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As pessoas estão interessadas em gerir a própria saúde?

By 26 de setembro de 2015 Gestão, TI e Inovação

O uso de smartphones, sensores e tendências como big data e internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) estão impulsionando a coleta de dados de saúde e viabilizando o autocuidado do paciente. Porém, a questão que fica é: as pessoas estão interessadas em gerir a sua própria saúde?

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As iniciativas de medicina preventiva, que promovem a saúde e previnem ou controlam as doenças, só alcançam seus objetivos se o paciente também se engajar no tratamento e nas recomendações médicas, como praticar atividades físicas e manter uma alimentação saudável. Mas o que vemos, em termos gerais, é uma população com hábitos de vida pouco saudáveis, que come mal, é sedentária e muitas vezes abandona os tratamentos.

Por isso, hoje as estratégias focadas em qualidade de vida e iniciativas como a gestão de saúde populacional se apoiam também em métodos para estimular a mudança de comportamento das pessoas. Entre elas estão:

1) Informação – oferecendo conteúdo multiplataforma, melhorando a comunicação entre médicos e pacientes, divulgando dados e campanhas em redes sociais, palestras e publicações, entre outros;

2) Persuasão – utilizando exemplos que reforcem o comportamento positivo ou mostrem os danos de hábitos não-saudáveis, como as imagens de pessoas doentes nas embalagens de cigarro, ou, ainda, oferecendo incentivos financeiros e não-financeiros;

3) Coerção e manipulação – seja pela argumentação nas conversas entre o paciente e os profissionais de saúde, seja pela punição, como um aumento no plano de saúde para pessoas que se mantém em faixas de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas.

Em artigo na publicação Public Health Ethics, da Universidade de Oxford, o pesquisador Thomas Hove questiona esses métodos e propõe o empoderamento do paciente como uma estratégia mais efetiva para conquistar o engajamento. Hove analisa que a abordagem de mudança de comportamento tem problemas morais, por não respeitar a autonomia do paciente e pela possibilidade de aumentar a inequidade em saúde. Por outro lado, o empoderamento é um método colaborativo, segundo o artigo, mas que leva mais tempo para atingir os resultados esperados.

A visão de Hove é corroborada e complementada por outro pesquisador de Oxford, Alan Crib. “Oferecer às pessoas a oportunidade de fazer escolhas sobre sua saúde sem juntamente apoiar sua capacidade de atingir o objetivo dessas escolhas fica aquém do que é frequentemente considerado como moralmente e politicamente importante sobre a promoção da autonomia com relação à saúde”, conclui.

Serviço – A Live Health Care Media convida você a participar desse debate no Health 2.0 Latin America, que acontecerá dentro do Hospital Innovation Show.

O quê: Health 2.0 Latin America

Onde: Hospital Innovation Show – Centro de Convenções Rebouças (Av. Rebouças, 600 – Pinheiros, São Paulo – SP – CEP 05402-000)

Quando: 28 e 29 de setembro de 2015

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Cylene Souza

About Cylene Souza

Mãe da Eva, Cylene Souza é prática e acelerada por natureza e necessidade. Iniciou sua carreira de jornalista no Jornal da Tarde e atuou por oito anos na IT Mídia, primeiro como editora de saúde e, posteriormente, como editora de eventos, na liderança do conteúdo do IT Forum, Saúde Business Forum e IT Business Forum. Acumula conhecimento na produção de revistas, sites e eventos. Tem pós-graduação em Comunicação com o Mercado pela ESPM e em Jornalismo Literário pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. É co-fundadora da Integrare - Marketing de Conteúdo 360º.

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