte: HealthcareITNews // Autor(a): Bill Siwicki // Tradução: Camila Marinho

Ex VP do Twitter assume papel chave em empresa unicórnio

A antiga Vice-Presidente de engenharia do Twitter expôs seu novo papel em unicórnio tecnológico*, que inclui trabalhar diretamente com fornecedores, farmacêuticos, pacientes e compradores para melhorar o atendimento de saúde.

Mês passado, a plataforma Outcome Health anunciou a contratação de Nandini Ramani, ex-Vice-Presidente de engenharia do Twitter, para a posição de Diretora de Engenharia. Nandini tem como responsabilidade fortalecer o atual modelo de tecnologia da empresa e expandir seu alcance.

Fundada, em 2006, por Shradha Agarwal e Rishi Shah, a Outcome Health é uma das poucas startups de TI vista como uma empresa unicórnio*, com uma avaliação em 5.6 bilhões de dólares. A missão da empresa é colocar grandes tablets estilo iPads ou telas sensíveis ao toque em salas de espera e clínicas médicas, a fim de orientar os pacientes em necessidades específicas.

Até agora, a Outcome Health instalou as telas em cerca de 40 mil consultórios – o que corresponde a 20% de todos os escritórios médicos dos EUA. A companhia está em rápida expansão e a contratação de Ramani buscará o caminho do sucesso e a constante evolução, tendo como foco o paciente. “Minha visão está alinhada com a companhia: “Como forneceremos melhores resultados para todo o fluxo de trabalho? Nós precisamos fortalecer e construir uma plataforma especializada que atendam essas necessidades”, pondera.

“Acima de tudo precisamos ser extremamente direcionados para o paciente”

“Acima de tudo precisamos ser extremamente direcionados para o paciente”, ela continua. “Para fazer isso, devemos nos colocar no encalço deles. Não se trata de ‘provocar’ os engenheiros, mas dizer para os médicos: Fiquem aí e entendam as necessidades dos seus pacientes, diariamente”.

Dessa forma, Ramani e seu time terão uma visão customizada das questões que a Outcome Health está tentando resolver. Ela trabalhará com compradores, farmacêuticos, pacientes e médicos para entender o que eles enfrentam e a partir dessas informações, trabalhar com sua equipe a fim de pensar criativamente e solucionar os problemas dos clientes.

Tanto o Twitter quanto o Outcome Health possuem missões correspondentes: Conectar pessoas e dar a todos uma voz. Ramani planeja usar a experiência adquirida no Twitter – um site que posta 5 mil tweets por segundo – para melhorar a plataforma da Outcome Health.

A Outcome Health está quebrando paradigmas com a abordagem que possibilita que os pacientes tenham voz. A diretora de engenharia espera traçar a melhor maneira de alcançar sua missão, garantindo que as inovações que a Outcome Health coloque à mesa estejam alinhadas com o que sempre foi feito no setor da saúde, mas que tragam  evolução ao meio.

“Os cuidados com a saúde é algo que te acompanha ao longo da vida e atinge todos os seres humanos. As pessoas são impactadas em vários níveis e é aí que eu vejo convergências. Nós precisamos adaptar e abraçar o que existe, mas usar a tecnologia para evoluir”, ressaltou Nandini.

Uma das maiores razões que a fizeram escolher a Outcome Health foi o perfil da empresa de “arregaçar as mangas e partir para o trabalho”, explicou a Diretora de Engenharia. Enquanto a maioria das empresas fica presa em uma rotina, Nandini e sua equipe são encorajados à criação, e utilizam algumas das melhores tecnologias para isso. “Não posso negar, eu sou uma engenheira. E ser capacitado para fazer e criar algo novo é muito estimulante”, confessou Nandini. Mas a estrada para atuar no meio nem sempre foi claramente pavimentada.

“Realmente existe um teto de vidro. É um desafio para a mulher na engenharia pois há muito pouco de nós na indústria – especialmente na programação e na engenharia”, disse ela. “Nós precisamos consertar isto”.

