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Publicada a lei que libera a telemedicina; uso da tecnologia só cresce no País

– Lei 13.989/20 reforça que o atendimento médico à distância é mais um aliado ao combate à pandemia

           – A telemedicina permite o atendimento de pacientes com sintomas leves de Covid-19 e com outras doenças, evitando o uso desnecessário de hospitais

Nesta quinta-feira (16), foi publicada a lei 13.989/20, que autoriza o uso da telemedicina durante a crise causada pelo novo coronavírus. A utilização da tecnologia, que já estava liberada desde o dia 20 de março por Portaria do Ministério da Saúde, só tem crescido em função da recomendação do distanciamento social.

Demanda de médicos e pacientes e realidade em outros países, a telemedicina tem permitido o atendimento de pessoas com sintomas leves de Covid-19 e com outras doenças, evitando o uso desnecessário de hospitais. Com o prolongamento do isolamento em muitas cidades, as pessoas precisam manter as rotinas de cuidados médicos, o que torna  a telemedicina essencial neste momento.

Tecnologias que possibilitam que o atendimento médico seja feito remotamente e de forma criptografada têm sido muito procuradas. Esse é o caso da ferramenta da iClinic, startup especializada em desenvolvimento de tecnologia para clínicas médicas, que acaba de lançar uma plataforma de telemedicina, para teleorientação e teleconsulta. Em apenas uma semana, a solução já está disponível para a utilização de mais de 8.700 usuários.

O CEO da iClinic, Felipe Lourenço, explica que a ferramenta da iClinic é diferenciada por já nascer integrada ao prontuário da plataforma, o que aumenta a segurança do médico e facilita o experiência. “Além de ampliar e democratizar o acesso da população à saúde, a plataforma também é distinta por ser focada no médico da ponta e ter baixo custo”.

“Minutos antes da consulta, médico e paciente recebem por e-mail e SMS um link que dá acesso à sala virtual onde acontece o atendimento. O médico conta com duas seções para preenchimento: uma para anotações pessoais do profissional, que são armazenadas diretamente no prontuário, e outra para orientações que são enviadas ao paciente. Além disso, vídeo e áudio poderão ficar armazenados no prontuário iClinic, se o médico desejar. É importante ressaltar que aplicativos para comunicação cotidiana não são adequados para o atendimento médico, pois há falhas graves de segurança, que já estão sendo identificadas por algumas autoridades”.

Além disso, com o objetivo de digitalizar outras etapas do processo, a iClinic incorporou à sua solução para telemedicina a plataforma digital de receita médica da Memed, líder no mercado em prescrição médica digital. Com isso, o paciente recebe sem custo algum a receita digitalmente em seu celular.

Na prática

Para o médico João Paulo Nogueira Ribeiro, que também atua na Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, a telemedicina ajuda a evitar que os pacientes com simples sintomas de gripe, Covid-19 ou ainda de outras doenças crônicas procurem os pronto-socorros de forma desnecessária. “Com isso, não sobrecarrega o sistema e também deixa os pacientes em segurança, já que não são expostos, evitando novas contaminações”.

Segundo ele, o fato de a iClinic já atender o setor médico com outros produtos dá mais credibilidade. “Ao mesmo tempo, a plataforma é de fácil usabilidade, já que basta acessar um link. Meus pacientes, em sua maioria idosos, só precisaram de ajuda de uma pessoa mais nova no primeiro acesso”.

Hoje a iClinic conta com quatro produtos específicos em sua plataforma: marketing médico; recepção (focado em agendamento de consultas); prontuário eletrônico (software utilizado para histórico e integrado à prescrição); e gestão (utilizado no faturamento de consulta e procedimentos com operadoras, recebíveis, contas a pagar e controle de estoque). “Por meio do iClinic Marketing mais de 300 mil pacientes foram impactados com orientações sobre a Covid-19”, detalha Lourenço.

Facilitação e ajuda

No período de lançamento, o médico interessado em aderir à tecnologia iClinic vai ter condições especiais de valores para conhecer a plataforma e seus benefícios.  Além disso, quem ainda não for cliente, receberá gratuitamente a assinatura por dois meses um combo com alguns dos outros softwares da empresa, necessários para a completa gestão do consultório médico (recepção e prontuário). “Os usuários não pagam taxa de instalação, não há prazo de fidelidade e nem de duração do contrato. Acreditamos no produto e queremos fidelizar pela qualidade”.

A empresa também está doando sua tecnologia para determinados grupos de profissionais que estão atuando diretamente contra o surto da Covid-19 no país. “Até o fim de abril, a iClinic vai liberar gratuitamente a nova ferramenta para alguns grupos de profissionais e projetos sociais que estão trabalhando diretamente na linha de frente de combate ao coronavírus”, explica Lourenço.

O executivo explica que a empresa já desenvolve um sistema de pagamento integrado. “Hoje o paciente pode pagar a consulta pelos meios tradicionais: transferência bancária, DOC e TED, ou ainda faturar para a operadora com uma foto da carteira do plano de saúde do paciente, mas, em breve, os médicos poderão receber por cartão de crédito e boleto”.

Embora a lei libere a telemedicina durante a pandemia do novo coronavírus, Lourenço diz acreditar que o atendimento médico à distância no Brasil veio para ficar, já que é uma antiga demanda, tanto de médicos, quanto de pacientes. “A telemedicina já é realidade em muitos países, como boa parte dos da Europa, na China e nos Estados Unidos”, acrescenta Lourenço.

“Antecipamos o lançamento para atender a alta demanda. Muitos médicos de consultórios deixaram de atender em razão da pandemia e do distanciamento social. Além da grande demanda de médicos, também fomos procurados por laboratórios farmacêuticos que querem adquirir assinaturas para distribuir para sua rede de relacionamento ou investir no produto”, complementa o CEO da startup.

Ao todo, a startup já captou R$ 10 milhões em rodadas de investimento. Entre os investidores, há o executivo Pedro Moll, da família fundadora e controladora da Rede D’Or São Luiz, o maior grupo de hospitais do País.

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