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Conheça a ferramenta de leilão para procedimentos médicos

By 15 de agosto de 2014 Empreendedorismo
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Uma nova ferramenta de tecnologia em saúde promete diminuir os custos de procedimentos médicos. Trata-se do Medibid, um site que faz leilões online de serviços de saúde, possibilitando que o paciente encontre o melhor custo/benefício de um tratamento, mesmo que seja feito em outros estados do país.

O site só funciona nos Estados Unidos por enquanto, porém, a tecnologia em saúde parece promissora. Segundo a empresa, é possível que o paciente verifique com o Medibid os preços e indicações de qualidade de serviço do médico, dando a eles uma média de 80% de economia.

Os pacientes precisam somente pedir o procedimento ou uma consulta pelo site. A partir desse ponto, a ferramenta encontra combinações de médicos especialistas em seu caso. O usuário pode, então, pedir uma oferta dos profissionais e deixá-los competir pelo melhor preço entre eles. Na proposta recebida, estão inclusos o médico, o anestesista e a taxa hospitalar, se for o caso. O paciente também tem a possibilidade de usar da tecnologia em saúde para ler reviews de outros usuários e decidir qual profissional se encaixa no melhor custo/ benefício para ele.

Para médicos, a tecnologia em saúde também é muito vantajosa. Com ela, os profissionais podem receber mais pacientes particulares, e fugir um pouco dos planos de saúde que pagam somente uma parcela de seus valores normais.

O Medibid cobra dos consumidores 25 dólares por procedimento, ou 60 dólares anuais para usar o serviço de forma ilimitada. Os médicos precisam pagar 50 dólares para responder a uma oferta, ou 250 para responder a diversas propostas.

Segundo o fundador da ferramenta de tecnologia em saúde, Ralph Weber, o site, que já conta com aproximadamente 120 mil clientes, apresenta transparência e competição, sendo uma alternativa de mercado livre para o Obamacare.

O único medo que ronda a tecnologia em saúde é o de que pacientes irão fazer procedimentos baseados somente em preços, e não na qualidade dos profissionais. Muito se fala sobre os serviços de saúde virarem produtos ou bens de consumo, e dois lados expõem suas preocupações e realizações com a ideia do mercado tomar outros rumos.

Jim Bloedau, um consultor de tecnologia digital, que é a favor desse tipo de proposta disse ao site VentureBeat: ”A maioria das indústrias vive e morre por competição, porque não o cuidado com a saúde…ela só pode estimular uma maior qualidade na maioria dos casos.“

Há também quem é contra a competição por preço entre médicos, como Arthur Caplan, chefe da divisão de bioética do NYU Langone Medical Center. ”O barato soa bem, mas nesses leilões você não está conseguindo nenhuma informação. Será que o cara foi o pior da classe na faculdade de medicina?”, disse ele.

E você? O que acha da polêmica dos serviços de saúde virarem ‘’produtos’’? O segmento precisa ser mais competitivo em relação aos preços, ou os riscos são muito grandes?

Camila Alves

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