Para Nandini, o problema pode ser contornado através do incentivo às mulheres ao longo de toda a jornada. A ideia não é apenas contabilizar mais jovens mulheres nos cursos de engenharia e programação, mas que exista amparo e estímulo tanto por parte das mulheres quanto dos homens.

“É claro que mulheres como eu existem. Precisamos encontrá-las e trazê-las. E uma vez que elas façam parte do time, nós devemos criar um ambiente para cultivá-las”, disse Nandini. “Precisamos estar atentos a isso e a discussão deve ser parte da missão das empresas”.

Como resultado, Nandini traz essa questão à mesa em todas as companhias em que trabalha. “Metade da população é constituída por mulheres. E se você projeta com apenas uma coisa em mente, está perdendo a outra metade da conversa. Por que deveria haver apenas um assento para mulheres na mesa? Nós devemos empoderar uns aos outros…É impressionante o efeito em cascata que se forma”, conclui.

 

*Empresas unicórnio são companhias emergentes apoiadas por inovação e tecnologia, que nascem sem um forte capital inicial e crescem rapidamente em seus estágios iniciais através do investimento privado.


Fonte: HealthcareITNews // Autor(a): Jessica Davis // Tradução: Camila Marinho

Por que os pacientes abandonam seus dispositivos wearables?

As pessoas com maior satisfação em suas vidas estão mais propensas a adotar programas de bem-estar que incluem dispositivos wearables – ou tecnologia vestível – de acordo com um novo estudo. Também foi analisado por que outras pessoas desistem dessa ferramenta.

Pesquisadores da University of Southern California mergulharam em um estudo acerca de traços de personalidades e estilos de vida para entender o que faz com que as pessoas continuem utilizando dispositivos wearables e aplicativos por mais tempo que a maioria. Período que dura cerca de seis meses, segundo publicação no blog NEJM Catalyst.

Os pesquisadores monitoraram 275 pessoas através de um rastreador fitness embutido em um par de óculos no qual os pacientes deveriam utilizar por quinze semanas. As pessoas poderiam suspender o uso quando eles alcançassem os objetivos ou caso considerassem o dispositivo não atraente ou desconfortável. Em algumas situações elas simplesmente esqueceram de utilizar os wearables, destacou o texto.

Os pesquisadores disseram que incentivos e medidas de autodisciplina são motivadores igualmente efetivos. A futura tecnologia wearable deve ser projetada com isso em mente e deve mirar nos objetivos de auto aperfeiçoamento do paciente, destacou o blog.

“É responsabilidade dos profissionais médicos, designers e cientistas criar uma experiência do usuário em torno dos componentes de sensor do hardware e software que seja atraente o bastante para ajudar as pessoas a alcançarem esses objetivos”
– Pesquisadores

Os fornecedores estão explorando as mais efetivas maneiras de alavancar a tecnologia wearable, inclusive investindo no tratamento de condições crônicas. É crescente o número de pacientes usando ferramentas de saúde digital que vão desde telessaúde até dispositivos wearables, mas os médicos ainda consideram os dados gerados a partir dessas ferramentas não confiáveis.

Outro ponto de conflito: o preço. Muitos pacientes que poderiam se beneficiar com a tecnologia não podem dispor dela. De qualquer maneira, alguns grupos estão avançando para aumentar o uso dos wearables, como a companhia de saúde Aetna e a Apple, que trabalham juntas para disponibilizar os inteligentes relógios digitais para os inscritos na Aetna.

 


Fonte: FierceHealthcare // Autor(a): Paige Minemyer // Tradução: Camila Marinho

Hackers identificam o phishing como a melhor maneira de roubar dados

Por outro lado,  a proteção por senhas, reconhecimento facial e os controles de acesso são as três medidas de segurança menos efetivas, de acordo com relatório.

A empresa de segurança cibernética Bitglass sondou 129 hackers de White Hat e Black Hat** que participaram da conferência nacional de segurança cibernética para  benefícios das empresas, incluindo as companhias de saúde – o objetivo era descobrir as formas mais fáceis de penetrar nos sistemas das organizações. E as empresas levaram um puxão de orelha.

