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Olimpíadas 2016 vai ter prontuário eletrônico, diz Chief Medical Officer

By 11 de novembro de 2015 Gestão, TI e Inovação
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Ninguém melhor que um médico (ortopedista), ex-atleta e apaixonado por praticar esportes para comandar a Diretoria Médica das Olímpiadas Rio 2016. João Grangeiro, que também passou por um MBA em Gestão de Saúde pela Coppead (UFRJ), demonstra tranquilidade quanto aos preparativos para o atendimento médico durante os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

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De jogador de vôlei a médico da Confederação Brasileira de Vôlei. Como foi
esta trajetória?

Joguei vôlei durante 20 anos. A primeira Olimpíada que participei foi em 1980, em Moscou. Ao terminar a residência médica, em 1989, recebi o convite para trabalhar como médico da seleção. Na ocasião o Diretor da Confederação Brasileira de Vôlei era o Carlos Arthur Nuzmann, atual presidente do Comitê Olímpico Brasileiro. Fiquei
nesta posição até 2000, quando fui convidado para compor o Comitê Olímpico Brasileiro.

E como se tornou médico do Comitê Olímpico Brasileiro?
A partir dos jogos olímpicos de Sidney em 2000, fui convidado a ser o Diretor Médico do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), coordenando toda a equipe médica do COB, estando presente nas Olimpíadas de Sidney, de Atenas, Beijing e Londres, além das Olimpíadas de Inverno e jogos Panamericanos. Permaneci nesta posição até 2012.

Como é composto o Comitê Médico Olímpico?
A estrutura médica do Comitê Olímpico Brasileiro é proporcional ao número de atletas. Não é um número fixo, mas a equipe é proporcional ao tamanho da delegação. Procuro levar médicos que trabalham com as respectivas Confederações Brasileiras. São 28 esportes olímpicas e 28 Confederações Brasileiras. Montamos uma forte estrutura médica para dar suporte aos atletas com médicos, massagistas e fisioterapeutas.

Como se dividem as atividades da área médica do COB?
Antes das Olímpiadas verificase a saúde dos atletas por meio de avaliações médicas e laboratoriais preventivas. Durante os jogos presta-se o atendimento médico e pós-jogos faz-se recomendações aos atletas para trabalharem com programas preventivos.

Qual foi a grande evolução na medicina do esporte na sua geração?
Sem dúvida houve uma grande evolução na questão da imagem. A Ressonância Magnética trouxe uma ajuda inestimável pra gente, por ser um exame de ótima sensibilidade, mas nada afasta a boa prática médica que é a história clínica e o exame físico.

Como está sendo a experiência de ser o Diretor Médico da Rio 2016?
Eu estive em nove jogos olímpicos, e como médico do meu time eu queria saber o que os anfitriões haviam preparado em termos de infraestrutura médica para os meus atletas. Agora estou no papel oposto, o de preparar a estrutura médica para os médicos que vem com suas equipes.

E como estão os preparativos para a Rio 2016, e quantos médicos brasileiros estão envolvidos?
Estamos na fase de colocar em prática tudo aquilo que foi planejado. Não temos a simultaneidade de eventos, mas trabalhamos evento por evento, o que está sendo bom. Serão cerca de 800 médicos para atender a estrutura toda.

Como estão sendo os testes dos eventos?
Estão sendo bons, começamos com triathlon, depois o remo, hipismo, vela, iatismo, ciclismo de estrada. Estamos caminhando para uma série de eventos que acontecerão nos próximos meses, teremos até maio de 2016 para fazer 50 eventos teste.

Como é a estrutura de atendimento para estes atletas?
Nos locais de competição, monta- se uma estrutura básica para emergência, e é importante que os médicos tenham o conhecimento da modalidade e quais as lesões mais frequentes em cada esporte. Por isso colocamos profissionais que estejam habituados com aquelas modalidades esportivas.

Qual o papel da tecnologia no atendimento destes atletas?
Hoje a gente vai ter pela primeira vez na Rio 2016 um prontuário médico eletrônico, que está sendo desenvolvido pela GE.

Como será a policlínica dentro da Vila Olímpica?
A policlínica possui infraestrutura para atendimento médico e fisioterápico. Esta policlínica deve estar pronta em maio/junho do ano que vem. Na policlínica teremos raio-X, dois equipamentos de ressonância magnética e equipamentos de ultrassom.

*Esta reportagem está na edição de outubro-novembro-dezembro da Saúde Business 

Fernando Cembranelli

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