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Métodos ágeis e tecnologias emergentes na saúde

By 15 de agosto de 2019 Destaques, Entrevistas, Eventos, Gestão, HIS
[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” bg_image_animation=”none”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_link_target=”_self” column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_width_inherit=”default” tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid” bg_image_animation=”none”][vc_column_text]Se engana quem acredita que metodologias ágeis são uma novidade. Seu histórico remonta ao ano de 2001, quando foi escrito o Manifesto para desenvolvimento ágil de softwares. Nele são valorizados 4 pilares: indivíduos e interações mais que processos e ferramentas, software em funcionamento mais que documentação abrangente, colaboração com o cliente mais que negociação de contratos, e responder a mudanças mais que seguir um plano.

Hoje, mais do que apenas desenvolver programas, os métodos ágeis têm sido aplicados em diferentes segmentos que queiram aumentar a velocidade nas suas entregas, melhorar a qualidade do serviço, permitir independência e produtividade às equipes envolvidas e personalizar sua solução. Scrum, Lean, Kanban e Smart são algumas das ferramentas que podem ser utilizadas.

Conversamos com Teresa Sacchetta, Diretora de Medicina Diagnóstica e TeleHealth da UHG, para saber como a empresa tem implantado esta sistemática. “Estamos contando com a parceria da Accenture. Eles estão nos apoiando nisso com workshops, palestras”, diz a diretora. A empresa incorporou times de executivos, gerentes, operações além da área de TI para que a cultura fosse mais facilmente adotada.

Por conta de todo histórico de fusões de empresas e de gestões, Teresa afirma que ainda estão engatinhando na implantação de métodos ágeis. Há pouco tempo começaram a trabalhar em projetos mais estruturantes como a implementação da SAP e do Salesforce, por exemplo.

Os obstáculos de modelos tradicionais como o waterfall (em cascata) se tornaram mais evidentes com as novas possibilidades de gerenciar projetos. “A gente tinha participação na especificação funcional e depois era “TI, faz! Entrega!”, relembra Teresa.

Este tipo de gerenciamento mantinha um escopo engessado no início do projeto, causando desperdício de tempo em entregas lentas e que não seriam mais funcionais ao final. Além de falta de transparência, uma vez que documentações extensas eram produzidas, cheias de linguagem técnica pouco acessível a todos envolvidos.

Quando perguntado sobre resultados desta implantação, Teresa afirma que ainda é cedo pra dizer. O que possuem são mais percepções da melhoria que estes métodos trazem. “Depois que colocamos todo mundo na mesma sala, fisicamente, cada squad ficava numa bancada, a integração foi muito maior, as entregas foram muito mais rápidas e foi muito mais suave o processo”, diz.

“Ainda estamos na idade da pedra quando falamos do potencial de aplicação de tecnologias na área da saúde”, afirma a diretora. Complementa dizendo que o movimento de desospitalização, por exemplo, precisa ser pensando em paralelo a implementação de IoT, para que seja possível tratar e monitorar pacientes crônicos dentro de suas próprias casas, podendo ficar com seus familiares, mas ainda assim se sentirem cuidados, em uma situação que é melhor pra ele e para o sistema de saúde como um todo.

O mesmo raciocínio pode ser considerado quando se pensa em ampliação de acesso usando a telemedicina. São todas formas de tecnologia que podem melhorar a qualidade do serviço e podem ser pensadas e projetadas utilizando as metodologias ágeis.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Pamela Paschoa

About Pamela Paschoa

Farmacêutica pela Unicamp, atuou por 8 anos como farmacêutica clínica em instituições públicas e privadas. Foi tutora e preceptora de programas de residência multidisciplinar. Hoje atua na produção de conteúdo para portal Saúde Business e na curadoria dos eventos Hospitalar, Healthcare Innovation Show e Saúde Business Fórum.

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