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18 reflexões sobre o papel do CIO na Saúde

Que a tecnologia substitui cada vez mais processos manuais e tarefas repetitivas já sabemos, inclusive discutimos isso no SBF18. Mas quem são as pessoas envolvidas nesses processos? Com certeza o CIO deve ser uma delas e a percepção de sua importância estratégica é crescente.

A era em que o CIO era visto como um personagem técnico está acabando. Hoje falamos de transformação digital na saúde e o CIO assume um papel cada vez mais relevante, com a missão de encontrar oportunidades de melhorias na assistência e no negócio.

Estar em contato com outros líderes do setor é uma experiência enriquecedora, que proporciona uma reflexão importante: ser um CIO é desafiador. À medida que o tempo passa cada vez mais é esperado que ele realizemos mais com menos recursos.

A participação em eventos proporciona uma oportunidade sem igual de manter-se na vanguarda da inovação, entendendo o que há de mais recente em soluções tecnológicas e tendências, dividindo experiências com outros CIOs e fornecedores.

A troca de ideias, impressões e conhecimentos em eventos como o HIS e a HIMSS me levou a criar a lista abaixo com 18 reflexões sobre esse nosso novo papel:

  1. Sim CIO, o burnout médico também é seu problema, ajude na solução.
  2. Se Inteligência Artificial não está nos seus planos, inclua.
  3. Engajamento dos pacientes: você tem pensado seriamente sobre isso quando define sua arquitetura de sistemas?
  4. Experiência dos pacientes: local onde a TI pode fazer a diferença e mostrar a que veio.
  5. Inovação é uma questão de sobrevivência. Sem pesquisa não há inovação. Sem inovação, não há pesquisa.
  6. Data Analytics: revisitar sua estratégia é mandatório, seu plano pode estar errado.
  7. Cybersegurança tirará seu sono para sempre!
  8. Análises preditivas salvam vidas, seus dados contém tesouros.
  9. Interoperabilidade continua sendo encarada como um problema, já está na hora de você adotar padrões e facilitar para o ecossistema.
  10. Soluções criativas resolvem a maioria dos problemas.
  11. Blockchain: imaturo mas promissor.
  12. “Contrate” robôs e facilite a vida das áreas de negócios.
  13. Sim, EMRAM é um modelo que vai poupar esforços e garantir boas práticas.
  14. Transformação Digital, você está atrasado!
  15. Fornecedores, divida seus problemas e suas estratégias com eles, transforme-os em verdadeiros parceiros.
  16. Trocar experiências te provê conhecimento e insights.
  17. Sim, o paciente deve ser o centro!
  18. Participar de eventos com foco em saúde como o HIS e HIMSS, por exemplo,  é um privilégio.

Confirmei minha presença como palestrante no HIS – Healthcare Innovation Show 2018 e espero poder encontrar você por lá!

Ministro da Saúde afirma que vai economizar R$ 20 bilhões de reais com informatização do sistema nacional de saúde

Em visita ao Healthcare Innovation Show, Ricardo Barros afirmou que o país  economizará R$ 20 bilhões depois de o processo de informatização ser implementado

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, aproveitou o ambiente do HIS 2017 – Healthcare Innovation Show, evento dedicado às novas tecnologias no setor da saúde, para declarar que a informatização do sistema nacional é a prioridade da sua gestão. Com a implementação total das medidas para melhorar a qualidade de dados e integrar as informações entre municípios, estados e União, o Ministério pretende economizar cerca de R$ 20 bilhões, de acordo com o ministro.

As declarações de Barros foram feitas no coquetel de encerramento do HIS 2017, que antecedeu a entrega dos prêmios Top Hospitalar e Referências da Saúde (Mais informações abaixo).

Entre os números informados pelo ministro quanto ao processo de informatização  que está em andamento no país, estão sendo investidos R$ 1,5 bilhão por ano para a formulação do DIGISUS, uma plataforma digital que reúne todos os sistemas do SUS (Sistema Único de Saúde). Barros destacou que desse montante, R$ 67 milhões estão sendo usados para a aquisição de supercomputadores que auxiliarão na integração dos dados e que darão maior capacidade de receber informações de estados e municípios de forma ágil e segura.

“Com a informatização completa, poderemos melhorar muito o sistema de gestão, fazer grandes economias, evitar repetição de exames, diminuir solicitações de procedimentos, por exemplo. Nós precisamos propor um modelo que financia a saúde, não a doença como é hoje”, afirmou.  O ministro pontuou também as resistências que o Ministério tem enfrentado na implementação desse novo modelo, principalmente por alguns profissionais que não aceitam se submeter a processos de controle mais eficientes proporcionados pelas tecnologias digitais.

Outro avanço destacado pelo ministro será o sistema de Biometria, que garante segurança na identificação do paciente e no acesso a informação, feito em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Barros, proporcionará maior segurança no registro e acesso de informações dos cidadãos, além contribuir para evitar fraudes.

Top Hospitalar e Referências da Saúde 2017 reconhecem as empresas que mais destacaram no setor

As empresas contempladas no Top Hospitalar foram Johnson & Johnson, Philips, GE Healthcare, Roche Diagnóstica, Maquet, Dräger, White Martins, Dell, MV, AGFA e TOTVS, pelo reconhecimento ao trabalho desenvolvido em produtos e serviços prestados na indústria de saúde do país.

A premiação é o resultado de uma pesquisa em parceria com a consultoria PwC com a participação de 66 instituições de saúde (como hospitais, clínicas e laboratórios) que enviaram 117 cases para avaliação. Essas instituições também indicaram os mais lembrados quanto à qualidade dos produtos e serviços prestados nas 11 categorias.

No Referências da Saúde, foram reconhecidas 41 instituições de saúde que desenvolveram as melhores experiências sobre gestão, qualidade assistencial, governança e segurança do paciente homenageadas no palco do HIS. Ao todo foram cerca de 59 casos de sucesso escolhidos por uma comissão do prêmio e por um estudo anual realizado pelo portal e revista Saúde Business em parceria com a consultoria PwC.

Das instituições finalistas, 15 foram premiadas, entre elas BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hospital São Rafael, Unimed BH, Unimed Vitória, Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, Grupo São Francisco e Unimed Recife III.

