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Anvisa certifica solução wireless de acesso não invasivo a dados da pressão intracraniana da brain4care – nova marca da Braincare

A startup brasileira, Braincare, que a partir de agora adota a nova marca – brain4care – celebra importantes passos rumo à consolidação de um novo sinal vital. A empresa obteve a certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para sua solução wireless de monitoramento não invasivo da complacência cerebral por meio da morfologia do pulso da pressão intracraniana (PIC), e sua tendência ao longo do tempo. A certificação Anvisa é prerrequisito para entrada da solução no mercado. Até o momento, a empresa oferecia a monitorização não invasiva por meio de um sensor a cabo. Esse fato aliado à conclusão da primeira rodada de captação de recursos – com aporte da ordem de US$ 5 milhões – que tem entre os investidores o empresário Horácio Lafer Piva, inaugura nova etapa dos negócios da brain4care.

Essas são as novidades da brain4care que serão anunciadas pelo CEO Plínio Targa durante a participação da empresa no HealthTech Conference 2019, realizado pela Startse, em 25 de abril, no ExpoCenter Norte, em São Paulo. Além de estande, onde a solução wireless de monitoramento não invasivo da complacência cerebral por meio do pulso da PIC será demonstrado pelo time da empresa, Plínio participa como palestrante, às 10h30, com o tema Nasce o primeiro sinal vital digital.

Estratégia 2019

Segundo Plínio, neste ano o foco da empresa é ampliar a adoção do método. A empresa já tem contrato assinado com quatro instituições, entre elas o Hospital Sírio-Libanês. “A meta é fechar 2019, com 30 hospitais em nosso portfólio de clientes”, afirma. Cabe destacar que diversos hospitais de referência já realizam pesquisas com a solução brain4care.

Durante o processo de certificação da agência reguladora ligada ao Ministério da Saúde coube à brain4care provar a segurança e eficiência do sensor de monitorização wireless por meio de especificações e dados de casos clínicos, além de passar pelo crivo técnico dos examinadores da Anvisa. A monitorização da pressão intracraniana já consta no rol da Agência Nacional de Saúde (ANS), portanto já tem cobertura dos convênios em hospitais. “Dessa forma, já temos a validação de nosso serviço e modelo de negócios”, diz o CEO. A empresa posiciona-se no mercado como uma prestadora de serviços, já que a comercialização da solução de monitorização não invasiva é feita por meio de uma assinatura mensal em torno de R$ 3.500,00 por sensor, valor fixo que independe da quantidade de monitoramentos realizados.

Para intensificar sua atuação comercial, a brain4care montou um time especialmente voltado a essa atividade. Inicialmente, os principais mercados-alvo são os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro e, também, hospitais de referência mapeados em todo o país. Contatos, realização de reuniões, participação em eventos da área médica e em cursos voltados a esse público fazem parte da estratégia de disseminação do método de monitorizarão da brain4care.

Benefícios da solução wireless

A monitorização não invasiva brain4care entrega informações sobre a complacência cerebral por meio da morfologia do pulso da PIC expressa em dois gráficos: um mostra a morfologia da curva minuto a minuto e a correlação entre seus pulsos e o outro, a tendência da pressão ao longo do período monitorado. As informações são coletadas com um sensor não invasivo posicionado na cabeça do paciente, que envia os sinais via bluetooth para um tablet ou celular Android, que exibe as curvas em tempo real em sua tela por meio de um aplicativo, manda as informações do paciente pela internet para uma plataforma em nuvem e emite relatórios em arquivos PDF que podem ser abertos e impressos a partir do próprio aplicativo ou site. Em ambientes com monitores hospitalares, a recepção dos sinais da PIC também passa a ser feita sem cabos. Toda solução de tecnologia da informação da brain4care segue o padrão norte-americano de segurança estabelecido pelo HIPPA (Health Insurance Portability and Accountability Act).

