Caso de sarampo, em Belém, evidencia descuido da população com a prevenção

A confirmação pelo Ministério da Saúde de três casos de sarampo no Pará e a suspeita de dois outros casos no Rio Grande do Sul deve servir de motivação para que todos verifiquem se estão em dia com as vacinas que protegem desta e de outras doenças infectocontagiosas, alerta a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Vice-presidente da SBIm, a médica Isabella Ballalai destaca que a erradicação dessas doenças depende de ampla cobertura vacinal, o que só é possível quando as pessoas se vacinam. Ballalai lembra, ainda, que apesar dos esforços do Ministério da Saúde e de entidades da sociedade civil na conscientização acerca da importância da vacinação, muitos negligenciam esse cuidado.

“Como as pessoas deixam de tomar conhecimento da ocorrência de doenças como a paralisia infantil e o sarampo, por exemplo, pensam que estamos livres de todo o risco. A poliomielite está erradicada no Brasil desde o final da década de 1980, mas a manutenção desse status depende de conseguirmos manter a cobertura vacinal. No caso do sarampo, a doença está controlada, mas ainda não foi erradicada. Além disso, ela é registrada em diversos países, o que aumenta o risco de infecção de viajantes pelo vírus”, explica a vice-presidente da SBIm.