O prêmio Referências da Saúde tem como propósito retratar e destacar o grau de maturidade de gestão dos players do setor da saúde. O foco do estudo são hospitais, operadoras de planos de saúde (cooperativas, seguradoras, autogestões, medicina de grupo), centros de medicina diagnóstica e empresas de home care.

1º Simpósio Internacional de Operações Hospitalares discutiu a importância da nova área de Operações

Com moderação de Vitor Asseituno, CEO da Live Healthcare, a plenária “Liderança: Preparar para Ambientes de Transformação e Performance” abriu o 1º Simpósio Internacional de Operações Hospitalares, que integra a programação de congressos do Healthcare Innovation Show.

Tanira Torelly Pinto, superintendente de operações e governo do Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre, e João Fábio Silva, superintendente-executivo de operações da BP – Beneficência Portuguesa de São Paulo, concordam com a importância que a superintendência tem dentro dos hospitais, que abrange desde as áreas operacionais e o contato com planos de saúde, até o bem-estar dos pacientes.

Tanira conta que o Moinhos de Vento “trabalha muito duro no desenvolvimento de lideranças. É um trabalho contínuo de desenvolvimento. Acreditamos que toda equipe tem de estar engajada, não adianta eu pensar que isso não vai chegar na pessoa que atende o telefone, por exemplo, porque chega. E essa pessoa também tem de estar preparada. Assim as demandas, dos médicos, dos pacientes, chegam até nós”. A profissional lembrou também que “o Hospital é totalmente dependente de pessoas, é um setor que a gente não conseguiu automatizar”.

Já segundo Silva, desenvolver ferramentas de liderança é essencial. “Para ser líder é importante você se conhecer para saber lidar com os demais.” Ele ressaltou a importância da eficiência da comunicação entre os funcionários e a empresa. “Temos que parar de olhar verticalmente e olhar horizontalmente, se comunicar com as pessoas com quem trabalhamos diretamente”, afirmou.

 Resultados do modelo de atenção primária ajudam a mudar cultura do paciente

Os bons resultados alcançados nos modelos de atenção primária em funcionamento no país têm ajudado a modificar a cultura do paciente que tradicionalmente prefere optar por um médico especialista mesmo sem saber direito se é esse o profissional adequado para o seu problema de saúde. Os relatos dos profissionais presentes no 1º Simpósio de Operações Hospitalares, no HIS 2017, no painel: “Agenda Macro; o desafio da atenção primária” foram unânimes no que se refere à importância desse modelo para o sistema de saúde no Brasil.

No início, os pacientes ainda acostumados à livre escolha do tipo de médico que julgam poder tratar melhor seus problemas se sentem como se tivessem “perdendo poder” ao serem encaminhados primeiramente à atenção primária, diz Guilherme Crespo, diretor de Provimento em Saúde da Unimed Vitória (ES). Contudo, continua Crespo, os clientes conseguem identificar muito rapidamente um ganho de qualidade, pois percebem que esse modelo os conduz com mais precisão para o atendimento. Nesse caso, o índice de satisfação dos pacientes na Unimed Vitória é de 95%, informa o diretor.

Eduardo Almas, assessor da presidência da Rio Saúde, destacou que nos modelos de gestão em que há investimento prioritário no profissional da saúde, em treinamento e em utilização mais intensa de tecnologia da informação o atendimento primário melhora e a percepção do paciente é imediata, o que consequentemente acaba mudando a cultura da livre escolha em favor da atenção primária.

No Hospital Mater Dei, em Minas Gerais, foi criado um programa especial com base nesse modelo com ótimos resultados, sendo possível baixar custos, como o de medicamentos, por exemplo. A diretora clínica, Marcia Salvador Géo, afirmou que embora esse modelo tenha sido  apresentando às operadoras de saúde com as quais o hospital têm vínculo, até o momento não houve interesse em adotá-lo, o que mostra ainda uma resistência das empresas. “Depois que o paciente é bem acolhido e vê que o tratamento surtiu o efeito esperado, ele se fideliza e dificilmente volta ao modelo anterior”, ressalta André Paranzini, diretor médico do Minutomed.

Qualidade de dados é determinante para a realização de uma boa gestão

“Sem informação a gente não consegue fazer a gestão”. A assertiva do superintendente de TI do Grupo Santa Celina, Eduardo Ângelo, deu o tom do  painel “Analytics na Construção de Negócios Sólidos”, no HIS 2017, que discutiu as vantagens dos analytics no sistema de gestão de saúde e as dificuldades para a manutenção de um banco de dados eficiente. “Ter só a ferramenta não resolve os problemas da empresa. É importante entender para que serve a informação que você tem”, afirmou Ângelo.

Luiz Guimarães, superintendente de TI do Hospital Unimed Volta Redonda (RJ), disse que a qualidade e disponibilidade do dado é uma parte importante do processo. “Temos que ter a consciência de saber o que fazer com a informação que temos disponível. Temos informações vindas de todos os lados, então a questão é como armazená-las no mesmo lugar e como conseguir extrair aquela que é realmente útil”, afirmou.

Na mesma linha de argumentação, a CIO da BP- Beneficência Portuguesa de São Paulo, Lilian Hoffman, lembrou que os hospitais em geral já possuem a melhor base, que é o prontuário eletrônico, mas seu uso ainda não é feito de maneira ideal. “Nosso desafio é olhar para a massa de dados e extrair informações dela”, relatou.

Já para Klaiton Simão, CIO do Hospital São Camilo, as instituições só privilegiam a qualidade dos dados quando isso pode se transformar em benefício econômico, quando essa qualidade deveria ser pré-requisito. De acordo com ele, há uma certa resistência interna na atualização e inovação de layouts de softwares, por exemplo. “Internamente, há a necessidade da mudança do software. Hoje, a gente tenta reproduzir no mundo digital, o real, de modo que o médico não estranhe demais quando se depara com ele. Não dá pra entender porque não há uma mudança de acesso, pois já há tecnologia para isso”.

Ricardo Orlando, CIO da DASA, maior rede de laboratórios da América Latina, contou que a empresa passou recentemente por uma reestruturação importante em seus sistemas. “É importante ver o que há disponível no mercado para criar arquiteturas sistêmicas apropriadas, além de ouvir o profissional da saúde, que tem de dizer o que falta no dia a dia.”

