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Hospital Care implementa novo modelo de remuneração na saúde, baseado no desfecho clínico do paciente

Implementado em Campinas os resultados já apresentam diminuição na taxa de sinistralidade do plano de saúde próprio

Com o objetivo de aprimorar o modelo de gestão do sistema de saúde suplementar brasileiro, a Hospital Care, holding administradora de serviços de saúde, pertencente aos fundos Crescera e Abaporu, desenvolveu uma nova unidade de negócios no setor. Baseada nas ACO´s (Accountable Care Organizations) dos Estados Unidos, esta nova divisão foi criada para o desenvolvimento de um sistema integrado de saúde privado no Brasil e chega ao mercado com o objetivo de oferecer um modelo de remuneração variável, que leva em consideração a redução de riscos na prestação de saúde e custos para a população e na melhoria da qualidade dos cuidados, tanto de uma perspectiva clínica quanto em termos de experiência e satisfação do paciente.

“A filosofia desta nova unidade está baseada no que chamamos internamente de ‘Valor & Acesso’, que segue a premissa de sempre oferecer o melhor desfecho clínico ao paciente. Sendo assim, ela é regida por três conceitos: (i) melhorar a forma de prestação de contas entre as operadoras e hospitais para controle de qualidade e redução de desperdícios, (ii) possibilitar o acesso dos pacientes aos serviços de saúde específicos e necessários, direcionando o foco do pagamento e (iii) desenvolvimento de estratégias inovadoras e tecnologias baseadas no melhor conhecimento científico e técnico existente”, esclarece o Dr. Fabio Gonçalves, diretor de valor e acesso da Hospital Care e responsável pelo projeto.

A Hospital Care já colocou o novo modelo de remuneração em prática no Hospital Vera Cruz, de Campinas, desenvolvendo a estratégia em cima do plano de saúde próprio Vera Cruz, que atualmente possui 30 mil usuários na região. Desde 2017, com o novo modelo de remuneração também no atendimento domiciliar, os custos totais do programa foram reduzidos, diminuindo os desperdícios e aumentando a satisfação dos usuários.

A Hospital Care está presente em cidades que funcionam como polos regionais para a gestão de saúde populacional e conta atualmente com hospitais, centros médicos, clinicas e laboratórios nas regiões de Campinas, Ribeirão Preto e Florianópolis. Para consolidar a sua atuação na saúde suplementar brasileira, a empresa tem apostado no crescimento rápido e orgânico: já são 16 ativos adquiridos em pouco mais de dois anos, com a expectativa de uma ampliação sustentável.

“Para que esse modelo funcione, vamos utilizar uma análise avançada de dados com o objetivo de entender os fatores envolvidos na saúde, realizando o cruzamento de informações de toda a população daquela determinada região. O modelo também é pensado não somente para atingir metas financeiras, mas para que o profissional atuante busque de fato atingir metas técnicas em todo o desfecho clinico”, complementa Dr. Fábio.

O cenário atual da saúde brasileira é alarmante, de acordo com uma pesquisa do Instituto de Saúde Suplementar (IESS), em 2017, quase R$ 28 bilhões dos gastos das operadoras de planos de saúde foram com contas hospitalares e exames, sejam eles fraudes ou desperdícios com procedimentos desnecessários. “Os dados mostram que é preciso uma rápida virada para que possamos crescer e oferecer o melhor serviço possível à população. A Hospital Care tem um sistema que beneficia toda a cadeia produtiva da saúde; médicos, pacientes, fontes pagadoras e investidores, pensando sempre na sustentabilidade do setor”, explica Rogério Melzi, presidente da Hospital Care.

Dentro de cada polo regional, a Hospital Care tem capacidade para integrar os procedimentos de baixa, média e alta complexidades em seus ativos, que permitem que o paciente seja constantemente acompanhado e que os médicos de fato possam trabalhar na prevenção. Para casos de cirurgia ou doenças crônicas, o paciente volta para o mesmo médico que já vem acompanhando ele, como uma espécie de “médico da família” o que possibilita que ele tenha maior assertividade.

“Temos o objetivo de tornar este novo modelo escalável. Já temos resultados sólidos em Campinas e projeções favoráveis para um sistema cada vez mais sustentável e que ofereça qualidade de atendimento a população. Além de replicar em Ribeirão Preto e Florianópolis, vamos oferecer para outras companhias e também para a melhor gestão da carteira das operadoras de saúde parceiras”, finaliza Melzi.

Gestão para o combate ao desperdício

Este novo modelo de gestão também deve evitar o mau uso do sistema de saúde, como por exemplo sobrecargas de procedimentos médicos, como internações e exames. Além disso, incentiva o desenvolvimento de um sistema completo de assistência, desde o atendimento primário – incluindo programas de prevenção -, passando pelo secundário e por fim o terciário, como por exemplo, um hospital central com um número equalizado de leitos em relação a real necessidade da população local de serviços de alta complexidade.

O modelo da Hospital Care foge dos atuais oferecidos no mercado brasileiro de saúde pautados puramente no modelo de remuneração fee for service – remuneração por quantidade de serviços realizados –além dos modelos verticalizados – hospitais e clínicas próprias – e até mesmo de cooperativa praticado pela Unimed, por exemplo.

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