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Como a logística de medicamentos pode somar para o setor farmacêutico?

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Mesmo com a crise econômica instaurada no país, a indústria farmacêutica continua crescendo. Em 2017, por exemplo, o setor somou mais de 13% em crescimento no faturamento, segundo dados da Interfarma – Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa. Embora os resultados tenham sido bons, há diversas barreiras que ainda precisam ser quebradas para que o mercado continue evoluindo sem perder a qualidade dos produtos. Nesse ponto a logística de medicamentos, através de procedimentos e tecnologias é capaz de beneficiar, em diversas áreas, a indústria farmacêutica, seja no âmbito financeiro, por conta da economia que pode gerar, quanto na garantia da segurança do trajeto desses insumos até o consumidor final, questão ainda muito sensível e com gargalos que prejudicam as empresas do setor.

Para que a indústria sinta essas melhorias, acredito que é preciso o investimento urgente nas ferramentas de automação, possibilitando a total ciência de tudo que está sendo feito, desde o processo final da fabricação dos produtos e medicamentos, até a chegada ao consumidor final e, para isso, a rastreabilidade integrada ao processo logístico desenhado para a empresa, se torna fundamental.

Considerando ainda a rigorosa regulamentação imposta para a indústria farmacêutica, outras automações e processos precisam estar em mente dos gestores das empresas, já que atividades simples podem impactar de forma importante nos resultados dos processos, especialmente quando colocamos os custos diretos e indiretos na ponta do lápis. Por isso, divido com você algumas delas, abaixo:

  • Adequar os locais de armazenamento, se assegurando que o ambiente esteja devidamente higienizado e que receba iluminação e ventilação adequada, além de toda a infraestrutura necessária para receber medicamentos e outros produtos;
  • Realizar um transporte seguro e adequado a cada tipo de medicamento e produto; controlar a temperatura de acordo com a especificidade de cada produto;
  • Controlar a validade e gestão do estoque e cumprir todas as normas e determinações da ANVISA, que possui um manual chamado de Boas Práticas no Transporte de Medicamentos que visa orientar operadores logísticos e transportadoras a respeito das condições adequadas do armazenamento, acondicionamento, movimentação e distribuição desses produtos.

Não seguir essas normas, é colocar o paciente em risco e também toda a empresa, já que ela fica à mercê dos muitos intermediários como transporte, armazenagem, hospitais, farmácias, etc., até chegarem ao paciente. Por isso afirmo, com a certeza que os anos de experiência no setor me proporcionaram, que o investimento da indústria farmacêutica na logística de medicamentos especializada pode ser um diferencial de economia e qualidade. Seguimos trabalhando e acreditando na melhoria do setor para todos.

Domingos Fonseca, presidente da UniHealth Logística Hospitalar

 

 

       
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