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Big data e analytics: aliados na gestão de saúde da população

By 19 de abril de 2016 MV, Saúde Pública

Prontuários eletrônicos, cartões SUS ou de planos de saúde, campanhas de vacinação, comissões de infecção hospitalar e reportes ao Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus) ou à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) já são alguns dos mecanismos para a coleta e análise de informações em Saúde no Brasil.

A esses dados estruturados, somam-se os não estruturados, conhecidos como big data. Isso significa que o planejamento de estratégias e a tomada de decisão no setor agora também podem contar com as inúmeras informações geradas pelos wearable devices (dispositivos vestíveis), redes sociais e aplicativos móveis.

A expectativa é que, aliado ao Analytics, conceito de análise estatística dos dados que envolve modelagem preditiva, data mining (mineração dos dados) e forecasting (previsão), entre outras ferramentas, a tendência seja um marco de transformação do segmento.

“Com os avanços tecnológicos, atingimos a Quarta Onda da Saúde, em que o envolvimento crescente do indivíduo na reunião de informações aprimora a emissão de alertas às condutas médicas, a formulação de hipóteses diagnósticas, o apontamento de melhores práticas de tratamento, a prevenção primária e o acompanhamento da evolução da saúde do paciente”, afirma o presidente da MV, Paulo Magnus, no blog da empresa.

Consultor de inovação e novos negócios em Mobilidade, Saúde e Big Data, Eduardo Prado, que também é colunista do portal Saúde Business, elenca as principais vantagens do Big Data em Saúde:

  • redução de desperdícios e custos,
  • melhoria nos cuidados dos pacientes,
  • pesquisa e desenvolvimento da indústria farmacêutica,
  • melhoria na transparência dos subsídios governamentais e
  • melhoria na monitoração da saúde digital.

O consultor cita como exemplo de sucesso o uso do conceito pela United Health, empresa que adquiriu a Amil em 2012. “O grupo utiliza big data de diferentes maneiras em vários nichos: na análise financeira, fraudes e monitoração de perdas, gestão de custos, gestão de benefícios farmacêuticos (“pharmacy benefit management”), melhorias clínicas entre outros.”

Em saúde pública, por meio de seu braço de tecnologia, a Optum Health, a empresa está realizando pesquisas em análise preditiva em parceria com o The National Patient-Centered Clinical Research Network (PCORnet – Rede Nacional de Pesquisa Clínica Centrada no Paciente).

“Em um momento que a ‘espiral de custos’ ameaça as Organizações de Saúde em todo mundo, a contribuição dessa tecnologia no negócio realmente poderá ser representativa. Nos EUA estima-se que a ajuda do big data na redução dos custos giraria em torno de 8% dos gastos anuais nesse segmento, o que representa US$ 300 bilhões dos gastos totais”, complementa Prado.

“O uso de big data na área da saúde trará importantes ganhos em termos de dinheiro, tempo e vidas e precisa ser ativamente defendido por cientistas de dados e epidemiologistas”, conclui o professor do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) Alexandre Dias Porto Chiavegatto Filho, em artigo publicado na Revista Epidemiologia e Serviços de Saúde.

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About MV

A MV é líder de mercado em sistemas de gestão de saúde e sempre mostrou determinação para a excelência, inovação e geração de resultados. Crescendo lado a lado com os clientes, expandiu sua atuação de forma constante e sustentável, estabelecendo parcerias e investindo no talento das pessoas.

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