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iClinic dá dicas de leitura para novos empreendedores

By 25 de dezembro de 2014 Empreendedorismo

Em 2009, enquanto cursava Informática Biomédica na USP de Ribeirão Preto, Felipe Lourenço, co-fundador da iClinic, identificou com seus parceiros que 70% das clínicas e consultórios de todo o país ainda controlavam seus principais processos no papel. Os outros 30%, que já faziam uso de algum tipo de solução digital, encontravam-se extremamente insatisfeitos com as ferramentas disponíveis. A partir do gap no mercado e da necessidade de melhorar o que já havia disponível, Felipe juntou-se a mais dois colegas em 2011 para fundar a iClinic.

Para entender mais sobre a proposta da iClinic para a área da saúde, Felipe Lourenço nos concedeu uma entrevista, em que compartilha também um pouco da experiência pessoal como empreendedor.

Quais os diferenciais dos produtos e serviços da iClinic?
R: O iClinic foi o primeiro software do gênero a ser criado por profissionais especialistas em computação em saúde, não tendo sido projetado apenas sob a óptica computacional ou médica, mas sim sob uma combinação harmoniosa destas duas áreas, exatamente o que fomos formados para fazer.

Nossa empresa surgiu fundamentada em 3 princípios básicos hoje incrustados em nosso DNA: (1) mobilidade – desenvolver soluções baseadas em nuvem, acessíveis de qualquer lugar, a qualquer momento, a partir de qualquer dispositivo (independência de plataforma); (2) user experience – ser uma empresa totalmente centrada no usuário, desenvolvendo toda e qualquer ferramenta baseados nos problemas e opiniões dos nossos clientes, e obstinada por proporcionar a melhor experiência de uso; (3) excelência em suporte: ser muito mais que um simples fornecedor, mas atuar como um verdadeiro parceiro dos nossos clientes, nos colocando lado a lado, de modo a garantir o sucesso na gestão e organização da sua prática.

Quais as expectativas para o mercado em que a iClinic atua?
R: Quando se fala de saúde no Brasil, ainda existe muita coisa a ser feita. O mercado de saúde no Brasil movimentou em 2014 cerca de 396 bilhões de reais (9% do PIB) e as projeções são ainda maiores para os próximos anos, é inegável. Há um gigante mercado a ser explorado e as oportunidades são imensas, sobretudo para o setor de tecnologia, que poderá corresponder a até 15% destes investimentos.

A cidade de Ribeirão Preto tem proporcionado um ambiente favorável para os empreendedores?
R: Sem dúvida alguma, sobretudo na área da saúde. A apenas 3h da capital, Ribeirão é a terceira maior cidade do interior paulista (atrás apenas de Campinas e São José dos Campos) e um dos principais pólos de saúde do Brasil. Acaba não tendo como ficar longe de São Paulo, para onde geralmente vou de 2 a 3 vezes por mês, mas em nosso caso, Ribeirão Preto é um excelente laboratório para criarmos e validarmos nossas ideias, devido à grande concentração de profissionais da saúde. Ainda no caso da iClinic, por termos um modelo de distribuição online, hoje temos abrangência nacional, estando presentes em todos os 26 estados do Brasil e o Distrito Federal.

Aqui em Ribeirão ainda estamos um pouquinho longe de grandes ecossistemas de empreendedorismo fora do eixo Rio-São Paulo, assim como já são Florianópolis, San Pedro Valley, em BH, e o Porto Digital, em Recife, mas estamos caminhando para isso. Esforços e iniciativas para fomentar a cultura do empreendedorismo como parques tecnológicos, incubadoras, meetups e grupos informais de discussão são cada vez mais frequentes.

Tem sido fácil encontrar colaboradores capacitados? 
R: Ribeirão possui cinco universidades, em que muita pesquisa e tecnologia de ponta vem sendo produzida e excelentes profissionais vem sendo formados. Estas universidades tem sido um grande celeiro de talentos, nos possibilitando encontrar pessoas capacitadas nas mais diversas áreas. Além disso, temos observado um grande fluxo de profissionais experientes trocando o stress da capital, por uma melhor qualidade de vida no interior. Temos aproveitado isso.

E os planos para 2015?
R: Em 2014 nossa empresa viu seu faturamento crescer 900% e o desafio para 2015 é manter este ritmo acelerado de crescimento. Para isso, o segredo é continuar evoluindo o produto a cada dia e grandes novidades virão em 2015, tanto no que diz respeito ao produto, quanto à nossa estratégia de atuação.

Por fim, qual dica você daria para quem pretende começar uma startup na área da saúde? 
R: Se você possui alguma ideia e é algo em que realmente acredita, vá em frente, pesquise, trabalhe, persista. Procure avançar pelo menos um passo a cada dia. O caminho não é suave e tranquilo como pode parecer para quem analisa de fora, mas com o tempo você perceberá o quanto sua dedicação valeu a pena.

Não tenha medo de contar suas ideias. Compartilhando-as com outras pessoas você receberá feedbacks e insights que serão essenciais para aprimorá-las e avançar ainda mais. No começo eu tinha medo de abrir o jogo a qualquer pessoa, acho que isso faz parte da nossa cultura. Mas no fim, você percebe que o diferencial não é a ideia, mas sim sua capacidade de executá-la.

Gostaria de dar algumas dicas de leitura, na minha opinião, essenciais para quem está começando a empreender em saúde.

Na área de negócios, empreendedorismo, SaaS e vendas:
For Entrepreneurs by David Skok: http://www.forentrepreneurs.com/
Chaotic Flow by Joel York: http://chaotic-flow.com/
Tomasz Tunguz blog: http://tomtunguz.com/

Na área de saúde e tecnologia:
MedCrunch: http://www.medcrunch.net/

The Health IT Guy: http://www.healthcareguy.com/
KevinMD: http://www.kevinmd.com/blog/
MedCity News: http://medcitynews.com/
E claro, o Empreender Saúde: www.empreendersaude.com.br

José Eduardo Lima

About José Eduardo Lima

Acadêmico do 4º ano de Medicina na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP, é fã de neurologia, oftalmologia, empreendedorismo e gestão de organizações da saúde. Foi intercambista pelo programa Ciência sem Fronteiras no Leids Universitair Medisch Centrum (Leiden University, Holanda).

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