 

Contato para imprensa (HIS 2017):

2PRÓ Comunicação 

e-mail equipe: his17@2pro.com.br

Teresa Silva – (11) 3030-9463

Luciano Somenzari (11) 3030-9435

Myrian Vallone – (11) 3030-9404

Paula Giffoni – (11) 3030-9402

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Mudanças na saúde exigem a formação de um novo gestor profissional

Com o tema “Educação para a Gestão de Saúde” foi aberto hoje, em São Paulo, o HIS – Healthcare Innovation Show 2017, em que executivos e líderes do setor falaram dos desafios do novo profissional de saúde.

As constantes mudanças que acontecem no setor de saúde com as novas práticas de gestão, auxiliados pelo emprego de novas tecnologias, exigem um novo perfil de gestor, tanto na área corporativa quanto na clínica. Na abertura do HIS – Healthcare Innovation Show 2017, as apresentações em torno do tema “Educação para a Gestão de Saúde” trataram da importância na formação desses profissionais que têm a responsabilidade de olhar a saúde como um ambiente integrado a fim de atender melhor as pessoas.

O diretor geral da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein Henrique Neves disse que o atual momento é de ruptura na atividade médica, tendo em vista as transformações pelas quais o setor passa. “A tecnologia da informação, os chamados big data, além da própria telemedicina, tudo isso está influenciando o atendimento médico”, afirmou.

O Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde (CBEXS) é uma entidade formada justamente para preparar esse novo profissional gestor, destacou a diretora executiva, Cláudia Scarpim. “Um dos nossos objetivos é a preparação para o desenvolvimento de competências frente a essas profundas mudanças que vem ocorrendo”. Para Gonzalo Vecina, docente da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, os futuros profissionais precisam ter em mente a importância de conceitos como eficiência, qualidade e segurança como componentes principais em qualquer modelo de gestão.

Já o presidente do Conselho de Administração da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), Francisco Balestrin, ressaltou a importância de integrar a área clínica com a empresarial dentro de uma instituição médica privada. “Nosso valor maior tem de ser o da saúde, que é justamente o que precisamos fazer para o paciente”.

Sobre o HIS

O HIS – Healthcare Innovation Show é o primeiro trade show de tecnologia e inovação em um espaço de mais de 4.000 m² voltado ao mercado de saúde na América Latina. São 4 arenas simultâneas onde acontecem mais de 10 congressos, cada qual especialmente organizado para oferecer conteúdo de qualidade para os diferentes cargos e funções das organizações de saúde.

O evento deverá contar este ano com números que ultrapassam os 5.000 participantes, os 200 palestrantes e as 75 empresas expositoras, além de premiações de reconhecimento das experiências inovadoras do setor.

Além das discussões executivas e estratégicas, grandes empresas e startups apresentam o que há de mais inovador e tecnológico no mercado. Nomes de peso do setor lideram os conteúdos ao lado das principais associações e institutos.

O HIS 2017 é ainda constituído por três grandes eixos de atividades especiais: o Startup Lounge, com a exposição de serviços tecnológicos; o hackathon hack4health, maratona de desenvolvimento em busca de soluções para problemas da saúde e de gestão; e os prêmios Referência da Saúde/2017, Top Hospitalar/2017 e Great Place to Work.

 Serviço  

HIS – Healthcare Innovation Show 2017

Data: 25 e 26 de outubro de 2017

Horário: das 8h30 às 19h00

Local: São Paulo Expo

Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo

http://saudebusiness.com/his/

Credenciamento Imprensa – o credenciamento poderá ser feito diretamente pelo link: goo.gl/vXRoLr


Contato para imprensa (HIS 2017):

2PRÓ Comunicação 

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Parcerias Público-Privadas são modelos que aliviam o setor público na Saúde

 

O tema das PPPs foi debatido no Congresso “Saúde Business Conference”,  durante o primeiro dia do Healthcare Innovation Show (HIS), no São Paulo Expo

O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Francisco Figueiredo, abriu o painel “Saúde Business Conference”, que teve como moderador, Rogério Caiuby, diretor de estratégia do Hospital Sírio-Libanês. Segundo Figueiredo, para que o modelo de PPPs dê certo no país o hospital, por exemplo, não pode ser 100% mantido pelo SUS (Sistema Único de Saúde), pois, se for, é melhor que seu financiamento continue sendo totalmente público. Para ele, é essencial que se saiba quem se deve ou não contratar no setor de saúde. “No Brasil, temos o modelo das Organizações Sociais (OS). Quem erra muito é o ente público que não acompanha esse contrato, que contrata errado.” O secretário ainda lembrou que hoje no Brasil os gastos com saúde são diferentes do de 15 anos atrás, e que o tratamento de vítimas da violência urbana e de acidentes de trânsito, principalmente de motos, tem pesado nas contas dos municípios.

Já Joel Formiga, coordenador do programa Corujão da Saúde, da Prefeitura de São Paulo, afirmou que a capital paulista está investindo em inovação. “Nós estamos com uma mentalidade de transformar, mudar. O que se ganha em qualidade e agilidade com tecnologia não tem preço”, afirmou. Segundo ele, as chances de um cidadão ser atendido em um esquema público-privado na cidade é grande: “Quando nós olhamos para o orçamento da prefeitura, dos R$ 50 bilhões para Saúde, R$ 10 bilhões são gastos com OSs. Das quase mil unidades de saúde de São Paulo, dois terços são operadas por OSs. Hoje, não seria viável abrir um hospital sem essas organizações”, afirmou.

Felipe Rizzo, executivo do setor, com ampla experiência internacional, ressaltou que as PPPs foram muito testadas na Europa antes de chegar à América Latina. “Esse modelo tem muito a ver ao iniciar um projeto de grande escala, que gera uma alta complexidade e exige uma modelagem diferenciada, e criar um prazo longo para ceder espaço a quem tem mais competência para colocá-lo em prática”. Segundo ele, essas parcerias podem contribuir com projetos mais complexos que podem ser compartilhados com o setor privado”, afirmou.

 Discussão sobre jornada do paciente tem tecnologia como pano de fundo

O painel “Experiência: Jornada do Paciente em Contexto Ambulatorial e Hospitalar”, apresentado no 2º Simpósio de Liderança Clínica do HIS, tratou da experiência do paciente dentro do processo hospitalar e sobre como a tecnologia pode melhorá-la.

