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Saúde Mental dos colaboradores: um cuidado que não deve ser evitado!

By 9 de julho de 2020 Gestão

Antes mesmo da pandemia do coronavírus, a Organização Mundial de Saúde vem alertando sobre a depressão, doença que deve ser a maior causa de incapacitação no mundo até o fim deste ano. Diante do cenário em que estamos vivendo, certamente essa previsão deve se concretizar. No entanto, outras doenças mentais, além da depressão, como a ansiedade e a síndrome do pânico, já estão entre as principais queixas nos consultórios.

Com a retomada ao trabalho, as empresas precisam estar atentas ao novo normal e à saúde emocional de seus colaboradores. Uma pesquisa realizada pela OMS estimou que os transtornos depressivos e de ansiedade custam 1 trilhão de dólares à economia global a cada ano devido à perda de produtividade. Além disso, são a terceira causa de benefício previdenciário auxílio-doença no Brasil.

Mesmo assim, falar dessas doenças ainda é um tabu nas organizações. Empresas de vários setores dispensam seus colaboradores quando os primeiros sinais aparecem, como alteração de comportamento e do humor. A pessoa fica mais quieta e evita contato com os demais, além de parecer mais resistente nas tarefas diárias. Estes devem ser pontos de atenção de que já passou da hora desse tema ocupar a vida corporativa.

Estresse, pressões, competitividade, crise econômica e de saúde estão instalados em nosso dia a dia. A nossa única alternativa é passar por tudo isso contando com um ambiente de trabalho “emotional friendly”, dando espaço aos colaboradores para participarem de maneira ativa na implementação de programas de saúde mental.

Um guia publicado pelo Fórum Econômico Mundial sugere que as intervenções nas organizações devem ter algumas abordagens principais: proteger a saúde mental, reduzindo os fatores de risco relacionado ao trabalho; promover a saúde mental ao desenvolver aspectos positivos de trabalho e as habilidades dos empregados; e enfrentar casos de problemas de saúde mental independente da causa.

Além disso, o guia também sugere alertar os colaboradores sobre ferramentas de apoio e onde podem encontrar ajuda dentro ou fora da organização. Por isso, a necessidade urgente das empresas em apoiar indivíduos com transtornos mentais, fazendo parte de um programa das instituições e empresas.

Existem diversas ferramentas no mercado que podem ajudar nesse processo. Mais do que nunca, as instituições precisam abrir espaço para que os colaboradores se sintam apoiados caso precisem pedir ajuda e é imprescindível que haja recursos para lidar com esse tipo de situação. Afinal, cuidar da saúde mental dos colaboradores é estar atento aos resultados da própria empresa.

Sobre o autor

Paulo Vaz é CEO da eCare

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