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Diretor técnico: o agente da inovação

“É o agente da instituição que avalia todas as novas tecnologias disponíveis em saúde para apresentá-las ao diretor executivo, que é a pessoa que decide se o investimento será feito. Também lhe cabe manter-se atualizado em todo o aparato que é criado ou reformulado em prol das melhorias na assistência em saúde, inclusive no que se refere à atualização e treinamento médico.”

A definição acima, resposta do médico Fernando Gjorup, corresponde à pergunta sobre qual a importância do diretor técnico – cargo que ele ocupa no Americas Medical City (RJ) – enquanto agente de
inovação. De olho em novas tecnologias, sejam de processos ou de equipamentos, Gjorup conta que uma das novidades do complexo – que contempla o Hospital Samaritano, Hospital Vitória e outros centros médicos e de treinamentos – será um robô à disposição do corpo clínico no centro de cirurgia robótica da rede.

“Um bom exemplo da busca por inovações em prol de uma maior eficácia na assistência é o robô Da Vinci, um avançado equipamento que possui quatro braços robóticos de alta precisão e uma câmera que permite a visão 3D pelo cirurgião. As imagens em alta resolução, ampliadas em dez vezes, proporcionam melhor detalhamento da região dos tecidos e tornam a dinâmica similar à da cirurgia aberta, permitindo o trabalho através de pequenas incisões. Os benefícios para os pacientes são muitos: além de oferecer mais precisão cirúrgica, o robô consegue fazer manobras delicadas que não seriam possíveis com os instrumentos tradicionais, diminuindo o trauma e a dor na região, garantindo uma recuperação mais rápida no pós-operatório e reduzindo o sangramento na cirurgia”.
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Esse papel estratégico é uma das atribuições do diretor técnico que, médico por formação, tem para além dessa visão de inovação também uma atuação em todos os processos referentes ao ato médico; em contraponto, o gestor executivo é o responsável por pensar o negócio, o investimento.

No Hospital Santa Catarina, a tarefa da direção técnica é de Júlio Cesar Massonetto. “Se você pensar, desde a criação dos antibióticos, do desenvolvimento da indústria farmacêutica, a tecnologia sempre trouxe muito avanço para as unidades de saúde. O que ocorre é que de 30 ou 40 anos para cá, a evolução é tão rápida que não temos nem tempo de testar a viabilidade dessas tecnologias a ponto de estudá-las em relação ao custo benefício. Então é muito importante termos filtros institucionais para não cair em armadilhas como comprar um equipamento que daqui cinco anos pode estar obsoleto e não ser incorporado”, avalia o diretor técnico do hospital paulistano.

“Em quase todos os casos, as demandas por novos produtos ou equipamentos partem dos profissionais especialistas. Como política institucional, temos uma comissão de padronização, grupo multidisciplinar que analisa estas demandas e sugere a concretização ou não do projeto. Já a incorporação de novas tecnologias deve estar lastreada em nosso planejamento estratégico e nos estudos de viabilidade. A direção técnica, em conjunto com os especialistas, tem papel fundamental neste cenário, para indicar ou não à direção executiva a incorporação destas novas tecnologias”, acrescenta.

Dentro da área de inovação, Massonetto também destaca a comunicação como uma área cada vez mais importante na função. “Estamos nos últimos meses em uma grande análise para agilizar a comunicação, já que o paciente quer, onde estiver no mundo, poder conseguir acessar o prontuário médico pelo celular”, completa.

No caso do gaúcho Moinhos de Vento, o superintende executivo Fernando Andreatta Torelly, encarregado da implementação de estratégias no hospital, também convive com uma rotina que transita pelo ambiente da inovação.

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“É fundamental buscar novidades que garantam a excelência característica da instituição. A afiliação do Moinhos de Vento com a Johns Hopkins Medicine International é um desses exemplos: há dois anos podemos integrar oportunidade para ambas as instituições, possibilitando a ampliação de práticas médicas e assistenciais, aumentando os diferenciais no cuidado e na segurança do paciente”, afirma o executivo e também economista por formação.

Segundo Torelly, o Moinhos de Vento investiu mais de R$ 200 milhões em quatro anos de obras e aquisição de novas tecnologias, destacando a primeira Central de Teleneurologia de Porto Alegre. Lá, como nas outras instituições citadas, a inovação é vista como fator fundamental para as respectivas casas seguirem recebendo bem seus pacientes. O que vem pela frente? O que essas cabeças forem construindo, experimentando e encontrando por aí.

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*Esta reportagem está na edição de outubro-novembro-dezembro da revista Saúde Business

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