O moderador, Fábio Mattoso, executive leader Watson Health da IBM, ressaltou que “nenhuma tecnologia vai substituir o médico. Embora hoje tenhamos dispositivos que monitoram o paciente o dia todo, como os que medem a glicemia dos diabéticos, e que auxiliam muito os profissionais da saúde.” Luiz de Luca, CEO da Américas Serviços Médicos, lembrou que hoje temos, inclusive, “aplicativos que dão acesso a resultados de exames”.

O presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, Sidney Klajner, afirmou que o uso de tecnologias pode ajudar no tratamento de doenças, como o diabetes. “Temos no hospital um aplicativo que informa o paciente sobre a dose de insulina a ser tomada, por exemplo”, afirmou. Por outro lado, continua Klajner, “hoje, a quantidade de informações que nós temos e recebemos é muito fragmentada, temos muito a evoluir com relação à inserção de dados para que haja um prontuário único, de forma que o paciente e médico se beneficiem”.

Ao ser questionado sobre o acesso das populações mais pobres à saúde e tecnologia, Reynaldo Neiva, diretor administrativo corporativo do Hospital Leforte, afirmou que há um “atraso enorme no entendimento do que é o futuro”. “Vejo também uma grande ruptura, acho que outros sistemas vão servir às nossas necessidades, em outros canais de comunicação, por exemplo. A gente subestima as pessoas mais pobres, mas elas já estão muito conectadas e, com isso, têm acesso a tudo. Por incrível que pareça, tem muita gente no país que nunca passou por uma consulta médica. Eu acredito que a tecnologia por revolucionar a vida dessas pessoas”.

Gustavo Gusso, diretor médico da Amil, disse que há outras formas de mudar a cultura da medicina, ainda apegada a modelos pouco eficientes. Uma dessas formas, segundo ele, é estimular a interação entre profissionais envolvidos no tratamento do paciente. “Os médicos não conversam entre eles, isso é cultural. E estamos tentando resolver isso marcando, por exemplo, consultas entre eles”, contou.

 Prevenção e planejamento são fundamentais para o atendimento ao idoso

Para aprimorar o atendimento de saúde à população idosa no Brasil é preciso em primeiro lugar cuidar da prevenção às doenças, mas antes disso as redes e os diversos elos desse processo, público e privado, têm de encontrar conjuntamente soluções para problemas que são direta ou indiretamente comuns. Esses foram os maiores desafios levantados no painel “Inovação com foco em envelhecimento populacional e gerenciamento crônicos”, apresentados no “Saúde Business Conference”, no HIS 2017.

Para uma população que envelhece de forma acelerada, como a brasileira, o sistema de saúde deve aumentar o atendimento em atenção primária, que segundo especialistas podem resolver até 80% dos casos dos pacientes com algum tipo de doença. “Mas para isso é preciso haver planejamento e integração dos diversos segmentos envolvidos no processo e não vejo ninguém no Brasil pensando nisso”, afirmou Mohamed Parrino, CEO do Hospital Moinhos de Vento.

Ricardo Soares, CEO do Brasil Senior Living, recomendou, por exemplo, o treinamento dos profissionais envolvidos com base em um plano terapêutico desenhado especialmente para os pacientes idosos, que possuem particularidades especiais nos tratamentos a que são submetidos. Uma das possibilidades de melhorar a prevenção para esses pacientes, destacou Miguel Velandia, presidente da Medtronic, é a utilização de produtos e equipamentos tecnológicos que tratam com mais eficiência ou minimizam os efeitos causados pelas doenças, como marca-passos mais modernos, o desenvolvimento de pâncreas artificial para diabéticos e outros itens que vem sendo criados.

A diretora executiva do ICESP (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), Joyce Chacon, lembrou que algumas campanhas de prevenção feitas no Brasil foram bem sucedidas diminuindo muito a incidência de doenças, como as originadas do tabagismo, por exemplo. Segundo ela, trata-se de uma maneira bastante eficiente de  lidar com muitos problemas de saúde, contudo, as iniciativas ainda são poucas, sendo necessário maior envolvimento do setor público com o apoio das empresas privadas.

 Inovações que contribuem na área de saúde são discutidas no HIS

A moderadora Marisa Madi, diretora-executiva do Inrad – HCFMUSP, apresentou a mesa “De Obstáculo a Oportunidade: Trazendo Inovação para a Mudança do Setor”,durante o Saúde Business Conference. Ela  afirmou que a discussão se daria no âmbito “de que forma a inovação pode contribuir com o setor de saúde, que é tão tradicional e regulado”.

Denise Santos, CEO da BP – Beneficência Portuguesa de São Paulo, relatou que é difícil inovar, principalmente por conta do investimento financeiro, que nem sempre gera um retorno  – a executiva lembrou ainda que o tradicional hospital comandado por ela passou por uma repaginação total muito recentemente, o que não passou sem gerar alguma controvérsia. “Na minha concepção de engenheira, inovação é toda pequena, média ou grande revolução”, disse.

Para Gabriel Palne, CEO do Grupo Geriatrics, a inovação é dividida em essencialmente “três partes: de modelo, na descoberta da fórmula de criar um novo resultado, por exemplo, tecnológica, onde se imagina que toda inovação se encaixa ali, e de processo, que envolve o processo não só dentro da unidade, mas de todo o sistema, para torná-lo mais eficiente”.

Rodrigo Baer, da Redpoint eVentures Brazil, afirmou que o setor tem que mudar os incentivos para inovar e crescer. “É difícil fazer isso numa carreira profissional que nunca foi remunerada por performance, como é o caso dos médicos, que, invariavelmente, só recebem reconhecimento com a publicação de papers”.

Live Healthcare entrega prêmio Great Place to Work para 76 empresas

Para prestigiar as empresas e entidades ligadas ao setor de saúde que mais investem nos funcionários e no ambiente de trabalho, a Live Healthcare, organizadora do HIS 2017, em solenidade no final da tarde de ontem (25/10), entregou  o prêmio “Great Place to Work”, na sua 4ª edição, a 76 contempladas.  Divididas nas categorias “Farmácias e Distribuidores”, “Planos de Saúde”, “Farmacêuticas”, “Clínicas”, “Medicina Diagnóstica”, “Hospitais” e “Indústria e Serviços”, os representantes das instituições premiadas de todo o Brasil subiram ao palco principal do evento para receber os troféus que representam os melhores locais para se trabalhar.

