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O exército tecnológico como grande aliado da Saúde na guerra contra o Coronavírus

Atualmente ecoou no mundo o toque de recolher. O cenário mundial é de guerra contra o vírus SARS-COV-2, conhecido popularmente como Coronavírus. Um vírus que começou a se propagar em Wuhan, na China, e que ocasionou um colapso no sistema de saúde chinês em menos de um mês. Por se tratar de um vírus de detecção complicada pelo fato de alguns portadores não apresentarem os sintomas, de febre e dificuldade de respirar, ocorreu rapidamente a proliferação nos demais países do globo, levando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar pandemia.

Nesta batalha contra o Coronavírus, a humanidade tem o privilégio de contar com o exército tecnológico de ponta, que tem como soldados: robôs, inteligência artificial e drones no combate à erradicação do vírus. Durante a epidemia da SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em 2002 e da MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio) em 2012 toda essa tecnologia ainda não estava disponível para minimizar os riscos e a expansão do contágio desses vírus.

A China, através da utilização da Inteligência Artificial e do Big Data, fixou dispositivos em aeroportos, rodoviárias e estações de trens, que indicam quais indivíduos estão com febre e possivelmente infectados, isolando essas pessoas e fornecendo máscaras para impedir a disseminação do vírus.

A polícia chinesa para evitar o contato com a população, passou a utilizar drones equipados com spray e alto faltantes ordenado as pessoas a usarem máscaras e a ficarem em suas casas. Esse método também foi adotado pela polícia Francesa e Espanhola, que fizeram uma parceria com uma companhia de drones.

Após as últimas semanas do pico do Coronavírus na China, a Startup CloudMinds fabricou robôs que utilizam a tecnologia 5G, para cuidar dos infectados no Hospital situado em Wuhan, a fim de substituir os profissionais da saúde que já se encontravam esgotados pelos longos períodos de atendimento aos pacientes. Os robôs funcionam por 24hs fazendo atividades que eram feitas por uma equipe humana, sendo todo o trabalho monitorado remotamente por uma equipe médica.

Na Tailândia foi fabricado o robô Ninja com intuito de fazer a mediação paciente x médico, evitando o contato dos infectados com os profissionais da saúde. Através da tecnologia 4G, os robôs Ninja identificam temperaturas de indivíduos possivelmente infectados, monitoram a evolução dos sintomas ocasionados pelo vírus e, por fim, ajudam as pessoas que se encontram em isolamento a se comunicarem com seus familiares e amigos mediante a realização da videochamadas, minimizando os impactos psicológicos negativos do confinamento.

Na Índia os Robôs fornecem informações sobre a Covid-19, distribuem máscaras e produtos de higiene, desinfetam ambientes e disponibilizam informações atualizadas emitidas pela OMS.

Na Inglaterra, para evitar o contágio, foi criado um robô que utiliza câmeras, sistemas de radar, ultrassom e GPS para realizar entregas nas residências. Todo o trajeto da entrega é supervisionado por uma equipe para garantir o êxito do serviço.

No Brasil, pesquisadores sequenciaram, em tempo real e em apenas 48h, o DNA e RNA do vírus através da utilização da tecnologia MinION. Trata-se de um dispositivo muito parecido com o formato de um pendrive, com uma placa interna composta por pequenos poros, os nanopores. Quando plugado no computador decodificam e indicam, através de sensores elétricos, as bases que compõem o código genético de materiais com fragmentos de qualquer comprimento. As pesquisadoras descobriram através do MinION que o Vírus SARS-COV-2 já sofreu três mutações desde a sua origem na China. Com mapeamento genético é possível identificar os genomas que não tenham sofrido mutações e, a partir disso, desenvolver novos métodos de diagnóstico, medicamentos e vacinas para controlar a pandemia.

Nos EUA, o Centro de Ciência e Engenharia de Sistemas de Universidade Americana criou o chamado Mapa digital para monitorar o contágio em tempo real, os países afetados e o número de mortos.

Infelizmente como em toda Guerra, apesar de todos os esforços humanos, e agora tecnológicos, fatalmente ocorrem perdas humanas. Segundo a consulta do referido mapa digital, o Coronavírus já deixou mais de 15.000 mortos no mundo.

Mas a situação tem melhorado. Na China não há mais novas infecções na província de Hubei, cuja capital Wuhan foi o epicentro inicial do Coronavírus. Sem dúvidas, a paz está sendo restaurada com a ajuda desse exército tecnológico de ponta, que contribuiu na identificação do vírus, dos infectados e na recuperação dos isolados, impedindo o contágio de milhões de pessoas em todo o mundo. Não há como negar que, sem esse forte aliado ao lado da humanidade, o número de baixa dos combatentes poderia vir a ser infinitamente maior.

Sobre a autora

Dra. Gabriela Castelo Branco é Advogada do MLA – Miranda Lima Advogados.

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