Durante a Jornada Paulista de Radiologia 2011, a Agfa HealthCare apresentou novo modelo de negócios para empresas de médio e pequeno porte – onde toda a solução já conhecida de RIS e PACS será disponibilizada em um datacenter a todos os clientes através de um modelo Application Service Provider (ASP). Para Agfa, que antes focava suas atenções a clientes de alta complexidade e volumes de negócios importantes, o plano é uma adequação à realidade do mercado, onde pequenas e médias instituições já estão virando maioria.

O gerente de vendas da divisão IT, Robson Miguel, afirmou que mesmo consolidando um bom market share com os clientes de grande porte, a empresa entende que é uma parcela que chegará ao fim. “Sabemos que um dia esse mercado vai exaurir, não teremos tantos hospitais para sustentar um negócio. Encontramos uma vertente de mercado que ainda não éramos tanto competitivos e onde aproveitaríamos um modelo diferente de comercialização”.

O produto já é utilizado na Bélgica há quatro anos, onde é responsável pela conectividade de 17 hospitais. “A nossa expectativa é extrapolar a experiência que já tivemos diante da grandeza e disponibilidade do mercado brasileiro”. Miguel é otimista sobre a aceitação do programa em território nacional já que resultará uma economia significativa para o cliente. “Caso a instituição realize os investimentos que ele tenha que fazer, ele alcançará uma média de 10 e 20% de economia”, salienta.

Para a criação e elaboração do plano – entre datacenter, licenças, serviços, hardware e conectividade – a Agfa executou um investimento inicial de U$ 1 milhão e 200 mil. “A primeira instituição a receber o modelo foi a UPA Senador Camará no Rio de Janeiro, o plano ainda está em fase de implantação e tudo segue muito bem”, garante. O executivo afirmou que até a segunda semana do mês de maio o novo modelo entrará em produção.

Atualmente, o Brasil é a nono dentro do faturamento mundial da empresa – deixando para trás sólidas economias como França e Itália. O bloco América Latina fatura 11% do faturamento global, dentro disso, o Brasil representa 50% da operação. Segundo Miguel, isso despertou o interesse no continente e agregou outro valor aos negócios. “Todos os lançamentos de produtos que estão sendo feitos na Europa ou Estados Unidos, o Brasil está inserido, estamos praticamente sincronizados”, ressalta.

No período de 2009/2010 a Agfa registrou um crescimento de 22%, o que foi uma surpresa. “Diante da crise mundial, como uma empresa conservadora, a Agfa estimava um crescimento de 14% e isso foi superado”. Com isso, os planos para 2011 giram em torno de manter a mesma estabilidade financeira.

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