A monitorização com tecnologia wireless em relação à tecnologia a cabo oferecida anteriormente traz uma série de benefícios, afirma o Diretor Científico, Gustavo Frigieri. Entre eles, maior estabilidade do sensor pela própria inexistência do cabo; facilidade de mobilidade do paciente dentro do hospital; e, com o desenvolvimento do aplicativo, aliado à tecnologia wireless, a possibilidade de realizar a monitorização com ou sem um monitor multiparamétrico hospitalar, o que permite ampliar muito a adoção para auxílio na definição do diagnóstico e no acompanhamento dos pacientes. “Com a tecnologia wireless e nosso aplicativo, o médico ou o pesquisador pode acompanhar os dados do paciente de qualquer lugar com acesso a internet em um tablet ou celular e não apenas onde há um monitor hospitalar, como ocorria com nossa tecnologia com fio”, destaca. Além disso, a tecnologia wireless facilita a utilização do método brain4care em novos ambientes e contextos, como clínicas médicas que, em geral, não possuem o monitor multiparamédico e em UTIs móveis (ambulâncias).

Nova marca

A nova marca brain4care está mais sintonizada ao posicionamento da proposta de valor da empresa para a saúde global. Conforme destaca Renato Abe, Diretor de Marketing, “a expressão ‘brain for care’ permite identificar aplicações de um sinal vital neurológico para diversas outras áreas da medicina além da neurologia, como a cardiologia, a hepatologia e a nefrologia, entre outras”. Além disso, “abriu a possibilidade para registro da marca brain4care nos diversos mercados globais”, informa Renato.

Quebra de paradigma da medicina

O desenvolvimento dessa solução inovadora foi possível graças aos estudos do Professor Sérgio Mascarenhas de Oliveira, físico e químico brasileiro reconhecido por sua atuação em Ciência e Educação no Brasil e no exterior, que derrubou um dos pilares da Doutrina de Monro-Kellie, estabelecida há 200 anos, que afirmava que a caixa craniana era inexpansível nos adultos. Com base nesse pilar da doutrina, para ter acesso à PIC era preciso realizar uma cirurgia no crânio para inserir um sensor.

Diagnosticado em 2005, aos 77 anos, com hidrocefalia, doença que provoca acúmulo de líquor em cavidades do cérebro, Mascarenhas fez uma cirurgia para implantar uma válvula que drena o excesso de líquido e retornou a sua vida normal. Movido pelo inconformismo diante da realidade dos tratamentos invasivos, realizou experimentos que provaram que o crânio é expansível e que essa deformação pode ser captada por fora, via sensores não invasivos. O resultado derrubou a afirmação referente à inexpansibilidade da caixa craniana e possibilitou o desenvolvimento do método brain4care, que abre novas e promissoras perspectivas em termos de diagnósticos, tratamentos e pesquisas.

Sobre a brain4care

A brain4care é uma startup brasileira que nasceu a partir do desenvolvimento de uma inovação disruptiva: método pioneiro no mundo capaz de monitorar a complacência cerebral (CC) por meio da morfologia do pulso da pressão intracraniana (PIC) e sua tendência ao longo do tempo, de maneira totalmente não invasiva. O propósito da brain4care é desafiar os limites da medicina para vivenciar histórias de saúde e felicidade. Sua missão é reduzir a dor e o sofrimento de milhões de pessoas estabelecendo um novo sinal vital, acessível a todos e em qualquer lugar. No Brasil, a empresa conta com escritórios nas cidades de São Paulo e São Carlos, e nos Estados Unidos, em Atlanta.

A brain4care foi acelerada pela Singularity University em 2017, escolhida entre mais de 500 candidatas de todo mundo. Além disso, foi finalista do Global Grand Challenge Awards by Singularity University, reconhecida pelo uso de tecnologias exponenciais para impactar positivamente a vida das pessoas em escala global e teve sua tecnologia exposta no Exponential Medicine 2017. Foi também vencedora do prêmio INOVA Saúde 2017, da ABIMO. Em 2018, foi apontada no ranking ‘100 Startups to Watch 2018’, um estudo das revistas PEGN e Época Negócios, da Editora Globo, e da Corp.VC, braço de corporate venture da consultoria EloGroup.

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