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Conheça as forças e fraquezas da Polônia, no mercado de medical devices e outros

By 18 de fevereiro de 2014 Empreendedorismo

Entre os dias 10 e 12 de Fevereiro, o Empreender Saúde acompanhou a 25ª Salmed a convite do Ministério da Economia Polonês. O evento tem um formato semelhante ao da Hospitalar, com diversos expositores e painéis interessantes para o setor.

O Brasil é um dos potenciais importadores dos produtos poloneses, o que nos credenciou para a visita através do Polska Medical e seu programa “Innovative Economy”, criado pelo Ministério da Economia com o objetivo de desenvolver áreas de Pesquisa e Desenvolvimento no país.

Após conversar com alguns fabricantes locais e de outros países da União Europeia, identificamos que uma de suas maiores forças é a mão de obra mais barata e bem qualificada do país, o que se torna um grande diferencial para integra-los ao bloco econômico, e se posicionar como um grande exportador de medical devices.

Dentre os produtos mais exportados temos equipamentos bioeletrônicos, para centro cirúrgico, reabilitação, equipamentos de infraestrutura hospitalar, instrumentos cirúrgicos e equipamentos de imagem.

Para termos uma visão geral sobre a atual situação do mercado, conversamos com diversos investidores e empreendedores locais, o que nos mostrou as maiores deficiências do país que ameaçam seu futuro, além de reafirmar os pontos positivos.

Notamos uma baixa preocupação das empresas se prepararem para o mercado internacional. No pátio de exposição era raro encontrar algum material em inglês, e muitas empresas não tinham um representante para explicar o seu produto, ou por não falar outro idioma além do polonês, ou por pouco saber sobre o produto. Com isso, embora o evento seja promovido de forma internacional, a sensação que fica é de um evento regional.

Outra fraqueza identificada através de conversas com o gestor de um fundo de 50 milhões de euros, é o baixo pensamento global do povo polonês. Seu fundo já investiu em 64 empresas, o que é um número muito alto para seu tamanho.

O mesmo investidor afirma que o ticket médio é de 100-200 mil euros, e que não passa disso devido ao despreparo e falta de visão global das startups, o que as enfraquece perto de suas vizinhas que não compartilham dessas características, como na Letônia e Estônia, justamente por ter um mercado menor que o polonês, e precisar expandir além de suas fronteiras para ter um negócio rentável.

Conclusão, o país pode se tornar um destaque se mudar sua mentalidade, o que já vem acontecendo. Pessoas, incentivo governamental e verba pra isso eles já possuem, falta apenas um mindset diferente.

Confira abaixo 2 destaques da viagem:

DoctorKinect

Trata-se de uma startup holandesa, porém com a equipe técnica estabelecida na Polônia (cidade de Poznan), que utiliza jogos e o Kinect para auxiliar na reabilitação motora de pacientes com diversos níveis de limitação. A startup é Alumni do StartupBootcamp / Conheça a startup

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=50E_gpn5QBo[/youtube]

Docplanner

um agendador de consultas online criado em Varsóvia e que se expandiu rapidamente para 25 países, inclusive Brasil e outros países da América do Sul. / Conheça a startup

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=NXGjXGoZdYM[/youtube]

* Pedimos desculpas, não localizamos o vídeo em inglês.

Raphael Gordilho

About Raphael Gordilho

Médico com MBA em Marketing, Raphael co-fundou a Live Healthcare, empresa responsável pelo Saúde Business Fórum, Healthcare Innovation Show e Portal SaudeBusiness.com. Em 2018 a empresa se juntou a Feira Hospitalar, no portfólio de saúde da UBM Brazil e posteriormente Informa Exhibitions. Hoje Raphael é Head of CX, onde é responsável pela experiência dos clientes em todos os canais digitais e offline.

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