INSCREVA-SE para o HIS19 e atualize-se com mais de 70 horas de conteúdo! Inscreva-se

6 tipos capitais que os gestores estão trabalhando

By 13 de novembro de 2015 Colunas, Gestão

Ao contrário do foco essencialmente financeiro do século passado, hoje as organizações tem trabalhado com seis tipos de capitais interligados entre si: Natural, Humano, Social/Relacionamento, Intelectual, Manufaturado e Financeiro.

Este novo modelo permite que os gestores tomem suas decisões não apenas com foco financeiro, mas também de acordo com o valor intrínseco dessas novas moedas. Talvez não seja fácil identificar o reflexo imediato no fluxo de caixa dessas novas moedas de troca, mas elas geram valor ao longo do tempo e isso é um diferencial competitivo. Entenda melhor sobre cada uma:

● Capital Financeiro: representa os investimentos ou ativos operacionais necessários para a realização da atividade operacional.
● Capital Manufaturado: representa os bens tangíveis.
● Capital Intelectual: é representado pela base de conhecimento em posse da empresa e a capacidade de sua estrutura organizacional em saber mantê-lo e expandi-lo.
Capital Humano: é representado pelo conjunto de competências, capacidades, experiências e motivações dos colaboradores para buscar melhorias contínuas na atividade operacional e é necessário esforço permanente em sua renovação.
Capital Social e de Relacionamento: é difícil de mensurar, mas todos sabem de sua importância e abrange as instituições e relações estabelecidas dentro e fora da empresa, com todos os stakeholders, e é alimentado pela ética e transparência e pelo sentimento de bem estar coletivo e individual, inclusive para com gerações futuras; representa a reputação da empresa.
Capital Natural: é representado pelo conjunto recursos da natureza de posse da empresa ou pelos bens difusos sob sua responsabilidade e que mantém a perenidade de todos os demais tipos de capital.

Segundo o relatório, intitulado, What Matters and Where: Managing Sustainability in the Healthcare, lançado recentemente pelas empresas americanas, TRUCOST e BrownFlynn, as organizações de saúde devem construir negócios claro para melhorar a sustentabilidade ao longo da cadeia de valor.

Muitas organizações de saúde se esforçam para incorporar a sustentabilidade nas decisões de negócios, mas é um conceito tão amplo, que é interpretado de maneiras diferentes. Também é muitas vezes difícil de traduzir os benefícios relacionados a sustentabilidade em termos de negócios.

No entanto, a experiência mostra que a sustentabilidade em saúde é um imperativo dos negócios com uma série de benefícios, como:

● Redução de custo e melhor retorno sobre o capital,

● Bem estar dos pacientes e colaboradores

● Gestão de risco mais eficaz

O relatório descreve como as organizações de saúde podem superar esses desafios através da adoção de uma abordagem de cadeia de valor. Pesquisa mostra que, para cada, US $ 1 trilhão em receita gerada, o setor da saúde necessita de US $ 28 bilhões em recursos ambientais, o equivalente a 3% da receita anual. As emissões de gases com efeito de estufa são, de longe, o maior impacto, seguido pelo uso da água e poluição do ar.

A grande maioria desses impactos ocorre fora das operações diretas de organizações de saúde. Eles vêm da aquisição de bens e serviços, tais como, energia, produtos farmacêuticos e equipamentos médicos. Ao compreender a verdadeira extensão desses impactos ao longo da cadeia de valor, organizações de saúde podem elaborar estratégias para gerenciá-los de forma eficaz.

Rodrigo Henriques

About Rodrigo Henriques

Leave a Reply