A escolha das instituições de saúde obedeceu a alguns critérios a partir de pesquisa realizada com os funcionários e de uma avaliação das práticas das políticas de trabalho adotadas. A pesquisa mediu o respeito à diversidade, hospitalidade, orgulho pelo trabalho e ajuda à comunidade, com peso equivalente a 67% dos votos. No caso da avaliação, com peso de 33% na nota final, os critérios foram qualidade de vida, benefícios, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, entre outros.

Agenda: Ministro da Saúde, Ricardo Barros, participa do coquetel de encerramento do HIS, nesta quinta-feira (26), às 18h, no São Paulo Expo.

 

 

Serviço  

HIS – Healthcare Innovation Show 2017

Data: 25 e 26 de outubro de 2017

Horário: das 8h30 às 19h00

Local: São Paulo Expo

Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo

http://saudebusiness.com/his/

Credenciamento Imprensa – o credenciamento poderá ser feito diretamente pelo link: goo.gl/vXRoLr


Contato para imprensa (HIS 2017):

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Fundador da Memotext dá dicas de como engajar pacientes pode aumentar o ROI

Na constante busca por aperfeiçoar o relacionamento com o cliente, demonstrar o retorno dos investimento, é provavelmente, a questão mais desafiante para os empreendedores digitais de saúde. Primeiro é necessário decidir a maneira como o ROI (Retorno Sobre o Investimento) dos seus produtos será quantificado; em seguida adicione o trabalho de navegar em uma área cinza de critérios que o levarão a alcançar o ROI. Por isso, Amos Adler, Fundador e Presidente da Memotext, atesta: fazê-lo com êxito pode abrir muitas oportunidades entre a indústria farmacêutica, investidores e os sistemas de saúde.

Em um artigo publicado no começo desse ano, Adler e o Co-Fundador da Memotext, Bill Simpson, explanaram parte desta área cinzenta ao suscitar questões. São dados quantitativos e melhorias dos resultados de saúde que importam? Como você pega algo multifuncional, quantifica em uma métrica e então, de alguma forma, atribui valor fiscal? É uma melhora efetiva na aderência à medicação? Para quem? Para os pacientes menos participativos ou para os com maior “valor”?

A empresa sediada em Toronto desenvolveu com sucesso programas não apenas voltados para os interessados da indústria farmacêutica mas também para os investidores, stakeholders, sistemas de saúde, farmácias e gerentes de benefícios farmacêuticos. No seu cerne, Adler disse que a companhia tem desenvolvido uma série de produtos orientados para a aderência ao plano de saúde e consumo de medicamentos, iniciação de tratamentos e gerenciamento de saúde da população.

Adler descreveu a abordagem da Memotext e identificou maneiras de incrementar a baixa aderência do paciente aos medicamentos para uma adesão moderada. A empresa canadense também tem se concentrado em pacientes complexos, não necessariamente na maior população de pacientes, mas em alguns dos mais dispendiosos.

Se os produtos da Memotext levam os pacientes com mais frequência às farmácias – de três vezes por ano para seis vezes por ano (ainda distante do ideal de 12 visitas anuais) – contribuindo para que farmácias e companhias farmacêuticas obtenham  mais dinheiro, suas ferramentas também ajudam os planos e sistemas de saúde na redução de custos mensais por paciente – ao diminuir a utilização dos serviços pelos membros do plano de saúde. Isto equivale a uma proporção de 15:1, ou seja, para cada 1 dólar gasto com suas ferramentas digitais de saúde, o cliente pode fazer ou economizar uma média de 15 dólares.

Adler ressalta que a razão pela qual o ROI pode demorar para apresentar resultados se deve ao fato de que as companhias normalmente precisam de um ano para configurar um estudo, um ano para realizá-lo e outros seis meses para avaliá-lo. E no entanto, isto representa um conjunto particular de problemas, porque cada farmácia e organização de saúde tem sua própria ideia de retorno sobre investimento.

“Sempre que você entra em uma avaliação longitudinal para chegar ao ROI, a tendência é ficar cada vez mais turva”, disse Adler. “Uma das barreiras à inovação é não ter um caminho objetivo para a avaliação e operacionalização”. O segredo para o ROI em saúde digital é formalizar os critérios, para quantificar e avaliar categorias de resultados múltiplos.

Co-comercialização é uma abordagem que a empresa adotou nos últimos dezoito meses. Com o Hospital Geral de Massachusetts a Memotext está atuando em uma intervenção com pacientes de TDAH (Transtorno do déficit de atenção com Hiperatividade). No Centro de Vícios e Saúde Mental, a maior instalação deste tipo no Canadá, o trabalho está sendo voltado para o desenvolvimento de uma intervenção personalizada para pacientes com esquizofrenia. Já a colaboração com pesquisadores da universidade de British Columbia em Vancouver e com as autoridades locais em saúde, denominada Optimal Brith BC, exploram a eficácia e escalabilidade de um programa de educação prenatal, entregue por mensagem de texto, para mulheres grávidas na área rural da British Columbia.

Esse tipo de parceria envolve descobrir como co-criar, com os stakeholders da área de cuidados médicos, um modelo de receita que resolva o problema. Mas para funcionar bem, as companhias de saúde digital precisam de um longo termo de compromisso com os stakeholders e vice-versa.

Os exemplos mais bem sucedidos de empresários e investidores da área, podem beneficiar e incentivar outros empresários de saúde a adotarem uma abordagem que identifique e assuma as oportunidades de nicho, que tenha como objetivo melhorar o envolvimento do paciente.

 


Fonte: MedCityNews // Autor(a): Stephanie Baum // Tradução: Camila Marinho

Clínica Mayo apresenta ferramenta de tomada de decisão médica integrada ao PEP

Os médicos usam o software a fim de alcançar melhores práticas, enquanto que os hospitais podem acessar análises para entender e gerenciar as tendências de pedidos de testes.

A Mayo Clinic e a organização National Decision Support Company, NDSC, anunciaram uma nova ferramenta que permite aos médicos acessarem às orientações clínicas contida nos testes de laboratório no momento do atendimento.

A nova oferta vem para mostrar como hospitais, desenvolvedores de PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente), o governo federal e outros agentes do setor de saúde estão buscando incorporar maior capacidade clínica de decisões a partir de registros de saúde eletrônico.

No início deste mês, por exemplo, a Clinical Decision Support Coalition – ou CDS Coalition, associação que estabelece o uso dos softwares de apoio às decisões clínicas – postou bases voluntárias que projetam as ferramentas de tomada de decisão em resposta às disposições do projeto de lei 21st Century Cures Act, que exclui alguns produtos CDS do escopo regulatório da U.S Food and Drugs Administration.

