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Como sustentar as comunicações comerciais em uma crise

By 26 de março de 2020 Gestão

Desde o início do surto de COVID-19, os países intensificaram sua resposta nacional com medidas envolvendo testes (quando disponíveis), rastreamento de contatos, quarentena e isolamento social. Embora alguns países tenham o benefício de governos introduzirem pacotes de apoio econômico e comercial, outros países não têm essa opção. Mesmo com esses pacotes de assistência, existem limitações e diretrizes de qualificação para ajudar cidadãos e empresas.

Os eventos da síndrome respiratória aguda grave (Severe Acute Respiratory Syndrome, ou SARS), em 2002, da H1N1, em 2009, e de outras epidemias entre e depois (algumas das quais localizadas apenas em uma região específica) têm sido um lembrete constante, não apenas para os governos, mas também para grandes e pequenas empresas, cujas medidas de resiliência precisam ser seriamente consideradas e implementadas para garantir a continuidade das operações, caso eventos semelhantes ocorram no futuro.

O resultado: planos de resposta à influenza e a outras doenças infecciosas foram desenvolvidos, comunicados, exercitados e operacionalizados por organizações que prestam atenção à importância de estarem preparadas. Esses planos de resposta detalham as medidas de segregação e higienização do local de trabalho, adoção de equipamentos de proteção individual, monitoramento do bem-estar dos funcionários e outras atividades críticas.

Preparação

Esses planos são relevantes hoje? Sim, no entanto, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou, “o COVID-19 é um novo vírus e uma nova situação (…) precisamos encontrar novas maneiras de prevenir infecções, salvar vidas e minimizar seu impacto”. Isso ressalta a necessidade de as organizações continuarem inovando e adaptando-se diante de novos desenvolvimentos.

A epidemia de COVID-19 foi declarada pandemia global e estima-se que dure (pelo menos) até o final do ano. Embora ninguém possa prever como essa doença evoluirá, profissionais e especialistas médicos estão trabalhando o tempo todo para acelerar os testes e a detecção, estabelecer medidas eficazes de rastreamento e contenção de contatos, e, com sorte, criar a(s) vacina(s) necessária(s).

Para organizações ou entidades comerciais, isso significaria que as premissas de planejamento previamente incorporadas em seus planos de resposta à pandemia precisarão ser reavaliadas, revisadas e comunicadas. É necessário mudar de “planejamento específico do cenário” para “planejamento de cenário da empresa com uma visão sustentada”.

Para serem eficazes, os planos de continuidade de negócios que dão suporte às operações de recuperação precisarão ser revisados ​​e mesclados aos atuais planos de pandemia. Embora isso possa exigir um processo de revisão tedioso, a tarefa pode ser feita mais facilmente com a compreensão das funções e dos processos críticos de negócios da sua organização, das partes interessadas envolvidas, das atividades diárias que se espera que sejam impactadas e da garantia do apoio e do endosso das partes interessadas relevantes.

A chave do exercício de revisão (supondo que sua organização já possua esse plano) é pensar holisticamente e a longo prazo. Revise e planeje não apenas para abordar a situação global de pandemia de hoje, mas também levando em consideração outras ameaças do mundo real que podem impedir o planejamento de respostas pandêmicas na sua organização.

Ameaças cibernéticas e desinformação são questões que podem criar transtornos e confusão, especialmente quando há atualizações significativas a serem comunicadas e as partes interessadas podem recebê-las de várias fontes. Leve em consideração como as unidades de negócios atuais abordam e consomem informações, e como o processo pode ser aprimorado para que sua organização possa continuar fornecendo outras garantias aos seus parceiros, clientes e funcionários.

Aprendizado

A maioria das organizações não precisará revisar completamente as políticas e os processos, mas provavelmente precisará identificar as lacunas que precisam ser tratadas para processos que certamente serão interrompidos. O mais importante é que o plano e qualquer revisão feitas, o processo de ativação e as etapas para implementações bem-sucedidas devem ser comunicados de uma fonte confiável, com rapidez e segurança.
Sobre o autor
Marcello Pinsdorf é country manager da BlackBerry Cylance no Brasil
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