Artigo divulgado na “The New England Journal of Medicine” mostrou que é possível medir com maior precisão a dor sentida pelas pessoas. O método foi desenvolvido por pesquisadores americanos e identifica quando o paciente sente dor física, e qual o nível do sofrimento. O estudo, definido como “assinatura neurológica da dor”, tem eficácia de 90% a 100%.

A pesquisa foi realizada com 114 voluntários que responderam a estímulos dolorosos, captados por exames de imagens, através de um padrão de reações cerebrais. Todos os participantes do estudo mostraram um padrão único de respostas, que surpreendeu os pesquisadores. Quando os participantes receberam analgésico, não registraram dor, e quando viram uma foto de um ex-parceiro não apresentaram resposta, o que comprovou que o método registra a dor física e não a emocional.

A descoberta é uma grande evolução para a Medicina e, principalmente, para o tratamento das dores. De acordo com José Ribamar Moreno, mestre em medicina pela UFRJ e coordenador do CTIDor (Centro de Tratamento Intensivo da Dor), esses exames darão mais credibilidade ao relato dos doentes. “Ferramentas como essas, pelas quais é possível ver a imagem do corpo simultaneamente à função microscópica do que ocorre no cérebro, são um grande avanço, pois dão maior credibilidade ao sintoma de dor e faz com que os médicos acreditem e identifiquem melhor o sofrimento do paciente” declara o especialista.