O novo software CareSelect Lab, por sua vez, é uma ferramenta clínica de suporte de decisões que as organizações dizem agregar os conhecimentos médicos da Mayo sobre as condições de saúde dos pacientes, e que está integrada na plataforma de registro eletrônico de saúde para fornecer, essencialmente, a melhor prática através do programa da CareSelect, desenvolvido pela NDSC.

O CEO da NDSC, Michael Mardini afirmou que a combinação significa que os clientes podem acessar mais de 1500 modelos de saúde mantidos pela Mayo.

Os médicos podem aproveitar o CareSelect Lab para orientação em laboratórios, patologias e testes genéticos; assim como interagir diretamente com as indicações contidas no PEP para acessar informações sobre testes apropriados a serem solicitados.

No nível empresarial, os hospitais que usarem o CareSelec e o CareSelect Lab também podem visualizar os relatórios benchmark do Analytics para comparar os padrões dos pedidos médicos, melhorar o entendimento das tendências gerais dos testes e identificar lacunas na saúde, disseram representantes da Mayo e da NDSC.

O responsável pelo departamento laboratorial de medicina e patologia da Mayo, William Morice, afirmou que os médicos que integram a equipe ou acessam os testes de laboratório da clínica, podem ajudar na redução de erros comuns. “Devemos ampliar para todos eles as mesmas orientações de decisões que beneficiam nossos médicos e cientistas”, explicou Morice. “E precisamos fazê-lo de um maneira que integre com os atuais sistemas e fluxos de trabalho deles”.

Embora a Mayo não tenha estipulado quanto a CareSelect Lab ou a Care Select plataforma custariam, ela revelou um interesse financeiro no produto e informou que destinaria a receita ganha com a ferramenta para a educação sem fins lucrativos, cuidados com os pacientes e para a pesquisa.

 


Fonte: HealthcareITNews // Autor(a): Tom Sullivan // Tradução: Camila Marinho

Athenahealth adiciona aplicativo de gerenciamento de relacionamento com o paciente ao seu Marketplace

As ferramentas de comunicação da Solutionreach permitem que a rede de fornecedores da Athenahealth melhore a experiência e a produtividade dos pacientes.

A empresa de PEP Athenahealth tem adicionado tecnologia de gerenciamento de relacionamento com o paciente da Solutionreach para o programa More Disruption Please, através do marketplace da Athenahealth. Médicos da rede podem usar o designer de comunicação dos aplicativos a fim de melhorar as experiências do paciente e a produtividade da prática médica.

O sistema Solutionreach é projetado para ajudar médicos na otimização das suas relações com os pacientes, o que, idealmente, poderia resultar em um aumento da fidelidade e da satisfação. A partir da ferramenta de gerenciamento de relacionamento, baseado na nuvem, os médicos podem se comunicar e interagir com seus pacientes de uma maneira que traga mais sentido para ambas as partes. Seja através de mensagem de texto, ligações telefônicas ou e-mails.

“Os clínicos precisam atender seus pacientes onde quer que eles estejam”, ponderou Jim Higgins, CEO da Solutionreach. “Com a nossa plataforma de gerenciamento de relacionamento, os clientes da Athenahealth tem acesso às ferramentas necessárias para fomentar o relacionamento com seus clientes e nutrir a lealdade”.

Athenahealth oferece registros médicos, gestão do ciclo de receita, envolvimento do paciente, coordenação de cuidados e serviços de saúde populacional para clientes hospitalares e ambulatoriais. Esta visão, destacou a companhia, visa construir uma rede nacional com informações de saúde para melhorar o sistema como um todo.

A Solutionreach, como um parceiro da More Disruption Please, disse que se juntou a uma rede de profissionais que buscam romper com as abordagens convencionais da área de saúde. Abordagens estas que, simplesmente, não funcionam mais ou não contribuem para os avanços do setor. Dessa forma, a união pretende ajudar os fornecedores a prosperar diante das mudanças da indústria.

 


Fonte: HealthcareITNews // Autor(a): Bill Siwicki // Tradução: Camila Marinho

Otimização da cadeia de suprimentos economiza bilhões a hospitais

Os hospitais poderiam economizar bilhões a cada ano se eles agilizassem e otimizassem suas cadeias de suprimentos, ou supply chains, de acordo com estudo.

A empresa de consultoria Navigant examinou os dados públicos registrados entre 2015 e 2017 da Definitive Healthcare – com base em mais de 2.300 hospitais dos Estados Unidos – e descobriu que os hospitais que investiram em melhorias no supply chain gastaram 23 milhões de dólares a menos que os concorrentes, representando uma média de 17,8% nas reduções de despesas. Cerca de 76% dos hospitais estudados poderiam obter economia similar se eles adotassem medidas para aperfeiçoar seus próprios gerenciamentos de supply chain, poupando mais de 9,9 milhões de dólares cada um.

De acordo com o estudo, os hospitais que apresentaram melhores resultados não sacrificaram a qualidade do atendimento para alcançar a redução de custos, particularmente porque essas instalações reduzem a variação clínica que vem de uma cadeia de suprimentos mais simplificadas, disse Rob Austin, Diretor Associado do Navigant Healthcare ao portal FierceHealthcare. “Realmente cria um ambiente mais seguro, e com melhor qualidade”, pondera.

Essas constatações foram consistentes em grandes centros médicos urbanos e nas instalações rurais menores, comentou o Diretor. O que os pesquisadores descobriram surpreende. Hospitais rurais, devido ao seu tamanho, tiveram menor poder de compra que os grandes hospitais, mas as economias fruto das otimizações se apresentaram similares, de maneira geral, ele destaca.

As melhores performances foram sólidas em diversas áreas, e sugerem métodos que outros hospitais deveriam considerar para otimizar sua cadeias de suprimentos, destacou Austin:

  • Engajar médicos no gerenciamento de supply chain;
  • Reunir e analisar dados de forma eficaz;
  • Incluir tecnologia em supply chain nos grandes planejamentos estratégicos.

Para os que alcançam altas performances, “torna-se mais uma vantagem estratégica competitiva”, pondera Austin. “Envolver os médicos é a chave do sucesso, já que eles geralmente não gostam de ser informados sobre o que fazer”. Ou seja, trazendo esses profissionais para a mesa como parceiros nas discussões, será muito mais eficiente para que eles participem das iniciativas de melhoramento do supply chain.

