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Transplante de Medula Óssea no Brasil

Por 31 de maio de 2016 Eventos

O transplante de medula óssea é um procedimento que vem crescendo graças ao aumento de tecnologia e técnicas procedimentais na área. Com a facilidade de acesso ao diagnóstico, a incidência da doença tem aumentado nos últimos anos. Em 2015, foram realizados 19 mil transplantes de medula óssea nos Estados Unidos e, no Brasil, este número chegou a 2137.

O Complexo Hospitalar de Niterói realizou a primeira Jornada de Transplante de Medula Óssea no local para a discussão de novas tecnologias e técnicas, além dos desafios inerentes à prática, como os números do Banco de Medula Óssea. Foram convidados médicos e gestores especialistas na área para a mesa.

Dentre os convidados, o Dr. Luis Fernando Bouzas, Diretor-Geral do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), falou sobre a “Escolha do doador: Do irmão ao alternativo sistema de busca REREME/REDOME”.

Segundo ele, a procura do doador segue a ordem de busca por doação familiar, seguida por busca em registros nacionais e internacionais e, por último, em doação de bancos de sangue de cordão umbilical.

No Brasil, o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea, REDOME, instalado no Instituto, cruza  informatizado cruza as informações genéticas dos doadores voluntários cadastrados com as dos pacientes que precisam do transplante. Quando é verificada compatibilidade, a pessoa é convocada para efetivar a doação.

O número de doadores voluntários tem aumentado nos últimos anos. Em 2000, existiam apenas 12 mil cadastrados. Segundo o INCA, naquele ano, dos transplantes de medula realizados, apenas 10% dos doadores eram brasileiros localizados no REDOME. Atualmente, há mais 3,9 milhões de doadores inscritos e a chance de se identificar um doador compatível, no Brasil, na fase preliminar da busca é de até 88%, e ao final do processo, 64% dos pacientes têm um doador compatível confirmado.

“O Brasil tornou-se o terceiro maior banco de dados do gênero no mundo, ficando atrás apenas dos registros dos Estados Unidos (quase 7,9 milhões de doadores) e da Alemanha (cerca de 6,2 milhões de doadores).”, relata o Instituto.

Todo o sistema de registro e doação necessita de atenção e desenvolvimento. “O transplante não existe se não houver uma fonte de coleta adequada”, finaliza Luis.

Nathalia Nunes

Sobre Nathalia Nunes

Fonoaudióloga formada pela FMUSP, com MBA em Economia e Gestão em Saúde na UNIFESP e apaixonada por comunicação, negócios e tecnologia em saúde. Na Live, trabalho com Marketing, Pesquisa e Conteúdo, tanto na produção de materiais editoriais e de pesquisa, quanto na difusão de temas e ações relacionados a negócios em saúde.

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