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Recentemente, os meios especializados informaram sobre uma nova patente desenvolvida pela Amazon, que através de uma pulseira eletrônica, mediria a produtividade do empregado e sua perfomance em tempo real.

Suposto aparelho, emitiria sinais constantes a um sistema passando informações desde a quantidade de produtos embalados (v.g.) até o número de vezes e tempo dispendido pelo empregado no banheiro.

Este sistema processaria os dados recebidos e após análise decidiria sobre a permanência ou rescisão contratual do empregado, emitindo diretamente a demissão, sem a interferência do ser humano.

Em outras palavras, seria a automatização da Supervisão, com a maximização da produção do empregado, através de sua robotização.

Para alívio dos psicólogos, gestores de RH e advogados trabalhistas que estão contorcendo enquanto leem este artigo, tal fato não ocorre no Brasil, e acredito que não virá a ocorrer tão breve.

Em que pese a locomotiva que vem avançando – por vezes, atropelando – alguns direitos dos trabalhadores, referido dispositivo não encontra amparo em qualquer legislação atual (Brasil), constituindo na verdade evidente afronta Princípio da Dignidade da Pessoa Humana, estabelecido pela Constituição Federal de 1988, entre outras ofensas.

Não é preciso ir muito longe para imaginar-se as consequências psíquicas à pessoa submetida a tal tipo de controle, que à toda evidência, configura-se por demais excessivo, um evidente Assédio Moral.

Doenças como Síndrome de Burn-out e Síndrome do Pânico, por ex., são as primeiras imaginadas quando se pensa em tal tipo de pressão direta e constante sobre alguém.

Para o advogado Douglas Calvo “se formos imaginar referida pulseira sendo utilizada no Brasil, o ganho de produtividade auferido com a Robotização do empregado, escorreria pelo “ralo” com a quantidade de empregados afastados por doenças, e ainda, a quantidade de indenizações que o empregador teria que pagar para – de alguma forma – amenizar a dor e prejuízos causados à saúde do trabalhador.”

Desta forma, o interesse pela maximização da produtividade não pode ser maior do que a preocupação com a saúde daquele que irá operar esta tecnologia, lembrando sempre que a tecnologia esta para o ser humano, e não o contrário.

Se você é empresário e esta pensando em investir em algum produto novo, ou numa nova forma de fazer a mesma coisa (inovação), consulte um advogado antes de decidir, pois, o que pode ter aparência de lucro rápido de inicio, pode resultar em enormes prejuízos no médio/longo prazo.

“A participação do advogado – com viés estrategico e visão de negócio – desde o início do processo, evita enormes prejuizos e problemas legais futuros.” finaliza Douglas Calvo.

Sobre o autor

Douglas Calvo é Advogado com mais de 17 anos de atuação . Palestrante convidado em conferencias e afins. Especialista em Negociação e Liderança pela Harvard Law School.

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