Cerca de 59% dos entrevistados identificaram o phishing* – a maneira desonesta como agem os cibercriminosos para enganar os usuários e induzi-los a revelarem informações pessoais – como a melhor estratégia de exfiltração de dados, já que o erro humano e a ignorância sempre serão exploráveis, segundo o relatório da Bitglass intitulado “Data Games: Pontos Cegos na Segurança de Acordo com Especialistas”. Já a invasão com os vírus malware e o ransomware ocupam o segundo lugar, com 27%, de acordo com o relatório – que levou em conta os recentes ataques cibernéticos.

Os hackers apontaram também as três medidas de segurança menos efetivas, são elas: senhas de proteção, reconhecimento facial e controles de acesso.

“Phishing e malware são ameaças que se potencializam pela adoção da nuvem e a facilidade com que funcionários podem compartilhar dados corporativos”, revela Mike Schuricht, Vice-Presidente de Gerenciamento de Produtos da Bitglass. “Muitas tecnologias de segurança falham na identificação dos maiores pontos cegos da TI, dos dispositivos não gerenciáveis e dos acessos anômalos”, pondera.

O relatório Black Hat / White Hat também identificou que os cinco maiores pontos cegos são os dispositivos não gerenciáveis (61%), sistemas/ aplicativos/programas não atualizados (55%), dispositivos móveis (36%), dados em repouso nas nuvens (26%) e a tradicional segurança no local (20%). Além disso, foi descoberto que os documentos protegidos por senha (33%) foram ranqueados como a ferramenta de segurança menos efetiva, seguida do reconhecimento facial (19%).

O reconhecimento facial foi relatado como a pior ferramenta, seis vezes mais vulnerável que a autenticação por impressão digital. O que é intrigante à luz das mudanças do novo iPhone para a segurança, a partir da identificação da face. Por fim, 83% dos entrevistados acreditam que os hackers são motivados pelo valor monetário dos dados roubados, enquanto que o ego e o entretenimento desempenharam um pequeno papel nas motivações, de acordo com o relatório.

 

 


* Phishing é uma forma de fraude eletrônica, caracterizada por tentativas de adquirir fotos, músicas e outros dados pessoais ao se fazer passar por uma pessoa confiável ou uma empresa enviando uma comunicação eletrônica oficial.

** O termo White Hat e Black Hat é utilizado no meio da tecnologia da informação para caracterizar as estratégias e técnicas de otimização de sites (SEO). Se elas respeitam as diretrizes do Google e demais buscadores, são consideradas White Hat, caso contrário, ao procurar brechas nos algoritmos e influenciar os resultados das pesquisas são consideradas Black Hat.


Fonte: HealthcareITNews // Autor(a): Bill Siwicki // Tradução: Camila Marinho

Tecnologia de chatbots pode ser a solução que os hospitais procuram

Mas as tecnologias que utilizam processamento de linguagem natural, gerenciamento de conhecimento e capacidade de analisar sentimentos requerem comprometimento e disciplina para um bom uso.

As organizações de saúde gastam muito dinheiro com representantes de serviços ao cliente, trocando informações por telefone, e-mail ou bate-papo online. Mas existe uma tecnologia que pode ajudar as organizações de saúde na economia de tempo e dinheiro: chatbots automatizados embutidos de inteligência artificial.

Dentre as várias organizações, a indústria de saúde será uma das maiores beneficiadas pelo aumento do uso de chatbots – já utilizados pelo segmento, devido aos avanços em IA (Inteligência Artificial), segundo a consultoria de pesquisa Juniper Research. Os chatbots trariam economias anuais de 8 bilhões de dólares às companhias em todo o mundo até 2022, em comparação com os 20 milhões deste ano.

