Fechar 2010 com faturamento de cerca de R$ 32 milhões, sendo 11% representado pelo segmento hospitalar. Esse é o objetivo da Madis Rodbel, fabricante de controles de acesso hospitalares, que tem o setor de saúde como uma estratégia. “Estamos trabalhando forte para ter essa meta concretizada”, conta o vice-presidente da empresa, Rodrigo Pimenta.
De 2008 para 2009 o crescimento do setor hospitalar no faturamento da empresa foi de 7%, correspondendo a 3,5% da sua receita total que, em 2009, foi de R$ 28 milhões. Para manter este desenvolvimento, a Madis aposta no controle de acesso por biometria.
Segundo Pimenta, o produto pode ser implantado através de biometria, cartão de proximidade e códigos de barra. “É um controle de acesso que se encaixa muito bem nos hospitais. Esse é um software que controla acesso e tem uma aceitação muito grande no setor pelo fato de que os hospitais estão com uma tendência muito grande de controlar o acesso a áreas restritas como UTIs e farmácias.”
O objetivo da solução é controlar desde o tempo de visita de acompanhantes dos pacientes até entrada dos próprios funcionários em lugares indevidos como, por exemplo, na área de lixo hospitalar da Unidade de Terapia Intensiva.
Consideradas o principal benefício para os hospitais, a segurança e a organização são dois resultados positivos que podem ser alcançados com o produto. “O controle permite segurança nos acessos e, por consequência, uma circulação de pessoas organizada, afinal é possível restringir os horários dos funcionários dentro da instituição”, destaca.
Outra aposta da Madis para o incremento do faturamento é o controle de ponto. O interesse em desenvolver esse produto tem como base a exigência do governo federal com conjunto de normas que regulamentam o registro eletrônico da jornada de trabalho. A partir de 21 de agosto de 2010, todas as empresas de todos os segmentos deverão se adequar a portaria 1.510, que diz que todos os profissionais terão que receber um comprovante impresso com o horário em que iniciou ou encerrou a sua jornada de trabalho.
“Vamos investir cerca de R$ 400 mil para desenvolver um controle de ponto que seja adequado com o que o governo quer. Hoje muitos hospitais dispõem desse serviço e por isso estamos muito focados nessa solução”, revela Pimenta.
As centrais horárias também estão sendo bastante trabalhadas pela Madis. Com foco na precisão, a solução comanda uma série de relógios secundários – disponíveis nos tetos dos hospitais. “Tem que haver uma sincronia exata entre esses relógios e para isso acontecer eles ficam ligados a uma central horária que os alimenta. Isso é viável porque no ambiente hospitalar tem que ter precisão acima de tudo.”
De acordo com o executivo, em segundo plano está o controle de estacionamento tarifado. O produto oferece soluções desde totens de entrada e cancelas que podem ser tarifadas ou não, conforme necessidade do hospital requerente.
Um diferencial da Madis é que independente do produto adquirido, os hospitais clientes da empresa recebem a complementação do software de acordo com a necessidade de integrar mais usuários ao sistema. “A atualização do sistema é gratuita desde que haja contrato de manutenção, é uma evolução contínua”, conclui.
Entre os principais clientes da Madis no segmento estão os hospitais Sírio Libanês, Santa Joana e ProMatre.
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