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Saiba por que você deve investir no gerenciamento de registros médicos

By 28 de fevereiro de 2020 Gestão

Não faz muito tempo que as informações médicas de um paciente eram registradas em fichas e o gerenciamento de registros médicos consistia em armazenar os arquivos em gavetas no consultório. Mas, da mesma maneira que a medicina mudou, incorporando inovadoras tecnologias, o mesmo ocorreu com o gerenciamento de registros médicos.

Em primeiro lugar, a Lei 13.787/2018 criou regras para a digitalização, a utilização e o armazenamento eletrônico de prontuários médicos em hospitais, visando otimizar o trabalho nas unidades de saúde e facilitar o compartilhamento aos dados dos pacientes. Um dos requisitos da norma determina que os documentos digitais reproduzam todos os dados médicos dos prontuários originais, acabando com o problema de perda das informações e risco de vazamento de dados, já que esses prontuários mais antigos estavam arquivados em papel e muitos deles armazenados em locais não apropriados.

Além disso, os profissionais médicos têm a obrigação legal e ética de proteger as informações do paciente e gerenciar adequadamente os registros. Não fazer isso pode resultar em erros médicos e violações de dados, o que pode levar a altas multas por conta da nova Lei Geral de Proteção de Dados, prevista para entrar em vigor inicialmente em agosto de 2020.

O perigo dos erros médicos

O gerenciamento de registros médicos refere-se a um sistema de procedimentos e protocolos responsáveis por controlar as informações do paciente durante todo o ciclo de vida dos dados. A partir do momento em que um registro do paciente é criado, ele deve ser armazenado, protegido e mantido adequadamente.

Mas quando os registros de saúde são mal gerenciados, a vida dos pacientes está em risco. Levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais e pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar indica que, por hora, 6 pessoas morrem por erros médicos nos hospitais brasileiros e que quatro desses óbitos poderiam ser evitados com os procedimentos corretos na administração de remédios e transfusões de sangue, por exemplo.

Esses números são assustadores e comprovam a necessidade de implantar eficientes sistemas de gerenciamento de registros médicos.

O desafio de manter a conformidade

E, além desses riscos, também temos o desafio de manter a conformidade com leis como a de Digitalização do Prontuário Médico e da LGPD. Desde a criação até a destruição, os registros dos pacientes devem estar seguros. Enquanto em uso, os registros eletrônicos devem permitir uma trilha de auditoria detalhada e os registros em papel devem ser armazenados com segurança em uma sala – ou melhor ainda, em uma sala-cofre – com acesso restrito. Ao final de seu ciclo de vida, os registros em papel e eletrônicos devem ser submetidos a sistemas de destruição segura.

Ao automatizar processos essenciais e demorados, um programa centralizado de gerenciamento de registros médicos certamente garante a segurança e conformidade dos dados e, claro, melhora a qualidade do atendimento ao paciente.

Mas ao adotar uma abordagem proativa e investir em um programa abrangente e centralizado de gerenciamento de registros médicos, como os desenvolvidos pela Access, as instituições e prestadores podem manter a conformidade e evitar multas e litígios dispendiosos.

Sobre o autor

Marcelo Carreira é diretor de marketing da Access

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