“Nós acreditamos que as empresas de saúde e as instituições financeiras que utilizam robôs podem poupar, em média, um pouco mais de quatro minutos por avaliação, equivalente a uma economia aproximada de $0,50 a $0,70 (centavos de dólares) por interação”
– Lauren Foye, Analista da Juniper Research

A maioria dos chatbots utilizam múltiplas tecnologias: processamento de linguagem natural, gerenciamento de conhecimento e análise de sentimentos. Primeiro, o processamento de linguagem natural tenta entender o que os usuários estão perguntando. E, segundo, a metodologia tecnológica fornece o fluxo interativo e as respostas diretas ou através de orientação.

Geralmente, o processamento de linguagem natural identifica a intenção da pergunta com algum nível de confiança e então, com base nisso, o chatbot solicitará um acompanhamento ou esclarecerá a questão para o usuário.

Uma vez que o nível de confiança seja aceitável para o uso, o robô apresentará a resposta apropriada com base em uma ordenação proposital que associa a intenção das perguntas às respostas desejadas. Os mais avançados chatbots anteciparão as próximas questões ou tentarão guiar o usuário para respostas ou recursos relevantes, baseado na interação anterior.

“As tecnologias que suportam os chatbots precisam de uma ordenação comum no local que liga a intenção da pergunta ao contexto da resposta”, comentou Jeff Cohen, Co-Fundador e Vice-Presidente de Serviços de Inovação Cognitiva da Welltok, empresa de software de saúde baseada em IA. E como eles interagem para promover aos usuários uma resposta para suas perguntas? “Existem muitas formas diferentes de interação fundamentada na sofisticação e no repertório do chatbot”, afirma Cohen.

“Além da tecnologia de processamento de linguagem natural, os chatbots geralmente também contam com um mecanismo de gerenciamento de conhecimento. Esses sistemas são absolutamente essenciais na medida em que padronizam o serviço de experiência. Essencialmente, ele é constituído por ferramentas que permitem que você registre perguntas e respostas comuns e dicas de resolução que são acumuladas durante a vida de um produto”, explicou Khal Rai, Especialista em IA e Vice-Presidente Sênior de Produtos de Desenvolvimento e Operações da companhia de software de saúde, SRS Health.

“Isto requer comprometimento e disciplina por parte das organizações de saúde, para investirem o tempo e os recursos financeiros necessários na construção de bibliotecas de conhecimento”, acrescentou Rai. Análise de sentimentos é outro tipo de tecnologia que pode ser usada por robôs de IA.

“Como os chatbots configuram o que precisa ser dito?”, indagou Jeff Cohen. “A maioria dos chatbots precisam de alguma “loja de conteúdo” ou “guarda de trânsito” que conheça, baseado na intenção das perguntas e no contexto dos usuários, onde obter as respostas apropriadas”.

Os robôs utilizados até o momento apresentaram diferentes níveis de sucesso, reportando casos de uso que inclui: ajudar os clientes a selecionar um plano de benefícios, fornecer respostas aos serviços dos consumidores, auxiliar na triagem de sintomas e orientar os consumidores na utilização dos recursos.  Ainda é o início da adoção de chatbots na saúde, dizem especialistas, mas os primeiros indicadores de demanda e satisfação são promissores.

“Ao longo do tempo, a ferramenta se tornará cada vez mais inteligente, graças a IA e as técnicas de aprendizagem de máquinas, que as transformará em uma tecnologia muito eficiente, e claro, mais oportuna que do que um ser humano pode ser”, ponderou Khal Rai. “Entretanto, se você está em um negócio de saúde, pode demorar um pouco até que os chatbots sejam completamente adotados”.

“Assim como outras inovações, os chatbots da saúde serão um empreendimento de tentativa e erro, onde as tarefas mais simples vão ser direcionadas para os robôs enquanto aguardamos que a tecnologia evolua o bastante para que eles consigam lidar melhor com as atividades mais complexas”, acrescentou Rai. “As pesquisas voltadas para áreas de inteligência emocional estão acontecendo. Mas, até o momento, ainda não avançaram o bastante para satisfazer as exigências dos clientes”, conclui.

 


Fonte: HealthcareITNews // Autor(a): Bill Siwicki // Tradução: Camila Marinho