O Centro de Medicina Legal (Cemel) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), no interior de São Paulo, assinou na semana passada, um convênio internacional para a criação de um núcleo de antropologia forense. Desenvolvido em parceria acadêmica com a Universidade de Sheffield, da Inglaterra, o projeto contará com uma verba de £ 30 mil – cedida pelo Consulado Britânico através de um fundo de cooperação global – e pretende ser um centro irradiador de pesquisas e avanços na área de identificação de ossadas humanas, informa a Agência USP. O contato para a assinatura do convênio entre as duas instituições foi estabelecido pelo professor Marco Aurélio Guimarães, que passou uma temporada em Sheffield estudando métodos para a extração de DNA em ossos. A parceria vai possibilitar a aquisição de modernos instrumentos para o trabalho com ossadas, além de uma bibliografia que vai contribuir para o aprofundamento dos estudos sobre o tema, além de intercâmbio de pesquisadores. Em maio, alguns professores de Sheffield chegam a Ribeirão Preto para trocar experiências e ensinar novas técnicas e seis pesquisadores do Cemel irão para a Inglaterra, em junho, em busca de maior capacitação.
Após a instalação do núcleo de antropologia forense, a intenção é criar um laboratório de identificação de ossadas por DNA – método ainda muito caro e pouco realizado no Brasil.
Pesquisadores de Ribeirão Preto e da Inglaterra também estão desenvolvendo um programa de computador que reconstrói virtualmente a face da pessoa a partir das dimensões do crânio. No entanto, para que o computador possa processar as informações, ele deve ter acesso a dados da espessura média dos tecidos moles (pele, músculos e gordura) do rosto dos brasileiros – pesquisa que já está sendo realizada pela FMRP.
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