Os dados são ferramentas que podem permitir aos hospitais uma redução no número de vendedores e fornecedores para produtos similares e otimizar o tipo e a frequência das compras baseado nas necessidades do paciente. Eles podem também ser usados para automatizar os sistemas de compras para evitar erros de documentação.

A principal questão para os executivos é que os investimentos em supply chain valham a pena, disse Austin. Segundo o Diretor, os estudos sugerem que os hospitais fazem de 3 a 4 dólares por cada 1 dólar investido na cadeia de suprimentos. Apesar das vantagens, ele estimou que a vasta maioria dos hospitais, entre 85% e 90% não estão colocando bastante foco no gerenciamento de supply chain. “Se você não está investindo completamente em sua cadeia de suprimentos, você não está otimizando as operações e, consequentemente, o potencial financeiro do seu sistema de saúde”, ressaltou Austin.

 


Fonte: FierceHealthcare // Autor(a): Paige Minemyer // Tradução: Camila Marinho

A Apple Store dos consultórios médicos

 

Como serão os consultórios médicos do futuro? Na dianteira, uma startup médica em São Francisco antecipa esse futuro cenário utilizando IA (inteligência Artificial) e ferramentas conectadas.

Estava frio e chuvoso lá fora quando o Uber estacionou em frente ao número 180 da Suttler Street, no centro de São Francisco. No interior, um homem vestido de preto se ofereceu para guardar minha jaqueta e guarda-chuva enquanto me direcionava para um conjunto de cadeiras no lobby e me entregava uma garrafa de água da Voss.

Examinei atentamente o ambiente e observei um apanhado de equipamentos fitness conectado, alguns séruns chiques dispostos sobre uma mesa de vidro e, posicionado em frente, o que parecia ser um scanner de corpo da era espacial. Na lateral, contra a parede azul, em negrito, se destacavam as palavras “Design your Health”.

 

Apple Store

Eu estava no escritório da Forward, startup de saúde do ex-google e fundador da Wavvi, Adrian Aoun. Ele me disse que esse seria o consultório médico do futuro.

“Imagine um consultório que mais parece como uma Apple Store”, discorre Aoun, “mas dê um passo adiante e você encontra esse tipo de coisa legal, onde você tem um ambiente médico que aprende com o tempo. Você tem algo que melhora progressivamente e ele aprende mais e mais sobre você, muito parecido com as coisas que estamos acostumados, como Google e Facebook.”

 

Eu, médico

Pode ser tentador comparar Forward com algo como One Medical, uma startup que conta com atendimento online e uma série de consultórios médicos conveniados na região da baía de São Francisco. Mas o Forward avança muito além com um escritório conceitual medindo mil metros quadrados, aparelhado com seis salas de exame, equipamentos médicos de última geração e um laboratório para testes realizados em poucos minutos.

Forward também oferece um sistema exclusivo de IA que auxilia os médicos fornecendo rápidas informações e possibilitando compará-las com seus dados de saúde. Além do lobby e da sala de exames, complete tudo isso com cadeiras ergométricas, uma tela de exibição futurista e uma miríade de instrumentos médicos mergulhando no território Star Trek.

Aoun me mostrou algumas ferramentas, incluindo um tipo de luz infravermelha que ajuda a encontrar as veias do corpo para coletar sangue. Outro instrumento exclusivo é um estetoscópio digital forte o suficiente para ouvir as batidas do seu coração sem precisar tirar a camisa. Já a tela grande, presente em cada sala de exames, puxa uma lista de sinais vitais, informando se uma determinada medicação é compatível com seu código genético ou se você é alérgico ao glúten.

A informação vem dos exames de laboratório e do grande scanner corporal que está no lobby; que realiza a análise através de um processo indolor no qual você entra na máquina e posiciona dois dedos da mão esquerda em um sensor por alguns segundos, a fim de calcular sua altura, peso, temperatura, frequência cardíaca, pressão sanguínea e outras tantas informações, simultaneamente. O resultado da varredura corporal resulta  em dados que alimentam o sistema de IA incorporado ao Forward bem como seu aplicativo para dispositivos móveis.

 

 

Coração robótico

Para Aoun, toda experiência tem como objetivo fornecer ferramentas aos médicos para que eles possam tomar decisões com base em dados. E se torna especialmente útil se quisermos transitar para um sistema preventivo e não reativo, que é a nossa configuração atual. “Imagine que você é um engenheiro do meu time e eu te peço para “desenvolver alguns códigos”, mas quando você completa sua tarefa você realmente precisa esperar  por semanas. Você envia seu código, mas o parecer do teste volta uma semana depois e só então você conhece os resultados,” declarou Aoun.

A ideia para o Forward surgiu quando um membro da família ligou para ele de uma ambulância no meio de um ataque cardíaco. “Normalmente pensamos em consultórios médicos como uma oficina de reparação para seres humano, mas nós morremos de doenças cardíacas e câncer…eu não acordo e sei que o meu colesterol pode estar alto, então eu vou ao consultório. Estamos focando na coisa errada,” ele me explicou.

Após essa experiência familiar, Aoun percebeu que poderia fazer um melhor sistema com foco em prevenção a partir do uso dos dados e da inteligência artificial (IA). O fundador logo começou a trabalhar em todo tipo de equipamento médico de alta tecnologia em um esforço para criar um ambiente mais holístico para cuidados médicos.

 

O Carma do plano de saúde

Ao contrário da maioria dos consultórios médicos, o Forward também possui uma abordagem de pagamento diferenciado. Ao invés de estabelecer o acesso por meio de plano de saúde ou co-pagamento, a startup oferece acesso ilimitado à equipe médica, checkups, teste sanguíneo e genético, aconselhamento nutricional, monitoramento contínuo através de sensores portáteis fornecidos pela clínica, suporte ao sistema de IA e acesso 24 horas por dia, 7 dias por semana à equipe médica pelo aplicativo. Tudo isso por $149 ao mês.

