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Como é o empreendedorismo na área da saúde em Israel?

By 1 de janeiro de 2015 Empreendedorismo
Israel

Na sua grande maioria, o Oriente médio chama atenção pelos seus conflitos, porém nos últimos anos Israel tem sido foco da mídia pelo seu bem sucedido cenário de startups, tecnologia e empreendedorismo.

Startups de software possuem um quadro mais favorável para gerar e desenvolver de forma ágil ideias inovadoras. Depois do Vale do Silício, o ecossistema de startup em Israel é considerado o segundo melhor do mundo de acordo um ranking divulgado pela Telefônica Digital.

Israel possui um grande número de startups com as mais diferentes variáveis compondo o seu ecossistema, antes de falarmos sobre startups na área da saúde vamos entender como funciona este cenário como um todo.

O contexto leva em consideração que Israel é um país  extremamente novo, com 65 anos de existência, com poucos recursos naturais e devido a esses fatores, muitos judeus foram motivados dentro e fora de Israel a ajudar no desenvolvimento do país.  E analisando essas condições, perceberam que para construir um país forte seria necessário investir em seu capital humano focando na educação, ciência e tecnologia. Assim, foi criada a primeira universidade em Haifa, Technion e em seguida a Universidade Hebraica em Jerusalém. Com o passar do tempo Israel passou criar outros centros de pesquisa e a atrair grandes empresas multinacionais no setor de tecnologia, que hoje possuem seu P&D em Israel como Intel, IBM, Microsoft, Google, HP, Yahoo, Oracle, SAP, Cisco, Motorola e Siemens.

E atualmente Israel se apresenta como Nation Startup, apresentando uma quantidade significativa de startups por metro quadrado, principalmente em Tel Aviv onde startup é assunto diário e recorrente desde grandes empresários a motorista de ônibus, todos buscam inovação.

Porém existem fatores essenciais para esse sucesso, como a educação de qualidade. Israel possui quatro departamentos TOP na área de ciência da computação (Technion, Weizmann Institute of Science, Universidade Hebraica de Jerusalém e Universidade de Tel Aviv). Além da experiência acadêmica, tem a experiência militar, pois todo judeu tem que servir as forças armadas: homem no período de 3 anos e mulher no período de 2 anos. Esta experiência contribui para o aprendizado de trabalho em equipe, desenvolvimento de habilidades técnicas e superação de desafios,  pois, com frequência, se encontram em situações de risco, devido aos conflito com os países vizinhos. Outro fator favorável é a existência de  incubadoras e aceleradoras dentro das universidades fornecendo o suporte para desenvolvimento de modelo de negócio e, é claro, o espírito de empreendedorismo que há em Israel, já que muitos  judeus imigrantes vieram sem nada e foram obrigados a começar do zero e a empreender.

É possível perceber, numa semana normal, em Tel Aviv, muitos eventos públicos e reuniões abertas para discutir novas ideias, ajudar outras startups, realizar parcerias e resolver problemas de startups já existentes com trocas de experiência.

Enfim, após realizar essa breve análise vamos focar no empreendedorismo para a área de saúde em Israel. Neste mercado existem 656 empresas de dispositivos médicos de acordo com o levantamento realizado, em 2012, pelo Ministério da Indústria, do Comércio e Trabalho.

A indústria global de dispositivos médicos foi avaliada em 322 bilhões de dólares em 2011 e as empresas israelenses apresentam um pequeno pedaço com 1,83 bilhões de dólares de receita em 2011, mas estes número foram superiores aos de 2010 apresentando um sólido crescimento, de acordo com Dr. Ora Dar, chefe do setor de ciências da vida para o Ministério de Economia de Israel.

Apesar de ser uma indústria muito jovem, Israel é o primeiro no mundo para o número de patentes concedidas per capita e o quarto em número absoluto de patentes no domínio médico, de acordo com Dr. Dar.

Isso tem despertado o interesse de grandes companhias como a Johnson & Johnson e Medtronic, porém as coisas não são fáceis, pois muitos investidores procuram realizar investimentos com retornos mais rápidos. Isso tornou a vida das startups mais difícil, pois nelas estão a maior parte de empresas de dispositivos médicos em Israel. Cerca de 69%  dessas empresas ainda não atingiram a fase comercial de venda de produtos; 34% estão ou em fase de semente ou em fase de investigação e 35% em desenvolvimento.

Porém existem casos, como o Dr. Meretzki, que contrariam todo esse cenário. Tudo começou há cerca de 15 anos, em Haifa, na Technion Institute of Tecnnology, quando Meretzki estava estudando biotecnologia e engenharia química, retirando o excesso de gordura corporal, extraindo células-tronco mesenquimais e, a partir delas, o osso cresce fora do corpo do paciente. Este osso vem completo com os próprios vasos sanguíneos do paciente, e uma vez enxertadas, a própria medula óssea do paciente cresce, sendo o primeiro grupo do mundo a fazer crescer células 3-D. E logo após essas descobertas, o Meretzki começou a se encontrar com a Pluristem Therapeutics (Nasdaq: PSTI ), uma empresa de biotecnologia que desenvolve terapias com células- off- the-shelf para uma variedade de doenças humanas.  Sendo agora uma empresa pública no valor de 200 milhões de dólares que emprega cerca de 150 pessoas em Haifa.

E os resultados do primeiro ensaio clínico na Alemanha são positivos: Dos 20 pacientes que de outra forma teriam realizado amputação de perna , apenas um perdeu o membro.

E essa história de Meretzki é apenas uma entre outras startups médicas em Israel, que estão cada vez mais engajadas em realizar inovações no mercado global de dispositivos médicos .

O que podemos avaliar com essas informações, é que a inovação tecnológica é muito importante, pois podemos utilizá-la para resolver os principais problemas da humanidade, principalmente na área da saúde, proporcionando uma melhor qualidade de vida. Para isso, o investimento em uma educação de qualidade é essencial e a diversidade cultural e demográfica também traz novas ideias. Em Israel, todos estes cenários podem ser vistos, o que leva o país a se desenvolver científico e comercialmente.


Créditos da imagem: Amira_a [Flickr]

Erika Sousa

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