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PACS, PEP e PHR: tecnologias que prometem mais poder ao paciente

By 4 de outubro de 2016 Hospitais, MV

Renato Sabbatini é um usuário “fora da curva” do sistema de saúde , como ele mesmo diz. Além de médico por formação, é professor doutor, diretor da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) e vice-presidente da HL7 no Brasil. Não à toa, tem o seu próprio PHR (Personal Health Recorder, ou registro pessoal de saúde), o que seria o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) sob gestão do usuário. “Os registros médicos são centralizados em mim, não em uma instituição”, revela o especialista.

Entidades de saúde adotam o PEP para permitir o acesso eletrônico ao histórico de seus usuários. Quando integrado ao PACS (Picture Archiving and Communication System, ou Sistema de Comunicação e Arquivamento de Imagens), ele ganha ainda mais agilidade, permitindo que o médico acesse tanto o prontuário do paciente quanto o laudo do exame. Do ponto de vista do médico radiologista, este ganha a capacidade de acessar as informações do prontuário enquanto analisa  os exames, para que haja um contexto do histórico do paciente no momento de realização e submissão do laudo ao PACS.

Contudo, pelo modelo, o paciente tem um papel pouco ativo na gestão de sua própria informação. “Se eu me acidentar no Recife e for atendido pela Unimed de lá, ela não consegue acessar os meus dados, que estão na Unimed de Campinas”, explica. O conceito de interoperabilidade – a conversa entre diferentes tecnologias e sistemas graças a padrões globais de comunicação – tende a resolver essa questão. Porém, ainda assim, as informações ficam sob custódia de uma entidade, não da pessoa. “A tecnologia de hoje permite que o dono do dado seja o paciente. Os médicos e as instituições são os guardiões da informação. Se no futuro eu tiver alguma dúvida, posso recorrer diretamente a essa documentação”, detalha Sabbatini, apontando como tendência os demais usuários do sistema adotarem seu próprio PHR, como ocorre em países como Estados Unidos.

Garantir que o paciente tenha controle de suas informações de saúde com o PHR traz diversas aplicações práticas. Uma reportagem da Health Data Management cita uma nova abordagem, pela qual será possível elencar quem toma decisões pelo paciente durante uma crise de saúde ou, ainda, redes de atendimento e profissionais de preferência do usuário.

Há ainda a perspectiva de se enviar informações de saúde em tempo real ao PHR ou mesmo ao PEP com ajuda dos wearable devices, ou dispositivos vestíveis. Sem depender do hospital, a integração desses dados permitirá aos médicos identificar com mais facilidade o comportamento ou fatores ambientais na saúde das pessoas, entendendo melhor o quanto as doenças e condições estão inter-relacionadas e, consequentemente, garantindo melhores tratamentos e maior segurança do paciente, segundo notícia da CB Insight.

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