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Como e onde hospitais americamos buscam inovação em saúde

By 23 de setembro de 2014 Health 2.0 / BHT - 2014
Inovação em saúde, como hospitais americanos a buscam?

O painel de inovação em saúde hospitalar da Health 2.0 veio com o subtema “Usando talentos e recursos de um centro médico para inovar dentro da instituição” e isso apresenta a necessidade de não haver apenas inovações tecnológicas, mas mudanças de processos baseadas na necessidade de cada grupo de trabalho.

O primeiro palestrante, Dr. David Cook, da Mayo Clinic, iniciou o painel falando de inovação da base para o topo, em vez da tradicional inovação em saúde, vinda dos setores mais altos do hospital ou da instituição.

David Cook atendeu por 20 anos em UTI antes de entrar em um projeto para redesenhar um projeto na Mayo Clinic. O problema que o chamou é comum a muitas instituições: a instituição estava gastando mais do que possuía. Eles poderiam recriar a oferta de saúde que ofereciam de cima para baixo, mexendo na direção do hospital e criando novos processos, mas eles perceberam que a falta de conhecimento e a falta de participação dos pacientes gera um grande custo à entrega do serviço.

A Mayo Clinic criou, então, o myCare, uma ferramenta que é personalizada de acordo com o atendimento do paciente, oferecendo a ele informação, educação e monitoramento personalizado para sua condição. David citou que a ferramenta não é o que deve ser notado, mas o exemplo de trazer o paciente para perto do tratamento, de forma pessoal e personalizada por reduzir custos e modificar o fluxo.

Um dos ganhos é conseguir informação que não é obtida com a realização de um questionário no hospital e que não conseguem ser colocadas no prontuário (EHR).

Ward Detwiler

HFHS Innovations – Project Manager

Ward afirmou que, em sua instituição, a inovação em saúde é um “ambiente seguro”, já que qualquer funcionário pode apresentar sua ideia e ser encaminhado para a equipe de design e projetos para verificar a viabilidade, criando ferramentas e soluções exatamente correspondentes às necessidades.

Dentre os projetos, ele citou o Statchat e a Virtual Nurse. O primeiro, Statchat, é uma ferramenta de comunicação centrada no paciente, para diminuir os gaps de comunicação dentro do hospital. O segundo foi trazido pelo grupo de saúde, com o problema de não conseguirem passar todo o conteúdo importante para o paciente. O app possui conteúdo personalizado para cada paciente, oferecendo informação e educação sobre sua condição.

Este processo de trazer a informação do ponto final do atendimento, o grupo de enfermagem, no caso, possibilitou que as soluções fossem adaptadas para a realidade do hospital e potencializassem os resultados obtidos.

Jeff Frey

MD Anderson Cancer Center

O MD Center procura por pontos de fricção na oferta de saúde que eles possuem. Para isso, identificaram diferentes audiências que estão envolvidas no processo de cuidado, por exemplo, pacientes, cuidadores e familiares, e, com isso, trouxeram esta audiência para o hospital, aproximando os dois lados e entendendo quais as necessidades, dificuldades e vontades destas audiências.

No entanto, além de simplesmente perguntar e, às vezes, obter respostas equivocadas, a instituição precisa viver o workflow do paciente, como se fosse um deles. Muitas situações pequenas de desentendimento ou processos falhos entre a equipe e o paciente não são contempladas nos questionários e, sem passar pelo workflow, você nunca descobrirá.

Nathalia Nunes

About Nathalia Nunes

Fonoaudióloga formada pela FMUSP, com MBA em Economia e Gestão em Saúde na UNIFESP e apaixonada por comunicação, negócios e tecnologia em saúde. Na Live, trabalho com Marketing, Pesquisa e Conteúdo, tanto na produção de materiais editoriais e de pesquisa, quanto na difusão de temas e ações relacionados a negócios em saúde.

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