Há uma montanha de dinheiro sobre a mesa. Para ser mais exato: 143,8 bilhões de dólares. Este é o montante que o Gartner estima que o mercado brasileiro gaste com tecnologias da informação e telecomunicações ao longo de 2012. De acordo com a consultoria, quase metade disso ? 65,3 bilhões de dólares ? virá de projetos corporativos. Perspectivas animam.
O Brasil é o país que apresenta a expansão mais acelerada depois de China e Índia. O crescimento por essas terras será superior ao verificado na Europa, Estados Unidos e Japão, muito puxado pela estabilidade macroeconômica nacional, pelo fortalecimento da indústria local frente a um cenário global de crise e por uma inegável onda de consumo interno. O contexto cria um cenário favorável para a profissionalização das ações de tecnologia.
Conversamos com Kenneth Brant, analista do Gartner, que detalhou os investimentos corporativos em TI e telecom por mercados verticais num intervalo que apresenta um cenário até 2015. Além disso, ele destrinchou os números por categoria tecnológica. Para completar, ouvimos CIOs de importantes representantes de algumas dessas indústrias para saber para onde seus olhos estarão voltados a partir de janeiro.
Para ler a análise de todas as verticais (finanças, educação, comunicações, governo e manufatura), ACESSE A CRN Brasil
SAÚDE
Trabalho integrado
A indústria de saúde passa por uma revolução impulsionada pelas tecnologias da informação. O setor deve investir algo como 2,4 bilhões de dólares, crescendo quase 9% sobre o montante de 2011. Muitos fornecedores já se atentaram para isso e movimentam-se nessa direção, montando divisões de negócio especializadas e criando soluções para healthcare.
Um exemplo desse interesse reside no fato de que a própria HP lançou, há alguns anos, uma solução de hospital digital que vinha com a missão de melhorar a qualidade e produtividade das organizações do setor. Há iniciativas de especialização de outros provedores, como Oracle, SAP e IBM, que partem para soluções mais específicas. Vale ressaltar que muitas empresas de saúde ainda rodam sistemas caseiros.
Pelo lado usuário de tecnologia, acho que diz muito quando vemos que um dos primeiros cases de adoção corporativa de iPads no Brasil foi da Amil. O projeto foi apenas uma ponta nas estratégias da organização de levar informações relevantes para as mãos de seus profissionais. Mais amplo, e ainda conectado ao tema, há o que o CIO da organização, Telmo Pereira, chama de levar a empresa para um patamar ?webificado?. ?Web e dispositivos móveis têm impactado profundamente o segmento de saúde?, avalia o executivo, contabilizado cerca de 105 projetos previstos para 2012.
O cenário aponta para um horizonte onde a vertical de saúde deva gastar 3 bilhões de dólares em TI e telecom no ano de 2015. O contexto mostra uma expansão anual dos gastos entre 8% e 6%.
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