O número de vasectomias tem aumentado nos últimos anos e as razões são muitas. De acordo com o urologista Fernando Croitor, da Clínica Miletto, no Brasil é difícil apontar números, pois a vasectomia é realizada, na maioria das vezes, em serviços privados: “Trata-se de um procedimento que integra o rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ou consta na cobertura das operadoras”. Paralelo a esse quadro há uma outra realidade. Com o crescimento de segundos casamentos, cresce também o interesse por filhos com a nova companheira. De acordo com o Vasovasostomy Study Group, aproximadamente 75% dos indivíduos que desejam a reversão são aqueles que estão em um novo relacionamento, enquanto apenas 10% são casais que desejam ter mais filhos. O restante procura a reversão devido a motivos religiosos, perda de filhos, entre outros. Segundo Dr. Fernando, para a maioria dos casos de reversão, a vasovasostomia é o procedimento cirúrgico mais indicado. Ela restaura o fluxo de espermatozóides através da ligação dos vasos deferentes, obstruídos pela vasectomia. A incidência de complicações pós-operatórias é baixa. A recuperação é rápida e não exige internação. “Pequenos inchaços, hematomas ou descoloração na área são normais, podendo desaparecer em alguns dias. Para retornar à atividade sexual, o prazo médio é de três semanas”.