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Todos perdem com a inadimplência, diz Vera Valente em webinar

Em webinar patrocinado pela empresa Bionexo, nesta terça-feira, 5/5, a diretora executiva da FenaSaúde, Vera Valente, cobrou novas formas de atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) durante a pandemia da covid-19.

Para ela, a agência não deveria ter imposto a exigência de contemplar inadimplentes como contrapartida ao acesso, pelas operadoras de planos de saúde, às reservas e provisões mantidas pelas empresas.

“Qualquer exigência que venha do órgão regulador tem de considerar o contexto de crise decorrente da pandemia. Colocar a questão da inadimplência como contrapartida [ao acesso às reservas] é um risco que o sistema não pode suportar”, afirmou Vera.

Para a representante da FenaSaúde, o desconhecimento sobre como funciona a saúde suplementar tem sido bastante prejudicial, não apenas ao setor, mas a toda cadeia de produção da saúde. Um exemplo disso são as muitas iniciativas legislativas que buscam endossar a postergação de pagamentos pelos beneficiados.

“O que parece ser simpático, na verdade, é catastrófico. O sistema é interconectado. Se você interrompe o fluxo de pagamentos também é interrompida a irrigação para os prestadores, como médicos, enfermeiros, hospitais e laboratórios, num momento em que todo mundo precisa receber e continuar atuando a pleno vapor”, disse.

Com o tema “Aprendizados da pandemia que ajudam a agir no presente e a pensar o futuro da saúde suplementar”, o webinar teve mediação de Fernando Torelly (CEO do H-Cor) e Ary Ribeiro (CEO do Hospital Sabará). Além de Vera, participaram do debate Rodrigo Guerra (CEO da Central Unimed) e Rodrigo Aguiar (diretor da ANS). A curadoria foi de Maurício Barbosa, fundador da Bionexo.

“Se esse não é um momento extremo, qual será?”, questionou Guerra, da Unimed, ao comentar a decisão da ANS sobre as provisões. “Respeitosamente, faço um apelo para a ANS revisitar o tema”, sugeriu.

O diretor da ANS admitiu que o órgão regulador não é historicamente habituado a adotar medidas extremas e urgentes. Para Aguiar, a questão é que faltam informações e é sempre arriscado tomar decisões no curto prazo. Ele garantiu, porém, que a agência está atenta às necessidades dos novos tempos de pandemia: “Agiremos de forma urgente porque o momento requer celeridade”.

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