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Pró-laudo soluciona performance em declínio com home office

By 26 de janeiro de 2015 Gestão

Nas grandes cidades do País, o ato de deslocar-se utilizando os veículos de transporte mais comuns como carro, seja próprio ou táxi, ou sistemas públicos, como metrô, trem e ônibus, podem ser considerados uma grande odisseia se o percurso necessário for longo e se o horário for fundamental para a execução de alguma tarefa profissional. Esta realidade impõe obstáculos físicos e psicológicos que refletem diretamente no desempenho de quem presta serviço e precisa fazê-lo com perícia e urgência.


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Um dos primeiros sinais que surgem a partir desse cenário é a insatisfação do colaborador com sua rotina. Em setores como o de saúde, cuja operação tem sua base construída sobre os alicerces do atendimento ao cliente, uma performance em declínio compromete não apenas o desempenho de hospitais e laboratórios, mas também a saúde de pacientes.

“Em cidades como o Rio de Janeiro, onde o trânsito é caótico na maior parte do dia, tornou-se impossível aos nossos colaboradores realizarem suas funções com a qualidade que é necessária ao profissional de saúde. Sem contar que, nas três ou quatro horas que muitos perdem no tráfego da cidade, muita coisa poderia ser produzida”, conta o diretor e um dos fundadores do Laboratório Pró-Laudo, Felipe Morais.

A empresa, especializada na análise de radiografias e elaboração de laudos técnicos para hospitais e clínicas, percebeu que muitos de seus clientes passaram a reclamar do tempo de realização das análises por parte do laboratório. Após pesquisas internas, foi verificado que o deslocamento realizado por alguns colaboradores era a causa das críticas. A solução encontrada pela Pró-Laudo foi adotar o regime de trabalho remoto, também conhecido como home office, eliminando assim a necessidade dos médicos de circularem pela cidade.

“Um modelo de trabalho como o nosso, que funciona em regime de plantão de 12 horas, demanda muita concentração e pode, sim, ser feito a partir da casa do colaborador. O que fizemos foi reproduzir o posto de trabalho dele em sua casa, onde ele poderá ficar próximo a sua família, amigos, e o que é mais importante, não ficar saturado por conta do trânsito”, conta Morais.

Reproduzir o posto de trabalho do colaborador, segundo as palavras do executivo, significou disponibilizar na internet o acesso do médico ao sistema de análise utilizado pela empresa para a emissão de laudos aos seus clientes. Completam a plataforma de atendimento ferramentas de comunicação que envolvem aplicações de mensagens instantâneas, videoconferência e monitoramento do serviço executado pelos profissionais.

“O atendimento médico de emergência é muito crítico porque todos os participantes são submetidos a um alto grau de estresse e nós sabemos o quanto dói o processo inteiro e qual grau de exigência que temos. O contato humano é importante, mas não pode interferir na qualidade de vida do colaborador”, explica o executivo.

A mudança operacional mais do que ter aumentado o nível de satisfação dos seus médicos, resultou em economia para os cofres da empresa. Com a aplicação do modelo de home office, os custos de manutenção de um escritório no centro da cidade deixaram de existir na contabilidade da Pró-Laudo e também os índices de absenteísmo e rotatividade de funcionários caíram, de acordo com Morais. Além disso, o custo da implantação do novo regime de trabalho foi baixíssimo, girando em torno de R$ 5 mil.

“Foi um aporte baixo se considerarmos os resultados que tivemos desde que implantamos o projeto de trabalho remoto, em janeiro de 2013. O dinheiro foi investido uma parte em modems 3G para garantir o acesso à internet caso haja algum problema na casa deles”, disse Morais. 


Os colaboradores do laboratório também recebem um reembolso do que gastaram com energia elétrica e, em alguns casos, até o computador é fornecido ao médico. “A outra parte foi para custear o serviço de um escritório de advocacia que redigiu os contratos de trabalho baseados no regime de
home office. A legislação nacional para esta modalidade não é clara ainda, por isso tivemos de tomar algumas providências neste sentido”, finaliza o executivo.
*Essa reportagem faz parte do estudo “Referências da Saúde 2014”, da revista Saúde Business. Para ler na íntegra a revista, CLIQUE AQUI

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