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OMS aprova tratamentos experimentais contra o ebola

By 12 de agosto de 2014 Gestão

A Comissão de Ética da Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou nesta terça-feira (12) o uso de tratamentos experimentais no combate à febre hemorrágica ebola. A decisão ocorre um dia após a epidemia de doença, que afeta a região da África Ocidental, superar a marca de mil mortos, entre 1.848 casos suspeitos, de acordo com o último balanço da organização, atualizado na noite de segunda-feira (11).

“Perante as circunstâncias da epidemia e sob reserva de que determinadas condições sejam cumpridas, a comissão chegou ao consenso de que é ético oferecer tratamentos não homologados, cuja eficácia não é conhecida, nem os seus efeitos secundários, como tratamento potencial ou preventivo”, explicou a OMS.

Foram registrados 11 novos casos e seis mortos na Guiné-Conacri, 45 novos casos e 29 mortos na Libéria, e 13 novos casos e 17 óbitos em Serra Leoa. Não foram notificados novos casos ou mortes na Nigéria.

Soro
A Libéria, um dos países afetados pelo surto de ebola, vai receber dos Estados Unidos amostras de um soro experimental. Segundo um comunicado assinado pelo governo da Libéria, o acordo surge na sequência de um pedido feito pelo presidente do país, Ellen Johnson Sirleaf, no dia 8 de agosto, ao presidente norte-americano Barack Obama.

O tratamento experimental deve ser levado por um enviado do governo norte-americano em uma semana, acrescentou a presidência liberiana.

“A Casa Branca e a Agência Norte-Americana de Fármacos [FDA, na sigla em inglês] aprovaram o pedido da Libéria para a disponibilização de doses do soro experimental para tratar os médicos liberianos atualmente infectados pelo vírus ebola”, informou a Presidência liberiana em comunicado divulgado na noite de hoje em Monrovia, capital do país.

Atualmente não existe nenhum tratamento ou vacina específica contra a febre hemorrágica causada pelo vírus ebola, que se transmite por contato direto com o sangue e fluídos corporais de pessoas ou animais infectados.

Nos últimos dias, vários Estados manifestaram o desejo de utilizar o medicamento experimental ZMapp, desenvolvido em um laboratório privado nos Estados Unidos. O fármaco foi aplicado em dois norte-americanos infectados na Libéria, que foram transferidos para os Estados Unidos e colocados em quarentena.

Um padre espanhol, também contaminado com ebola, foi enviado para o seu país, onde deverá ser tratado com o soro experimental, que a Espanha foi autorizada excepcionalmente a importar.

Hoje, a indústria farmacêutica que desenvolveu o ZMapp disse que tinha enviado a totalidade das doses disponíveis para a África Ocidental, sem precisar países, informando que o tratamento tinha sido fornecido “gratuitamente em todos os casos”.

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