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Startups da área de saúde oferecem soluções para minimizar impactos do coronavírus

Em um momento de crise mundial gerada pela pandemia do coronavírus, empresas que são especializadas em saúde vêm sendo cobradas e acionadas mais do que nunca. Isso não é diferente para as startups do setor, conhecidas como healthtechs; por aliarem inovação e tecnologia, elas oferecem soluções importantes que podem auxiliar a população e os profissionais de saúde a enfrentarem e superarem a situação.

O Cubo Itaú, mais relevante centro de fomento ao empreendedorismo tecnológico da América Latina, possui desde agosto de 2018 uma vertical dedicada a soluções inovadoras em saúde, o Cubo Health – cujas startups possuem diversas propostas de orientação médica remota, acompanhamento de tratamentos, psicológico e ações de conscientização, que ajudam a combater e controlar a proliferação do COVID-19 no país.

“A telemedicina torna os processos médicos mais ágeis e aumenta a resolutividade dos atendimentos, evitando assim visitas desnecessárias a emergências e levando o acesso a médicos para todo Brasil. Em momentos como esse, ela se torna essencial, ajudando a desafogar hospitais. Está claro que se existia alguma dúvida em relação a importância das healthtechs, não deve haver mais”, fala Renata Zanuto, co-head do Cubo.

Segundo Thiago Julio, gerente de inovação aberta da Dasa, sponsor da vertical de saúde do Cubo, as startups de telemedicina tiveram um aumento significativo na demanda recentemente, gerando um desafio muito grande. “Ninguém teve tempo de se preparar de fato para este momento”, explica.

“Existem startups que estão no front, atendendo pacientes e ajudando a salvar vidas, e que estão com o desafio de escalar, assim como as grandes empresas. E aí abre uma oportunidade para novos serviços, regulamentação e até de investimento, pois governo e instituições fomentadoras vão querer investir nas healthtechs”, diz o especialista. Para ele, a atual crise gerará uma guinada positiva para o setor, que será marcado por antes e depois do coronavírus – mostrando ao mercado que as startups de saúde são eficientes e necessárias não só para momentos de crise, mas para o desenvolvimento da saúde pública.

Saúde mental e outras soluções

Em tempos de isolamento social, a saúde mental também precisa ser cuidada e olhada de perto. Duas startups residentes do Cubo já trabalham neste tema e oferecem soluções alinhadas com as necessidades causadas pela crise.

A Telavita é uma plataforma de saúde digital, na qual o paciente pode realizar consultas online com profissionais de saúde de alta qualidade em qualquer momento e de qualquer lugar. E a Vittude está revolucionando o mercado de saúde mental e qualidade de vida, promovendo acesso à psicoterapia e chegando a pessoas que moram em mais de 50 países – e uma base atual de 3 mil psicólogos e 14 mil pacientes,

Além dessas, outras empresas têm se se mostrado essenciais. Uma delas é a Hisnëk, que usa a inteligência artificial Ivi para interagir com colaboradores de empresas de forma dinâmica e efetiva, promovendo saúde e prevenindo de doenças. A ferramenta é responsável por gerar dados populacionais de qualidade de vida e bem-estar, guiando as ações de prevenção, manutenção de saúde e bem estar focando em 3 pilares: alimentação e nutrição, saúde mental e atividade física.

Já a Conexa e Docway oferecem orientação médica por vídeo, com atendimento humanizado e tecnológico para operadoras de saúde, hospitais e pacientes diretamente. E a Cuco Health atua no acompanhamento de tratamentos ajudando pacientes crônicos a melhorarem sua adesão medicamentosa, facilitando a recompra e o controle, além de ajudá-los na compreensão sobre a doença gerando dados para a equipe de saúde responsável. Mais do que nunca, é importante manter as pessoas saudáveis.

Ainda há também as startups que olham para os médicos e sua saúde financeira neste momento de crise – uma categoria composta de muitos autônomos. A Medicinae é uma health fintech que faz adiantamento de recebíveis para médicos, além de ajudar os médicos a terem visibilidade da saúde financeira do consultório.

Para Thiago Julio, da Dasa, está claro que essas startups terão muito trabalho pela frente, mas estarão robustas no pós-crise. “O mundo está conectado e as soluções virtuais para períodos de afastamento social deixam clara a importância do digital. Acredito que as de telemedicina vão sair em outro patamar. Após essa crise vai ficar evidente que as startups fazem parte do sistema de saúde, assim como os laboratórios, hospitais e operadoras”.

Health Techs – panorama do mercado brasileiro

Segundo dados da ABStartups, o Brasil é o maior mercado de saúde da América Latina e o sétimo maior mercado de saúde do mundo, com mais de US﹩ 42 bilhões gastos anualmente em cuidados de saúde privados.

Com um mercado tão aquecido e carente de soluções de base tecnológica para suprir suas necessidades, vemos crescer nos últimos anos as startups com produtos e serviços voltados à vertical de saúde.

O país tem atualmente 353 startups de healthtech, segundo dados do Startupbase. Dessas, 34,8% estão concentradas no estado de São Paulo. Em relação ao nível de maturidade das startups nesse segmento, 46,4% delas estão em fase de tração e 30% em fase de operação.
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