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HIMSS LA premia três cases de inovação em Saúde

By 9 de novembro de 2015 Empreendedorismo, TI e Inovação

1 Prêmio Comunitário de Saúde
Rede Bem Estar
Paulo César Barbosa Fernandes
SMS Vitória / ES

Sem nenhuma integração de dados, os serviços de saúde de Vitória (ES) enfrentavam muitas dificuldades, assim como muitas regiões do Brasil, que exercem uma Saúde praticamente no “escuro”, sem uma quantidade mínima de informações dos pacientes registradas e compartilhadas entre os departamentos de um hospital ou unidade de saúde. Para por fim a esta realidade é que o coordenador de sistemas de saúde do município, Paulo Barbos Fernandes, colocou a mão na massa em 2008.

“Não havia nenhum controle de acesso ao prontuário em papel e nenhuma integração dos dados entre redes e equipamentos. Tínhamos que implantar o Prontuário Eletrônico”, contou ele durante uma rápida explanação em meio a outros dois projetos também concorrentes ao Prêmio de Inovação da HIMSS LA.

Assim Vitória passou por um longo período de implantação de prontuários nas unidades assistenciais e treinamento dos profissionais. “Hoje temos tudo conectado, com informação em tempo real entre as unidades espalhadas pelas cidades. Desde a chamado do Samu até registro de atendimento da unidade de bairro (UPA)”, disse Fernandes.
Com o sistema passou a ser possível agendar as consultas com antecedência e haver um controle do atendimento, e até saber o índice de faltas em cada dia nas unidades de bairro. A distribuição dos casos graves da cidade também é monitorada.

“Ao final de toda consulta, o paciente recebe um SMS para avaliar o atendimento recebido, e isso é medido e comparado com outras unidades”, explicou Fernandes, lembrando que a eliminação do papel já virou lei na cidade.
Todos que integram essa Rede Bem Estar utilizam assinatura digital certificada, o que gerou uma economia de 2 milhões de folhas, entre atestados e pedidos de receita. O profissional de um laboratório, por exemplo, lauda o exame e o laudo já cai direto no PEP.

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2 Prêmio Cuidados Agudos
Case Study with Clinicalkey – Evidence-Based Medicine
Giselle Vasconcellos
Elsevier / RJ
Cuidados agudos

Desenvolvido para fornecer evidências para procedimentos glosados, a ferramenta Clinicalkey, da editora Elsevier, tem gerado resultados em importante hospital do Rio de Janeiro, de 136 leitos e acreditação internacional. Foram identificados 17 itens glosados no período de janeiro a setembro de 2015. Destes, seis eram materiais hospitalares, sete medicamentos e quatro procedimentos, sendo que quinze deles foram glosados por falta de evidência, segundo a xxx, Giselle Vasconcellos.

Giselle contou que as glosas acarretaram uma perda na receita de quase 1 milhão de reais ao hospital. A partir das 15 evidências constatadas, o Clinicalkey é capaz de estimar custos a fim de recuperar receita com glosas. “O total possível que poderia ser recuperado com as 15 evidências que ele forneceu foi 865 mil reais”, explicou Giselle.
Por enquanto, a instituição faz uso da ferramenta apenas internamente para auxiliar na tomada de decisão clínica – com foco na maior segurança do paciente e qualidade da assistência.

3 Prêmio mHealth
Teleradiolog Across the Brazilian Amazon Rainforest
Leonardo Severo Alves de Melo
Diagnext / RJ

Não é difícil prever que uma tribo indígena no meio da floresta amazônica não tem acesso a praticamente nenhum serviço de saúde, nem os mais básicos. Afinal a área em que vivem é totalmente distante e alheia à urbanização. Apesar de viverem isolados, as enfermidades também os acometem e, muitas vezes, acarretam mortes completamente evitáveis pela medicina de hoje. Câncer de mama, colo do útero e pneumonia são as principais causas de morte da população da floresta.

Diante disso, o engenheiro Leonardo de Melo, da Diagnext (RJ), junto ao seu irmão, resolveu se emprenhar para levar uma medicina de qualidade aos recantos mais distantes da Amazônia. A telemedicina é o meio que viabiliza esse trabalho, conseguindo transmitir exames médicos mesmo a partir de uma estrutura extremamente precária. Cerca de 61 cidades do interior do Amazonas já tiveram o sistema e equipamento instalados, que foi desenvolvido por ambos. Destes, 51 cidades estão em operação.

São realizados aproximadamente 20 mil exames por mês, entre mamografias e raios-x. O hub das imagens para o laudo é feito pela Universidade Federal do Amazonas, em Manaus. “Hoje transmite-se uma mamografia na indústria tradicional em oito horas. A primeira transmissão pelo sistema junto ao Estado foi feita em seis minutos”, ressaltou de Melo.

Para se ter uma ideia, caso fosse necessário transportar um mamógrafo até a região, um laudo de exame demoraria em média seis meses para ficar pronto, somente 45 dias para transportar um equipamento do Acre até Manaus. “A unidade móvel transmite em quatro minutos e meio através de 3G”.

Até o momento foram identificados nessa população 45 casos de câncer. O engenheiro de Melo ressalta que são pessoas que nunca tinham tido acesso à saúde.

Nathalia Nunes

About Nathalia Nunes

Fonoaudióloga formada pela FMUSP, com MBA em Economia e Gestão em Saúde na UNIFESP e apaixonada por comunicação, negócios e tecnologia em saúde. Na Live, trabalho com Marketing, Pesquisa e Conteúdo, tanto na produção de materiais editoriais e de pesquisa, quanto na difusão de temas e ações relacionados a negócios em saúde.

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