A dor lombar, popularmente conhecida como lombalgia, é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como o principal problema médico nos países ocidentais industrializados. Cerca de 65 a 80% da população adulta acima dos 30 anos deverá sofrer com as dores lombares algum dia. Já a osteoartrite, ou artrose, é a doença reumática mais frequente no Brasil, provocando degeneração das cartilagens. Para o tratamento destas duas patologias, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou Cymbalta® (duloxetina), um antidepressivo dual com eficácia analgésica comprovada.

“Precisa haver uma reeducação sobre dor crônica. Apesar de não existir cura, é possível melhorar a qualidade de vida dos pacientes que sofrem desta patologia com ajuda de medicamentos e mudanças de hábitos”, explica Dr. Robert Bennett, professor de medicina da Universade de Saúde e Ciência de Oregon.

Para aliviar as dores, é comum o uso de analgésicos. No entanto, no caso das dores crônicas a dose precisa ser constantemente ajustada e o uso contínuo desse tipo de medicamento pode causar o chamado “efeito rebote”. Os anticonvulsivantes e antidepressivos tricíclicos também são utilizados no tratamento de dores crônicas, mas os efeitos colaterais dificultam sua administração e prescrição.

Já a duloxetina (Cymbalta®), diferentemente dos analgésicos, é um medicamento que atua diretamente no sistema nervoso central, responsável pela resposta ao estímulo da dor no organismo.