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Experiência do sistema de saúde italiano é compartilhada com equipe da Qualirede

By 26 de outubro de 2018 Gestão

A Qualirede, empresa de gestão de planos de saúde, trabalha com a prática da Atenção Primária à Saúde por acreditar ser um eixo estruturante na organização dos sistemas de saúde. E, por isso, estimula sua equipe a conhecer experiências similares e práticas bem-sucedidas. A mais recente visita foi feita pela CEO Paula Bianca M. Coelho, que conversou com o médico de família Massimo Pisciotta, do Servizio Sanitario Nazionale (SSN – Sistema Nacional de Saúde, em português), em Riese Pio X, Treviso.
Segundo a publicação World Statistics 2018, da Organização Mundial da Saúde (OMS), a Itália é o sétimo país da Europa em cobertura de serviços essenciais de saúde.
“A Itália tem um sistema de saúde predominantemente público, divido por regiões, as quais têm mais autonomia que no Brasil. O país tem um grande diferencial no sistema público, pois trabalha com remuneração por resultado, além de adotar um modelo integrado voltado para economia sem perda da qualidade. O médico de família é muito bem remunerado se comparado com outras especialidades, e o governo subsidia alguns medicamentos para patologias crônicas, bastando que o médico de família diga que há pertinência. Na Qualirede, em nossas clínicas de Atenção Primária à Saúde (APS), já trabalhamos com remuneração por resultados e, a partir desta visita, vamos aprimorar nossos indicadores de avaliação”, relatou Bianca.
Experiência italiana
A CEO explica que a assistência à saúde na Itália é fornecida por meio do SSN, com cobertura em todo o país. “Há critérios para cadastro no sistema e, após a efetiva inscrição, o cidadão recebe um cartão saúde, que será usado para consultas com o médico de família, exames em laboratórios, atendimento em hospitais e compra de medicamentos em farmácias”, informa. Ela destaca que o cartão é documento importante, sendo usado para que todos os acessos fiquem registrados no histórico do cidadão.
Ao se cadastrar no SSN, o cidadão escolhe seu médico de família. “Assim como no Brasil e em outros países que adotam a APS, este médico de família será o responsável pelo acompanhamento geral da pessoa no sistema de saúde e determinará o encaminhamento para cada situação que venha a se apresentar”. Dependendo da complexidade do tratamento médico, pode ser necessário pagar uma taxa (como se fosse uma coparticipação), que também se aplica à maioria dos exames e procedimentos. Já os procedimentos quanto à maioria dos tipos de câncer e das patologias de doenças crônicas são isentos.
A grande diferença em relação ao modelo brasileiro e de outros países é que os médicos de família não ficam lotados em unidades de saúde, mas podem atender em seus próprios consultórios. “Eles não são concursados, são pessoas jurídicas, e para atuar no sistema público, precisam atender a critérios como ter especialização na área, ter atuado em hospital e pronto-atendimento. Não há exigência de dedicação exclusiva ao SSN, mas outras atividades não podem ocupar mais de 4 horas/dia, para que não haja problemas na qualidade dos serviços prestados aos cidadãos”, diz Bianca. Atualmente, cada médico responde pelo cuidado de cerca de 1.500 pessoas.
A remuneração do médico de família é composta de 50% com valor fixo e 50% variável, baseado em alcance das metas de indicadores assistenciais e de custo, discutidos e acordados em cada região. Um exemplo de indicador é reduzir o custo per capita da população a ele “filiada” de 122 para 108 euros, e outros como controle de diabetes, reduzir a despesa com hospital ou com farmácia (indicar medicamentos genéricos). “A premissa é a da APS, com o médico de família fazendo o cuidado completo do paciente, com serviços de prevenção, resolvendo as situações, e encaminhando a serviços especializados apenas quando isso for realmente necessário”.
Tempo de espera
Após o atendimento com o médico, as pessoas que precisam de um especialista devem agendar em uma central única. Os tempos de espera para serviços e atendimentos especializados podem demorar, mas o médico de família define a prioridade do atendimento. Sendo assim, apesar de tempos longos, aquele que realmente precisa de atendimento não fica na fila de espera. Alguns exemplos de tempos sem prioridade: consulta eletiva com oftalmologista – 6 meses; consulta eletiva com reumatologia – 3 meses; tomografia – 6 meses; ressonância magnética 6 a 7 meses.
Um ponto de destaque, segundo Bianca, é o esforço na prevenção de doenças. “Por exemplo, as mulheres recebem uma carta, informando data e horário para fazer o exame citopatológico e para vários outros casos, basta estar registrado no sistema de saúde. A linha de cuidado é aplicada com muita precisão.”
Em relação às consultas em pronto-socorro, Bianca relata que, dependendo do local, se o médico, seguindo protocolos clínicos, avaliar que não há urgência do atendimento, o paciente pode ter que pagar pelo atendimento. É uma forma de criar a cultura de uso adequado do pronto-socorro, que é direcionado exclusivamente às urgências e emergências.
A CEO avalia que existe uma forte colaboração e integração entre o médico de família e o médico do hospital. O médico do hospital deve sempre fazer a contra referência e, se o médico de família não está contente com o conteúdo, ele mesmo liga para o médico assistente. “Os médicos de família estão em rede e integrados por região, como por exemplo o Dr. Massimo Pisciotta, que atua junto com outros quatro médicos, em que um dá cobertura a outro nas férias e afastamentos.”
Outro ponto muito importante para a qualidade do serviço é que o sistema de registro é online e totalmente integrado, com diversos indicadores.

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