Aoun espera que esta diferença, tanto na forma de pagamento quanto no cuidado, estejam centradas na prevenção e não na doença. E para as pessoas sem seguro, pode ser uma alternativa que facilita o acesso a uma assistência médica – exceto para os casos mais graves. Despesas com a saúde são o maior fator para a dívida dos Estados Unidos, devido ao alto custo do nosso sistema. Não ter um seguro significa não ter acesso a médicos e remédios e isso pode ser traduzido como uma sentença de morte para muitos. Uma situação que, sem dúvida, ocorre em um momento delicado para 20 milhões de americanos, que enfrentam a ameaça de perder seus seguros caso o congresso e o novo presidente acabem com a Lei de Proteção e Cuidado ao Paciente (também conhecido como Obamacare).

15% dos primeiros usuários vieram de comunidades desassistidas e foram contemplados com a adesão gratuita. Cada membro também ganha, em seu primeiro mês, os medicamentos prescritos gratuitamente e que podem ser encontrados na farmácia da Forward. A startup ainda planeja oferecer vitaminas, outros suplementos e wearables (dispositivos vestíveis) que serão encontradas na loja da clínica, além de, no futuro, ampliar os serviços e dispor de acupuntura, por exemplo.

 

Forward em movimento

O escritório na Suttler é a localização principal da Forward e o capital para mantê-la certamente é alto. Apesar de Aoun não informar quanto de financiamento tomou até o momento, ele explica que a startup levantou fundos de muitas fontes bem conhecidas. Dentre os investidores estão Khosla Ventures, Founders Fund, John Doerr, and First Round Capital, além dos investidores anjos Eric Schmidt, Marc Benioff, Garrett Camp, SV Angel, Aaron Levie e Joe Lonsdale, e vários outros que se possa imaginar (ou pelo menos esperar). O Forward angariou uma quantia saudável que possibilitou construir a infra-estrutura, criar equipamento únicos e contratar uma equipe médica de alto nível.

O plano futuro é se expandir por São Francisco e ir além. Mas Aoun enxerga esse primeiro consultório como apenas o começo para um novo tipo de medicina.

 

 


Fonte: techcrunch.com // Autor(a): Sarah Buhr // Tradução: Camila Marinho

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Para melhor cuidado, tenha mais mulheres no comando

A medida que o campo da saúde evolui, a necessidade por diversidade de gênero nos postos de liderança é mais evidente do que nunca.

Em um caminho para construir um modelo que suporte tanto colaboração e inovação, nós devemos apresentar uma variedade de perspectivas, experiências e habilidades. Como ex-enfermeira, estou plenamente consciente de que os profissionais de saúde servem os indivíduos de acordo com um amplo conjunto de necessidades, conhecimento e antecedentes – cada um dos quais contribui para a forma como prestamos atendimento personalizado.

Para as organizações de saúde, a importância da liderança feminina na alta gestão se provou uma necessidade. A incorporação de conhecimentos clínicos em funções administrativas também chama a atenção para o fato de que uma abordagem única para todos não consegue sustentar a saúde de nossas comunidades. Para servir adequadamente, com compaixão e compreensão, nosso comando precisa ser tão diversificado quanto a população que tratamos. Precisamos de líderes que compreendam que as tendências da saúde variam conforme o gênero e que também tenham sido treinados em uma configuração clínico e comercial.

No Ascension, maior sistema de saúde sem fins lucrativos dos Estados Unidos, temos um longo caminho para alçar mulheres aos cargos de liderança executiva – um ótimo exemplo é Patricia A. Maryland, Dr. PH, que atua como Presidente e CEO da Ascension Healthcare. E em todo o Ascension Michigan, quatro dos nossos seis mais importantes executivos – eu incluída – são do gênero feminino.

Mulheres tem o potencial para criar um impacto incrível, considerando que em nível nacional nós correspondemos a 75% dos empregos de saúde, mas representamos apenas 26% dos cargos de CEO em hospitais. Além disso, um estudo publicado no Journal of Healthcare Management – com base em pesquisas do American College of Healthcare Executives – aponta que as mulheres com cargos executivos no setor de saúde relatam salários significativamente mais baixos que os representantes do sexo masculino.

A disparidade de renda e a proporção desequilibrada de gênero em cargos de liderança evidencia o viés do que inevitavelmente ocorre em culturas hospitalares quando as perspectivas femininas são diminuídas. A fim de atenuar essas lacunas, os executivos hospitalares se beneficiarão ao buscarem pontos de vista femininos e a diversificação da C-Suite por meio da mentoria deliberada.

Esses fatos levantam a questão: por que não há mais mulheres em papeis de liderança na saúde? É difícil reduzir um problema tão multifacetado para um único fator. Além do desequilíbrio de representatividade feminina entre lideranças neste setor, outras indústrias enxergam as mesmas tendências. As mulheres representam apenas 16% dos cargos de liderança nos Estados Unidos, de acordo com a consultoria de pesquisa McKinsey.

Embora esta seja uma questão complexa, os estereótipos de gênero, as responsabilidades familiares e o teto de vidro também podem contribuir para os rumos da carreira feminina. Precisamos entender o valor da diversidade e trabalhar para promover ambientes de carreira que ofereçam remuneração justa e sejam favoráveis à vida familiar.

De acordo com um relatório da organização sem fins lucrativos de pesquisa e consultoria Catalyst, as empresas com maior participação de mulheres no conselho diretor alcançam desempenho financeiro significativamente mais alto. Se os sistemas de saúde estão preocupados em oferecer cuidados personalizados que consideram o alcance total das necessidades dos indivíduos – seus antecedentes, história, ambiente e crenças – as mulheres devem ter uma representação mais marcante. A influência feminina faz a diferença não apenas para a sustentabilidade do sistema de saúde, mas também para os indivíduos que visamos atender com um modelo personalizado.

Provoco os profissionais de saúde a fazer um esforço concentrado para alçar as mulheres em posições de liderança não só no campo da saúde como em todas as indústrias. Como uma CEO feminina e ex-enfermeira, eu entendo os desafios que as mulheres enfrentam em sua busca para serem elevadas à C-Suite. Incentivo as mulheres líderes a abraçarem seus pontos fortes, experiências e perspectivas únicas – e levar outras mulheres com você.

Há muito que ser feito nesta jornada, mas tenho plena confiança que minha visão de equilíbrio de gêneros em times executivos de saúde é viável e atenderá melhor os pacientes que vem aos nossos cuidados no momento de maior necessidade.

 

 


Fonte: FierceHealthcare // Autor(a): Gwen MacKenzie // Tradução: Camila Marinho