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Colaboração é peça-chave em equipes inovadoras

By 7 de abril de 2015 Empreendedorismo

A integração de times responsáveis por inovação dentro de organizações é complexa e pode resultar em um processo de inovação pobre e com baixos resultados. Entre as empresas mais inovadoras do mundo, mais de 40% dos produtos foram desenvolvidos nos últimos três anos, o que confere um diferencial para elas em relação a outras do setor e pode ser fator determinante para o sucesso a longo prazo.

Dentre os problemas encontrados para inovar, é visto, com frequência, a imaturidade de times de profissionais jovens e sem experiência ou, por outro lado, a resistência a mudanças de alguns profissionais com maior background.

As novas gerações possuem um modelo mental “zap”, que pula de uma situação para outra de forma muito rápida, tornando mais difícil o aprofundamento em alguns assuntos. Isso traz uma facilidade para lidar com inovação.

Isso é uma habilidade comportamental do público mais jovem. Como eles cresceram mudando entre diferentes devices e com o uso de tecnologia, eles têm uma propensão de encarar as mudanças de um jeito mais fácil. Isso é um fato, não é bom ou ruim. Mas existe um lado que pode não ser tão bom, já que eles não têm o fato de se aprofundar em determinada situação.

Já as gerações mais antigas estão acostumadas com processos bem definidos (por anos de experiência) e com a implementação de novos projetos. Eles têm um background que permite prever e evitar muitos erros cometidos pelos mais novos, simplesmente porque já viveram aquela situação.

“Quando essas duas gerações conseguirem trabalhar juntas e unir as duas forças, eu acho que a inovação acontece”, disse Ademar Bueno, Coordenador do Laboratório de Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade FGV-SP e integrante do Conselho Curador da Virada da Saúde.

Para Ademar, na área da saúde e em outras áreas, como o Direito, há uma grande resistência à inovação. Além da cultura de tradição, as áreas têm uma dificuldade inerente ao método científico. “Existe a ciência, com suas questões indiscutíveis, mas podemos inovar em cima disso.”

Além do aspecto geracional, outro ponto determinante para a construção de produtos bem-sucedidos no mercado é a colaboração entre profissionais de diferentes formações. Com frequência, vemos grupos formados somente por engenheiros construindo um produto de saúde ou equipes médicas desenvolvendo um novo serviço.

Claramente, a uniformidade do time não significa um futuro insucesso, mas a diversidade profissional pode ser catalisador de produtos e serviços criados.

Para contribuir com este ponto de vista de colaboração foi criado o Calouro Brasil, como parte da Virada da Saúde, visando a integração de alunos de medicina, educação física, administração e economia na resolução de um problema da área da saúde – de forma criativa e eficiente. O projeto tem apoio da Associação Paulista de Medicina e pretende trazer experiências mais valiosas para a construção de profissionais e pessoas melhores.

“O pensamento clássico e cartesiano das escolas de saúde é linear e simples, mas em um mundo em que tudo é conectado, a inovação é fundamental. E isso é muito desafiador”

Este tipo de colaboração e modelo mental nos permite a visualização do cuidado da saúde de uma forma integral, considerando urbanismo, alimentação, condições de trabalho e outros fatores como determinantes para a saúde.

Assim, pode-se ver a promoção de saúde com uma força muito maior. “Na hora que a população entender o que é promover saúde, se responsabilizar mais pela sua própria saúde, teremos muito menos problemas e maior qualidade de vida. É preciso uma mudança de mentalidade”, finaliza Ademar.

Nathalia Nunes

About Nathalia Nunes

Fonoaudióloga formada pela FMUSP, com MBA em Economia e Gestão em Saúde na UNIFESP e apaixonada por comunicação, negócios e tecnologia em saúde. Na Live, trabalho com Marketing, Pesquisa e Conteúdo, tanto na produção de materiais editoriais e de pesquisa, quanto na difusão de temas e ações relacionados a negócios em saúde.

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