Tosse, dor torácica, falta de ar e febre – todos são sintomas da pneumonia, mas podem ser o anúncio de algo mais grave: a chamada pneumonia atípica – nome dado à doença causada por micro-organismos não típicos, vírus ou fungos, em especial por uma mutação do coronavírus.

A modalidade atípica é contagiosa e provoca danos muito mais graves nos pulmões, dada a dificuldade de combate aos agentes causadores. Ela pode ser transmitida por gotículas e secreções da orofaringe, mas o estado imunológico do paciente, suas defesas locais e sistêmicas ditam o ritmo da evolução. Geralmente, ocorre de forma lenta com tosse seca ou com expectoração, dor torácica, febre e dispneia. “A pneumonia que conhecemos se manifesta usualmente de maneira abrupta”, esclarece o professor da Faculdade de Medicina da UnB e pneumologista do Hospital Anchieta Ricardo Martins.

Segundo o especialista, a pneumonia atípica, apesar de perigosa, tem tratamento feito por antibióticos que possam atingir da maneira mais ampla possível o agente etiológico responsável. Crianças menores de 5 anos de idade e adultos acima dos 65 fazem parte do grupo mais vulnerável, assim como pacientes portadores de doenças imunossupressoras ou com diminuição das defesas pulmonares. “Todos esses pacientes devem ter um acompanhamento mais rigoroso e uma reavaliação precoce”, conclui o especialista.

No Brasil, a prevalência desse tipo de pneumonia é mais frequente do que se pensa. “Toda pneumonia deve ser considerada como uma agressão grave ao sistema respiratório e fatores como idade, doenças previamente existentes como Diabete Mellitus – devem ser observadas ao se definir o tratamento”, explica o Dr. Ricardo Martins.