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Médico de Nova Iorque tem diagnóstico positivo para ebola

By 24 de outubro de 2014 Gestão

A imprensa dos Estados Unidos noticiou, na noite dessa quinta-feira (23), que um médico, integrante da organização não governamental (ONG) Médicos sem Fronteiras, teve o diagnóstico positivo para ebola. Ele esteve no Oeste da África e regressou há dez dias.

O profissional tem 33 anos e, segundo autoridades de saúde, está isolado desde quarta-feira (22), dia em que começou a ter febre, dor no corpo e náuseas. A informação foi divulgada pela rede de televisão CNN e o jornal USA Today. O paciente está internado desde ontem em um hospital em Manhattan, mas o primeiro atendimento foi feito no Hospital Presbiteriano de Columbia, lugar em que trabalha e onde estava internado em observação.

De acordo com a fonte que divulgou a informação para a imprensa americana, o caso é avaliado com “certa preocupação” porque o médico não teria sido isolado imediatamente após o aparecimento dos sintomas – fase contagiosa do ebola. Por isso, a namorada do paciente também deve ser isolada, porque ela foi a pessoa que esteve com ele desde seu regresso da África.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, garantiu nesta sexta-feira (24) que Nova Iorque se preparou “exaustivamente” para enfrentar o primeiro caso de ebola confirmado na cidade. Obama conversou por telefone com o governador do estado de Nova Iorque, Andrew Cuomo, e com o prefeito da cidade, Bill de Blasio, depois de ter sido revelado que o médico foi infectado com o vírus, informou a Casa Branca.

“Informaram a chegada de pessoal dos centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC, a sigla em inglês) e o envio de uma equipe de resposta adicional na noite dessa quinta-feira”, diz comunicado. Obama ofereceu a Cuomo e De Blasio ajuda federal adicional para tratar o doente e manter os procedimentos restritos para evitar o contágio dos profissionais de saúde envolvidos no tratamento.

O presidente norte-americano pediu também que seja mantido contato contínuo com a sua equipe de resposta federal ao ebola, liderada pelo coordenador Ron Klain e da qual participam a secretária para a Saúde, Sylvia Burwell, e o diretor do CDC, Tom Frieden.

Antes deste caso, três norte-americanos foram repatriados da Libéria, após confirmação do contágio: um médico e uma enfermeira, que foram tratados em Atlanta e receberam alta no fim de agosto, além de um operador de câmera da NBC, que superou a doença esta semana depois de ter ficado internado no Centro Médico Nebraska.

Foram também diagnosticados três casos em Dallas (Texas), dos quais um doente morreu – um liberiano que tinha ido visitar parentes. Os outros dois casos de infectados foram os das enfermeiras que o assistiram no Hospital Presbiteriano do Texas. Uma delas superou a doença, enquanto a outra evolui positivamente no centro clínico dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) de Maryland.

De acordos com o último relatório da Organização Mundial da Saúde, publicado quarta-feira (22), o surto da doença provocou 4.877 mortes, em um total de 9.936 infectados.

Epidemia se alastra
O Mali registou o primeiro caso confirmado de ebola, em uma menina chegada da Guiné e colocada em quarentena na localidade de Kayes, anunciou nesta sexta o Ministério da Saúde e Higiene Pública. A menina, de 10 anos, veio de Kissidougou, na República da Guiné, na quarta-feira (22) a um hospital de Kayes. O exame para o ebola deu positivo.

Com o resultado da análise laboratorial, o Mali registrou o seu primeiro caso importado da doença. No comunicado, o governo informa que a criança e todas as pessoas que estiveram em contato com ela foram tratadas segundo o protocolo internacional previsto e colocadas em quarentena.

O porta-voz do Ministério da Saúde, Markatchè Daou, acrescentou que a menina chegou da Guiné com a avó e que o caminho que percorreram estava identificado. “A gestão foi automática. Todas as pessoas que estiveram em contato com a menina estão submetidas a vigilância médica”, acrescentou.

De acordo com o comunicado, o ministério “tomou todas as medidas necessárias para evitar a propagação do vírus” e pede à população que fique tranquila. No entanto, também aconselha as pessoas para que evitem viagens não necessárias para zonas da epidemia e para que sigam as medidas de higiene e segurança.

Em abril, o Mali já tinha registrado alguns casos suspeitos de ebola, mas as análises não os confirmaram. Kissidougou é uma região ao Sul da Guiné, país que em dezembro declarou uma epidemia de ebola, que depois se estendeu à Libéria e Serra Leoa.

A Libéria, Serra Leoa e Guiné são os países mais afetados pela epidemia, que também já causou mortes na Nigéria, Estados Unidos e Espanha. O primeiro caso de contágio fora de África foi detetado, no início do mês, na Espanha.

Vários países estão impondo restrições à circulação de pessoas oriundas dos países mais atingidos pela epidemia e instalando postos de controle sanitário nos aeroportos para monitorar eventuais casos da febre, um dos primeiros sintomas da doença.

Existe, também, um outro surto de ebola na República Democrática do Congo, que já causou 43 mortes, mas as autoridades médicas dizem que não está relacionado com os casos na África Ocidental.

Esforço farmacêutico
A Johnson & Johnson anunciou esta semana que assumiu o compromisso de investir até US$ 200 milhões para acelerar o programa de vacinas contra o ebola, em desenvolvimento na Janssen (companhia farmacêutica da Johnson & Johnson), expandindo também significativamente a produção. A companhia diz estar colaborando diretamente com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o NIAID (Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas), bem como com outras entidades, governos e autoridades de saúde pública para viabilizar os testes clínicos, desenvolvimento, produção e distribuição de vacinas.

O esquema de vacinação, que foi descoberto em um programa de pesquisa em colaboração com o National Institutes of Health – NIH (Institutos Nacionais de Saúde), combina uma vacina preventiva da Janssen com uma vacina da Bavarian Nordic, uma empresa de biotecnologia com sede na Dinamarca. Esse esquema de vacinação combinado apresentou resultados promissores em estudos pré-clínicos e terá a segurança e imunogenicidade em voluntários saudáveis na Europa, nos Estados Unidos e na África, no início de janeiro.

A Janssen espera produzir mais de um milhão de doses para o esquema de vacinação em 2015. Espera-se que 250 mil sejam liberadas para ampla aplicação em estudos clínicos, até maio de 2015.

Segundo Johan Van Hoof, diretor global de doenças infecciosas e vacinas da Janssen, em testes pré-clínicos realizados em parceria com os Institutos Nacionais de Saúde, o regime de vacina combinada apresentou proteção completa contra o vírus do ebola.

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